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História Reddie: Aluga-se um namorado - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Finjo que acredito


O que um pente pode fazer?

Até alguns minutos atrás eu responderia: Desembaraçar um cabelo, arrumar e coisas assim.

O que eu responderia agora: Um grande mal entendido.

Quando Ben disse que quem ouviu não acredita, eu não liguei muito, e fui em direção a cozinha, e encontrei minha mãe me olhando espantada.

— Filho, posso falar com você? — ela nem esperou eu responder e já foi me puxando e falando: — Filho, você tem que ser mais gentil com seu namorado. 

— O que eu poderia fazer? Estava preso. — digo, não entendendo o porquê daquela conversa.

Minha mãe fica muito vermelha, mais muito vermelha mesmo.

— Só seja mais gentil da próxima vez. — e saiu sem me explicar nada.

— Do que será que ela tava falando? — pergunto a Ben, que estava perto de nós e ouviu toda nossa conversa.

Assim que ouvi minha pergunta Ben começa a gargalhar.

— Richie, Richie, — disse de um jeito brincalhão, enquanto ainda ria. — sua mãe não sabe que um pente ficou preso no cabelo do Eddie.

— Então ela pensa que estávamos fazendo o que?

— Caraca Richie, eu pensei que de nós dois você era o menos inocente, mas se bem que pode ser só porque você é lerdo. — diz Ben.

Refleti. Eu puxei o pente do cabelo do Eddie, ele gritou muito alto, pediu pra ir devagar, eu puxei e ele gritou de novo, só que mais alto.

Puta que pariu. É, eu puxei minha mente poluída da minha mãe mesmo.

— Caralho, que mente poluída a da minha mãe, como ela pode pensar que estávamos transando? — pergunto.

— Não só ela, mas Henry e Greta também, até comentaram, e eles não parecem terem gostado muito.

Depois dessa conversa esclarecedora com Ben, eu vou até a sala onde encontro Bervely sentada, lendo uma de suas revistas, não sei o que tanto ela lê.

• • •

— Então pessoal, Henry e Greta vão acampar, e acho que é uma boa ideia se todos vocês forem. — diz minha mãe, depois de Eddie finalmente ter descido pra sala.

— Acho que eles preferiram que fosse mais particular. — diz Eddie.

— Não que isso, vou falar com eles e tenho certeza que vão gostar. Agora vamos comer.

Estamos todos a mesa, incluindo meu pai, Henry e Greta. Até agora meu pai não fez nenhum comentário homofobico, minha mãe deve ter ameaçado ele, certeza.

Greta não para de encarar Eddie e eu, provavelmente por causa do acontecido com o pente, Eddie deve ter percebido o olhar de Greta sobre nós dois, pois deu um sorrisinho para ela, que virou a cara rapidamente.

Henry sussurra algo no ouvido de Greta, e ela responde com um: "Não estou olhando."

E eles começam a discutir sussurrando, algo que eu não conseguiria, quem consegue discutir sussurrando?, eu não consigo nem sussurra quando estou falando normal, imagina quando estou com raiva.

Mesmo eles estando discutindo baixo, todos perceber e ficam meio que apreensivos.

Meu pai tossi, chamando atenção de todos na mesa para ele.

— Então, se divertiram hoje? — meu pai pergunta.

— Richie se divertiu muito. — diz Henry de imediato, Greta e minha mãe se engasgam com suco, Ben e Bervely reprimem uma risada e Eddie não deve está entendendo nada.

— Com o que?

— Ele brincou bastante. — Henry dá um sorriso irônico para mim.

— É, legal, mas então já decidiram quem irá ser a madrinha que vai acompanhar Richie no dia do casamento? — minha mãe muda drasticamente de assunto.

— Eu estava pensando em chamar o Eddie, aí nos teríamos dois padrinhos, aí eu coloco também um par de madrinhas, não acham que seria legal? — Greta fala.

Todos assentimos com a cabeça. É pode ser interessante.

— Mas claro, se o Eddie e o Richie concordarem... — diz Greta olhando para Eddie e eu, eu faço que sim com a cabeça e Eddie também, só que ele faz isso sorrindo. — Ótimo, e seus amigos também, se quiserem.

— Eu topo. — diz Ben, sorrindo. E Bervely só assente com a cabeça.

— Creio que eles também irão com vocês acampar, não é? — minha mão fala mais afirmando do perguntando.

— Sim, claro. — Greta da um sorriso forçado, ela nunca iria contrariar a minha mãe. Mulher esperta.

— É, vai ser muito divertido. — meu irmão diz, ele nunca iria contrariar nossa mãe e nem Greta.

— Ótimo. — minha mãe diz contente.

— Se eles não se importam, então tudo bem. — diz Eddie.

— É bem legal. — Eu digo, não achando nada legal.

— Por mim tudo bem. — diz Ben.

— Legal, legal. — fala Bervely, ela parece bem desconfortável, e não é a única.

• • •

O dia passou tão rápido que eu nem notei. De tarde levei Ben, Bervely e Eddie para conhecerem a cidade, e quando estávamos voltando prometi a eles que iria ver os outros lugares, nos outros dias.

— Amanhã não irá dar, pois minha família irá lá para casa. — digo para eles. Eles ficaram bem animados em conhecer a cidade.

No final do dia, estávamos tão cansados que nem quisemos jantar direito, exceto por Ben e Bervely, eu estranhei porque Bervely nunca foi de comer muito, mas como eu disse antes deve ser a convivência com Ben.

— Boa noite Richie, e não faça nada que eu não faria. — Ben pisca pra mim, enquanto entra em seu quarto junto de Bervely.

— Pra você também. — digo entrando no meu, sendo acompanhado por Eddie.

— Boa noite. — Bervely diz bocejando.

Eddie e eu respondemos e fomos preparar a cama pra dormir.

Eddie pega um edredom e travesseiro e estende para eu pegar.

— Você dorme no chão. — diz de um jeito mandão, ao perceber minha cara de revolta, ele logo diz: — Eu não vou dormir na mesma cama que você.

— Não é como se eu fosse te atacar de noite. — digo ajeitando as coisas para eu dormir no chão, que está muito gelado.

— Eu não sei do que você é capaz. — responde Eddie. Antes de se ajeitar na cama pra dormir.

Esperto ele, ficou com a cama.

• • •

— Eddie, Eddie, Eddie. — fico chamando Eddie no meio da noite, o chão está gelado de mais, não consigo de jeito nenhum dormir aqui, estou a quase dois minutos chamando o Eddie, e nada dessa criatura acordar, ele tem um sono bem pesado e ronca.

— Quer saber, eu vou deitar nessa cama, não fico mais nesse chão gelado não. — digo para mim mesmo.

É muita idiotice minha ficar no chão, sendo que essa cama é muito grande e Eddie está ocupando somente uma parte da cama, e outra está totalmente livre para eu deitar.

Quando deito na cama, ela está quente, é muito melhor do que aquele chão, minhas costas me matariam se eu continuasse naquele chão. E logo acabo caindo no sono.

• • •

— Ahhhhhhhhh! — sou acordado pelo grito de Eddie. Maneira incrível de acordar.

— O que foi maluco? — pergunto me virando na cama, querendo voltar a dormir.

— O que está fazendo aqui? — Pergunta.

— Eu que não ia pegar uma hipotermia, ficando naquele chão.

— Me acordava então, não precisava me assustar desse jeito. — diz, de um jeito calmo, nada comparado a seu grito alguns segundos antes.

— E eu tentei, mas você dormi tipo uma pedra. E ainda por cima ronca. 

— Que isso? Eu tenho um sono super leve, tá? Eu nem ronco. — diz Eddie.

— Sei, eu finjo que acredito.



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