História Re.definir - Capítulo 8


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Categorias Neo Culture Technology (NCT), Red Velvet
Personagens Jaehyun, Johnny, Joy, Seulgi, Winwin, Yeri, Yuta
Tags Yuwin
Visualizações 20
Palavras 1.891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lírica, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bem, a partir de agora os capitulos demorarão mais para virem porque estou de volta às aulas, então paciência pessoas que leem anonimamente hahaha

Capítulo 8 - Capitulo 08


Yerim P.O.V

Eu vou matar essa criança. Ah se vou! Oficialmente não sabemos cozinhar, como é que vou alimentá-la? Este arroz queimado na panela é a prova real e oficial que sou uma desgraça na cozinha. Meu Senhor, por que não sou como minha irmã ou como Seulgi? Ein, por que? E se fosse meu filho? Ele morreria de fome e vou fazer meu sobrinho morrer de fome também.

- Calma meu bolinho de arroz – Seulgi fala calmamente enquanto acaricia meu cabelo – é só a primeira tentativa, você está apenas nervosa.

- Mas meu arroz não é gostoso...

- Porque você tem medo de usar tempero. Olha, cozinhar você sabe, a única que coisa que falta é a pratica e o amor.

- Como assim “amor”? Vou mandar coração para a comida? – ela ri e eu também.

- Você faz fazer a comida com vontade e com felicidade. Pensando bem naqueles que vão comer. Esse é o segredo, é fazer as coisas com carinho – Só você que é maravilhosa desse jeito e consegue fazer as coisas com carinho. Eu faço à base do desespero mesmo. – Dá para comer ainda, apenas queimou o fundo – ela mexe na panela e exibe um belo sorriso – Apenas nos distraímos um pouquinho.

- Unnie, eu vou matar essa criança, né? – olha, meu desespero é explícito. Por favor, me consola porque eu estou entrando em curto-circuito aqui.

- Não vai não. Acho que na verdade você vai ser uma excelente tia.

- Esse consolo foi bem forçado, ein... – a mais velha me abraça e me envolvo em seu doce cheiro e na maciez de seu casaco peludinho como coberta.

- Eu sei que você vai ser uma excelente tia. Acredito em você e a senhorita nunca me desaponta – olha nos meus olhos e sorri de um modo adorável – nunca mesmo – a abraço novamente, um abraço apertado como se todo meu medo estivesse nele. Seulgi me permite ser uma criança medrosa. Ela me mimou tanto que eu não amadureci do seu lado e, portanto, sou uma eterna criança em seus braços. Mas esse abraço que tem seu cheiro, seu amor, e sua textura, é o abraço que me consola e faz a ideia de que uma pessoa é sua verdadeira casa seja verdadeira. Seulgi é minha casa, meu acalanto nos meus medos e me sinto triste por não conseguir dizer o mesmo sobre minha mãe, mas esta é a verdade que se concretiza na minha vida.

...

DoHyuk chegaria às onze horas no domingo, ou seja, me faltam cinco minutos para terminar de me arranjar psicologicamente para sua chegada.

Meus pais estão muito felizes. Tanto, que estão fazendo churrasco. Tanto, que meu pai comprou uma bola de futebol para o neto e eu não sei se isso é forçar o menino a gostar de futebol, ou se é um estimulo para que faça atividade física. Realmente não sei, e não estou com animo para compreender.

Agora minhas mãos se encontram temperando as variadas carnes que foram compradas. Meu cérebro ainda tenta repassar certas coisas que acha útil como, por exemplo: tenha paciência. É uma criança de três anos que desconhece física, ou qualquer outra coisa que explica as ações da natureza. Se ele perguntar “por que a pipoca explode?”, você terá que responder, com carinho, que é por causa da pressão e do calor. E, obviamente, não ser aqueles adultos que apenas responde “porque sim”. Lembremo-nos que ao fazer isso estaremos matando um futuro curioso e descobridor. Isso é matar o instinto de cientista da criança e não queremos isso. Se ele pedir qualquer tipo de ajuda, você ajuda, porque lembra que tem malditos três anos. E assim segue a listinha.

É uma listinha básica que no fundo apenas quer me dizer “tenha paciência”. E olha, estou pensando seriamente em baixar um app de meditação para melhorar nisso...

Me preparei a semana inteira com a cozinha, eu pedi para minha mãe me ensinar a fazer feijão; pedi, na verdade, para me ensinar a cozinhar qualquer coisa que ela geralmente faz apenas para poder alimentar essa criança bem e não levar uma panela na cabeça por causa da Soo. Eu temo ela e por isso quero dar meu melhor para não levar na fuça.

Mas honestamente, por mais que eu estou ansiosa; o que realmente está passando na minha cabeça é a beleza de Will Herondele. Céus, como eu queria um homem desses na minha vida agora.  O imagino sentado à mesa, falando algo sobre algum livro, ou alguma poesia e me invadindo com seus pensamentos profundos. Sim, o imagino falando sobre Tolstoi e comentando sobre como mal conseguia pronunciar o nome dos personagens. “Por que caralhos tem um ‘v’ em cada nome? Os russos são viciados em ‘v’” concretiza ele e sorrio com o pensamento. Sim, os russo colocam ‘v’ em cada coisa que veem, por isso é Vodca e não Bodca, ou Dodca...

Realmente gostaria de ter alguém ao meu lado para fazer piadas bestas como esta. Às vezes meu maior problema é o sentimento de solidão. É, realmente sinto falta de ter mais pessoas dentro dessa casa, por mais que não nos falemos, ao menos seria mais cheio, completo. Eu posso dizer que odeio meu sobrinho, mas olha, estou completamente feliz por ele estar vindo passar um tempo aqui. Claro que é uma droga o casamento de minha irmã estar indo água abaixo, mas é, eu estou feliz de certo modo. Acho que não sou um bom exemplo de irmã ao pensar isso, mas fazer o quê? A gente é assim, então aceitar doí menos para qualquer parte.

Cinco minutos passam rápido e como a realidade é muito brincalhona, eles não chegaram às 11 em ponto. Quem é que chega no compromisso no horário em ponto? Ignoremos os trabalhos, aulas e coisa assim porque geralmente temos um horário de início, mas chegar lá mesmo é outra história...

A campainha toca, é eles chegaram às onze e sete da manhã. Pronto, agora, oficialmente, começa minha tortura de ser babá e estudante ao mesmo tempo. Parabéns meninas que engravidam cedo, se eu já estou pirando (e olha que o filho nem é meu) imagina vocês que tem que cuidar para todo o sempre destas crias. Soo está com malas aos pés e sorri enquanto minha mãe segura seu neto. Minha irmã nunca perde sua beleza, mesmo que a cada ano envelheça. Seus lábios são pequenos, mas carnudos; seu cabelo negro está longo ao ponto que toca em seus seios que um dia foram pequenos, mas aumentaram graças ao filho. Ainda me lembro de como era magra, mas depois de ter Hyuk, algumas coisinhas mudaram; talvez fosse mais uma questão de ter ganhado mais peso do que realmente aumentado algo. Sei que de quarenta e quatro quilos, minha irmã deve estar nos seus cinquenta e cinco. Eu particularmente não acho isso ruim, já que sempre a vi muito magra, e porque acho pernas grosas mais bonitas também. Mas era uma boa diferença em seu perfil. Ela não está feia, permanece bonita, porque mulheres bonitas permanecem bonita... ao menos Seulgi e Soo Young permanecem bonitas não importando o tempo que já passou.

Contudo, agora ela se veste muito mais elegantemente do que quando tinha seus vinte anos. Estava de calça jeans, uma bota de cano alto, uma blusa de lã bordô que era bem desenhada com os fios e um sobretudo preto. Era sim mais elegante do que seus moletons, do que as calças rasgadas, e das botas vermelhas. Seu filho é algo que preciso dizer que está roubando meu coração neste exato momento. Assim como toda criança, seus olhos são enormes e puros. Um negro integro e puro, que brilha de fofura. O menino de cabelos lisos, que fazem uma franja e chegam a refletir a luz da sala, veste uma miniatura de projeto de casaco de frio azul e uma miniatura de All Star. Como assim roupas de crianças são tão fofas? Como assim, Jesus? Isso deveria ser proibido... olha essa miniatura de All Star.

Me aproximo de minha mãe, mas sigo reto para minha irmã e estico meus braços para um abraço. “Sinto sua falta” é o que esse abraço vai dizer. E ela o aceitando, me envolve em um aperto igualmente carinhoso. “Também sinto sua falta” seu aperto me diz. Como já revelei para mim mesma, eu a amo e sinto falta de sua presença dentro de casa. Não consigo odiar nem ela, nem seu filho, porque ele tem os olhos dela, porque ele é metade dela. Depois deste caloroso abraço me viro para Hyuk e com um enorme sorriso digo:

- Oi Hyuk, eu sou Yeri – ele provavelmente não sabe quem eu sou, já que na maior parte do tempo estou fora quando eles vêm aqui. O menino estica as duas mãos, unidas pelas palmas.

- Bença – pediu ele e então peguei em suas pequenas mãozinhas.

- Deus te abençoe – Então SooYoung o ensinou bem as tradições, assim como minha mãe e meu pai fizeram. É engraçado alguém pedir bença para mim, porque eu sou bem nova, mas ao mesmo tempo é adorável. Principalmente vindo de uma pequena criança – Ele pede bença para todo mundo ou sabe que sou sua tia? – minha mãe e irmã riem.

- Ele meio que pede benção para qualquer um que é mais velho – minha irmã responde rindo e colocando sua mão em meu ombro e acaricia um pouco – é divertido. Um dia ele pediu benção para o médico – rimos. A criança não riu, ele não entendeu qual seria a graça daquilo.

- Isso quer dizer que é um maravilhoso rapazinho – respondeu minha mãe. Céus, ela é uma avó coruja. E então senti o cheiro da carne invadindo o cômodo e me lembrei que ainda deveria fazer arroz, mas olhando para o relógio ainda são onze e doze o que me diz que só devo começar a fazê-lo lá pelas onze e meia ou quarenta. Quero dizer, minha mãe deveria o fazer, já que Seulgi e eu testemunhamos que ultimamente não estou tendo sorte para cozinhar nada além de miojo.

- O pai não disse nada? – os olhos de minha irmã estavam conectados com o de minha mãe. Ela está receosa, e nós três sempre pisamos em ovos quando o assunto é meu pai.

- No fundo ele nunca gostou muito do DoYoung então ter a filha de volta é mais como uma felicidade – respondeu a mais velha, mas os ombros de Soo caíram e percebi que ela está triste. Somos egoístas, não deveríamos ter apoiado ela. Não, Soo ama seu marido e estamos fazendo a coisa errada ao apoia-la nisso. Mãe, você não é uma das melhores conselheiras. Contudo não posso falar isso abertamente, tenho que esperar meus pais saírem para conversar abertamente com minha irmã.

Nossa mãe saiu da sala com seu neto em braços e nos deixou sozinha na sala.

- Unnie, precisamos conversar sozinhas depois – peço a encarando nos olhos. Ela entende a mensagem e sorri tristemente de canto.

- Tudo bem. ‘Cê pode me ajudar com as malas? – assinto e pego a mala de rodinhas que estava aos seus pés.

- Pode ir lá pro fundo, eu cuido disso daqui enquanto o pai tira a saudade do peito – respondo e começo a seguir em direção ao quarto de hospedes que estava esperando por sua hospede.

 


Notas Finais


XOXO


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