História Redemoinhos de ventos uivantes - Capítulo 1


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Categorias Houseki no Kuni
Tags Amefest Angst, Antarcphos, Daeho, Drama
Visualizações 15
Palavras 339
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Acabei me juntando também a essa tag linda da Evy com uma contribuição bem simples pro festival da sofrência. O textão fica pro dia 19, mas já posso dar um spoiler: a Ame é um anjinho que merece muitos mimos. <3

Capítulo 1 - Capítulo único.


Ainda que no inverno o sol estivesse presente em feixes tão estreitos, continuava sendo capaz de absorver um ou outro momento, como se extraísse-os do presente e levasse-os a qualquer um desses lugares bem distantes.

Eram fragmentos que tendiam a se esfarelar, até que fossem pequenos demais para serem vistos a olho nu. Não teria como Phos lembrar-se de algo que já não podia ter sua existência comprovada, mas se pudesse, talvez associaria a sensação a promessas que se liquefaziam. Sabia que fizera muitas dessas promessas líquidas, deixando que corressem e formassem rios perenes.

Mas como era impossível se atentar a esses detalhes perdidos, o verdadeiro problema era que, fosse solar ou da lua, as luzes eram nocivas e arrancavam brutalmente segundos preciosos, transformando-os em migalhas. 

O inverno os capturava em redemoinhos de ventos uivantes.

Por isso que, para Phos, a imagem da promessa perdida feita a Antarcticite era mais presente do que tudo que viera antes, pois era muito mais fácil se lembrar daquilo que rachara sua alma (se pedras como ela pudessem realmente ter uma. Talvez fosse melhor que não tivessem). Não havia como se lembrar da sensação de afundar os pés na neve e arrastar-se por um caminho que parecia não ter fim. Ou de que o gelo não ardia tanto quanto o medo decorrente da impotência, vil como uma erva-daninha em meio a uma excelente safra. 

Dessas e de tantas outras coisas mundanas, memórias eram recolhidas, espalhadas no ar feito um perfume cítrico até se dispersarem, até que mesmo os rastros desaparecessem. Memórias volúveis, misturadas a um ar que facilmente iria para longe.

Caso fosse possível reter a sensação ao invés de deixá-la ir com o som do vento, Phos sentiria algo que se assemelhava a puro terror. Mas até que de sua ignorância se podia tirar algo positivo — decerto doeria menos enquanto os detalhes que confirmavam essa dor permanecessem esquecidos. Na lua, não havia inverno nem dor nem nada; Phos conseguiria fingir muito bem que a estação sempre fora tão detestável quanto parecia ser.



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