História Redemption - Jikook - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys, Bts, Horror, Jikook, Jimin, Jimin!bottom, Jungkook, Jungkook!top, Kookmin, Lemon, Satelity, Terror
Visualizações 1.455
Palavras 3.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ignorem os erros.
🌸

Capítulo 4 - Três


Fanfic / Fanfiction Redemption - Jikook - Capítulo 4 - Três


Para a minha surpresa o mercado não era como eu imaginava. Tudo bem que eu não esperava por um enorme mercado, pois eu sei que esse tipo de cidade que Gyeonggi-do era, mas também não esperava por isso, porque à minha frente estava uma pequena construção antiga, mais parecida com uma pequena lojinha de convivências. Já que não tem outra, esta terá que servir. 

Fomos até a pequena porta de vidro, escutando um tintilar do sino soar pelo local. Por dentro ele era bem maior. Uma senhora estava no caixa com uma revista em mãos, ela não fez questão de erguer o olhar e ver qual era o tipo de pessoa que entrava  sua loja. Bom, se ela não liga, eu também não vou ligar. 

Para a minha sorte, mesmo sendo diferente do que imaginei, encontramos tudo que precisávamos aqui. Pegando todas as coisas, fomos ao caixa e pagamos por elas. Levamos tudo para o carro e seguimos rumo ao nosso apartamento. Assim que chegamos, mais uma vez o porteiro nos ofereceu ajuda. 

***

Algumas horas depois, Tae e eu estávamos parados ao meio da sala, apenas admirando o nosso belo trabalho. Depois que chegamos, abastecemos a cozinha e fomos começar uma grande revolução no apartamento. Desempacotamos todas as caixas, arrumando cada coisa em seu devido lugar, fizemos a maior faxina de nossas vidas e agora esse lugar estava perfeito. Mesmo estando cansado, eu olhava para cada canto do apartamento. Agora sim estava tudo ótimo. 

– Estou mais cansado do que ontem. – Tae resmungou, levando uma mão nas costas. 

– Pois então, é melhor ir se acostumando. – Me virei lhe lançando um olhar divertido. – Porque essa será nossa rotina de agora em diante. – O vi contorcer o rosto em uma careta me fazendo rir. 

– Não ligo, estou muito feliz para isso. – Sorriu. – Conseguirmos, Chim. Agora temos nosso próprio apartamento. – Veio animado em minha direção me abraçando de lado. 

– Sim, nós... – Fui interrompido pelo barulho do meu celular. Procurei com os olhos o vendo vibrar em cima da mesinha de centro. Fui até lá vendo que uma mensagem havia chegado. – É uma mensagem do Hoseok. – Falei, encarando o visor. 

– Hm, do Hoseok, huh? – Escutei Tae, levantando meu olhar e o vendo sorrir malicioso. Revirei os olhos e dei uma leve risada. – O que ele mandou? – Perguntou vindo em minha direção e tentando ler a mensagem. 

– Ele quer saber se vamos amanhã mesmo. 

– Por que não chama ele para jantar aqui hoje? – Levantei meu olhar, franzindo o cenho. – Apenas para nos conhecermos melhor, afinal, ele vai ser nosso colega de trabalho. – Dei de ombros, mandando uma mensagem para Hoseok. 

Fiz o convite e ele aceitou, passei nosso endereço e mais tarde ele estaria aqui. Acho que vai ser bom, Hoseok parece ser uma pessoa incrível e vai ser legal passar a noite com alguém da nossa idade. Não que não gostamos da presença de Jungah e Hyelim, mas elas só sabem falar do sanatório e de como aqui é perigoso. E para ser sincero, eu já estava ficando de saco cheio de toda essa besteira. 

– Ele vai vir. – Disse sorrindo para Tae. 

– Acho que ele gostou de você. – Sorriu travesso. 

– Por favor, não começa. – Revirei os olhos. 

– É sério, ele ficou todo sem graça quando te viu. Muito fofo. – Soltou um suspiro falso e depois riu. Não me segurei e ri também. 

– Vamos tomar banho e fazer o jantar. – Disse entre risos, negando com a cabeça. 

Fui para o meu quarto afim de fazer isso. Tae é doido, não acho que Hoseok tenha gostado de mim, pelo menos não da maneira que ele insinuou. Só deve ter ficado sem jeito porque é um garoto muito tímido, apenas isso. 

***

Uma hora depois, eu já havia tomado meu banho e o jantar já estava quase pronto. 

– Meu deus, que cheiro delicioso Jimin. – Tae disse praticamente enfiando a cara dentro da panela. – Sua comida é a melhor. – Dei uma risada. 

– Sim. – Dei de ombros e fiz uma falsa cara de esnobe, nos fazendo cair na risada. 

Havíamos dividido as tarefas. Eu fiquei com o jantar e ele encarregado com a sobremesa. 

Voltei a mexer no conteúdo da panela, sentindo uma pequena quantidade de fumaça atingir meu rosto. 

– Será que as luzes do sanatório estão acesas? – Sua pergunta repentina me fez olhá-lo confuso. Mesmo tendo medo, eu podia enxergar uma pitada de curiosidade em Tae. 

– Não sei, vamos ver. – Dizendo isso, saí da cozinha indo em direção a sala, ouvindo os passos de Tae atrás de mim.

Fui até a janela, afastando a cortina para o lado. Procurei pelo enorme edifício, logo o localizando. Grande do jeito que era, seria muito difícil de não notá-lo. Logo Tae se pôs ao meu lado, olhando na mesma direção que eu. E como em um passe de mágica, vimos as luzes se acenderem, nos fazendo arregalar os olhos.

– Ok, isso foi estranho. – Comentei, ainda encarando a grande construção. Isso foi realmente estranho, até parecia que sabiam que estávamos olhando o sanatório. Foi automático, bastou Tae se juntar a mim que as luzes se acenderam.

O som da campainha soando pelo cômodo nos fez dar um pequeno pulo para trás. Confesso que agora até eu me assustei. Porém, susto e medo são coisas diferentes. 

– Vou atender a porta. – Tae se voluntariou, indo em direção a mesma.

– E eu vou terminar o jantar. – Voltei em passos rápidos até a cozinha, ainda achando estranho o acontecido de segundos atrás, mas agora era hora de tirar isso da cabeça.

Verifiquei as panelas sentindo o delicioso aroma da comida. Modéstia à parte, eu sei cozinhar muito bem. Depois de verificar tudo tampei as panelas e fui ao encontro do nosso convidado da noite. 

Fui até a sala me deparando com um Hoseok extremamente adorável. Ele usava um blusa de mangas compridas que era cinza, calça jeans clara e tênis. Estava simples, mas lindo. Vou em sua direção com um sorriso no rosto, recebendo outro maior ainda.

– Duas vezes no mesmo dia, huh. Isso só poder ser um sinal. – Disse, estreitando os olhos. 

– Acho que sim. – Deu risada, me fazendo rir também. Vi seu rosto corar de leve, achando isso muito fofo.

– Obrigado pelo convite. – Deu mais um de seus lindos sorrisos.

– Não agradeça a mim, a idéia foi do Tae. – Dei um sorriso. Hoseok se virou para ele sorrindo. Não sei se foi apenas uma impressão minha, mas eu notei um pequeno desapontamento em seu rosto, mas eu também posso estar errado.

– Vamos jantar? – Tae pergunta animado e eu assinto. Nos dirigimos até a cozinha.

Dei uma rápida ajeitada na mesa, colocando nela pratos, talheres e copos.

***

– Espero que tenha gostado, fui eu quem fiz. – Disse assim que terminamos de jantar.

– Estava ótimo, você cozinha muito bem. – Falou, desviando o olhar. Podia jurar que ficou envergonhado.

– Mas agora você vai ver o que é cozinhar de verdade. – Disse Tae, retirando da geladeira um lindo e aparentemente saboroso triple berry cake e depois o colocando na mesa.

Me levantei indo até o armário e pegando alguns pratinhos específicos para sobremesas, entregando um para cada. Cortamos o bolo, e cada um pegou uma fatia.

– Hmm, isso está maravilhoso. – Falei com a boca cheia de bolo.

– Tenho que concordar. – Hoseok disse, afirmando com a cabeça e com a boca igualmente cheia de bolo.

– Obrigado. – Tae agradeceu, rindo das nossas prováveis caras lambuzadas de bolo.

Comemos mais alguns pedaços, até que algo me veio a mente, Gonjiam. Durante todo jantar, isso me veio a cabeça, diversas vezes. Por mais que tentasse afastar tais pensamentos, quando eu menos esperava, lá estava de volta, o maldito sanatório. Não tenho culpa, sou uma pessoa muito curiosa e não sossego até descobrir o que quero. Bom, Hoseok trabalha em uma biblioteca e mora em Gyeonggi-do a mais tempo que Tae e eu. Então muito provável que ele saiba alguma coisa.

– Hoseok, você mora a quanto tempo aqui? – Perguntei, me ajeitando na cadeira.

– Moro aqui desde que nasci. – Responde com um pequeno sorriso.

– Então você conhece a história do sanatório Gonjiam, certo? – O vejo franzir o cenho achando estranho, mas assente.

–Ah não Park Jimin, esse assunto de novo não. – Tae bufa irritado ao meu lado, apenas o ignoro.

–O que aconteceu lá? – Pergunto, apoiando meus cotovelos sobre a mesa e apoiando o rosto sobre as mãos. Escuto um suspiro alto do meu lado. Reviro os olhos.

– Não sei muita coisa sobre isso, mas... – Fez uma pausa, apertando os olhos, como se quisesse lembrar de algo. – O que sei à respeito disso, é que o Gonjiam foi construído para abrigar pessoas com tuberculose. Naquela época teve um surto muito grande de pessoas com a doença, a maioria acabou morrendo no sanatório e o restante acabou se matando. Mas o estranho mesmo, era que ninguém encontrava os corpos dessas pessoas, nem mesmo os familiares quando iam atrás pra fazer um enterro ou coisa do tipo. – Deu os ombros.

– Mas só para pessoas com tuberculose? – Perguntei, ainda mais curioso.

– Não, acho que haviam pessoas que sofriam de mais algumas doenças.

– Estranho o fato de ninguém saber o que aconteceu com os corpos, huh? – Disse, o vendo dar de ombros mais uma vez.

– Pelo amor de Deus, você já esta ficando obcecado com isso. – Olhei para Tae que já estava visivelmente irritado. – Hoseok vem jantar aqui e você fica importunando ele com essa idiotice de sanatório.

– Idiotice, mas até ontem você estava morrendo de medo. – Disse debochadamente.

– Gente... – Hoseok tentou falar, mas Tae interrompeu.

– Melhor ter medo do que querer bancar o sabe tudo e me enfiar dentro de um lugar que eu nem conheço. –Bufou alto.

– Gente, eu...

– Por favor sem drama, isso é só historinha de criança. – Revirei os olhos, também já irritado.

– Gente...

– O que foi Hoseok? – Dissemos juntos. Ele nos encarou por um segundo antes de desviar o olhar envergonhado.

– Olha, nos desculpe. – Comecei sem graça. – Não era bem isso que a gente havia planejado quando te convidamos.

– Sim, nos desculpe. – Completou Tae, passando a mão pelo rosto.

– Não se preocupem. – Deu um fraco sorriso. – Eu tenho que ir agora.

– Claro. – Disse já me levantando, assim como Tae.

O levamos até a porta e nos despedimos de Hoseok, mas não sem antes nos desculpar mais uma vez.

– Me desculpe, não devia ter sido tão dramático. – Tae disse assim que fechamos a porta. Olhei em sua direção o vendo suspirar cansado.

– Não, eu é que tenho que parar com essa chatice toda. – Dei um fraco sorriso.

Fomos em direção ao corredor, cada um para o seu quarto. Procurei pelo meu pijama, rapidamente trocando minhas roupas por ele. Fui até minha cama e me deitei, mas sem o intuito de dormir.

Eu sei que havia dito para Tae que devia parar com isso, mas eu não conseguia, algo sobre aquele antigo sanatório despertava minha curiosidade. Quando dei por mim já estava caminhando pelo corredor outra vez. Fui até a sala, afastando a cortina e procurando pelo sanatório. Mais uma vez, assim que meus olhos se dirigiram para a enorme construção, as luzes foram acesas. Dei um pequeno passo para trás, mas logo voltando a me aproximar da janela. Arrastei o vidro para o lado, colocando a cabeça e os braços para fora da janela. Deixei meus braços apoiados contra janela, enquanto sentia o vento me atingir, fazendo com que meus fios se movessem um pouco.

Gonjiam, o antigo sanatório supostamente abandonado que acende suas luzes pela noite. O lugar onde foi marcado por muitas mortes, mas nenhum corpo encontrado. O suposto local assombrado por alguma coisa, mas o quê? Por mais que eu quisesse esquecer isso, alguma coisa dentro de mim não deixava. Eu tinha que saber mais, eu tinha que saber a verdade sobre esse lugar e faria isso amanhã quando fosse trabalhar na biblioteca. Quando surgir a oportunidade e eu me encontrar sozinho, não pensarei duas vezes antes de procurar algum artigo, notícia ou até mesmo algum jornal antigo da época que falasse sobre o sanatório. Eu não sei o que se passa nesse sanatório e nessa cidade, mas uma coisa é certa, eu vou descobrir.

Coloquei meu rosto e meus braços para dentro da sala novamente e fechei a janela. Peguei a ponta da cortina pronto para arrastá-la, mas dei uma última olhada no sanatório vendo as luzes se apagarem. Mais uma vez dei um passo para trás. Isso era muito estranho. Quando eu chego a luzes se acendem e quando eu saio, elas se apagam. Ignorando isso, arrasto a cortina e me viro, pronto para voltar ao meu quarto. Volto caminhando pelo corredor escuro, mas tenho a sensação de alguma coisa passando por trás de mim. Olho por cima dos ombros, não encontrando nada além da escuridão. Chacoalho a cabeça, devo estar ficando paranóico igual a Tae. Sigo para meu quarto afim de dormir e deixar isso para amanhã.

***

Acordo antes do despertador tocar. Logo levanto e pego o necessário para poder tomar um banho rápido antes de sairmos para a biblioteca. Tenho que admitir que estou muito ansioso para meu primeiro dia no emprego novo e o fato de estar o dia todo rodeado por livros e poder falar sobre eles com outras pessoas, é incrível. Realmente não vejo a hora. Também quero procurar mais informações sobre Gonjiam hoje, espero que consiga. Deslizo o pijama pelo meu corpo e entro na água morna, me sentindo mais relaxado na hora. Fico mais tempo que o necessário no banho, saindo apenas quando ouço Taehyung resmungar algo sobre eu acabar atrasando a gente. Me seco e visto uma roupa casual, mas arrumada, visto em conta que não temos um uniforme de trabalho. Saio do banheiro e vou para a cozinha com o intuito de fazer algo para comermos, acabando por preparar apenas algumas panquecas, e enquanto deixo a máquina de café trabalhando, resolvo dar uma olhada no sanatório. Abro as cortinas e olho para o prédio distante. Tudo parece estar normal e olhando assim, ninguém poderia dizer que esse lugar alguma vez foi palco das atrocidades que todos com quem já conversei disseram. E é exatamente isso que me intriga, ninguém sabe ao certo o que ocorreu no local, ou sabem, mas não falam. O que pode ter acontecido de tão horrível para que tenham tanto medo de tocar no assunto?

– As panquecas vão esfriar, Chim.  – A voz de Tae me traz de volta ao mundo real e me sinto estúpido por não ter percebido ele entrar no mesmo cômodo que eu.

– Claro. – Me sento no lugar à sua frente na bancada e permaneço em silêncio durante toda a refeição, não conseguindo pensar em mais nada a não ser o sanatório.

***

Descemos no saguão e o simpático porteiro, que vim a descobrir que se chama Chong, nos cumprimenta e caminhamos em direção ao centro em silêncio. Me sinto na obrigação de preencher o vazio entre a gente, mas não quero aborrecê-lo com mais 'papo sanatório', então simplesmente respeito seu silêncio e permanecemos calados por todo o caminho.

Cumprimentamos Hoseok assim que chegamos e ele logo distribui várias tarefas para realizarmos durante o dia.

Vou até a fileira de clássicos com um carrinho cheio de livros empilhados e organizo títulos como 'Orgulho e Preconceito' e 'Romeu e Julieta' de volta nas prateleiras.

Me dirijo à sessão de terror e fico espantado com a quantidade de exemplares sobre esse assunto e sei que vou passar muito tempo por aqui, visto que esse é meu gênero favorito. Me abaixo para pegar mais livros e quando volto na minha posição original, vejo, por entre frestas de livros tombados, Hoseok na fileira seguinte conversando com Jungah. Sorrio ao ver o modo como ela parece gostar do jovem à sua frente e o jeito que ele fala sobre um exemplar que tem em mãos de um jeito apaixonado. Ele parece gostar muito do que faz aqui.

Reorganizo livros e mais livros em seus devidos lugares e isso é basicamente o que faço durante todo o dia, apenas parando algumas vezes para dar informações sobre onde achar tais autores ou tais títulos e ao final do expediente, nos encontramos perto da mesa onde Hoseok trabalha e vejo Tae pela primeira desde que entramos aqui. Quero acreditar que não nos encontramos apenas pela biblioteca ser gigantesca e não pelo fato dele estar bravo ou chateado comigo.

– Vocês foram fantásticos hoje meninos. – Hoseok diz e cora, talvez desejando não ter dito isso em voz alta.

– Obrigado Hoseok, você é muito gentil. – Sorrio para ele.

– Obrigado. – Tae diz rapidamente.

Hoseok apaga algumas luzes mais para o fundo da biblioteca e se despede de nós antes de se dirigir para uma das várias prateleiras, dizendo que tem mais algum trabalho para terminar.

***

Assim que saímos da biblioteca, fomos recebidos por uma agradável noite. O céu estava bem estrelado com uma lua brilhante o destacando. Olhei para Tae, que parecia perdido olhando para o enorme número de estrelas que rasgavam o céu.

– A cidade fica adorável a noite. – Comentei, olhando a estreita rua de pedra com alguns postes iluminando o caminho. Assim como as inúmeras casinhas enfeitadas com algumas lamparinas.

– Sim, aqui é realmente bem acolhedor. – Concordou sorrindo.

Algumas pessoas transitavam por aqui, outras andavam de bicicleta e por fim, haviam alguns poucos carros pelas ruas. Continuamos nosso caminho cumprimentando algumas pessoas que passavam e nos acenavam educadamente. Gyeonggi-do foi definitivamente uma ótima escolha. Era uma cidade bem tranquila ao contrário do que diziam, as pessoas eram muito simpáticas e sempre estavam de bom humor. Era como se ajudar ao próximo fosse um dever aqui. Todos parecem querer ajudar alguém e com nós não foi muito diferente, Hyelim, Jungah, o porteiro simpático Chong e Hoseok são exemplos disso. Atravessamos o pequeno vilarejo de casas, logo avistando a floresta. Para fazer o caminho de volta para casa, tínhamos que passar pela floresta que eventualmente leva até o sanatório Gonjiam.

Uma densa neblina parecia sair da floresta e o ar mudou drasticamente. Era como se estive mais carregado. Percebi Tae ficar um pouco mais rígido ao meu lado. Eu sabia que ele tinha medo e não gostava da idéia de ter que passar por este caminho todos os dias, mas a ideia de usar um carro e perder cada detalhe dessa cidade, não era uma opção. Apesar de ter medo, ele também preferia caminhar, nos pouparia gasolina e ainda conheceríamos melhor a cidade, aproveitando cada detalhe que ela tinha para nos oferecer.

A essa altura já passávamos em frente a extensa e larga floresta, diminuí o ritmo dos meus passos para que pudesse analisá-la melhor. Encarei ao longe a neblina tomar conta da floresta. Está iluminada apenas pela luz da lua. As árvores chegavam a ser monstruosas de tão grandes que eram, mas não me deixei intimidar por isso. Pelo contrário, isso só fez uma enorme curiosidade despertar em mim. Eu precisava saber o que se passava entre essas enormes árvores que no final me levariam até Gonjiam.

– O que está olhando? Anda Jimin, vamos embora. – Olhei em sua direção o vendo um pouco aflito.

– Eu estava pensando...

– NÃO. – Me cortou. – Eu sei oque você está pensando e a resposta é não.

– Por favor. – Juntei as mãos e fiz minha melhor cara de dó.

– Não Park Jimin, nós vamos para casa. – Falou cruzando os braços.

– Se você for lá comigo e a gente não achar nada, eu juro que nunca mais falo sobre o sanatório. – Disse apontando para construção atrás de mim. Tae olhou da construção para mim soltando um suspiro.

– Você jura?

– JURO. – disse animado, indo em sua direção e o abraçando.

– Tá, me solta. –  Tentou sair do meu abraço. – Vamos acabar com isso de uma vez.

Entramos na floresta e depois de caminhar um pouco, tudo o que podíamos ouvir era o som que nossos pés faziam sob o solo de terra batida. O silêncio era quase absoluto. Devido a luz da lua, o mais inofensivo galho projetava sombras enormes que pareciam nos seguir para onde quer que fôssemos.

– Jimin? – Tae pergunta com certa urgência. – Você ouviu isso? – Ele soa desesperado, mas quando olho em volta, apenas encontro árvores e mais árvores. Nada demais.

– Nós estamos sozinhos aqui em cima, Tae. Fica tranquilo. – Sorrio na intenção de acalmá-lo, mas não tenho completa certeza se isso é algo bom ou ruim.

Subimos o que antes era uma escada de pedra e ficamos a poucos metros da lateral do prédio mais temido da cidade. E estamos prestes a descobrir o porquê.

– O que é isso? – Ouvi a voz de Tae. Olho em sua direção o vendo um pouco mais afastado. Vou até ele.

– Acho que é um túnel. – Digo, olhando para o grande buraco negro a minha frente onde havia uma pequena escadinha e ao lado uma rampa. Dei alguns passos, mas senti Tae agarrar meu braço.

– Não vamos por aí. – Me olhou sério.

– Mas...

– Mas nada, eu já não estou afim de entrar nesse lugar. – Me puxou para longe do túnel. – Ou vamos pela frente ou não vamos. – Bufei, puxando meu braço para mim e caminhando ao seu lado.

Continuamos subindo a grande colina até que chegamos na frente do famoso sanatório assombrado, Gonjiam.


Notas Finais


Trailer: https://youtu.be/BhZXnDpS5Mw
Twitter: @/pwakrjimin

-satelity


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