História Redemption - Capítulo 49


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Relacionamento, Romance, Sexo, Sobrevivencia, Violencia
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Palavras 1.487
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 49 - A Decisão


Fanfic / Fanfiction Redemption - Capítulo 49 - A Decisão

Blessing não sabia o que fazer. Nunca haviam brigado. Ela nunca havia gritado com ele. Nunca perderam o controle. Sempre se entenderam. Se sentia perdido sem Annabelle. Não sabia para onde ir àquela hora da madrugada. Deveria voltar? Pedir perdão? O que deveria fazer?

Ela tinha razão. Ele agira de forma errada. Como se aquelas pessoas fossem seus captores. “Você não pode atacar as pessoas, feri-las ou matá-las, Bless”, ela disse e as palavras ainda ecoavam em seus ouvidos.

Ela era a delegada da cidade, a lei. E ele o que era? Um descontrolado que ao ser contrariado tentava matar as pessoas ou feri-las. Tudo o que a lei condena. Claro que ela não poderia aceitar aquilo.

Ele acelerava na moto sem rumo, enquanto sua mente era bombardeada pelos pensamentos. A noite escura o cercava na estrada e tudo o que ele queria era voltar e correr para Annabelle, mas a velocidade o afastava cada vez mais dela.

***

Sentada em um degrau da escada que dava acesso ao segundo andar da casa, Annabelle chorava copiosamente com o rosto entre as mãos e os cotovelos sobre os joelhos.

Foi a primeira briga do casal e ela disse coisas duras a ele, que não queria ter dito. Ela o magoou e ele saiu. Agora ela não sabia onde ele estava e a preocupação e culpa a destroçava.

Ainda era madrugada e não queria ligar para Sunny para saber se ele havia ido para lá, porque ela ficaria preocupada se ele não foi. Não poderia ligar para Henry também, por causa do horário.

Ela se desesperava lembrando que ele saiu na moto. E se acontecesse um acidente? Ela gritou com ele e pareceu chocado. Ele saiu atordoado para onde foi? Não deveria ter gritado, ter dito as coisas daquela maneira, se maldizia enquanto chorava. Deveria ter conversado com ele, com calma.

***

O céu dava os primeiros sinais de luz quando ele parou no acostamento. Seu coração estava acelerado e seus olhos estavam injetados por ter chorado. Tirou o capacete e o deixou em seu colo. Estava dirigindo sem rumo há quase uma hora. Sentira seu celular vibrar várias vezes e a cada vez acelerava mais. Só podia ser Annabelle querendo saber onde ele estava.

Mas, ao mesmo tempo em que queria falar com ela, sentia-se envergonhado. Ele não era bom para ela. Eram diferentes demais. Ele era uma pessoa ruim e ela era a lei. Ele não tinha cura, era quebrado demais para se curar e ela não poderia aceitá-lo assim. Nunca o entenderia, como os outros não entenderiam também.  

O melhor que faria era aproveitar a oportunidade e seguir em frente. Não voltar. Ir embora. Deixá-la para encontrar uma pessoa normal, sem passado, sem danos do passado. Uma pessoa que não sentisse vontade de matar que se aproximasse dela. Que não tivesse tanta raiva dentro de si.

Devia seguir em frente e fazer o que tanto queria, perseguir todos os seus algozes e matar um a um. Afinal, era essa sua vontade desde sempre. Pensava nisso noite e dia nos cativeiros que passou.

Os algozes só se acumularam junto com o anseio de destruí-los, ouvir seus ossos quebrando em suas mãos. Ver a vida indo embora de seus olhos. Não era uma pessoa boa. Queria ser para ela, mas não era.

Ela era a única que acalmava esses pensamentos nele, os faziam sumir. Com ela, ele se sentia em paz. Mas aquela noite mostrou que as coisas não eram assim tão simples. Ele não deixaria que ninguém se aproximasse dela. Sua Annabelle. Sua vida.

Ele olhou para o céu clareando devagar e para a estrada. O que deveria fazer? Seguir em frente em seu desejo de vingança ou voltar e se entregar a Annabelle?

***

Ele não atendia o telefone. Ele nunca atendia o telefone. Ela teve vontade de jogar o celular no chão e pisar. Mas e se ele retornasse à ligação?

Andou de um lado para o outro ela sala descalça, mas ainda com o vestido. Estava descabelada e com a maquiagem manchada de chorar. Ela ainda fungava, enquanto passava as mãos nos cabelos. Aquilo era surreal. Haviam brigado e ele saíra. E agora? Ele voltaria? Ele era diferente de todos os homens que conheceu. Não sabia como ele reagiria a pressão que sofreu. E se ele não voltasse? Já estava amanhecendo e ela se sentia tremer apenas com o pensamento de ele não voltar. Ela o amava de verdade.

A campainha tocou e ela correu para abrir. Era Connor, que a olhou surpreso pelo seu estado.

- Você está bem? – Ele perguntou entrando, após ela afastar-se da porta.

- Eu e Blessing brigamos esta madrugada e ele saiu – ela fez cara de choro – E ainda não voltou.

Ela jogou-se nos braços de Connor e chorou – Eu disse coisas ruins para ele. Não sei se vai voltar. Nunca havíamos brigado antes. – ela fungou, encarando-o.

- Fique calma, menina. – a acalentou – Essa foi apenas a primeira briga. – Ele sorriu – Muitas outras ainda virão. Eu conheço esse filme. Tenho um na minha casa. Ele vai voltar.

- Como tem certeza? – ela enxugou as lágrimas e afastou-se.

- Porque ele ama e confia em você. E no mais, nós sempre voltamos. Somos uns tolos. – Ele falou com sabedoria. – Vim aqui lhe dizer que Lion se matou. Enforcou-se com uma corda. Ele deixou uma carta para Blessing, que deve ser enviada em breve.

- Meu Deus! Por quê?

- Porque cedo ou tarde eles são tragados pelos traumas que sofreram. Não sabem lidar com isso. Não sabem viver nesse mundo. – Ele falou, sem pensar.

Ela arregalou os olhos – Bless!!

- Calma, Annabelle. Ele tem você!

- E se eu pressionei o demais? E esse ele achar que não tem mais?

- Ele sabe. Ele ama você e vai voltar. Se acalme, vai dar tudo certo.

Ela suspirou para segurar as novas lágrimas que teimavam em querer descer por seu rosto e afastou-se dele. – Ok... – fungou triste.

De repente a porta se abriu e Blessing apareceu. Ele entrou e ao chegar diante de Annabelle, caiu de joelhos submisso, de cabeça baixa e mão sob o colo.

Connor ficou chocado com o ato de submissão, mas, apenas, fez um sinal para ela e saiu da casa, sem falar nada. 

- Por favor, Annabelle, me perdoe – Bless falou, quase sem voz.

Ela o olhou ali, diante de si, entregue, submisso e disse – Nunca mais saia assim. Você quase me matou de preocupação.

- Nunca mais – Ele respondeu baixo e submisso.

Ela ajoelhou-se diante dele e o abraçou – Não é isso que eu quero. Quero que me abrace e nunca mais me deixe – disse chorando e ele a abraçou apertado. – Me perdoe pelo que eu disse. Eu fui rude, gritei e errei.

 Ele a abraçou e beijou – Eu que errei. Peço perdão. Vou tentar mudar. Quero ser melhor para você. Eu preciso ser melhor. Não vou deixá-la em situações ruins.

- Eu amo você – Ela disse simplesmente.

- Eu amo você – Ele respondeu encarando-a.

Eles se beijaram e abraçaram com impaciência. Ela arrancou a jaqueta dele e abriu a camisa de uma vez, fazendo os botões voarem para todos os lados e rasgou a camiseta. Ele abriu o zíper do vestido dela e o baixou de uma vez. Ela abriu o zíper de sua calça e o fez gemer em sua boca ao tomar seu membro duro nas mãos e montar em seu colo nua.

Em poucos minutos estavam unidos ali mesmo. As lágrimas desciam pelo rosto dela e dele e eles nem perceberem. Em movimentos loucos e apaixonados, desesperados para dar e receber prazer e assim acalmar suas dores. Foi o sexo mais duro que tiveram. Era carnal. Era um pedido de desculpas mútuo. Estavam tão ávidos, um pelo outro, que gozaram rápido, gemendo e chamando um pelo outro. Ela montada em seu colo e ele de joelhos no meio da sala. Agarrados um ao outro como e pudessem sumir a qualquer momento.

- Não me deixe mais, Bless. Você me assustou – Ela beijava cada pedacinho do seu rosto molhado.

- Eu não deixei você, Belle. Eu nunca deixaria. – ele fungou, passando os polegares sobre o rosto molhado dela. – Me perdoe, eu não queria assustá-la.

- Onde você estava?

- Apenas rodando sem rumo por aí. Queria que se acalmasse. – Ele falou doce e desconfiado, abraçado a ela, ainda de joelhos no meio da sala.

- Não faça mais isso – ela tocou seu nariz e o beijou em seguida.

- Não farei – ele sacudiu a cabeça em negativa.

- Vamos sair daqui – Ela levantou-se e o pegou pela mão. Recolheram as roupas jogadas para todos os lados e subiram para o quarto de mãos dadas.

Ela o levou para o banheiro e ligou o chuveiro. Voltaram a fazer sexo sob a água e depois de secos e limpos, foram para a cama. Enquanto o sol se firmava no céu, eles dormiam abraçados.


Notas Finais


Durmam com os anjos!!!


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