História Redemption - Capítulo 55


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Relacionamento, Romance, Sexo, Sobrevivencia, Violencia
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Palavras 1.590
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 55 - Confiança


Fanfic / Fanfiction Redemption - Capítulo 55 - Confiança

Quando John pegou os cadernos e foi para a cama, ao lado de Blessing, ele sentia-se tremer. Aquele rapaz tinha um poder sobre ele e, depois daquele beijo roubado, não sabia se conseguiria se controlar, embora quisesse muito, para não o perder por inteiro.

Sentou-se e se recostou na cama, ficando mais à vontade. Começou logo a falar sobre a aula de matemática, para tentar evitar pensamentos libidinosos.

Ele explicava e mostrava para o outro, que se deitou meio de lado para observar o que ele dizia. John achava meigo ele brincar com a ponta da trança entre os dedos enquanto fazia contas. Quando tinha dúvidas, Blessing perguntava e ele respondia prontamente.

Estudaram por duas horas, até John dizer que ia fazer um lanche para eles e descer. Blessing ficou na cama e quando o amigo subiu com suco e sanduiches, ele sorriu. Lancharam e depois ele tomou os remédios que estavam na mesa de cabeceira.

Voltaram a estudar e, enquanto Bless lia um texto em voz alta e às vezes fazia perguntas, John fazia as anotações no caderno do amigo. Pouco mais de uma hora depois, eles já haviam terminado e apenas conversavam.

- Por que você está estudando somente agora, Blessing? – John perguntou.

Ele ficou pensativo e devolveu a pregunta, fazendo o amigo sorrir. – Eu estive muito doente, fiquei muito tempo em tratamento e quando finalmente fiquei curado, não estava com muita vontade de voltar à escola. Agora resolvi voltar.

- O que você tinha? – Bless se interessou.

- Leucemia. Câncer no sangue. Foi difícil achar uma medula compatível. Eu era só um moleque na época. E você? Foi preguiça ou doença? – perguntou rindo.

- Eu nunca tinha ido na escola antes. – respondeu simplesmente.

- Como nunca? – o outro arregalou os olhos.

- Eu...Você ouviu falar, há uns cinco anos, mais ou menos, sobre uns meninos sequestrados que foram resgatados em uma casa em New Jersey?

- Eu vi no noticiário na época. Garotos sequestrados na infância e usados pelos caras ricos e degenerados. Não era isso?

- Eu era um deles – Bless respondeu, encarando John nervosamente. - Por favor, não diga que sente muito e não me trate diferente. Eu estou contando, porque confio em você e não para que me olhe assim – Ele disse se sentando na cama e olhando um John com lágrimas nos olhos arregalados.

O amigo fechou os olhos para evitar que as lágrimas caíssem. Nunca, no mundo, estaria preparado para aquela revelação, mas não queria decepcionar Blessing, de quem pegou a mão e apertou por alguns instantes. Depois abriu os olhos e sorriu. – Desculpe, cara. Você só me pegou de surpresa. Obrigado pela confiança.

Blessing, que o olhava atônito com sua reação, pareceu relaxar os ombros e sorriu de volta – Obrigado, John, por ser meu amigo – disse e o puxou para um abraço.

Ele quis beijá-lo e confortá-lo. Não conseguia imaginar o que passou, mas sabia que devia ter sido muito ruim. Lembrou das cicatrizes que viu e associou aos maus-tratos e a vontade de chorar voltou, mas ele a segurou mais uma vez.

Bless descansava a cabeça em seu ombro e tinha os braços em volta dele. Seus cabelos eram cheirosos e macios e sua pele era quente. Foram minutos maravilhosos para John e quando o abraço acabou, seus olhos se conectaram e ele sabia  que o outro confiava nele.

- Não se preocupe. Seu segredo está guardado comigo. Somos amigos.

Blessing deitou-se novamente, relaxado e sorriu. John começou a falar sobre a viagem que fez ao Japão e contou sobre os costumes locais e situações que passou, deixando o clima ameno.   

Mais tarde ele percebeu que Blessing mal conseguia ficar de olhos abertos, por causa do efeito dos remédios -  Descanse um pouco. Eu vou levar essa louça na cozinha. – disse saiu, não dando tempo de o outro reclamar. Quando voltou ao quarto, ele dormia calmamente e John sorriu. Teve vontade de roubar outro beijo, mas contentou-se em apenas adorá-lo. Seus lábios entreabertos e os cílios longos, o maxilar relaxado, tudo era lindo naquele rosto. Viu as marcas em seu pescoço, uma grande cicatriz na lateral e outras por todo ele.

Ele lutou contra as tentações de beijá-lo e tocá-lo e resolveu ir embora antes que elas os vencessem. Pegou suas coisas e saiu correndo do quarto. Ia abrir a porta quando ela se abriu e Annabelle o encarou sorrindo. – Assustei você?

- Não. Eu estava de saída. Blessing acabou dormindo enquanto conversávamos. Esses remédios são fortes.

 - É verdade. Ele fica muito sonolento. Foi tudo bem aqui?

- Sim. Estudamos e lanchamos. Tudo tranquilo. Agira eu realmente tenho de ir. Ele deu um beijo na bochecha de Annabelle e saiu.

Ela subiu e o viu dormir. Tomou banho, vestiu apenas um roupão e desceu para esquentar algo para o jantar.

Depois ela voltou ao quarto e ele estava de bruços, ainda dormindo. Ela o abraçou carinhosamente e o chamou.

Ele demorou a acordar, mas depois sorriu de olhos fechados – Não consigo abrir os olhos – disse preguiçoso. - Esses remédios estão me derrubando.

Ela o virou e beijou sua boca, sendo correspondida no beijo. A língua dele era audaciosa e cheia de desejo e ela teve de encerrar o beijo antes que se perdessem. – Vamos jantar.

Ele finalmente abriu os olhos, semicerrados e passou a mão no rosto – Cadê o John?

- Ele já foi. Disse que volta amanhã. – ela sorriu. – Gosto dele.

- Eu também.

Desceram e jantaram. Depois ele deitou-se no sofá com a cabeça no colo dela, assistindo TV. Ela tinha uma conversa séria para ter com ele, mas não sabia como falar. Estava com a carta que Lion deixou para ele antes de morrer, mas temia sua reação.

- Bless... - Ele olhou para cima e ela o encarou séria – Precisamos conversar.

- O que aconteceu? – ele se sentou de uma vez e levou a mão ao lado de seu corpo, mordendo o lábio.

- Preciso contar uma coisa a você. Aconteceu há alguns dias, mas com tudo o que passou...

- Diga – ele ficou tenso.

 - Lion...ele...

- O que tem o Lion? – estava preocupado. – O levaram de novo? – arregalou os olhos, em horror pelo outro.

- Não. Ele...morreu...

- Eles o mataram? Porquê? – ele não entendia.

- Não, Bless... Ele se matou – ela falou baixo. – Recorreu ao suicídio e deixou esta carta para você. – disse estendendo um envelope que estava no bolso do roupão.

Ele encarou. Surpresa, desespero, raiva e tensão, dançavam em seus olhos quando ele pegou o envelope lacrado. Levantou-se e saiu andando pela casa com ele na mão. Andou de um lado para o outro, desnorteado. Depois sentou-se diante da mesa da cozinha e abriu o envelope.

###***###

Meu Angel

Eu não estou mais aqui e você já sabe disso. Deve estar muito zangado comigo. Mas eu tentei. Juro que tentei viver nesse mundo tão estranho. Só que eu não me encaixava nele.

Meu maior desespero era porque, às vezes, sentia falta do que vivi. Isso é absurdo de se dizer em voz alta, mas para você eu posso contar. Eu sempre contava o que sentia. Sempre fugia para ficar do seu lado e falava tudo. E você me ouvia e não me julgava. Não me julgue agora, por favor.

Escrevo, porque quero que me perdoe. Por ser fraco e deseja-lo, por amá-lo, por pedir que me amasse. Talvez você tenha razão e eu fosse novo demais para saber o que era amor, mas eu acho que amei você desde a primeira vez que o vi.

Me perdoe pela última vez em que nos vimos, por eu ter pedido que desistisse de lutar e se entregasse a Teobaldo.  Eu nunca quis que você deixasse de lutar. Eu só queria vê-lo de perto. Senti tanto a sua falta e ninguém me deixava entrar naquele quarto.

Eu sempre admirei sua força, sua coragem e fé de que um dia se livraria deles. Você os venceu. Eles sempre o temeram. Você pode fazer o que quiser com eles.

Eu, infelizmente, não tenho essa força e estar sozinho me mata a cada dia. Preciso de paz e aqui não a encontrarei.

Sei que a sua paz só será completa quando acabar com Teobaldo, então, mate-o se puder. Eu só peço que não desista. Não desista nunca. Me perdoe.

E nunca esqueça, eu amo você.

Sempre seu, Lion

###***###

Blessing terminou de ler a carta e curvou a cabeça sobre os braços na mesa, amassando o papel entre os dedos.

Aquele menino asiático, louro de olhos quase cor de rosa. Ele dizia que o amava todas as vezes que o via.

Seu estômago embrulhou e ele vomitou seu jantar no chão. Annabelle correu da sala e pegou um pano para limpar tudo, antes que ele resolvesse fazer isso. – Vá para o quarto, Bless. Eu cuido de tudo aqui.

Ele estava atordoado, triste e apenas a obedeceu, subindo com o papel amassado entre os dedos. Quando ela subiu ele estava sentado na beira da cama, olhando para o nada. Seus olhos perdidos nas lembranças, desolado.

Ela sentou e o puxou. Ele deitou em seu colo e ficou quieto, de olhos fechados, enquanto ela fazia carinho em seus cabelos. – Vai ficar tudo bem. – Disse baixinho e sentiu lágrimas molharem sua coxa.

Ele chorou quietinho, até dormir novamente, por causa dos remédios, deixando a carta cair de sua mão. Ela optou por não pegar a carta. Se Bless quisesse que ela lesse, ele o daria a ela. Ela tinha de conquistar a confiança dele novamente, depois de tantas brigas.


Notas Finais


Desculpem os erros ortográficos. Tenho me esforçado para que eles deixem de existir, mas, ao longo da história, alguns sempre se escondem na revisão. Ah, e obrigada por estarem aqui comigo nesta aventura.


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