História Redemption - Capítulo 59


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Relacionamento, Romance, Sexo, Sobrevivencia, Violencia
Visualizações 23
Palavras 1.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Josei, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 59 - A Dor da Verdade


Fanfic / Fanfiction Redemption - Capítulo 59 - A Dor da Verdade

A rotina voltou ao normal na vida de Annabelle e Blessing. Ele voltou a trabalhar, treinar na academia da delegacia à noite e às vezes iam, aos sábados, iam trenar tiro no estande. John ainda lhe explicava o que não conseguia entender e os dois se tornaram bons amigos.

O casal estava em sua cama, descansando após mais uma rodada de sexo absurdamente quente. – Você não quer ter filhos comigo, Belle? – a pergunta surgiu de repente.

Ela o encarou, suada, e sentou-se na cama. – Eu nunca disse isso.

- Mas tomar contraceptivos, para não engravidar de mim. - ele a acusou. – Você não quer?

- Você quer? – ela devolveu a pergunta.

- Eu quero. – respondeu, enfático

  - Nunca conversamos sobre filhos. É uma responsabilidade muito grande cria-los.

- Você acha que eu não consigo?

- Eu não disse isso. Só acho que é algo que deve ser conversado. Temos rotinas de trabalho e vida. Tudo muda quando se tem filhos.

Ele encarou sério – Então vamos conversar. Quero ter filhos com você, Belle. Quero ver sua barriga crescer com meu filho dentro dela. Quero vê-lo nascer e crescer e cuidar dele. Não deixar que nada de ruim aconteça com ele. Ensinar as coisas para ele.

Ela não esperava por isso. Já tinha pensado em filhos antes. Amava Bless, mas tinha medo de perdê-lo todos os dias. Como iria dizer a ele temia que homens que Teobaldo levassem seu filho para força-lo a ir?

Encheu-se de coragem e disse – Teobaldo.

Ele a encarou com o cenho franzido.

- Nós sabemos nos defender e mesmo assim eles o levaram de novo e nos feriram. Só o pegamos de volta quase dois meses depois e o machucaram, usaram drogas em você. Tenho medo dele usar um filho nosso contra você. Pegá-lo, sequestra-lo. Filhos nos deixam vulneráveis, Bless. Tenho horror do que aquele homem é capaz de fazer.

Ela viu aqueles olhos brilharem de raiva. Ele não disse nada. Apenas engoliu em seco e passou a mão pelo rosto, controlando-se. – Você tem razão – sua voz estava rouca e as palavras foram de derrota.

Ele se levantou e foi tomar banho, deixando-a na cama, sozinha.

Ela foi até a porta do banheiro, que ficou aberta e enfiou o rosto, vendo-o de costas, cabeça baixa sob a água e as mãos na parede do box. Ela entrou no local e o abraçou por trás, beijando suas costas. – Magoei você?

- Não.

- Mas ficou chateado – ela disse virando-se para a frente dele e voltando a abraça-lo.

- Sim, eu fiquei. Mas você tem razão. Aquele homem sempre será minha sombra. Ele nunca vai deixar eu ter uma vida, mesmo estando preso. – sua voz soou triste.

Ele saiu do box e pegou uma toalha, se enxugando, e saiu do banheiro. Ela foi atrás dele. – Vamos pensar em algo. – ela disse para tentar melhorar seu humor.

- Não. Está tudo bem. Eu acho que vou dar uma volta de moto. Preciso esfriar a cabeça. – falou vestindo uma boxer e a calça jeans e uma camiseta.

- Eu vou com você – ela apressou-se.

- Não. Eu preciso ficar sozinho. Não demoro. – disse, dando um beijo casto nela e saindo. Era o começo de tarde de um sábado ensolarado.

Ele saiu rápido e logo ela escutou a moto acelerar. Queria acalmá-lo, mas tinha de ser verdadeira com ele. Não podia mais ficar escondendo as coisas que sentia. Ele era um adulto e tinha de enfrentar a verdade.

 ***

Blessing estava com tanta raiva. Sentia seu corpo tremer e o gosto de sangue na boca, enquanto acelerava a moto ao máximo. Não demorou muito estava no lugar que John o levou um dia, de onde via a cidade lá embaixo.

Sentou-se sobre a pedra mais alta e chorou. Chorou de raiva, por se sentir impotente, porque queria matar Teobaldo. Trazia tanta raiva reprimida, tanta revolta dentro de si. Tinha vontade de gritar há tantos anos, com todo mundo. Sentia-se reprimido. Não podia ser completamente feliz. Nunca poderia? Enquanto aquele homem vivesse, não.

Seus olhos estavam vermelhos e estava triste. Cobriu o rosto com as mãos e ficou quieto por muito tempo, até sentir uma mão em seu ombro.

Virou-se e viu John o encarando preocupado. – Você está bem?

- Não. Eu estou mal. Muito mal. – disse e o amigo entendeu. Se aproximou e sentou ao seu lado, passando o braço pelo ombro do outro, em um abraço de lado. Blessing encostou a cabeça no ombro do amigo e ficou quieto.

Eram quase da mesma altura, mas John era um pouco menor e magro, enquanto ele tinha músculos torneados e fortes, embora ele não fosse daquele tipo saradão. John era branco, tinha cabelos castanhos, caindo nos olhos azuis, mais escuros que os de Annabelle. Ele era um rapaz de 20 anos, contra os quase 25 de Blessing.

- Não podemos ter filhos – ele desabafou desolado.

- Um de você não é fértil? – perguntou o outro.

- Não sei o que é isso, mas com certeza não é por isso. – ele disse e John quis rir, mas se controlou por sentir o clima pesado. Não se encaravam. Olhavam para o horizonte. Bless ainda com a cabeça no ombro do outro.

- Por que então? – John fez a pergunta de 100 mil dólares.

Bless afastou-se, virando para encará-lo. – Porque tem um homem que me persegue e ele já tentou me levar. Belle tem medo de que ele persiga nosso filho ou o use contra mim. – Seus olhos estavam tristes e ele estava cabisbaixo.

- Esse homem, é o que sequestrou você? – John quis saber.

- É uma longa história. Eu fui levado aos 7 anos e vendido para uma pessoa, que anos mais tarde me vendeu para outro homem e esse homem que eu estou falando, me roubou dele. Eu fiquei lá até que a polícia me resgatou com ajuda de Drake, meu cunhado, porque minha irmã nunca desistiu de ne encontrar.

- Uau... – John estava incrédulo.

- Pois é, uau. Mas esse homem nunca se conformou e mesmo preso fez planos, conseguiu sair da cadeia e me sequestrou de novo no ano passado e os caras que me pegaram atiraram em Annabelle.

John arregalou os olhos. – Meu Deus!!!

- Eu fiquei de novo com ele por quase dois meses, mas Annabelle me achou e me trouxe de novo. Esse tiro – apontou para seu corpo -, foram eles de novo. Eu não sei qual o problema desse cara, mas ele não me deixa em paz. Eu só queria que ele sumisse para sempre para eu poder ter uma vida normal. - disse triste e John o abraçou. Era tudo o que podia fazer.

- Queria que a sua vida fosse menos complicada... – suspirou.

- Eu também – Blessing respondeu e os dois acabaram rindo e se afastaram do abraço.

- Eu tenho chocolates, você quer? – John ofereceu.

- É tudo o que eu quero agora – Blessing sorriu.

Comeram chocolates e ficaram observando a cidade o resto da tarde. Não precisavam conversar, a companhia era suficiente para acalmar o mal-estar que Blessing sentia.

- Como me achou aqui?

- Eu não o achei. Eu vim para pensar um pouco e você estava aqui.

- Porque eu invadi seu lugar perfeito, me apossei dele.  – fez cara de desgosto.

- Que nada, cara. Tudo bem. Gostei de encontrar você aqui. Só não queria que fosse dessa maneira. – disse desconsertado.

- Só não sei o que fazer. – Blessing puxou o canto da boca.

- Queria ter uma resposta para você, mas não tenho. – John o imitou no gesto e acabaram rindo novamente. – Agora já é hora de voltar para casa, para sua esposa. Tenho certeza que ela também está aborrecida com a conversa que tiveram e preocupada com a sua ausência.

Blessing assentiu com a cabeça e se levantou. – Você não vai?

- Não. Vou ficar mais um pouco. – disse, despedindo-se.

 Blessing deu um abraço rápido, subiu na moto e saiu. John ficou sozinho. Tinha ido ao seu lugar perfeito para pensar em Blessing, como fazia às vezes, e acabou o encontrando. Não sabia como lidar com seus sentimentos. Queria muito manter aquela amizade, mas tinha tanto medo de vacilar e terminar demonstrando seus reais anseios. Sentiu o perfume do outro em sua camisa e suspirou. A verdade era que estava apaixonado.  


Notas Finais


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