História Redemption - Capítulo 61


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Relacionamento, Romance, Sexo, Sobrevivencia, Violencia
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Palavras 1.798
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 61 - Submisso


Fanfic / Fanfiction Redemption - Capítulo 61 - Submisso

- Como assim, você vai com ele? – ela o fuzilou com o olhar, por cima da mesa.

- É a única maneira disso tudo acabar, Belle. Ele nunca vai parar. Pode até tentar usá-la contra mim. Eu vou e pronto, tudo acaba. Você segue sua vida.

- Você só pode estar louco. - Ela começou a andar pela sala – O que foi? Começou a beber, cheirou pó? Parou de me amar? – seus olhos estavam cheios de lágrimas não derramadas, quando ela parou na frente dele.

- Eu amo você, Belle, mais do que tudo neste mundo. Mas eu a estou privando de uma vida normal. Vivemos sobressaltados, não podemos ter filhos. Eu quero que você possa viver tudo isso. Quando se ama de verdade, quer que o outro seja feliz, mesmo que a felicidade não seja ao seu lado. Eu não me importo de ir com o velho se for para que você seja feliz. – ele pegou seu rosto entre as mãos. – Entendeu?

- Você acaba de me dizer que se aquele velho degenerado que o estuprou não sei quantas mil vezes, vier pessoalmente você vai embora com ele e quer que eu seja feliz? – ela estava com raiva e as lágrimas escorriam pelo seu rosto, quando ela se afastou das mãos dele. – Foda-se, Bless – ela falou alto e saiu da sala, deixando-o sozinho.

Ele saiu andando atrás dela, que seguiu por entre as pessoas para o lado de fora e pegou uma viatura, saindo rápido. Ele subiu na moto e a seguiu.

Ela parou na porta da casa deles e desceu, batendo a porta do carro com força. Antes que conseguisse entrar, ele a pegou pelo braço. – Calma! Não adianta ficar nervosa.

- Não me peça para ter calma – ela falou com raiva, entre dentes. – Não me peça nada enquanto mantiver essa ideia estapafúrdia. – puxou seu braço do agarre e entrou como uma bala em casa, subindo e batendo a porta do quarto.

Ele ficou na sala. Sentou-se no sofá e segurou a cabeça entre as mãos. Sabia que se Annabelle soubesse disso seria assim, mas não suportava vê-la daquele jeito. Ouviu barulhos no quarto, como coisas quebrando e resolveu subir.

Abriu a porta e apenas enfiou o rosto para ver o que estava acontecendo e quase ela o atinge com um vidro de perfume. Ele fechou a porta rápido e falou – Belle, por favor, pare cm isso.

- Saia daqui. Não quero vê-lo agora. – Ela respondeu jogando alguma coisa pesada na porta. Estava com raiva e ele nunca a tinha visto daquela maneira.

- Belle, eu vou entrar. – Ele avisou e abriu a porta devagar, enfiando a cabeça mais uma vez e ela jogou a bota, mas ele abaixou-se e entrou, desviando da outra bota que ela jogou. Ele correu na direção dela e prendeu seus braços ao lado do corpo. Livros, vidros de perfume e sapatos já estavam espalhados pelo quarto. – Por favor, meu amor, não fique assim. – ele estava preocupado e ela bufava.

- Saia da minha frente. Se você não quer ficar comigo, saia logo daqui. Porque eu não vou ficar com você só até aquele velho degenerado vir buscá-lo. Você pensa que eu sou o que? – Ela o encarou de perto, os olhos ainda molhados das lágrimas derramadas, mas agora fervendo de raiva.

Ele a abraçou – Me perdoe, Belle. – Sussurrou no ouvido dela. -  Preciso que se acalme, por favor. Vamos conversar.

- Eu não tenho o que conversar. Você já explicou tudo bem direitinho. Mandou recado para ele vir buscá-lo e vai com ele. Está decidido. – Ela brigou, empurrando-o, mas ele não soltou o abraço.  – Me solte – ela ordenou e ele manteve o aperto.

- Não faça isso, Belle. Não fale assim comigo - Ele sussurrou mais uma vez, com paciência. – Não estamos brigando. Eu não quero brigar.

- Pois eu quero brigar. Quero muito brigar. – ela disse o empurrando. Ele a soltou e sentou na cama. Ela andou de um lado para o outro, o coque soltando, de uniforme e meias, a arma no coldre. – Que mor é esse, Bless? Que porra de amor é esse que você diz na minha cara que vai me deixar para ficar com aquele velho pedófilo, degenerado, psicopata? – ela perguntava nervosamente e ele apenas abaixou a cabeça, calado.

Ela o empurrou – Fale comigo! Diga alguma coisa. Repita que é para que eu seja feliz – jogou com raiva, as lágrimas voltando a cair pelo seu rosto. Ele não a encarava. – Eu odeio amar você, Bless. Porque isso me deixa vulnerável. Eu nunca fui assim.  Eu sempre fui geniosa, sempre fui bruta, grossa e violenta. Mas você apareceu e eu mudei. Mudei para não o assustar, porque você era frágil e delicado e eu não queria perdê-lo. Então eu vi que eu estava errada na minha maneira de ser e mudei, para você.

El estava diante dele e ele não a encarava, com a cabeça baixa. Ela tocou seus cabelos, em um coque frouxo, e os soltou. – Eu o amei desde a primeira vez que o vi, Bless. Eu quis você. Eu batalhei pelo nosso amor, eu tive paciência, que eu nunca tive antes. Eu me entreguei, como nunca tinha me entregue para ninguém. – Ela falava e fazia carinho nos cabelos dele, a voz embargada em lágrimas. – Eu não quero abrir mão de você fácil, assim como você quer abrir mão de mim.

Ela puxou seus cabelos, para que ele a olhasse, e suas lágrimas também tomavam seu rosto – Eu não estou abrindo mão fácil de você, Belle. Você não está entendendo. Eu disse que era o melhor para você. Eu não disse que é o que eu quero fazer. Eu podia não lhe dizer nada e um belo dia ir embora. Deixar um bilhete ou nem isso. Mas eu estaria sendo injusto. Eu quero o seu melhor. Por favor, entenda isso.

Ela deu um tapa no rosto dele. Foi forte e fez sangrar o canto de sua boca. Ele o limpou e ficou quieto, com o rosto virado, após o golpe. – Não diga que você ir com aquele nojento e asqueroso é melhor, porque não é. – ela sibilou e ele voltou a encará-la.

- Me perdoe, Belle. – Ele pediu mais uma vez, em lágrimas.

- Você vai com ele? – ela o encarou e ele se manteve em silêncio. Ela enrolou os cabelos dele entre os dedos e os puxou para baixo mais uma vez, fazendo com que ele levantasse o rosto   para cima, e o encarou com raiva – Responda? Você vai? Por que se for, eu nunca o perdoarei e você vai sair da minha vida agora. – Mas ele não respondeu e ela lhe deu mais um tapa em seu rosto.

Ele ajoelhou-se a frente dela e a abraçou pela cintura. – Por favor..., Belle..., me perdoe. Não me...castigue...mais.  – Ele pediu, chorando, e ela levou a mão à boca para segurar o soluço do choro, ao entender o absurdo que estava fazendo.

Descontrolada em sua raiva, ela estava agindo como os outros, o punindo, agredindo por não fazer o que eles queriam. Mas em vez de ataca-la, como fazia com eles, ele se submeteu a ela, pedindo perdão. Ele estava de joelhos na sua frente, abraçado a ela.

Annabelle passou as mãos em seus cabelos carinhosamente – Eu perdoo você, se não abrir mão de mim, Bless. Eu não sei viver sem você.

- Eu também não sei viver sem você, Belle. Me perdoe. – Ele sussurrou, com o rosto escondido em sua cintura.

- Então diga que não vai com ele – ela ordenou – Diga para mim.

Ele não a encarou – Eu não vou. – falou baixinho, dócil, e ela sentia o corpo dele tremer, abraçado a sua cintura, em reação a maneira como ela estava agindo com ele.

Annabelle se afastou dele, com certa dificuldade, porque ele não queria soltá-la, e se sentou na poltrona. Ele se aproximou de joelhos e sentou-se no chão à sua frente, deitando a cabeça em seu colo, totalmente submisso.

Ela sabia que tinha de se acalmar e parar de agir com dominância, porque aquilo não era bom para seu relacionamento com Bless, mas seu temperamento levou a melhor naquela briga.

Ela acariciou a cabeça dele, que estava quietinho em seu colo, totalmente subordinado a ela. Annabelle sabia que, naquele momento, o que ela mandasse ele fazer, ele faria, mas nada mais disse. Apenas o sossegou com carinho.

Ela sentiu-se culpada por tê-lo agredido. O estapeou, puxou seus cabelos com violência e ele nada fez, nenhuma reação. Gritou com ele, vomitou ordens e xingamentos e o dominou. Ele ainda tentou manter-se, mas terminou submisso, ali, aos pés dela. Ao mesmo tempo que aquilo era assustador, fazia sentir-se poderosa.

Ficaram por quase uma hora quietos. Ela acariciava seus cabelos e ele mantinha o rosto em seu colo, os braços em suas pernas, sem olhá-la.

- Bless...- Ela finalmente falou, mas ele não se moveu. – É melhor você levantar, deve estar desconfortável aí. – Ela o afastou de seu colo e ele a olhou tão desolado. Levantou da poltrona e foi para o banheiro onde tomou banho e voltou ao quarto vestida em um roupão. Ele estava do mesmo jeito que ela o deixou, sentado no chão, olhando para o nada.

Ela sentou na cama e o chamou – Venha para cá. Ele obedeceu e ficou diante dela, até que o mandou sentar na cama. – Ok. Acabou isso. – Ela disse. – Pare de agir assim, como se eu fosse sua dona, mandasse em você. – reclamou e ele baixou o rosto.

- Mas é assim que você me trata, Belle. – ele disse, contido, depois de alguns minutos. – Viu o que fez comigo? – perguntou, levantando os olhos para ela.

Foi a vez de ela baixar a vista envergonhada. Ele tinha razão. – Eu lhe devo um pedido de desculpas – ela assumiu. – Fui além do aceitável. Eu me excedi e o agredi. Me perdoe, por favor. Eu, e ainda estou, nervosa com tudo isso. Perdi o controle e agi absurdamente.

- Tudo bem, Belle. – ele disse e levantou. Começou a juntar as coisas que ela havia jogado pelo quarto. Arrumou os livros e sapatos, juntou os cacos de vidro e os perfumes que não se quebraram. Colocou tudo no lugar e somente depois foi tomar banho.

Vestido com uma calça de moletom, ele saiu do banheiro e deixou o quarto. Algum tempo depois, ele entrou com uma bandeja, com sanduiche e suco para ela. Deixou lá e saiu.

Mais de uma hora depois ele não havia retornado, ela resolveu descer e não o encontrou na sala, nem na cozinha. A moto ainda estava na garagem e ela subiu novamente, o encontrando dormindo no quarto de hóspedes, de calça de moletom, encolhido e um lado da cama. Ela não pensou duas vezes, deitou do outro lado e o abraçou por trás, dormindo também.



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