História Redemption - Capítulo 3


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Categorias Lendas Urbanas
Personagens Personagens Originais
Tags Creepypasta, Jeff, Jeff The Killer, Lenda Urbana, Romance, Terror
Visualizações 7
Palavras 1.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Literatura Feminina, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Here it goes, mais um cap Fresquinho. Desculpa mas ele é muuuito longo ;--; espero que gostem <3

Capítulo 3 - First sight


Fora aquele sonho bizarro, o voo foi tranquilo. Desembarquei, peguei minhas malas sem nenhum problema, e fui a procura de quem ia vir me buscar, o que eu não fazia a menor idéia, por sinal; mas não foi difícil. Olhei em volta e vi um homem vestido de social, segurando um papel com o meu nome: Lenna M. Snyder (Lena Moore Snyder). Fui até ele e logo me apresentei:

     - Ahm, olá. Eu sou Lenna Moore Snyder senhor.

      Ele olhou pra mim e sorriu, recolheu o papel e me deu um aperto de mão.

      - Srta. Snyder, eu sou um dos motoristas da Sra. Antoine, vou escolta-la hoje. Por favor, siga-me. - ele disse num tom serio e formal. Poxa, motorista particular? Mesmo minha familia tendo dinheiro, eu estava acostumada com um ambiente familiar e "normal" na medida do possível, meus pais evitaram me criar e me mimar com luxos, eu não estava acostumada com isso. Ri internamente da formalidade do motorista e o segui sem mais palavras até o lado de fora do aeroporto. Ele foi até  um carro grande e preto, com os vidros muito escuros, parecia carro de celebridade. Eu gostaria de saber qual carro era mas se tem algo que eu nunca entendi sobre, são carros; so sei que era lindo. O motorista abriu a porta do carro para mim e gentilmente pegou minha bagagem de mão para guardar no porta-malas.

         Enquanto ele dirigia, mantinha os olhos estritamente na estrada e não dizia nenhuma palavra. Eu não puxei assunto, eu estava maos interessada no cenário. A Califórnia era linda, vibrante, e quanto mais nos afastavamos da cidade mais arborizado e fresco o clima ficava. A casa de minha tia Antoine era próxima a uma reserva natural, e a casa, por incrível que pareça, ficava na beira de uma floresta. Eu nunca timha visitado essa casa e me perguntava o porque de uma mulher que não gostava de solidão escolheu morar em um lugar desse.

        Observei deslumbrada a natureza em volta da estrada, mas quanto mais avançavamos, algo me parecia estranho: aquela sensação do sonho, de estar sendo seguida, aqueles arrepios na espinha foram aos poucos se fazendo presentes. E foi ai que me dei conta que aquelas arvores, aquela floresta do lado esquerdo da estrada...era a mesma floresta do meu sonho. Como era possível? Eu nunca estive nesse lugar na minha vida! Eu estava com medo, com muito medo. Na hora eu quis voltar, um sexto sentido parecia me dizer para nao ir. Afastei esses pensamentos, a final, eu estava apenas indo morar com a minha tia e estudar numa das melhores escolas de música do mundo, uma sensaçaozinha boba não ia me fazer regredir. Espantei as sensações ruins da minha mente e focalizei em música e nos meus estudos que eu iria iniciar.

       O carro parou e o motorista abriu a porta para mim:

       - Chegamos Srta. Snyder. - ele disse, ja carregando minha bagagem de mão. A casa era enorme, dois andares, com balcões em todas as 5 janelas do andar de cima, com portas-balcao de madeira envernizada, o que eu supus serem os quartos de hospedes. A casa era de alvenaria com acabamento em pedras brutas, e os pilares que sustentavam o telhado da varanda tambem eram de madeira envernizada escura, com uma cerca adorável em volta da casa toda, e duas imponentes roseiras plantadas  uma de cada lado da pequena estrada de cascalhos que levava até a porta de entrada. Um amor de casa, me apaixonei a primeira vista. A porta também de madeira se abriu, e lá estava minha tia, com um sorriso radiante no rosto:


      - Lenna, ma chère*, bem vinda!

       Tia Antoine me recebeu de braços abertos, literalmente. Larguei a bagagem de mão, corri até ela e a abracei

        - Tia, quanto tempo eu não vejo a senhora!

        - Lenna, está enorme! Venha, entre. Harris, traga as malas dela s'il vous plaît*. Você ja vai para a faculdade mon Dieu*, eu estou ficando velha! Como está sua mãe?

             - Tão bem quanto possível tia. Ela está sozinha agora sem mim la. - enquanto conversamos fui entrando, seguida pelo motorista, Harris. Ele subiu as escadas com minhas malas e desceu logo em seguida. Minha tia se dirigiu a ele:

           - Merci, Harris. Vá até a cidade para mim, preciso que pegue alguns documentos.

                - Sim senhora. - Ele saiu, sério.

        Agradeci a ele quando ele passou por mim, que sorriu em resposta e apertou minha mão.

      - É uma menina muito educada, encantadora, Lenna. Igual a sua mãe. - Tia Antoinne me olhava com ternura enquanto eu agradecia Harris. Ela dizer que eu me parecia com a minha mãe significava muito pra mim. Eu tinha  minha mãe como exemplo de vida.

       - Obrigada tia Antoine. Minha mãe é a melhor pessoa que eu conheço. - Minha voz demonstrava o quanto eu estava carregada de sentimentos. Tia Antoine me abraçou subitamente, deve ter percebido minha preocupação.

         - Ma chère vai ficar bem. Sua mãe também. Sua mãe é forte e certamente você também. Você deve estar cansada, vem comigo.

            Ela me apresentou a casa toda, cada canto. Era tão grande que com certeza eu me perderia muitas vezes antes de mapear ela inteira na minha cabeça, principalmente com minha "falta de atenção crônica". A casa tinha 7 quartos no total, fora a sala de música e o quarto principal, que era o da minha tia. Todos eram suítes e com balcões para a frente ou para o Jardim dos fundos da casa. Meu quarto era um dos maiores e um dos ultimos no corredor do segundo andar, e ficava estrategicamente perto da sala de música, onde tia Antoine sabia que eu passaria a maior parte do tempo. Ah, a sala de musica... uma das coisas mais lindas que eu ja vi: era ampla, bem iluminada, aconchegante. O assoalho de carvalho, caríssimo e brilhante refletia a imagem de um piano de cauda  branco, imponente bem no meio da sala e para melhorar ainda mais o cenário, um lustre pendente de cristal, enorme, cascateava a cima do piano. Pelas paredes tinham espalhadas pinturas dos grandes compositores antigos e algumas partituras de sinfonias famosas enquadradas, pareciam antigas. Ao lado esquerdo do piano havia um móvel enorme de madeira maciça, e nele estavam expostos violinos, trompetes, flautas, instrumentos de todos os tipos, e ao lado direito do piano havia uma escrivaninha ao lado de uma prateleira cheia de pastas, provavelmente estavam cheias de partiruras. A sala era iluminada e arejada por uma enorme portas-balcao, que se encontrava aberta, e saindo por ela, estava a vista para o Jardim dos fundos de tia Antoine. Um Jardim maravilhoso; haviam peonias lilases e azuis por toda extensão dele, juntamente com rosas de todas as cores. Margaridas despersas pelo caminho de cascalhos que cruzava o jardim todo davam um charme único; eu não podia me conter! Aquela sala, aquele jardim, tudo aquilo me inspirava tanto! Todas aquelas flores perfumavam a sala inteira, eu estava no paraíso.

          Eu gastei um bom tempo inspecionando cada cantinho da sala de música, e gastei mais alguns minutos para observar do balcão, aquele jardim encantador. Com toda aquela beleza eu não  me ative a um pequeno e assustados detalhe: Ao fundo do jardim eu tinha a visão daquela floresta. A visão daquela floresta arrepiante me fez suar frio. O som que as árvores faziam e os corvos gritando ao fundo era assustador e a sensação que eu tinha encarando aquela floresta era a mesma que eu tive no sonho. O clima pesou e eu me senti observada novamente, alguma  coisa dentro daquela floresta não estava  certa. Olhando para o meio das árvores  tive impressão de ver um vulto branco, idêntico ao que tinha me perseguido no meu pesadelo. Me virei rapidamente e espantei o medo de mim de novo, apertando meus olhos e tentando me convencer de que eu so estava impressionada com aquele pesadelo. Eu estava tão feliz e tao inspirada que o medo sumiu assim que olhei para o piano de novo e corri até ele. Me sentei na banqueta e quando encostei nas teclas minha alma fluiu através dos meus dedos, e uma das minhas composições favoritas ganhou  vida. Eu fechei meus olhos e toquei com todo sentimento que eu tinha, com toda a inspiração em que eu estava no momento. Quando terminei a musica ouvi palmas, tia Antoine me observava da porta, me pergunto por quanto tempo ela esteve lá, desde que entrei na sala e me distrai, não a escutei mais.

          - Você tem o talento do seu pai Lenna, isso foi incrível, magnifique!
 
         Senti minhas bochechas quentes de novo. Eu não estava esperando público. Nao pude evitar de sorrir:

       - Obrigada tia. Sua sala de música é simplesmente maravilhosa e seu jardim igualmente, me inspirou muito.

        - Esta sala agora é sua, eu não uso nenhum desses instrumentos. Eram coisas do Rudolph, e agora sei que fará bom uso dela.

        Rudolph era o irmão do meu pai, ex marido traíra de minha tia. Eu não gostava muito dele mas o talento dele para música era incomparável, na verdade, toda a família do meu pai tinha veia artística. 

  Depois de conhecer a casa e me instalar no meu quarto, jantei com tia Antoine e conversei mais com ela. Anos sem vê-la, tínhamos muitos assuntos pendentes. Conversamos até eu me sentir cansada de mais para continuar. Eu não tinha dormido direito dentro do avião por causa daquele pesadelo horrível. Pedi licença para minha tia, que pegou um jornal  e me deu um boa noite amoroso, e eu subi para o meu quarto, tomei meu banho e me joguei na cama, querendo muito ter uma boa noite de sono para um novo dia resolvendo papeladas da faculdade no dia seguinte.

      Novamente la eu estava, na floresta escura e fria. Novamente la estava  a coisa me seguindo de perto, e novamente aquilo me ataca. Eu estava tendo de novo esse pesadelo, mas dessa vez, eu vi, eu consegui ver o rosto daquele...garoto? Ou pelo menos parecia com um.

      - shhhh, vai dormir...

       Acordei assustada e suando frio, e me arrepiei inteira quando a sensação de medo que me assolava no sonho permanecia comigo acordada; eu sentia uma presença. No relógio marcavam exatas três horas da manhã, e no canto do quarto, encostado no canto da parede ao lado de minha janela, agora escancarada, iluminado pela luz calida da lua, estava ele. O meu pesadelo ganhou vida.






Notas Finais


* Ma chère: minha querida
* S'il vous plaît: por favor
* Mon Dieu: meu Deus
* Merci: Obrigada
* Magnifique: magnífico

Tia Antoine é francesa então vai ter algumas expressões assim durante a fic, é o jeito dela falar, acho fofo quem faz isso heheh obrigada por lerem.

A composição que a Lenna está tocando é essa:  https://youtu.be/zNpsy6lBPBw uma das minhas preferidas * - *


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