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História Redemption - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 1


Hayato encerrou a ligação no telefone da cafeteria, procurando o nome do namorado no próprio celular, confirmando se ele já estava a caminho, mas não alertou-o sobre o assunto, com receio que ele corresse muito na volta enquanto dirigia. Enquanto esperava sua chegada, repetiu o procedimento que a irmã de Katsuya comentou, ligando para todos os números disponíveis de Mikaru, não conseguindo falar com ele em nenhum. Nem em casa, celular ou trabalho, além de não responder mensagens. Aquilo não chegava a ser estranho, já que o empresário costumava demorar quando estava ocupado ou em reunião, mas devido à ligação da menina, sabia que não era o caso.

 

Quando Takeo chegou, Izumi repassou toda a conversa que teve com Mayu, contando sobre as ligações, mensagens e a notícia no jornal. Primeiro Hayato ouviu um belo sermão por estar com o lábio machucado, resultado de sua ansiedade e curiosidade, que o fez beliscar a região. A seguir Takeo repetiu as tentativas de ligação, imaginando que, por ser amigo de longa data, seria atendido assim que o outro visse seu nome na tela do aparelho, mas não teve tanta sorte.

 

Repassando algumas instruções para a supervisora, o casal partiu para a clínica veterinária a fim de falar com Katsuya pessoalmente, para entender melhor o que aconteceu e como podiam ajudar.

 

Takeo estacionou a moto a poucos passos da entrada, caminhando com o namoro para lá, mas estacou no lugar ao olhar para a fachada.

 

– Droga… eu esqueci que ele era veterinário… – Shiroyama praguejou baixinho, recebendo um olhar estranho do namorado.

 

– Como assim esqueceu? Você vem sempre visitar o Mikaru, não vem?

 

– Sim, mas não em horário comercial… – Takeo olhou para os lados, tentando ver através do vidro, mas sem se aproximar muito – Veja se está seguro lá dentro.

 

– Seguro?

 

– Sim! Não é porque você não me vê dando surtos que eu tenha superado isso! – Takeo se postou atrás de Hayato, empurrando-o pelos ombros – Veja se não tem nenhum monstrinho lá dentro.

 

– Ah! Isso! Ok, eu vou conferir!

 

Para desespero de Takeo, Hayato entrou na clínica rindo baixinho, o que o deixou irritado. Ele estava se divertindo às suas custas! Rindo do seu medo de cachorros! Ah, ele ia ver só… iriam para a roda-gigante num próximo encontro.

 

Hayato reapareceu poucos minutos depois, acenando para ele se aproximar, confirmando que estava tudo bem e que Katsuya estava livre para conversar. Acomodaram-se na sala do rapaz, onde ele mostrou o jornal com a notícia.

 

– Mayu me mostrou isso logo cedo e desde então estou tentando ligar pro Mikaru, mandar mensagens, mas ele simplesmente não responde. As ligações não vão direto pra caixa de mensagem, o que significa que o celular está ligado, mas ele está ignorando.

 

– Deve estar no silencioso e jogado dentro da mochila… – Shiroyama murmurou em resposta, lendo a notícia na íntegra – Ele também não me respondeu…

 

– E você parece bastante incomodado com isso. – alfinetou Hayato, recebendo um olhar indignado.

 

– Claro que estou! Odeio ser ignorado e ele sabe disso!

 

– Sabe onde ele pode estar? – Katsuya se intrometeu, preocupado – Mayu não aguentou esperar que eu terminasse o trabalho e foi sozinha até a casa dele, mas me ligou há pouco, dizendo que tem um pessoal suspeito na porta. Imagino que ele realmente não esteja por lá.

 

– Paparazzi? Isso é ruim… – Hayato pegou o jornal estendido na sua direção, mas já havia lido boa parte por cima do ombro do namorado – Por que ele precisaria se esconder?

 

– Porque o pai dele fez merda. – explicou Takeo, atraindo a atenção dos outros dois – Por mais que Mikaru seja o diretor da empresa, o pai ainda é, oficialmente, o dono. Mikaru assina toda a papelada, toma as decisões sozinho, faz o que bem entende por lá, mas para algumas coisas, a palavra final é do pai dele. Mikaru não afundaria a empresa assim da noite pro dia. O pai, sim.

 

– O que esse homem pode ter feito pra conseguir isso? – Katsuya questionou sem entender toda a gravidade da situação – Por que Mikaru precisaria se esconder?

 

– O velho pode ter feito um mal negócio, ou brigou com investidores, que desistiram de tudo… – ponderou Takeo – Agora, quanto ao Mikaru, deve estar fugindo da mídia. Como imagino que a culpa é do pai, ele não vai assumir a responsabilidade, porque isso vai virar uma bola de neve muito grande. Mas se ele não veio pra cá e não foi lá pra casa, não faço a menor ideia de onde se escondeu.

 

– Sabe se Mikaru tem algum outro amigo ou parente de confiança na cidade? Alguém com quem ficaria nessas situações? – foi doloroso para Katsuya perceber que não conhecia muito do namorado naquele aspecto da vida. Eles saíam muito, conversavam sobre tudo e estavam juntos há um bom tempo mas, além de Shiroyama e Izumi, não conhecia outros amigos do empresário.

 

– Ele não se envolve com os parentes, até onde sei. Não tem nenhum aqui na cidade. Os pais ficam em Kyoto e isso é o máximo que sei a respeito da família dele. Amigos somos só nós.

 

– E a secretária? – Hayato se intrometeu, lembrando da moça que trabalhava diretamente com Mikaru – Será que ele não a avisou de nada? Como se trata da empresa, talvez ela saiba.

 

– Vou ligar pra ela. – Takeo se afastou da mesa, procurando o nome de Kojima no celular. Não tinha muitas esperanças, mas não custava tentar.

 

Hayato e Katsuya trocaram olhares desmotivados antes de cada um se perder nos próprios pensamentos. Hayato não conhecia nada da família de Mikaru, tentava manter uma amizade com ele, mas era ignorado na maioria das vezes. Se tivesse que apontar um único lugar que o empresário gostava, não saberia o que dizer e isso mostrava o quanto se conheciam mal. Katsuya não se sentia muito diferente. Eram namorados e isso concedia uma intimidade muito grande, mas havia várias lacunas para preencher antes de dizer que o conhecia de verdade. Se nem Shiroyama, que era um amigo da adolescência, sabia onde Mikaru podia estar, o que sobrava pra ele?

 

Minutos depois Takeo voltou a se aproximar da mesa, negando com um aceno.

 

– Kojima não sabe onde ele está. Recebeu uma mensagem ontem à noite, dizendo que podia tirar alguns dias de folga e depois ele não respondeu mais. Ela só entendeu a situação quando viu o jornal e alguns colegas de trabalho começaram a procurá-la também.

 

– Então ele já sabia que algo ia acontecer com a empresa? – Katsuya ponderou a informação – Mas podia ter vindo pra cá, podia ter me contado também…

 

– Mikaru deve ter descoberto por acaso ou avisaram pra agir rápido e ele tomou as medidas que achou necessárias. – Takeo deu de ombros, analisando o que faria se estivesse no lugar do amigo  – Como Kojima trabalha com ele, seria um problema enorme lidar com funcionários e investidores revoltados. E se não contou pra gente, é porque achou que seria melhor ficarmos no escuro. Imagina se aparecesse um monte de paparazzi por aqui ou na cafeteria? Seria uma zona!

 

– Mas uma hora ou outra eles vão aparecer. – Hayato emendou – Mikaru é sócio na cafeteria, alguém da mídia deve ter essa informação. Devem saber que ele vem muito por aqui também.

 

– Será que é melhor fechar por alguns dias? Evitar encontros com esse pessoal? – questionou Katsuya, com medo de uma algazarra na frente da clínica. Os pais não iam ficar muito felizes.

 

– Não, vamos continuar com os negócios, como sempre. Alguém deve aparecer pra investigar como se fosse um cliente normal e vai perguntar por aí. O pessoal na Shirozumi vai falar a verdade, ele não aparece por lá com frequência e, se vierem aqui, a resposta vai ser a mesma. Ele não costuma te visitar nos horários de trabalho, então só sua família o conhece bem e eles não vão comentar a respeito.

 

– O que fazemos agora? Porque não dá pra ficar sentado esperando! – mesmo se Shiroyama pedisse, Katsuya não ia ficar quieto. Não sabia por onde começar a procurar, mas qualquer lugar era melhor que lugar nenhum.


Notas Finais


Até o próximo!


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