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História Reden - Capítulo 13


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Notas do Autor


RELLOOW, AMADINHAS E AMADINHOS!
Primeiro, espero que estejam bem e seguros dentro de casa. 2020 se tornou um ano apocalíptico, mas precisamos sobreviver. Quero enviar todos os meus votos de toda a saúde e amor do mundo pra vocês e suas famílias. Vamos passar por isso, tenham calma. Logo, será uma história de sobrevivência para contarmos às futuras gerações e, sobretudo, aprender muita coisa neste período. KEEP THE FAITH!
Bom, cá estou com mais um capítulo, ele é curto, mas intenso, então preparem-se! E devido ao nosso cenário atual, vocês terão ainda essa semana a postagem de mais um ;)
Agradeço de coração e alma por todos os comentários maravilhosos e que só me fazem sorrir! E dou as boas vindas para mais um favorito: J2andMyChem!!! MUITO AMOR PRA VOCÊS!!! <3 <3 <3
Boa leitura e nos vemos nas notas finais. Beijos!
OBS: sem capa para aumentar a tensão hehehehehe.

Capítulo 13 - Conversa Aberta - Parte Um


Reden

Conversa Aberta – Parte Um

 

Enquanto Frank tentava assimilar o que Gerard acabara de lhe dizer, o bailarino começa a ofegar e levou a mão à cabeça e depois ao peito, Bert o reparou na hora.

- Gee? Gerard olha pra mim! – o pintor se aproximou do amigo e pegou em seu braço. A frase de Bert e o apoio para Gerard tirou Frank de seu momento astral.

- O que... O que está acontecendo com ele?!

- Gerard! Olha pra mim! – e Bert ignorou por um momento a pergunta de Frank para concentrar-se.

- Meu coração tá acelerado, eu não consigo respirar, minha visão está escurecendo... eu acho que vou... – e Gerard amoleceu por completo fazendo Frank e Bert em um reflexo muito rápido o pegar nos braços.

- Eu vou chamar uma ambulância! – o produtor estava aflito.

- É um ataque de pânico, Frank. Me ajuda a leva-lo para o quarto.

- Não, Bert! Ele precisa ir para um hospital! Ele está... está grávido, pode estar perdendo o bebê!

- Calma, Frank, é sério, eu já vi isso muitas vezes. Ele ficou apavorado e seu corpo reagiu. É uma crise sim, fazia tempo que ele não tinha uma. Vamos, vamos logo leva-lo ao quarto. Ele está respirando, sua temperatura está normal, me ajude e logo ele voltará ao normal. E se ele apresentar outras reações, eu chamo a ambulância imediatamente.

Frank só conseguiu assentir e foi levando Gerard em seus braços até o quarto enquanto Bert ia abrindo as portas e no quarto, preparava a cama para receber o corpo frágil do bailarino. Frank era pura angústia em seu olhar.

- Gee? Olha pra mim, abre os olhos, abre – Frank falava com ele enquanto a cabeça do bailarino era posta no travesseiro e o produtor checava a respiração dele.

Bert correu até o banheiro e pegou um pouco de álcool.

- O que vai fazer?

- Passar nos braços dele e esfregar um pouco.

- E isso resolve?

- Resolveu até hoje. A avó dele sempre fez isso e deu certo.

Frank olhou confuso e deixou Bert fazer o que era acostumado, estava tão assustado que não conseguia pensar em mais nada a não ser em ver Gerard acordado novamente. Na segunda passada do líquido, Gerard começou a despertar e remexeu-se um pouco.

- Isso mesmo, Gerd, volte a acordar. Respira fundo. Inspira e expira. Vamos lá.

Bert apoiou a cabeça dele em mais um travesseiro, deixando-a levemente elevada e Frank era um mero espectador. Tudo aquilo só reforçava o quanto ele nada sabia sobre Gerard e a multidão de perguntas em sua mente só multiplicavam. Gerard abriu os olhos vagarosamente e viu Frank.

- Frank?

- Oi, não se mexa, descanse um pouco.

- Eu não queria que soubesse desse jeito... – Gerard levantou a mão devagar e colocou-a sobre os olhos.

- Shhhh, Gee, fica calmo, você precisa relaxar, depois conversamos sobre isso. Agora você deve descansar – E Frank reparou que Bert trazia um copo de água. – Aqui, tome um pouco de água. Tá sentindo dor em algum lugar?

- Não, eu tô bem – o bailarino pegou o copo de água e tomou aos poucos.

- Eu vou deixar você se acalmar mais. Por favor, fique aqui deitado, depois eu volto, tá bom?

- Tá bem. Obrigado.

- Imagina.

Frank levantou da beirada da cama e olhou para Bert.

- Gerd, eu vou deixar você descansar um pouco também. Ficarei com Frank lá no Atelier. Fica sossegado.

Gerard apenas assentiu e voltou a encostar a cabeça nos travesseiros, fechando os olhos. Bert e Frank saíram do quarto.

 

 

Quando chegaram na pequena sala de espera do Atelier, Frank sentou em uma poltrona e juntou as duas mãos passando-as no rosto, Bert contraiu os lábios e perguntou:

- Você quer que eu te traga algo?

- Eu acho que aceito um copo de água, por favor.

- Claro, só um minuto.

Frank ainda permaneceu pensativo. Gerard estava grávido. Grávido! Aquilo era o que o fazia ter tido o comportamento das últimas semanas? Por isso ele estava tão estranho, distante? Era todo o ‘problema’?

- Aqui está – Bert o tirou de seus pensamentos e Frank olhou-o, pegando o copo.

- Obrigado.

- De nada.

Bert sentou-se em uma cadeira do outro lado e de frente para Frank. O produtor tomou todo o copo de água e Bert inclinou-se para pegá-lo e deixar na mesa ao seu lado.

- Obrigado – Frank disse automático e antes que Bert pudesse responder a palavra educada, engatou uma pergunta. – Você sabia?

- Eu soube somente na noite do meu aniversário de casamento, depois que você foi embora e eu comecei a brigar com ele pelo comportamento que teve na festa.

- Sério?!

- Sim. Eu o pressionei tanto que ele desabou em lágrimas e disse que estava grávido.

- E aí?

- A conversa piorou e eu pedi pra ele ir embora, que depois conversávamos. Eu fiquei muito bravo, Frank.

- Posso perceber.

- Gerard não devia ter feito o que fez naquela noite com você, assim como os dias anteriores, mas também não posso culpa-lo. Ele é transparente, não consegue disfarçar quando algo não o agrada ou o incomoda. Ele estava muito perturbado com a notícia e a primeira reação foi fugir de tudo.

- É a sensação que tive quando te liguei, só não sabia se era apenas de mim.

- Foi tudo.

 Frank e Bert suspiraram fundo juntos.

- Eu só queria um esclarecimento geral, Bert! – Frank olhou com os olhos cristalinos, envoltos na malha d’água que poderia escorrer a qualquer momento. – Sabe? Por que ele reagiu assim? Ele me conheceu estes últimos meses, eu o levei para um fim de semana com a minha família, ele sabe quem eu sou!

- Eu entendo seu lado, Frank.

- Eu queria que ele confiasse em mim. Me falasse o que realmente aconteceu com a mãe, como ela morreu? Ele ainda tem parentes fora a avó que você mencionou? Por que ele não diz nada sobre eles? Gerard tem irmãos, irmãs? E o pai? Ele não diz nada sobre o pai. O que houve quando ele sofreu o acidente? Como aconteceu? Quanto tempo ele ficou no hospital? Ele chegou a ficar entre a vida e morte? – E Frank deixou as primeiras lágrimas rolarem pelo seu rosto. - Por que ele não consegue olhar nos meus olhos e dizer que me ama? – Frank levantou da poltrona e Bert estava triste pelo produtor. – Pois eu o amo! Eu amo demais, amo de um modo que não sabia ser possível amar alguém. É diferente de todo tipo de paixão ou amor que senti anteriormente.

Bert levantou-se e deu um abraço em Frank. Naquele momento era o melhor que ele poderia oferecer, nenhuma palavra seria mais eficaz.

 

Ao fim de mais alguns minutos, Bert trouxe um chá e alguns biscoitos para Frank. O produtor mexia no celular e seus dedos eram ágeis demonstrando que devia estar falando com alguém. E sim estava, com sua secretária. Pediu para que cancelasse todos os seus compromissos na parte da tarde e o jantar à noite por motivos de força maior. Teve um imprevisto urgente e grave, pedia desculpas e solicitava reagendamento. A moça prontamente disse que iria providenciar tudo e o manteria informado caso alguém respondesse de uma maneira mais inconformada.

Frank não estava nem aí se alguém se incomodaria por ter uma reunião ou o jantar adiado de última hora. A vida daquelas pessoas continuavam e eles não iriam perder dinheiro ou oportunidade nenhuma, já Frank estava em um momento delicado de sua vida e não poderia esperar mais.

- Um chá para nos acalmarmos – Bert sorriu fraco e Frank o retribuiu.

- Obrigado, Bert e descul...

- Nada de desculpas por ser você mesmo e tão honesto. Eu disse para o Gerard que você o amava e morreria por ele se fosse necessário. Eu não estava exagerando.

- Não, não estava.

Bert o serviu e serviu-se. Os dois sorveram um pouco do líquido quente e Frank franziu um pouco a testa.

- Será que não era melhor ir ver o Gerard?

- Ele está bem, eu dei uma olhadinha rapidinho. Ele dormiu.

- Que bom!

- Ao contrário do que todos dizem sobre o sono inumano na gravidez, Gerard parece não ter sentido o efeito ainda. É o que menos fez. Dormir.

- Ele não precisava ter fugido, eu nunca o abandonaria nesse momento, ainda que eu não estivesse apaixonado. Eu sou uma pessoa responsável.

- Frank... – e Bert deixou sua caneca de chá na pequena mesa ao lado, atraindo o olhar do produtor. – Gerard sabe disso. Ele sabe o cara que você é. Tudo o que ele tem de você nestes últimos meses é o seu caráter espirrado, ele realmente sabe quem você é.

- Então, qual é o problema, Bert?

- Ele. Ele é o problema.

- Como assim?

- Gerard é uma pessoa fragilizada pela vida, embora jamais se esconda atrás de uma capa de vítima. Ele tenta ser forte e se bastar desde que o mundo dele começou a ruir até ser destruído. Todos nós temos nossos altos e baixos e precisamos de uma rede de apoio, tem alguém com quem contar. Gerard possui dificuldades nisso pois acha que se der muito poder à alguém, isso poderá destruí-lo.

- Eu continuo sem entender.

- Amar uma pessoa e entregar-se totalmente à ela, Frank. Gerard vê isso como a porta escancarada para a ruína porque ele viu isso acontecer da pior forma. Ele não quer que aconteça com ele e por isso afasta as pessoas antes que se apeguem demais ou ele, por isso criou limites para amizades e principalmente muros enormes para relacionamentos amorosos. Ele sempre foi um espírito livre sim, mas com um adicional de repulsa por ter alguém tão entrelaçado a ele. Só que agora, ele conheceu você, e tudo mudou.

- Meu Deus... Eu jamais iria machuca-lo.

- Eu sei, mas é o que a grande maioria diz também, não? E alguns psicopatas fazem o que depois? – Bert corrigiu-se. – Não estou falando que é um, Deus me livre!

- Não, não, eu entendi – Frank sorriu fraco.

- É realmente complicado, entretanto, após o que aconteceu hoje e nesse ponto que chegamos, eu acredito que ele te falará tudo.

- Sim, eu contarei – e a voz de Gerard tirou Frank e Bert de sua conversa privada.

- Você está se sentindo bem? – Frank levantou preocupado.

- Sim, foi um ataque de pânico, eu realmente fiquei passado por ter de dar a notícia daquela forma.

- Não tem problema, só quero que fique bem.

- Eu estou. E... tudo bem se conversarmos agora?

- Claro, se estiver bem.

- Eu estou.

- Bom, se precisarem, estarei na minha sala. Boa sorte pra vocês – Bert levantou, recolheu as canecas e biscoitos e saiu do cômodo. Frank e Gerard ainda se olharam por um instante até o bailarino quebrar o silêncio.

- Vamos até a minha casa.

Frank assentiu e seguiu Gerard até a casa.

 

Ao chegar na casa, Gerard estendeu a mão em um gesto de permissão para que Frank sentasse em um dos assentos do sofá ou em uma poltrona.

- Você realmente está bem? Eu não quero que se sinta pressionado, Gerard, só quero que fique bem.

- Eu estou bem, Frank e eu preciso colocar tudo para fora o quanto antes. Preciso ser justo com você.

- Não se sinta em dívida comigo, por favor.

- Você sempre foi honesto comigo, até me levou para conhecer sua família.

- Eu fiz o que desejava naquele momento... – Frank passou a mão no rosto rapidamente. – Eu tenho milhares de perguntas e quero entender muita coisa, não vou negar, mas o mais importante é você estar bem – ele suspirou. – Você acabou de passar por uma violenta emoção, teve uma crise de pânico, você está grávido! Pode fazer mal para você e o bebê.

Gerard ficou silencioso.

- Mais um dia de espera não me deixará surtado.

- Eu queria ter dito tudo antes, aberto a minha vida e coração de vez para você.

- Tudo bem, fica tranquilo.

Os dois tiveram uma intensa troca de olhares e Frank franziu os lábios enquanto Gerard marejava os olhos.

- Posso te pedir uma coisa? – o bailarino tremeu um pouco o lábio.

- Claro.

- Pode me abraçar?

Frank ficou com os olhos marejados também, instantaneamente.

- Lógico que sim.

O produtor levantou ao mesmo tempo que o bailarino e o envolveu em seus braços como se fosse protege-lo de tudo ao redor. Sem dar muita margem de outros gestos ou palavras, tudo que Frank ouviu foi o fungar profundo de Gerard. O bailarino começara a chorar.

- Shhh... Calma, Gee, eu estou aqui.

- Obrigado por estar aqui. Eu não quero te afastar, apesar de ter feito isso, eu só estava com muito medo, aliás ainda estou... – as palavras saíam rápidas e as mãos de Gerard nas costas de Frank o apertavam, era um misto de dor e desespero. – Eu não queria te machucar, não quero, mas eu sou tão estúpido e você provavelmente vai me odiar...

- Hey, hey, calma.

Frank afastou-se um pouco para olhá-lo nos olhos e Gerard era a pura face de desespero.

- Gee, calma, eu não vou a lugar algum e você está muito nervoso, isso não te fará bem. Se quiser, eu fico aqui com você.

- Eu quero, por favor, fique!

- Okay, eu fico, e você precisa se acalmar. Que tal tomar um banho quente, vestir algo bem confortável enquanto eu peço algo para comermos? Você precisa se alimentar.

- Eu acho que é um bom plano – ele fungou e passou os dedos rapidamente pelos olhos, Frank o ajudou a secar o rosto com seus polegares.

- Então vamos lá, acha que consegue tomar banho sozinho?

- Sim, sim, eu consigo.

- Tudo bem, eu vou te deixar à vontade e vou pedir a comida. O que deseja?

- Frango e salada, por favor. Frango grelhado e salada verde com croutons.

- Certo. Verei com Bert se ele quer algo também.

Gerard assentiu e passou a mão nos braços e virou-se na direção do banheiro. Frank ainda permaneceu no cômodo e olhou-o distanciando, tão frágil que parecia que despedaçaria ao mínimo toque e o coração do produtor se doeu.

Com um grande suspiro, Frank sacudiu a cabeça e foi até o atelier para ver se Bert gostaria de algo para almoçar também. Por ora, era a única coisa a ser feita.

 

 

Frank fez o pedido em um restaurante não muito longe dali, de acordo com a indicação de Bert. Como foi tudo solicitado pelo aplicativo, não demorou mais do que trinta minutos para que fosse entregue. Tempo suficiente para Gerard tomar um bom banho, trocar-se e esperar por Frank em sua casa.

Nesse meio tempo, o bailarino e restaurador passava algumas imagens na sua mente assim como o discurso que viria a seguir. Ele sabia que não seria fácil e tinha evitado tempo demais, deixando aquela dor e pesadelo ganhar vantagens dentro dele. Era hora de exteriorizar e, quem sabe, exorcizar. Gerard sabia que seria doloroso, mas se o alívio viesse, valeria a pena.

Frank voltou à casa com as sacolas e a mesa estava preparada, sem muitas palavras os dois rapazes sentaram-se nas cadeiras e começaram a servir-se. Gerard não sentiu enjoo ao subir pelas narinas o aroma intenso dos alimentos, antes, lhe veio ainda mais fome. Isso era bom. Não queria sair correndo dali para o banheiro.

A refeição foi silenciosa e ao final dela, com os dois apenas degustando de seus copos de suco, Gerard levantou as duas pernas apoiando os pés sobre o assento da cadeira e abraçando coxas e panturrilhas. Frank o reparou, mas nada disse, tomou mais um gole do suco e quando colocou o copo de volta na mesa, Gerard, inicialmente com um olhar um pouco perdido, disse com firmeza:

- Ele a matou.

- O quê? Quem?

- Meu pai. Ele matou a minha mãe e quase me matou.

- Gerard?!

- Eu vou te contar tudo, Frank.

 


Notas Finais


BOOOOMMMMMM!!!
Até o próximo capítulo! AMO VOCÊS E FIQUEM EM CASA!!!! <3 <3 <3


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