História Redenção - Capítulo 4


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Eren Jaeger, Levi Ackerman "Rivaille"
Tags Assassinato, Eren X Levi, Ereri, Levi X Eren, Policial, Riren, Romance, Shingeki No Kyojin, Trauma
Visualizações 161
Palavras 4.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shounen, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite amados e amadas, antes de se deleitarem com o novo cap tenho um pedido quando imaginarem o Marco peço que o façam parecido com essa pessoa aqui foi mais ou menos assim que o imaginei na fic e custei a achar algo que se encaixa se para dar-lhe vida^^ segue o link para visualizarem nas notas finais^^


Agradeço imensamente, radiantemente, cheia de arco iris e toda purpurinada a todos que estão acompanhando, visualizando, que favoritam e comentaram a fic, o apoio de vocês é inestimável para mim <3

Peço encarecidamente que, se notarem algum erro na fic, me avisem, eu não tive muito tempo para revisar esse cap meu dia foi insano hoje e só tive tempo de mexer agora a pouco e estou exausta... Mas arrastei a carcaça por que não podia deixa-los sem cap novo hoje adoro vocês^^

E o cap ficou enorme, por que queria chegar logo no tão esperado momento, cenas do próximo cap a segunda sera doce e trufada em brigadeiro hahah sem mais delongas boa leitura meus lindos e lindas <3

Capítulo 4 - Cap 04. Reviravoltas


Fanfic / Fanfiction Redenção - Capítulo 4 - Cap 04. Reviravoltas

Dizer que estava abalado, depois de assistir aquele vídeo, era pouco. Uma vez que se certificou de que estava sozinho, lacrou o envelope com o disco e se dirigiu até o centro de segurança do seu edifício requisitando todos os discos do hall, elevador do corredor do seu andar e da garagem. Das 07:30 hora em que o deixou seu apartamento até as 20:30, hora em que retornou. Logo depois, em seu apartamento ligou o computador e inseriu o disco logo que as imagens e sons começaram, soube do que se tratava, o bastardo havia gravado a coisa toda e lhe trouxe a cena do assassinato. 

A imagem e o som era da mais alta qualidade. Eren se sentou lentamente enquanto a cena se rolava no monitor. Petra estava nua em todo seu esplendor sobre a cama e se espreguiçava. A cama parecia ter o tamanho de um lago, e ela se esfregava sobre os lençóis de cetim enquanto ronronava satisfeita como uma felina. Levantou a mão e a deixou deslizar pela glamoroso cabelo ruivo enquanto o movimento da cama parecia fazê-la flutuar em ondas vermelhas.

— Quer que eu faça algo bom, cher? — Rindo, colocou- se de joelhos e envolveu os seios com as mãos em concha. — Por que não vem até aqui e me ajuda? — Com a ponta de sua língua circulou os lábios carnudos e inchados, molhando-os. — Podemos fazer tudo de novo. — Seu olhar baixou um pouco, e um sorriso felino apareceu em seus lábios brilhantes. — Parece que você já está mais do que preparado. —Riu novamente, sua expressão demonstra surpresa e diversão — Então vamos jogar?! — Ainda sorrindo, colocou as mãos para cima. — Não me machuque. — Ela choramingou, tremendo ao mesmo tempo que seus olhos brilhavam completamente excitados. — Faço tudo o que você quiser. Qualquer coisa. — Ronronou — Venha até aqui e me force a fazer. Quero que faça isso. —Abaixando as mãos, começou a se acariciar. —Aponte esse revólver grande e mau para mim enquanto me estupra aimer. Desejo isso. Quero que você...

A explosão fez Eren pular para fora da cadeira. Seu estômago se retorceu enquanto ele assistiu a mulher voar para trás como uma boneca avariada, com o sangue esguichando da testa. O segundo tiro não lhe assustou, mas Eren teve que se obrigar a manter os olhos na tela. Depois do último estrondo tudo ficou quieto, a não ser pela música suave ao fundo e a respiração do assassino que estava entrecortada.

A câmera deu zoom, fez uma panorâmica no corpo, mostrando os detalhes mais horrendos do ato. Então, através da magia da edição, Petra estava como Eren a tinha encontrado. Com as pernas e os braços abertos formando um maldito X, sobre os lençóis ensanguentados. A imagem se encerrou com uma apresentação gráfica. Uma de Cinco

Assistiu mais uma vez, e fez duas cópias do mesmo, uma para si e outra para o comandante, em seguida ligou para a casa do mesmo, sendo atendido pela filhinha do mesmo.

— Tenente papai esta jantando—Me olha com censura infantil.

—Eu lamento Clara mas o assunto é de extrema urgência, poderia chama-lo, por gentileza?

Suspira—Ok mas no próximo jantar que papai der você tem de vir também! — Me intima com um sorriso angelical

—Como poderia recusar algo para alguém tão fofa? Vou tentar comparecer— Respondo sem me comprometer de todo

— Papai é o tenente na linha... aquele que tem olhos de gato, ele diz que é urgente! —Grita para o pai logo depois sorri e afasta.

— Tenente do que se trata

—Comandante essa linha é privada? — pergunto

—Todas as minhas linhas são privadas Yeager, vá direto ao ponto.

—Preciso lhe mandar algo através de uma linha codificada, um arquivo de vídeo, sugiro que assista em um ambiente mais privativo senhor.

—Compreendo vou transferir para o meu escritório— Depois de um minuto— Muito bem pode mandar.

Meia hora depois retornou com o olhar sombrio—onde conseguiu isso Yeager?

—Estava dentro de um envelope fixo a um buque de rosas e uma mensagem me parabenizando, em cima da mesa de centro na minha sala, quando retornei hoje. Naturalmente ele já havia partido, o que foi confirmado com a busca padrão. Senhor é preciso mais do que o conhecimento básico para arrombar uma fechadura padrão da polícia, ele tem treinamento! E ele soube quem estava encarregado do caso quase que ao mesmo tempo que eu, o lapso de tempo nos vídeos de segurança começaram 08:00 e só retornaram as 09:00. Uma hora perdida.

—Solicite uma equipe do laboratório e uma equipe técnica para substituir sua fechadura. Quero uma varredura completa no seu apartamento.

—Solicitei, logo depois de lhe encaminhar uma cópia do vídeo comandante. Devem estar chegando a essa altura. Senhor ele queria que eu soubesse, ele sabe quem sou, onde moro, o que estou fazendo e que pode entrar a hora que quiser.

—Minha sala as 08:00 em ponto amanhã tenente. Boa Noite.

—Sim senhor, boa noite.

Se preparando para o que seria umas longas horas! Suspirou, e se serviu de um cálice de vinho. Felizmente quando a equipe deixou o apartamento, já eram 00:00 e estava tão esgotado que apagou direto, sem sonhos, uma santa maravilha! Acordou as 07:00 e se arrumou indo, imediatamente, para a central com os discos lacrados.

—Comandante

—Tenente—Precisamente as 08:00 estava sentado em frente ao comandante em sua sala no vigésimo andar. Este possuía olhos penetrantes que pareciam atravessar a sua alma. Lhe estendeu a mão para pegar as copias dos discos e o relatório do ocorrido.

—De acordo com o protocolo para casos assim, tenho de lhe perguntar se deseja ser liberado desse caso tenente—observou o mesmo, ao não esboçar nenhuma reação prosseguiu—Vamos fingir que eu segui o protocolo corretamente e ir direto ao que interessa, sua casa é segura?

—Até ontem eu julgava que sim, agora nem tanto, porém não pretendo me mover de lá. Não adiantaria, em primeiro lugar, com seu conhecimento em equipamentos eletrônicos ele descobriria de qualquer forma, e em segundo, quero que o canalha pense que pode invadi-la a hora que quiser, quero continuar alimentando essa arrogância, quando vier, estarei preparado.

—Normalmente eu concordaria mas, Yeager ele não entrou e simplesmente colocou o disco lá! Ele te levou um fodido buque e levou seu tempo analisando o local onde moras. Ele tem interesse em você!

—E pretendo que siga tendo, quanto mais sua atenção se voltar para mim melhor, podemos talvez ganhar tempo para a próxima vítima. Ele tem a capacidade técnica de minar os sistemas de segurança, possui conhecimento de técnica e edição de vídeo e, é claro, de armas antigas.  Já está viciado na emoção que obteve com a primeira morte e não tenho como saber quanto tempo vai levar até que sinta a necessidade da segunda dose. Assim que reunir dados suficientes irei procurar a doutora Zoe para o perfil do assassino.

—Compreendo, vou avisa-la para aguardar sua visita.

—Nesse caso a investigação eletrônica, embora de grande auxilio não será a chave mestra. Nosso garoto cobre bem os rastros tanto físicos, quanto eletrônicos. Mas estamos falando de O'Murphy, se tem alguém que consegue, é ele. O assassino é meticuloso não deixou nada para trás, estamos analisando os arquivos da vítima, mas vai levar algum tempo...

—Que não temos, uma de cinco o relógio já começou a correr tenente. Em sua opinião o que ele quer.

—Ele ama seu trabalho e é muito bom nisso. Nos contatou pessoalmente, quer ser reconhecido. Me procurou pessoalmente, quer que saiba quem está no controle da situação. Em suma ele quer ser importante, quer ser reconhecido quer a nossa atenção sobre si, nos desafiou e acredita que vai vencer. Não temos material suficiente para o perfil, essas são minhas impressões dele até o momento a doutora poderá ser mais precisa quando tivermos mais dados.

—Os consiga—Sabia que ele não estava bem devido a ocorrência de dois dias atrás e lança-lo direto na linha de frente não era justo, mas era seu melhor homem... além de que ele não iria abrir mão do caso, quando Yeager pegava no osso não soltava até destrincha-lo por completo. Sorriu, escolhera bem e não se arrependeria.

—O que acha de brincarmos um pouco de política logo pela manhã Yeager? — Perguntou rindo—Nosso ilustríssimo senador Ral nos dará o ar de sua graça, ele voou até NY ontem à noite só para isso.

—Política não é meu ponto forte, senhor.

—Supere, ele veio para falar com você e passou por cima para conseguir, ordens do secretário temos de cooperar totalmente com o senador.

—Não me interessa se é deus encarnado que deu a ordem, essa é uma investigação sob código cinco e não vou divulgar dados confidenciais a um civil—Disse rígido e espumando.

—Eu não escutei você dizer isso tenente... assim como você não me ouviu dizer para lhe oferecer apenas os fatos óbvios da investigação—Disse com um amplo sorriso—Mas se lembre de me escutar dizer que o senador é um homem orgulhoso e um completo idiota arrogante, mas com poder, portanto muito cuidado com as palavras tenente.

—Sim senhor!

—Desça prepare um relatório para o senador, e espere a convocação. —Sorriu, era sempre divertido ver o Yeager lutar para ser diplomático hahahah será uma manhã divertida.

~~*~~

— O que você fez até agora para encontrar o canalha que assassinou minha neta? —Proferiu no minuto em que pisou na sala.

A primeira impressão que Eren teve do senador Ral não era das melhores... essa doninha disfarçada de homem irrompeu pela sala do comandante Smith a 5 min atrás, cinco sangrentos minutos na presença desse arremedo de homem e já queria estrangular esse peidado de merda. Respirando com calma e mantendo um férreo controle de sua expressão e voz proferiu de forma polida, calma e totalmente desprovida de emoções.

— Tudo o que foi possível, senador Ral— O comandante assegurou com calma e polidez.

— Você já teve mais de um dia de investigações — Ral retornou com irritação em sua voz grave. — E ao que me consta apenas dois policiais estão investigando o assassinato da minha neta pode me explicar isso?

— Por questões de segurança, sim é verdade. Afinal sei que compreende que a natureza política do caso, por se tratar de sua neta, torna as coisas mais delicadas. Contudo são dois dos meus melhores policiais — acrescentou com determinação— O Tenente Yeager está à frente deste caso e se reporta unicamente a mim. Desta forma evitamos complicações.

— E que progressos conseguiu? — Ral demandou voltando então seus olhos duros e implacáveis para o mesmo.

— Identificamos a arma do crime, determinamos com precisão, a hora da morte. Estamos recolhendo provas e entrevistando todos os moradores do prédio da Senhorita Ral, bem como rastreando todos os nomes, em escala profissional e pessoal. No momento, estou trabalhando na reconstrução das últimas vinte e quatro horas da vida dela.

— Deveria ser óbvio, até mesmo para a mais obtusa das mentes, que ela foi assassinada por um dos clientes. — Disse com um silvo de desgosto.

— De acordo com sua agenda, não havia nenhum cliente marcado para as horas anterior à morte. O cliente anterior tem um álibi para a hora em que ocorreu o mesmo.

— Investigue-o! — exigiu Ral. — Um homem que é capaz de pagar por serviços sexuais não deve ter escrúpulos com relação assassinato, ou com mentiras.

Embora Eren estava intrigado com as palavras, lembrou-se então do seu trabalho e concordou.

— Estou trabalhando nisso, senador Ral. Não se preocupe.

— Quero cópias de todos os arquivos e agendas com os compromissos dela.

— Isso não será possível, senador Ral— disse Smith, com deliberada calma. — O senhor compreende, é claro, que todas as provas de um crime capital são confidenciais.

Ral simplesmente bufou e fez um gesto em direção a seu assistente.

— Comandante — Thomas abriu sua pasta e coletou um documento com selo holográfico ainda lacrado fixado nela. — Esta é a autorização do Secretário de Segurança para o senador a ter acesso a toda e qualquer prova ou dado investigativo relacionado com o assassinato da Senhorita Ral. Isso deve sanar o problema.

Whitney mal olhou para o documento antes de colocá-lo de lado. Para ele a política era um jogo de covardes amotinados, e o fato de ser obrigado a jogá-lo lhe deixava com um gosto muito ruim na boca.

— Vou conversar com o secretário pessoalmente. Se contudo a autorização se mantiver, providenciaremos as cópias, ainda esta tarde. — Desviou o olhar de Thomas, e encarou Ral. — O sigilo das provas é a ferramenta principal do processo investigativo. Se o senhor insistir nessa exigência, senador, estará correndo o risco de arruinar todo o caso. Favorecendo assim a liberdade do assassino.

— O "caso", como colocas, era minha carne, e tinha o meu sangue.

— Então, esperava-se que a tua prioridade principal, seria nos oferecer toda a assistência possível para capturarmos o assassino e o levarmos a Justiça.

— Eu trabalho para a Justiça por mais de cinquenta anos. Quero tudo relacionado a investigação até o meio-dia. — Deu meia volta, e se dirigiu a saída. — Capturem esse bastardo ou cuidarei pessoalmente para que sejas afastado de seu cargo comandante. —se virou para Eren. — E também cuidarei para que a sua próxima investigação, tenente, seja correr atrás de adolescentes de pata mansa atuando em compras online, na garagem dos pais.

Quando estava prestes a sair pela porta, parou e voltou sua cabeça sobre os ombro se voltando para o tenente disse — Como estas à frente do caso és esperado, nos ritos fúnebres. Será amanhã à tarde não se atreva a faltar. — Depois saiu porta a fora, Deixando Thomas com seus olhos calmos e solenes para montar justificativas polidas e convincentes a fim de aliviar sua carga.

—Desculpem o senador. Ele está esgotado com tudo o que ocorreu. Por mais que houvesse conflitos familiares entre eles. Nada é mais importante para o senador que a família. Esse tipo de violência e a morte sem sentido são coisas devastadoras para ele.

— Certo — Disse Eren igualmente polido. — Reparei que ele parecia completamente arruinado. Thomas sorriu. Conseguiu se mostrar divertido com a observação e pesaroso ao mesmo tempo.

— Homens orgulhosos muitas vezes disfarçam sua dor mostrando-se mais agressivos. Devo dizer contudo, que temos toda a confiança em suas habilidades e em sua tenacidade, tenente. Comandante — e fez um leve cumprimento com a cabeça —, estamos à espera dos dados esta tarde. Obrigado pelo seu tempo e atenção.

— Ele é liso e escorregadio — murmurou Eren quando Thomas fechou a porta silenciosamente atrás dele. — Diga-me que o senhor não vai ceder comandante. —Demandou em voz baixa

— Vou lhes dar o que tiver que dar. — A voz dele era áspera e marcada com fúria suprimida. Odiava perder, mesmo que uma pequena batalha. —Agora, vá e me traga mais Tenente. E organize tua agenda para encaixar o maldito funeral.

~~*~~

Passou o resto da manhã e o início da tarde preso ao computados e ao tele-link despachando notificações a todos os contatos e clientes da vítima. E algumas intimações para aqueles se se recusavam a prestar depoimento, acrescendo a alguns uma ameaça de reboca-los para a central sob a acusação de obstrução da justiça. Mas o que mais o frustrou foram que todas as suas tentativas de entrar em contato com o Ackerman foram bloqueadas ou negadas sob as mais diversas desculpas. Será que teria de irromper em seu escritório para conseguir interroga-lo? Pensou divertindo-se com a possibilidade tentadora.

Fechou o sistema e se dirigiu ao Complexo Gordon para interrogar o vizinho/sócio da vítima Marco Bodt. Depois de meia hora se encontrava em frente ao apartamento do mesmo, tocou a campainha. Era de estatura média com uma configuração larga e musculosa. Ele tinha cabelo longo repartidos e pretos, preso displicentemente do lado esquerdo de sua cabeça e olhos castanhos claros sedutores. Muito bonito, estava usando um robe preto de seda, e com um envolvente aroma de sexo, Marco sorriu sedutoramente.

— Sinto terrivelmente, tenente, mas a pessoa que estou atendendo estava marcada para as três horas, e ainda tem direito a cerca de quinze minutos de minha companhia.

— Sem problema, eu aguardo. —Eren entrou, sem cerimonias. O contraste entre o apartamento de Petra e aquele ali era gritante, era em tons discretos, a decoração era mais clássica e máscula com moveis de madeira com cadeiras e sofás estofadas em couro e tapetes espessos.

— Como queira... — Obviamente estava achando aquilo tudo muito interessante, Marco olhou para uma porta fechada, no final de um curto corredor. — A privacidade e o sigilo são vitais em minha profissão Tenente.  

— Tudo bem. O senhor tem uma cozinha por aqui? —Disse Eren

— Claro. — Ele deu suspiro profundamente agradecido. — Direto em frente, naquela porta. Sinta-se em casa Tenente, não vou demorar.

— Leve o tempo que precisar, senhor Bodt. —caminhou em direção à cozinha. Em contraste com a sala de estar, aquele era um ambiente espartano. Marco não comia em casa. Mesmo assim, tinha uma unidade de refrigeração imensa e foi nela que encontrou uma Coca quase congelada. Satisfeito por ora, sentou-se para saborear a bebida enquanto ele terminava o encontro das três horas.

Pouco depois, ouviu o murmúrio de vozes, uma masculina e uma feminina, risos e logo a seguir, ele entrou cozinha, com o mesmo sorriso encantador no rosto.

— Desculpe por fazê-lo esperar tenente.

— Tudo bem. O senhor está aguardando mais alguém?

—Tenho um encontro mais tarde, uma opera. —Pegou uma Coca para si mesmo, quebrou o lacre de refrigeração instantânea da lata e a serviu em um copo duplo. Em seguida, esmagou a lata da bebida, formando uma bola com ela, e a atirou dentro do aparelho de reciclagem. — Seguido de um jantar e um rendez-vous romântico.

— O senhor gosta de Ópera? — perguntou ele curioso, enquanto abria um sorriso.

— Pelos deuses dá para imaginar algo mais chato do que uma mulher gorda e peituda berrando em alemão por metade da noite tenente?

— Não — disse Eren divertido após analisar a pergunta.

— Infelizmente tem quem goste. — Seu sorriso desapareceu quando ele se juntou a ele no pequeno nicho junto à janela da cozinha. — Ouvi sobre a morte de Petra no noticiário da manhã. Desde aquele momento, estava esperando pela visita da polícia. É horrível!

— O senhor a conhecia bem?

— Somos vizinhos há mais de três anos, e ocasionalmente nos tornamos sócios. De vez em quando, um de nossos clientes pedia um trio, e nós bem, dividíamos o negócio.

— E quando não se tratava de negócios, vocês dois continuavam dividindo?

— Ela era uma mulher linda, e me achava atraente... somos crescidinhos. — Ele moveu os ombros cobertos de seda. Seus olhos se fixaram na janela com vidro fume, observando o movimento do transito. — Se um de nós queria fazer por prazer o que fazia por profissão, o outro atendia com generosidade. — Sorriu novamente. — Contudo era raro. Petra era uma amiga, tenente, e eu gostava muito dela.

— Pode me dizer onde você estava na noite de sua morte, entre 00:30 e 03:11?

Arqueou uma sobrancelha, se não lhe havia ocorrido, tinha acabado de ocorrer então, que ele poderia ser considerado um suspeito. Também, pensou Eren, pessoas que trabalhavam naquele ramo eram obrigadas a ser bons atores, isso podia não passar de um bom ato.

— Estava com uma cliente, aqui. Ela passou a noite comigo.

—Comum?

— Para essa cliente sim, tenente. Vou lhe informar seu nome se for absolutamente necessário. Peço encarecidamente que pelo menos me deixe explicar as circunstâncias a ela. Detestaria perder uma cliente assim.

— Trata-se de um assassinato, senhor Bodt, sim é muito necessário. E não pode explicar nada uma vez que ela é quem vai confirmar seu álibi.  A que horas o senhor trouxe a sua cliente para cá?

— Por volta de dez horas. Jantamos no Anella Ristorante, o italiano aéreo que fica sobre a Sétima Avenida.

— Dez horas. — Eren concordou e com um sorriso, notou o exato momento em que ele se lembrou.

— Quanto à câmera do elevador... — seu sorriso era todo um charme. — É uma lei antiquada sabe. Suponho que o senhor poderia me enquadrar, mas acho que não valeria o tempo perdido.

— Qualquer ato sexual em uma área vigiada é uma contravenção, Senhor Bodt.

— Por favor, me chame de Marco, tenente.

— É uma falta pequena, Marco, mas eles poderiam suspender a sua licença por seis meses. Agora, me informe o nome da cliente, e vamos esclarecer tudo da forma mais discretamente possível.

— O senhor vai me fazer perder uma das minhas melhores clientes — disse ele, com grande pesar.

— O nome dela é Milan Hope.— Levantou-se para pegar a agenda eletrônica e deu a informação de contato e o endereço.

— Obrigada. Petra conversava com você a respeito dos clientes dela?

— Nós éramos amigos — disse cansado. — Sim, nós falávamos a respeito dos clientes, embora isso não seja estritamente profissional Petra tinha algumas histórias muito divertidas. Se quer saber eu sou adepto ao estilo mais convencional da coisa. Ela era aberta ao que era diferente e instigante. Algumas vezes nós saíamos juntos para tomar um drinque, e ela falava. Sem citar nomes, claro sempre se referia aos clientes usando termos específicos. O imperador, o fuinha, a leiteira, esse tipo de coisas absurdas.

— Havia alguém que a deixava preocupada, ou temerosa? Alguém que poderia ou havia se tornado violento?

— Ela não se importava com violência, mas... não, ninguém a preocupava com relação a isso. Ela sempre estava no controle da situação. Era assim que ela queria, porque havia estado sob o controle de outra pessoa durante a maior parte de sua vida. Certa vez ela me confidenciou que jamais planejara transformar o sexo em uma carreira profissional. Só entrou no ramo para doer a família, porem acabou gostando e manteve.

Ele movimentou os ombros novamente, tomou um pouco do líquido que estava no copo e continuou — E assim ela matou dois coelhos com uma trepada. A frase é dela. — Charles levantou os olhos de novo. — Será que uma dessas trepadas a matou?

— Talvez. — Eren. —Ela mencionou alguma vez se mantinha diários se sim mencionou onde os guardava?

— Sim ela os mantinha e se gabava das informações que havia coletado, segundo ela poderia acabar com muitas vidas se quisesse. Quanto ao lugar onde os guardava nunca me disse mas provavelmente deve estar em um cofre.

—Compreendo, não faça viagens muito longas, Marco. —Se levantou e desligou o gravador. —Vou manter contato.

— Terminamos?

— No momento, sim. Se contudo se recordar de alguma coisa referente aos diários entre em contato comigo. Qualquer hora do dia e da noite. —Disse enquanto lhe entregava meu cartão.

Ele se levantou também e sorriu sedutoramente.

— O senhor é uma pessoa muito agradável para se conversar, levando se em conta que és um tira... Eren. — Se aproximou e passou a ponta de um dos dedos pelo braço dele. Ao ver que arqueava uma sobrancelha, fez o dedo circundar lhe o maxilar. —Com pressa?

— Por quê?

— Sabe, é que eu tenho algumas horas livres, e você é muito, atraente. Tem essas imensas esmeraldas — ronronou. — Essa covinha bem no meio do queixo. Por que nós dois não fazemos um intervalo em nosso expediente... e desfrutamos um pouco mais da companhia um do outro?

Ele aguardou, divertido, enquanto ele se aproximava e abaixava a cabeça em sua direção, com os lábios um pouco acima dos dele.

— Isto é um suborno, Marco? Porque se for um, e se você for tão bom nisso quanto eu imagino que seja...

— Sou o melhor. — Roçou os lábios dele, com os seus, e fez a mão descer em direção ao seu traseiro perfeitamente redondo e deliciosamente firme.

— Nesse caso eu vou ter que prender você por crime doloso. Sorriu quando o viu dar um pulo para trás, como se tivesse lhe disparado com o laser. — Isso é algo que faria nós dois ficarmos muito... chateados. — Com ar de quem estava se divertindo com aquilo, Eren deu lhe um sorriso. — Mesmo assim, obrigada pela ideia, foi interessante.

Ele coçou o queixo enquanto o acompanhava até a porta.

— Eren?

— Sim! — Ele parou, já com a mão na maçaneta.

— Subornos à parte, se você mudar de ideia, estou interessado em conhecê-lo mais profundamente.

— Se eu mudar de ideia, pode deixar que eu o aviso. — Bateu a porta e seguiu para o elevador, porem ao invés de entrar deu meia volta e entrou mais uma vez no apartamento de Petra.

Não seria muito difícil para Marco Bodt escapulir do apartamento, deixando a cliente dormindo confortavelmente, e entrar no apartamento de Petra. Um pouquinho de sexo, e depois um que de assassinato... — Pensativo, entrou no closet, e depois de alguns momentos, reparou que algo estava diferente... Ele havia regressado! O closet havia sido remexido e a tentativa torpe dele de colocar as coisas em ordem novamente evidente que esteve ali. Estava radiante este era o primeiro deslize que o bastardo cometia! Ligou para o comandante.

— Tenente Yeager

— Comandante, preciso de uma nova perícia no apartamento de Petra Ral.

— Motivo?

— Ele voltou a cena do crime! O closet da vítima esta remexido...

— Tenente pode ter sido você ou O'Murphy ou alguém da perícia...

—Não senhor tenho certeza, eu supervisionei tudo pessoalmente e garanti que tudo permanece-se na mesma ondem, do início ao fim, fiquei muito impressionado que a vítima fosse tão organizada ela organizava suas coisas por cor, estação e tipo de tecido, um padrão muito especifico ao qual o assassino não conseguiu ou nem tentou replicar!

— Tens certeza tenente?

— Sim senhor posso comprovar através das gravações que eu fiz naquela manhã.

—Tem minha permissão para solicitar a nova perícia recolha os discos de segurança, supervisione tudo pessoalmente tenente.

—Sim senhor.

—E tenente, bom olho!  —Desligou

~~*~~

Era quarta feira, havia voado de Nova York até a Virginia para o funeral. No fim da tarde de ontem havia supervisionado o técnico com a nova perícia mas que parece ele havia sido tão cuidadoso como antes, os vídeos de segurança também repetiram o mesmo padrão de corte. Bem não era como se espera-se que ele fosse cometer um erro assim tão cedo, porem ele retornou a cena do crime e estava procurando algo... os diários. Sorriu era só encontra-los primeiro, e ele iria.

O velório estava acontecendo em uma catedral católica, não se importara em perguntar o nome. Era trabalhada no estilo do neoclassicismo, com traços simétricos e geométricos inspirados na arquitetura greco-romana, em sua maioria. Acabou por sofrer lapidações e outras alterações ao longo dos anos, porem continuava bela e imponente. E infelizmente estava cheia de pessoas no momento, mas não o suficiente para superlota-lo. E foi no meio dessas pessoas que o encontrou.

Se o havia considerado ridiculamente bonito apenas na foto, pessoalmente era ainda mais! Sim senhores estava irresistível neste terno preto de marca feito sob medida por algum estilista conceituado, mesmo a essa distância e de costas dava para perceber que o gnomo estava em forma, ele se voltou para falar algo com o pai da vítima e antes de retornar nossos olhares se cruzaram. Safiras e esmeraldas, não sei quanto tempo nos encaramos assim, avaliando e medindo mas no fim acabei desviando o olhar rezando a todos os deuses existentes para não corar! Sentiu-se ser trespassado por esse olhar, como se fosse transparente, e embora fossem frios na superfície e forma havia um fogo em sua profundezas que o havia... ameaçado.  

Bem pelo menos esse funeral não seria uma perda de tempo, de hoje o Ackerman não me escapava!


Notas Finais


Nosso encarecido Senador Dazz Ral é ou não é um babaca com B maiúsculo? Corta relações com a neta e depois quer dar uma de vovozinho preocupado fdp aff ^^

Decidi deixar só um gostinho do que promete ser o tão esperado encontro dos dois tenham uma maravilhosa noite e lindos sonhos! Até segunda amores^^

Link da novo visual do Marco mas só o cabelo e o olhar o resto se mantem pq as sardas são um charme hahahah

https://i.pinimg.com/236x/83/8e/09/838e0989996978668a2b0fec36005aaa--search.jpg


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