História Redenção - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Eren Jaeger, Levi Ackerman "Rivaille"
Tags Assassinato, Eren X Levi, Ereri, Levi X Eren, Policial, Riren, Romance, Shingeki No Kyojin, Trauma
Visualizações 148
Palavras 3.519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shounen, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite meus amores <3 Aqui está o tão aguardado primeiro encontro! Espero imensamente que gostem!! sem mais delongas, boa leitura!^^

Capítulo 5 - Cap. 05 Depoimento


Fanfic / Fanfiction Redenção - Capítulo 5 - Cap. 05 Depoimento

 

~~*~~ Pov. Levi ~~*~~

 

Contemplando os arredores podia notar que, a catedral era configurada no estilo igreja-salão, constituindo um espaço interior que conforma um salão único e uniforme, cuja nave e os corredores têm a mesma ou semelhante altura. A nave, local onde se senta a congregação, é ladeada por corredores separados do espaço principal por uma fileira de colunas com arcadas de ambos os lados. O teto, feito de pedra e ornamentado em gesso e madeira com detalhes intrincados. Sobre o teto dos corredores estão as janelas do clerestório, que iluminam a nave.

Ele não era religioso, porem admitia que os edifícios religiosos estão entre os monumentos mais esplêndidos e duradouros, o que explicava por que haviam sobrevivido as guerras urbanas.

Estava entediado, e desconcertado, detestava que os seus amigos estivessem sofrendo dessa forma, se voltou no banco para falar com Philipe numa tentativa de conforta-lo quando o sentiu. Era observado, seu olhar o atingiu como um golpe físico de duas esmeraldas, se sentiu... encantado ele era alto, moreno com rosto triangular de maçãs proeminentes e uma pequena e charmosa covinha no queixo. Seus cabelos castanho-claros estavam cortados bem curtos, em um corte simples que não o favorecia, mas também não diminuía em nada sua beleza.

Mas o que mais o marcava eram seus olhos, dois faróis iluminados por uma inteligência perspicaz e compaixão em uma expressão que demostrava curiosidade e interesse. Interesse esse, constatou com crescente diversão, que estava lutando para ocultar de seu escrutínio... sem muito sucesso. Lamentou quando o mesmo desviou o olhar para contemplar os arredores, inteligência e uma boa aparência eram, em sua nada humilde opinião, bons motivos para se olhar mais de uma vez para uma pessoa!

Sim, sem dúvida esse homem havia cativado seu interesse, algo que não ocorria já a algum tempo, estava decidido a procura-lo depois. Ele sempre conseguia o que desejava! Voltou-se para a frente e se levantou a cerimonia havia acabado agora era a hora do enterro, saíram da igreja e se posicionou ao lado de seu amigo para ajudar a transportar o caixão durante a procissão. Foi tudo simples e rápido. Petra jazia em paz ou tão em paz quanto uma vítima de grande violência poderia estar.

Se despediu dos seus amigos, ignorou o senador aquele idiota pomposo de fala mansa e discurso pobre, só merecia desprezo. Enquanto caminhava até o estacionamento sentiu seu olhar novamente e se voltou, sim era ele a contempla-lo novamente, mas agora as esmeraldas brilhavam friamente porém, lindas! Se perguntou como ficariam nubladas de desejo e prazer...

—Senhor Ackerman, Tenente Yeager polícia de NY. —se apresentou enquanto entregava seu distintivo para inspeção.

—Tenente sempre aborda as pessoas em velórios? — Pergunto cinicamente, interessante o dono das esmeraldas era tira! Normalmente seus instintos afiados gritariam tira logo que estivesse em seus arredores, ele sempre os notou não importa o quão bem se disfarçassem. Mas dessa vez não, tudo o que notou foi o lindo moreno com enormes esmeraldas e uma boca que pedia a gritos para ser beijada... interessante ele nunca teve um tira em sua cama, mas bem tudo tem sua primeira vez!

—Apenas os que se escondem atrás de secretarias irritantes e desculpas esfarrapadas— Retornou em tom inexpressivo com as feições cuidadosamente neutras—Podemos conversar agora ou na central se preferir.

—Estás voltando a NY agora? —Perguntou em tom igualmente inexpressivo

—Sim

—Alugou algum veículo quando chegou a Virginia?

—Sim, tenho de devolve-lo ainda hoje...

—Me dê as chaves vou providenciar para que seja entregue— Disse com praticidade, ao não obter resposta continuou—Vamos tenente, vejo que és um homem pratico, você deseja me interrogar e eu pretendo cooperar, estamos indo para o mesmo destino. Eu não vejo por que perder tempo por aqui, você pode me interrogar no caminho, garanto que terás toda a privacidade do meu carro e jato particulares.

—Tudo bem, —disse com resignação enquanto entregava as chaves

Continuou seu caminho até a limusine, seguido pelo mesmo, e enquanto o tenente se instalava na mesma instruiu o motorista sobre o carro alugado. Entrou e se acomodou de frente para ele, querendo observa-lo mais de perto, pressionou um painel e pediu uma dose de whisky em seguida, perguntou com uma ponta interna de diversão — Me acompanha?

— Estou de serviço— Apontou calmamente

—Sem álcool tenho água e café, terei uma seleção mais ampla no jato—Ofereceu enquanto pensava em uma forma de quebrar seu estoicismo sem ser enquadrado por assedio... queria ver mais dessas lindas esmeraldas!

—Café, forte e puro— Disse com praticidade

—Então tenente o que deseja saber? — Perguntou enquanto lhe serviu o café e observou tomar o primeiro gole... Deuses sua reação foi instantânea, o prazer se espalhou pela sua expressão, tremulou as pestanas enquanto um rubor discreto coloria suas feições. A sombra de prazer que viu em seus olhos, inferno essa era uma resposta muito similar a uma pessoa ronronando sob suas mãos! Quando logo em seguida soltou um pequeno gemido de deleite, quase não se conteve, esse som o atingiu direto na virilha— Algum problema tenente? —Perguntou se deleitando.

—Isso é café de verdade! Puro e maravilhoso liquido dos deuses e não essa porcaria sintetizada! É o produto vegetal onde a cafeína canta em coros celestiais! Sabe qual foi a última vez que tomei café de verdade?

—Não— respondeu tentando manter sua compostura

—Nem eu! —fechou os olhos sem pudor e bebeu mais um gole— Vais ter de me desculpar, este é um momento íntimo e particular. Deixaremos para conversar no avião.

—Como queira—Se recostou e observou aquelas esmeraldas irradiando prazer, sim ele definitivamente não lhe escaparia!

 

~~*~~ Pov. Eren ~~*~~

 

O velório estava acontecendo em uma catedral católica, não se importara em perguntar o nome. Era trabalhada no estilo do neoclassicismo, com traços simétricos e geométricos inspirados na arquitetura greco-romana, em sua maioria. Acabou por sofrer lapidações e outras alterações ao longo dos anos, porem continuava bela e imponente. E infelizmente estava cheia de pessoas no momento, mas não o suficiente para superlota-lo. E foi no meio dessas pessoas que o encontrou.

Se o havia considerado ridiculamente bonito apenas na foto, pessoalmente era ainda mais! Sim senhores estava irresistível neste terno preto de marca feito sob medida por algum estilista conceituado, mesmo a essa distância e de costas dava para perceber que o gnomo estava em forma, ele se voltou para falar algo com o pai da vítima e antes de retornar nossos olhares se cruzaram. Safiras x esmeraldas, não sei quanto tempo nos encaramos assim, avaliando e medindo mas no fim acabei desviando o olhar rezando a todos os deuses existentes para não corar! Sentiu-se ser trespassado por esse olhar, como se fosse transparente, e embora fossem frios na superfície e forma havia um fogo em sua profundezas que o havia... ameaçado. 

Bem pelo menos esse funeral não seria uma perda de tempo, de hoje o Ackerman não lhe escapava! Acompanhou a cerimônia e a procissão até o fim observando-o discretamente quando se dirigiu ao estacionamento se dirigiu a ele:

 —Senhor Ackerman, Tenente Yeager polícia de NY. — me apresento enquanto entrego meu distintivo para inspeção.

—Tenente sempre aborda as pessoas em velórios? — Pergunto cinicamente.

—Apenas os que se escondem atrás de secretarias irritantes e desculpas esfarrapadas— Retornou em tom inexpressivo com as feições cuidadosamente neutras contudo estava sorrindo por dentro, meus deuses que voz! O timbre baixo e rouco praticamente ronronando o atingiu direto na virilha... esse homem deveria ser censurado como ilegal! —Podemos conversar agora ou na central se preferir. —Sugeriu com calma, engolindo o sorriso.

—Estás voltando a NY agora? —Perguntou em tom igualmente inexpressivo

—Sim— Respondi com cautela.

—Alugou algum veículo quando chegou a Virginia?

—Sim, tenho de devolve-lo ainda hoje... —Mais cautela

—Me dê as chaves vou providenciar para que seja entregue— Disse com praticidade, ao não obter resposta continuou—Vamos tenente, vejo que és um homem pratico, você deseja me interrogar e eu pretendo cooperar, estamos indo para o mesmo destino. Eu não vejo por que perder tempo por aqui, você pode me interrogar no caminho garanto que terás toda a privacidade do meu carro e jato particulares.

—Tudo bem, disse entregando as chaves—Ele tinha um ponto, detestava perder tempo com coisas desnecessárias. O seguiu até uma limusine onde o motorista abriu a porta para ele entrou, enquanto Ackerman instruía o motorista, recostou-se no banco. O mesmo o seguiu se sentando no banco a sua frente. Enquanto o carro entrava em movimento observou Ackerman pressionar um painel e solicitar uma dose de whisky.

— Me acompanha?

— Estou de serviço— Apontou calmamente, reprimindo a vontade de revirar os olhos.

—Sem álcool tenho água e café, terei uma seleção mais ampla no jato—Ofereceu com praticidade.

—Café, forte e puro—céus aquelas safiras estavam lhe custando muito para se conter, ele é um suspeito Eren, devia tatuar isso na cara dele para servir-lhe de lembrete.

—Então tenente o que deseja saber? — Perguntou enquanto lhe serviu o café

Tomou um gole de café... Era café natural...  Plantando, colhido, torrado e embalado direto do paraíso! Dane-se a compostura... gemeu, era como ambrosia liquida, estava corado... sabia disso mas não poderia se importar menos!

— Algum problema tenente? —Perguntou se deleitando.

—Isso é café de verdade! Puro e maravilhoso liquido dos deuses e não essa porcaria sintetizada! É o produto vegetal onde a cafeína canta em coros celestiais! Sabe qual foi a última vez que tomei café de verdade?

—Não— respondeu sua voz ficou um tom mais rouco.

—Nem eu! —fechou os olhos sem pudor e bebeu mais um gole— Vais ter de me desculpar, este é um momento íntimo e particular. Deixaremos para conversar no avião.

—Como queira—Se recostou e passou a sorver seu whisky.

 

~~*~~ Fluxo normal ~~*~~

 

Eren só voltou a falar quando chegaram ao aeroporto e entraram na cabine do JetStar 7000 de Ackerman.

Ele detestava se mostrar impressionado, de novo. Café era uma coisa, as pequenas fraquezas eram aceitáveis, mas ele acabou não se importando por exibir a clássica reação dos olhos esbugalhados e boca aberta ao ver o quão luxuosa era a cabine, com suas poltronas profundas e fofas, sofás estofados em couro legitimo preto, o carpete antigo de tonalidade azul marinho e os jarros de cristal cheios de flores.

Havia uma tela embutida na parede do fundo, onde havia imagens panorâmicas em exibição, e uma comissária de voo uniformizada, dessas que você vê em filmes! Ela não demonstrou nenhuma surpresa ao ver Ackerman embarcar em companhia de um desconhecido.

— whisky, senhor?

— Meu acompanhante prefere café, Oneida, puro. —levantou a sobrancelha até que Eren concordou lentamente. — Para mim, um whisky.

— Já ouvi falar do JetStar — comentou Eren enquanto era encaminhado para a frente, junto com Ackerman, pela comissária. — É um puta meio de transporte.

— Obrigado. Levamos dois anos para projetar este modelo.

— As Indústrias Ackerman? — perguntou ele com curiosidade, enquanto se sentava.

— Exato. Sempre dou preferência para os meus produtos, pelo menos sempre que possível. O senhor precisa apertar o cinto para a decolagem avisou ele, e então se inclinou para ligar um intercomunicador. —Estamos prontos.

— Acabamos de ser liberados pela torre — uma voz avisou. — Trinta segundos para a decolagem.

Antes mesmo de Eren piscar, eles já estavam no ar, em uma decolagem tão suave que ele quase não sentiu a aceleração. Aquilo batia de longe qualquer avião comercial daqueles que deixavam o corpo prensado no encosto durante os primeiros cinco minutos de voo. E mandava o estomago para a goela, estremeceu.

A comissária serviu as bebidas e um pequeno prato de frutas e queijo, que deixaram Eren com água na boca. Era hora, se reprendeu, de voltar ao trabalho.

— Há quanto tempo o senhor conhecia Petra Ral?

— Fui apresentado a ela recentemente, na festa de um conhecido comum.

— O senhor me pareceu bem próximo da família.

— Sou amigo dos pais dela — explicou Ackerman, com descontração. — Conheço Agatha e Philipe há vários anos. No início, estritamente, em um nível de negócios, e mais tarde em um nível pessoal. Petra estava estudando, depois foi para a Europa, e nossos caminhos jamais se cruzaram. Encontrei-a pela primeira vez há poucos dias, e a levei para jantar. Logo depois, ela morreu. — Pegou uma estilosa cigarreira de ouro no bolso interno do paletó. Os olhos de Eren se apertaram ao vê-lo acender um cigarro, detestava cigarros.

— Tabaco é ilegal, Senhor Ackerman, desde 2024.

— Não no espaço aéreo, águas internacionais ou propriedade privada. — Ele sorriu para ele através de uma bruma esfumaçada. — Você não acha, meu caro tenente, que a polícia já tem suficientes problemas em mãos sem ter que ficar tentando legislar a moral e o nosso estilo de vida privado?

— É por causa disso que você coleciona armas de fogo? — Eren detestava toda aquela fumaça. — É parte do seu estilo de vida?

— Eu as acho fascinantes. O seu avô e o meu consideravam o porte de arma um direito constitucional. Isso é claro antes de nos tornarmos civilizados.

— E assassinar ou ferir alguém com esse tipo particular de arma agora é uma aberração em vez da regra normal.

— Você gosta de regras, tenente? — Seus olhos brilharam intensamente, enquanto o analisava.

A pergunta era leve, como o insulto por trás dela. Eren enrijeceu.

— Sem regras, temos o caos e a anarquia.

— E do caos, surge a vida. —Citou Ackerman

Dane-se filosofia, pensou ele, perturbado. Era hora de atacar!

— Senhor Ackerman, o senhor possui um revólver Smith & Wesson, calibre trinta e oito, modelo Dez, fabricado em torno de 1990?

Ele deu mais uma tragada lenta, considerando a pergunta. O tabaco queimava rápido e dispendioso, entre seus dedos elegantes, era como um felino espreitando sua presa.

— Acredito que possuo um modelo desses, sim. Foi a arma do crime?

— Estaria disposto a exibi-la para mim?

— Claro, quando quiser, estou à disposição.

—Isso vindo de alguém que deliberadamente ignorou todas as outras tentativas de contato­—Provocou, fácil demais, pensou, e Eren suspeitava de qualquer coisa que viesse fácil demais.

—Se tivesse enviado uma imagem sua tenente eu garanto que teria atendido mais cedo—Devolveu com um intenso brilho nas belas safiras.

— De acordo com os registros da vítima, o senhor jantou com ela na noite anterior à morte. No México. —Continuou ignorando o comentário.

— Sim. — Ackerman apagou o cigarro e se recostou, segurando o whisky. — Possuo uma pequena Villa na costa oeste do México. Imaginei que ela fosse apreciar e estava certo.

— Houve algum relacionamento físico com Petra Ral?

As lindas safiras dele cintilaram por um momento, mas, se era um brilho de satisfação ou de raiva, não tinha certeza. — Com isso, imagino que queira saber se eu fiz sexo com ela. Não, tenente, embora isso me pareça irrelevante. Apenas jantamos.

— O senhor levou uma mulher linda e que praticamente exalava sexo, à sua Villa no México, e tudo o que aproveitou do referido passeio com ela foi um jantar?

Ackerman tomou seu tempo antes de responder, enquanto escolhia uma uva verde e brilhante— Aprecio mulheres e homens lindos por uma variedade de razões, gosto muito de passar algum tempo com pessoas belas. Porém, não contrato serviço de profissionais por dois motivos bem simples. Primeiro, não preciso pagar para ter sexo. — Ele tomou um gole do whisky, observando-o por sobre a borda. — Em segundo, prefiro não compartilhá-lo. — Ainda lhe encarando. — E quanto a você tenente?

— Não estamos aqui falando de mim. — O estômago dele agitou, como se houvessem borboletas la dentro, mas isso foi devidamente ignorado.

— Pois eu estou. Você é um homem maravilhoso, belo e inteligente. E veja bem, estamos sozinhos aqui, e ficaremos assim por pelo menos mais quinze minutos. No entanto, tudo o que aproveitamos até agora foi um pouco de café e no meu caso o whisky. — Ele sorriu ao notar a raiva que transbordava nos olhos dele fazendo as esmeraldas brilharem intensamente em lindas fendas. —Não é heroico e nobre, de minha parte, este autocontrole que possuo? —Finalizou com grande satisfação.

— Eu então diria que seu relacionamento com Petra Ral tinha uma conotação diferente.

— Bem, concordo com isso. — Escolheu outra uva e ofertou a ele.

Apetite exagerado era uma fraqueza... ah que se dane aquelas frutas estavam suculentas e esse deus grego estava lhe ofertando da própria mão, pensou Eren enquanto aceitava a uva e dava uma mordida na pele fina e ácida. Quase sorriu ao ver como as safiras começavam a se escurecer... parece que ele não era o único com problemas de autocontrole aqui, deliberadamente lambeu o sumo da fruta que começava a escorrer pelo canto da boca. Afinal era muito mais divertido quando os dois lados jogavam!

— O senhor tornou a vê-la depois do jantar no México? —perguntou com inocência

— Não. Deixei-a em casa mais ou menos às três da manhã e fui embora. Sozinho.

— Consegue me informar seu paradeiro nas quarenta e oito horas seguintes, após ter ido embora... sozinho? —Questionou

— Estive na cama nas primeiras quatro horas desse período. Depois participei de uma teleconferência enquanto tomava café, por volta de oito e quinze. Pode confirmar nos registros.

— Ah eu vou, não se preocupe.

Desta vez ele sorriu, com um rápido clarão de charme em estado puro que fez a pulsação dele acelerar. Deuses que sorriso, esses deveriam ser os quinze minutos mais longos da sua vida!

— Não tenho dúvidas quanto a isso. Sabe, Tenente Yeager, você me deixa... fascinado. — Disse calma e sedutoramente.

— E depois da teleconferência? — Franzindo o cenho em repreensão, enquanto mantinha a conversa em âmbito impessoal.

— Ela acabou por volta de 09:00. Trabalhei até as 10:00, e passei as horas seguintes no meu escritório do centro da cidade, atendendo a diversos compromissos. — Ele pegou um pequeno e fino cartão que ele reconheceu como uma agenda eletrônica. — Quer que eu descreva a minha agenda?

— Prefiro que o senhor envie uma cópia em papel para a minha sala.

— Vou providenciar. Voltei para casa às 19:00. Jantei com diversos representantes de uma das minhas fábricas no Japão. O jantar foi às 20:00. Deseja que eu lhe mande uma cópia em papel com o menu? — disse cinicamente

— Não seja um cretino, Ackerman.

— Apenas meticuloso, tenente. Acabamos cedo. Às 23:00 eu já estava abençoadamente sozinho, acompanhado por um bom livro e um conhaque, até aproximadamente as sete da manhã, quando tomei minha primeira xícara de café. E você, aceita outra xícara?

Ele morreria para tomar mais uma xícara desse maravilhoso café, mas balançou a cabeça. Já havia demonstrado fraqueza demais.

— Ficou sozinho por oito horas?  Falou ou esteve com alguém durante esse tempo?

— Não. Ninguém. Como tinha que estar em Paris no dia seguinte, quis ter uma noite sossegada. Um infeliz erro de cálculo, se fosse assassinar alguém. Teria de ser muito descuidado para me deixar desprotegido, sem um álibi solido.

— Ou muito arrogante para se incomodar com isso — retrucou. — Você apenas coleciona armas antigas, ou as usa?

— Tenho excelente pontaria. — Colocou o whisky de lado. Ficarei feliz de lhe demonstrar isso, quando vier conhecer a minha coleção. Amanhã está bem, para você?

— Está.

— 19:00 horas? Imagino que já conheça o endereço... — Quando se inclinou, percebeu como ele ficou rígido e sibilou baixo quando seu braço esbarrou no dele. Ackerman simplesmente sorriu, com o rosto junto do dele e os olhos no mesmo nível. — Você vai ter que apertar o cinto. — Praticamente ronronou. —Vamos aterrissar.

Eren apertou o fecho, sozinho, querendo descobrir se ele o deixava nervoso como homem ou como suspeito de assassinato, ou como uma combinação de ambos.

— Eren — murmurou ele. — Um nome bonito e simples. Fico imaginando se combina com você.

Ele não disse nada, enquanto a comissária voltava para recolher os pratos.

— Você alguma vez esteve no apartamento de Petra Ral? — Inqueriu depois de reestabelecer a calma e controlar seus hormônios.

Ele era duro, avaliou, embora tivesse certeza de que havia algo macio e quente por baixo daquela carapaça. Ficou pensando se... ou melhor, quando ele teria a oportunidade de descobrir. Por que ele iria descobrir, sorriu predatoriamente.

— Jamais estive lá durante o tempo em que ela foi inquilina — disse Ackerman enquanto se recostava novamente. — E creio que também nunca estive antes disso, não que eu me lembre, embora seja, certamente, possível que eu tenha estado. — Sorriu mais uma vez e apertou o próprio cinto. — Sou o dono do Complexo Gordon, mas isso você já sabia sim? — Disse calmamente enquanto tomava o controle da conversa distraidamente, olhou pela janela enquanto posavam. —Você consegue transporte no aeroporto, tenente, ou aceita uma carona? — Sorriu mais uma vez.

Teve de se conter para não rosnar a resposta, então em um tom totalmente desprovido de emoção— Não será necessário, posso me virar sozinho, agradeço a sua cooperação Sr. Ackerman.

—Estou à sua disposição, tenente—Retornou com um toque de malicia—Até amanhã então.

Enquanto caminhava pelo aeroporto em direção a saída estava espumando! Queria muito pegar Ackerman de surpresa com o trunfo de já saber que ele era o dono do complexo Gordon! O fato de ter sido ele a comentar isso, com aquele tom cuidadosamente educado como quem fala do tempo ou da porra café da manhã, tinha feito a primeira entrevista entre eles terminar com vantagem para ele. E ele detestava o placar, pois bem tinha trabalho a fazer, era hora de empatar!

 

Continua...

 


Notas Finais


Então o que acharam meus amores? Espero que tenham gostado de ler tanto quanto eu gostei de escrever!!

Agora...

Gostaria de agradecer todo o apoio de vocês amados e em especial do meu migo lindo e autor da fic que mais amo no mundo hahah sim ~Dreamonster_123 obrigado meu migo lindo do <3 saibam que se não fosse a insistência dele nem tinha postado essa fic estava meio nervosa no inicio ^^ então agradeçam a ele tbm!!

Uma maravilhosa noite a todos, lindos sonhos caramelados e ate quinta pessoas lindas!^^


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