História Redenção - Capítulo 1


Escrita por: e vitabrevis

Postado
Categorias Got7
Personagens Jackson, Youngjae
Tags Idade Média, Jackjae, Vitabrevis, Wangproject, Wangproject!idademedia
Visualizações 82
Palavras 1.666
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiramente, tô muito feliz pelo debut no projeto 💛
Queria agradecer à @Mayuah pela betagem e à @swlenation pela capa 🌻
Boa leitura!

Capítulo 1 - Único


Jackson Wang levou a mão direita até a testa, secando uma gota insistente de suor que corria por ela.  

O sol estava a pino, e os camponeses que mantinham a plantação de trigo do feudo não pareciam se importar realmente com o quão quente o dia estava.  

Com seus chapéus largos e roupas de algodão, tudo parecia mais fresco que as vestes grossas que o chefe da guarda trajava, a espada pesando em sua cintura, lembrando-o de manter-se alerta.

Eram raras as vezes que sua intervenção se fazia necessária, afinal, não eram muitos os tolos que ousavam invadir o feudo com a melhor guarda da região. O nome do superior, Jackson Wang, estava na boca do povoado, e já havia recebido dezenas de outras propostas para liderar exércitos vizinhos.  

As regalias oferecidas deveriam crescer-lhe aos olhos; ceias fartas, melhores habitações, mulheres... Ah, se eles apenas sonhassem que a última regalia, que muitos senhores enchiam a boca para oferecer, não lhe causava nenhum tipo de euforia particular.  

Mais forte que o sol que queimava sua pele, era apenas o olhar de um certo filho do rei, que o seguia por todos os lados. Ele estava muito consciente da forma como Youngjae o observava quietamente de dentro da sua mansão.  

Com os olhos miúdos e curiosos, o mais novo sempre estava atrás daquela grande janela, sentado em uma poltrona vermelha e dourada, enquanto o professor Jinyoung lhe dava o benefício do conhecimento, negado a maioria dos habitantes do feudo.  

Jackson era próximo de Yugyeom, guarda pessoal do filho do rei. Não negava que vez ou outra mendigava alguma informação acerca do menor, e recebia com alegria as poucas migalhas que o Kim fornecia.  

Por exemplo, sabia que o mais jovem não saía de sua casa durante o dia por sua saúde tão frágil; o sol maltratava sua pele delicada. Vez ou outra, o próprio Jackson já havia visto o médico visitando o primogênito do rei.

Com seus cabelos escuros e lisos, Youngjae poderia realmente ser considerado o mais belo entre os suseranos, até mesmo entre os vassalos que ocupavam o feudo.  

Jackson sabia como apenas aquele pensamento acerca do mais jovem era passível de punição. Deitar-se com outro homem poderia ser considerado um pecado de morte entre as autoridades religiosas, mas não podia controlar as dezenas de pensamentos que povoavam sua mente sempre que os olhares se encontravam através daquela janela; Youngjae desviando timidamente, enquanto Jackson sustentava seu olhar como um desafio, um convite a perdição.

— Youngjae?

O mais novo deu um salto, virando-se rapidamente para trás. O professor Jinyoung tinha suas duas mãos apoiadas na cintura, os olhos estreitos e furiosos tilintaram sobre si quando Youngjae se encolheu.

— Tenho certeza que entendeu tudo o que eu disse nos últimos cinco minutos, certo?  

Youngjae sorriu, o canto de sua boca tremendo e denunciando o gesto falso para com o mais velho.  

— Claro, professor. — Ele pigarreou para encobrir o tom falho que denunciava sua mentira.

— Certo, certo. — O Park ajeitou os óculos de leitura e fechou alguns dos livros espalhados sobre a mesa de estudos. — Nos vemos amanhã, espero que tenha a matéria na ponta da língua.  

O Choi sorriu um pouco mais, com toda a certeza parecia ridículo, pego em sua mentira, mas Jinyoung acenou devagar e saiu sem mais nenhuma palavra.

Youngjae virou-se novamente para a janela e continuou a encarar a movimentação dos camponeses do lado de fora. Como queria poder sentir o sol tocando sua pele novamente... Mas da última vez que o fizera, fora agraciado com várias queimaduras e um estado febril que o impediu de vê-lo.

Oh, sim. Ele não negava sua fixação pelo chefe da guarda, todavia, sabia que aquele era seu desejo mais proibido, impossível.  

— Admirando a vista, Jae?

— Mas que droga! — Youngjae virou-se para trás pela segunda vez, encontrando Yugyeom como uma expressão debochada.

Qual o prazer que o professor e seu guarda pessoal tinham em lhe assustar o tempo todo? Tudo bem, talvez o garoto fosse facilmente impressionável, mas isso não os abstinha da culpa.

— Oh, Jackson. Beije-me, Jackson! — Yugyeom brincou, fazendo uma pose engraçada, levando as mãos ao peito e abanando-se.

— Cale a boca, Kim! — Youngjae xingou, fazendo sua melhor cara de bravo.

— Não minta pra mim, você sabe que sou seu melhor amigo. Agora, admita, você gosta dele, não gosta?

Youngjae suspirou, voltando-se para a janela, tocando o vidro como se fosse capaz de atravessá-lo e tocar o rapaz do outro lado.  

— Não é como se fizesse diferença. Você sabe que isso é um dos piores pecados que alguém poderia cometer.  

Yugyeom parou ao lado do amigo, afagando o ombro do menor.

— Só se alguém descobrir.

O Choi deu de ombros, mordendo o lábio inferior. Era bobagem, mesmo que ninguém descobrisse, sabia que estava condenado ao inferno apenas por sentir-se daquela forma.  

Perguntava a Deus todos os dias como um sentimento tão puro poderia ser tão errado. Por que havia nascido daquele jeito? Por que Deus permitira que ele viesse a amar outro homem como deveria amar outra mulher?

Se havia algo errado consigo, sabia que o mesmo mal atingira Yugyeom. Não era segredo para si que o Kim encontrava-se com o professor Jinyoung pelos corredores do castelo no cair da noite, quando todos dormiam. Não era segredo, também, o quanto ambos se amavam e sequer ligavam para o que tudo aquilo acarretaria. Ambos podiam ser condenados à morte se alguém sequer cochichasse isso para alguma autoridade religiosa.

A verdade é que Youngjae os invejava: Não temiam a morte, temiam morrer sem experimentar do amor verdadeiro, em experimentar um ao outro.  

A grande diferença habitava no fato de que Youngjae nutria uma paixão unilateral. Jamais trocara uma palavra com o chefe da guarda. Jamais o vira além daquele vidro. Sequer sabia o som da sua voz ou como sua personalidade era.

— No que tanto pensas, Choi? — Yugyeom arrastou-o para a realidade novamente. Havia se perdido tão profundamente em suas constatações que sequer lembrava-se do outro ali.

— Penso que nunca terei alguém como você tem a Jinyoung.  

— Não sejas bobo. Um passarinho verde me contou que um certo chefe da guarda não se importaria de encontrá-lo às escondidas nos corredores do castelo...

Youngjae abriu e fechou a boca algumas vezes, tentando processar a informação que havia acabado de receber. Seu coração parecia querer abrir um buraco por seu peito e saltar sobre o amigo.  

(...)

Qual a noite já estava tão escura que tudo o que Youngjae podia ver eram os pontinhos luminosos das estrelas no céu, ele esgueirou-se para fora da cama e saiu pé por pé para fora da mansão.

Estava tão nervoso que sentia-se doente, o suor frio corria por sua testa, suas mãos tremendo como a de uma criança.  

Os corredores eram tão silenciosos e escuros que ele teve medo de se perder e não conseguir voltar para o quarto antes do início da manhã. Seu coração palpitou ansioso, pensou que poderia desmaiar ali mesmo.

Tateava as paredes gélidas no intuito de se situar, mas quando passou por um beco, mãos fortes o puxaram para ele com violência, algo cobriu sua boca, como se adivinhasse que o Choi gritaria até perder a voz.

O corpo másculo pressionava o seu contra a parede e ele não precisou de muito para superar o pânico e abrir os olhos que, até então, sequer tinha percebido que estavam fechados. Uma fraca luz de uma tocha provinha do fundo do corredor, iluminando as feições do chefe da guarda, que sustentava o costumeiro sorriso sacana que o lançava pela janela.

Youngjae não sabia precisar exatamente o quão mais bonito ele era de perto, o cheiro masculino que ele exalava, a aura de pecado que fluía através dele. Sentiu-se pequeno com seus sentimentos românticos quando outro parecia simplesmente querer devorá-lo contra aquela parede fria.

E foi exatamente o que a boca do outro fez, antes que o Choi tivesse sequer um segundo para formular uma frase coerente: Os lábios dele devoraram os seus.  

A boca inexperiente de Youngjae não sabia exatamente como proceder, mas a língua quente passeando por seus lábios fez com que ele os partisse para recebê-lo. As mãos firmes seguraram seu quadril com força, colando os corpos quentes e desejosos.  

Era estranho como a falta de ar não parecia incomodar tanto o mais novo, que só percebeu que o oxigênio lhe faltava quando o outro afastou-se, respirando pesado. Jackson inclinou-se em direção a ele, sussurrando provocativamente:

— Prazer em finalmente conhecê-lo, filho do rei. Era isso que você esperava?

Jackson tentou cercar-se atrás da sua ironia, afinal, o que poderia ser mais assustador, admitir que estava apaixonado pelo filho do rei ou que estava terrivelmente excitado ao ponto de não conseguir formular uma frase que não soasse extremamente suja com seus corpos tão próximos.  

— Sinceramente? — A voz de Youngjae saiu trêmula e ele demorou alguns segundos para terminar a frase. — Não muito.  

O outro riu, bagunçando os cabelos escuros com a mão direita e se afastando um passo. Youngjae pendeu a cabeça para o lado, confuso. Onde estava o imponente Jackson Wang que havia o atacado naquele beco e por que ele parecia tão tímido?

— Acho que começamos do jeito errado. Ou talvez eu não seja o que você esperava, príncipe.

Eles se encararam por um longo momento, Youngjae ponderando sobre as bochechas coradas e em como ele agia de forma peculiar, ora selvagem, ora tímido e... Fofo?

— Talvez leve mais de um dia para ter certeza. — Youngjae provocou, voltando a tomar os lábios do outro contra os seus, dessa vez, com mais segurança.

Se ter Jackson Wang arfando contra sua boca era pecado, era um daqueles pelos quais as pessoas dariam suas vidas.  

O que se iniciara naquele fatídico encontro às escuras se tornaria em algo muito mais forte e precioso, muito além do carnal.  

Youngjae finalmente havia entendido o que Yugyeom tanto lhe dizia após meses de encontros quentes com Jackson: Esse era o tipo de sentimento pelo qual valia a pena queimar no fogo do inferno.


Notas Finais


Obrigada por lerem e dêem muito amor ao projeto 💛💛


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