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História Redenção para a Loba - Capítulo 3


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Notas do Autor


Posteiiii pessoal...
Não consegui postar ontem a noite, mas tá aí...
Espero que gostem

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Redenção para a Loba - Capítulo 3 - Capítulo 3


  A reserva Quileute estava um caos. Quanto mais o tempo passava, e os lobos não voltavam com notícias da Leah, a angústia aumentava. Se Leah estivesse ali poderia até rir ao ver o quanto estavam se importando com ela, fato inédito.

 - É tudo minha culpa. Eu não deveria ter falado com a Leah daquela maneira.-disse Sue em meio à lágrimas, sendo consolada por Emilly.

 - Não tia, a culpa não foi sua. Fica tranquila que os meninos vão trazer a Leah sã e salva para casa. -respondeu Emilly tentando acalentar Sue. Não achava correto o que Leah estava fazendo sua tia Sue passar. Já não bastava a perda de Harry, ela ainda teria que lidar com Leah. Iria falar umas boas verdades para a princesinha mimada assim que ela aparecesse.

  Assim que souberam da fuga de Leah após vomitar sangue, as esposas dos líderes e algumas amigas foram para casa de Sue para prestar alguma ajuda. Até Carlisle foi avisado que Leah estava doente, e prontamente se dispôs a ajudar quando ela aparecesse.

 - Eu já pedi para alguns amigos de confiança fazerem uma ronda no centro de Forks. -disse Charlie entrando dentro de casa, após fazer vários telefonemas. - Nós vamos encontra-lá meu amor.

 E assim se seguiu a agonia da espera, para terem Leah de volta na reserva.




Leah On

  Saí do palco o mais rápido possível quando terminei de dançar, nem olhei para trás . O que Paul Lahote estava fazendo ali? Sam havia mesmo colocado todos os seus cachorrinhos atrás de mim?!

 Percebi que ele não me reconheceu graças à máscara que eu estava usando, porém não podia me descuidar e acabar sendo pega.

  Fui para o vestuário me trocar e aproveitei para fumar um cigarro. Porém não foi o suficiente . Meu corpo implorava por algo que me tirasse da realidade, e eu sabia que só saciaria a minha vontade com cocaína.

 Tentei ser o mais breve possível, já que provavelmente o Lahote viria em meu encontro, e saí pelos fundos do beco. Precisava sair dali o mais rápido que eu conseguisse. E ter o meu momento em paz. Andei com um pouco de dificuldade trocando os pés, e enxergando borrões. Meu corpo estava pedindo socorro.

 Senti como se algo estivesse me puxando para baixo, e eu iria. Estava cansada de tanto sofrimento. Cansada de tentar tanto, e não chegar à nenhum lugar. Talvez eu precissasse desse escape, já que quando o efeito da droga terminava, a dor voltava em meu peito.

 E ali caída no chão sujo daquele beco, percebi que iria embora desse mundo sozinha. Talvez papai ficasse decepcionado comigo indo encontrar ele tão cedo. Não me importava. Pelo menos eu iria vê-lo, a única pessoa que se importava comigo.

 Falam que quando você está morrendo, um filme da sua vida passa pelo seus olhos. Comigo foi diferente, não houve filme nenhum. Só havia a escuridão. Uma escuridão tão densa que era como se eu pudesse toca-lá.


 A última coisa que escutei antes de apagar foi uma voz longe perguntando:

- Claire ?

E a escuridão me tomou. Finalmente eu descansei.

*
*
*


Paul Lahote On

  Saí do meu estado de transe ao vê-la sair do palco. Precisava segui-la, precisava ouvir sua voz, precisava tocar sua pele. Qualquer coisa que estivesse ligada à ela, era uma necessidade minha.


 Fui barrado e impedido de passar para o local onde ela estava, o segurança disse que só as dançarinas eram permitidas. Uma raiva fora do normal se apossou de mim, e quase me transformei ali, rasgando o corpo dele em dois.

 Porém eu tive que me controlar. Não poderia deixar as pessoas me verem em formato de lobo, ainda mais a Claire. Se ela me visse assim iria ficar muito assustada.

 Senti seu cheiro vindo do lado de fora e logo o segui. Não precisei andar muito para encontrá-lá. Quando cheguei no beco a avistei caída no chão, ao lado de uma menina mais jovem.

 Não sabia que era possível sentir tanto medo assim. Era como se toda a dor que ela sentisse, estivesse me atingindo, numa proporção cinco vezes maior.

 Não pensei duas vezes, e fui em sua direção pegando seu corpo magro, esguio e desacordado no colo. Ela estava gelada. Abracei seu corpo, na tentativa de transferir um pouco de calor. Seu coração batia tão fracamente, parecendo lutar para não parar.

 Resolvi tirar a sua máscara para facilitar a sua respiração, e meu coração perdeu uma batida.

 Era a Leah.

  Parei de escutar tudo ao meu redor. Era como se meus ouvidos estivessem tampados. Não era possível. Não podia ser possível.

 Como eu havia tido um imprinting por Leah?! Nós nos odiávamos. Deveria ter alguma coisa errada.

 Desde quando éramos crianças, ela me esnobava. Quantas vezes batemos boca por coisas desnecessárias, quantas vezes havíamos nos xingado. Sem contar o que ela fez com a minha irmã mais nova. Eu não podia sequer perdoa-lá, quanto mais amá-lá.

 Não!! Não era possível. Não podia ser.

 Mas então por que eu não conseguia solta-lá? Por que só de pensar em me afastar dela doía?


 Saí do meu transe quando ouvi a menina do meu lado falar:

 - Temos que levar ela pro hospital agora; olha o que eu achei. -disse assutada me mostrando um saquinho com uma substância, que eu julguei ser cocaína.

 Levantei com Leah no colo e corri como se minha vida dependesse disso. Ela poderia estar tendo uma overdose, e temi que se não chegasse no hospital a tempo, ela morreria.

 A adolescente que estava junto dela veio atrás de mim, parecendo estar bem preocupada.

 Corri com Leah no colo pelas ruas de Forks, e só parei quando avistei Sam e Seth na caminhonete. Eles vieram correndo em minha direção e Sam estendeu os braços para pegá -la do meu colo.

 -Não! - neguei, aproximando o seu corpo de mim, como se dissese que ela era apenas minha. Vi uma corrente de raiva passar pelos olhos de Sam, quando ele percebeu que eu havia tido um imprinting por ela. Continuei encarando seus olhos, como se mostrasse que eu estava disposto a brigar por ela, ali mesmo.

 -Vamos logo, minha irmã precisa de ajuda. - disse Seth extremamente nervoso, batendo na lataria da caminhonete.

 Olhei para os lados para ver onde estava a menina que estava me seguindo a pouco tempo, e não a encontrei. Decidi não me importar com isso, Leah estava precisando de socorro, e não tinha tempo a perder.

 Entrei no banco de trás da caminhonete com ela em meu colo e fomos em direção à reserva, Carlisle estava esperando por nós lá.

 Quis me bater por não conseguir parar de olhar para ela, durante o percurso. Como eu não percebi que ela estava se drogando. Por que ela não deu nenhum sinal que estava nesse ponto. Por que ela não pediu socorro.

 Foi então que eu percebi. Ela sempre pediu socorro, mas ninguém nunca atendeu seu pedido.

*
*
*

Sue On

  Ouvi o barulho da caminhonete dos meninos chegando, e logo uma luz de esperança nasceu dentro de mim. Vi Paul entrar com Leah desacordada em seus braços e senti minhas pernas falharem.

 - Coloque ela deitada na cama. -ordenou Carlisle e vi Paul hesitar atender a ordem dele. Carlisle então colocou uma de suas mãos no ombro de Paul e disse: - É pro bem dela Paul.

 Paul então colocou ela na cama, e pareceu sentir dor quando se afastou dela.

 - O que aconteceu com a minha filha? - perguntei aos meninos que estavam ali, porém não obtive resposta. Irritei-me com o silêncio e avancei em direção à Sam perguntando novamente. - EU PERGUNTEI O QUE ACONTECEU COM A MINHA FILHA?

 Sam abaixou a cabeça, parecendo ponderar se me respondia ou não. E então soltou a bomba, que eu não estava preparada para escutar.

 - Encontramos a Leah com algumas substâncias. -disse com um tom de voz mais baixo que o normal.

 Pisquei algumas vezes tentando entender o que ele estava falando. E foi aí que a ficha caiu.

- Não!!! A minha Leah não. -senti a minha pressão caindo, e Emilly me apoiou, me impedindo de cair no chão.

 Como o meu bebê havia se entregado as drogas?! Quando isso havia começado?!

  Eu não podia acreditar. Leah nunca deu nenhum sinal que estava fazendo isso. Desde criança ela foi tão forte. Nunca precisou recorrer a nada nem a ninguém para resolver seus problemas. Por que ela não me disse que não estava aguentando?

 Se Harry estivesse aqui, o que ele faria? O que eu devo fazer para ajudar o meu bebê?

E ali, sentada naquele sofá continuei na agonia, esperando o Dr. Carlisle sair do quarto com notícias sobre a Leah.

Esperava que fossem boas.










Notas Finais


Foi um pouco pequeno, mas vou postar outro mais tarde..
Espero que gostem..


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