História RedHead - Capítulo 28


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Dakota, Debrah, Iris, Kentin, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Professor Faraize, Rosalya
Tags Amor, Amor Doce, Castiel
Visualizações 32
Palavras 2.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cápitulo sem revisão, então perdoem qualquer erro...

Capítulo 28 - May We Meet Again


Fanfic / Fanfiction RedHead - Capítulo 28 - May We Meet Again

"Voô para Nova York, embarque no portão 7"

"Voô para Nova York, embarque no portão 7"

"Voô para Nova York, embarque no portão 7"

 

A voz chiada informava pelos alto-falantes. O aeroporto estava lotado, cheio de pessoas que iam e vinham com suas bagagens. Eu me encontrava entorpecida naquele lugar que não havia muitos meses eu havia desembarcado, sem alegria ou esperança e agora era o meu lar.

 

Caminhei por entre a multidão até achar o local do embarque. E apesar das opacas nuvens cinzas lá fora, a decolagem estava dentro do horário previsto.

 

Quando já estava sentada na minha poltrona, mandei uma última mensagem para Castiel

 

"Já vamos decolar! E já sinto sdds :/ "

 

"Eu sinto mais! Boa sorte, te amo <3"

 

Sorri ao ler sua mensagem. Quem diria há alguns meses que o rockeiro banda de garagem tinha um coração e que agora ele batia por mim! Com certeza eu já sentia falta dos seus comentários inoportunos, do seu mal humor que ninguém além de mim compreendia, mas principalmente do seu abraço e da pessoa forte que eu me tornava quando estava com ele. Da coragem e ousadia que ele tinha, eu precisava ser como Castiel agora.

 

O voô aconteceu tranquilamente, exceto por um pirralhodozinferno que decidiu me incomodar o tempo inteiro! Ele chutou o meu assento umas 56873426427374873278 VEZES!

Mas então eu juntei toda a minha serenidade pra dizer umas 56873426427374873278 VEZES! A mesma coisa:

 

       - Pode parar de chutar meu assento, por favor. - Disse isso bem bem bemmmmm calma. E a mãe do menino simplesmente me olhou com uma cara de taxo e não fez nada!

 

Até o momento que eu não aguentei e acabei levando o papo de coragem e ousadia muito a sério.

 

       - SENHORA, PODE POR FAVOR CONTROLAR O SEU FILHO?! - Eu esbravejei de forma que o menino e a mãe me olharam com olhos arregalados e todos no avião pararam pra ver a cena, mas eu não me importei nenhum pouco. A partir disso os chutes pararam e eu segui na viagem mais zen da minha vida!

 

Só que não!

 

Quanto mais o tempo passava o meu coração batia mais forte. Só de ficar imaginando a reação de Helena quando me visse... Ahh ela não gostaria. Ela poderia me expulsar, ou até mesmo fingir que não me conhece (eu não me surpreenderia). Nem sei se ela contou ao noivo que tem uma filha. Mas ela me convidou não é mesmo...Talvez ela esteja pronta pra isso...

 

Um embaraço de pensamentos e possibilidades se confundiam na minha mente. O meu coração estava pesado, mas eu não podia voltar atrás agora. Eu estava decidida. Helena Moore era minha mãe e eu queria fazer aquilo.

 

Minha cabeça girava quando desembarquei respirando o ar poluído de Nova York. Peguei minha mala que não era grande e briguei por um táxi. Era metade da manhã e o trafego era bem intenso, um mar de carros que não acabava, uma barulheira sem fim. Só então percebi como eu havia me acostumado com a vida longe da pólis. Ainda no carro aproveitei para ligar o celular, havia um par de mensagens da Rosa e do Alexy perguntando se eu já tinha chegado. Respondi a eles e mandei uma para Castiel.

 

"Já estou em Nova York, sinto muito sua falta! <3"

 

      - Chegamos senhorita. - O taxista disse, chamando minha atenção. - Vou ajudar a pegar a mala.

 

Eu sai do meu transe, enquanto encarava o edifício na minha frente " Moore's boutique " um letreiro luminoso piscava. O prédio era moderno e pelas suas enormes janelas de vidro dava pra ver muita gente, muitos funcionários trabalhando. Um frenezi de pessoas que só tinham um objetivo dar o seu melhor para agradar Helena Moore.

 

Peguei minha mala com minha mão molhada de suor. Um vento frio passou por mim e eu apertei mais meu casaco. Estava na hora.

 

Adentrei no prédio com passos calmos mais decididos. O design do lugar era lindo de um bom gosto inquestionável, desde o porcelanato polido do piso até as cortinas carmesim, eu tinha certeza que Helena havia escolhido cada item a dedo naquele lugar. Caminhei até o que parecia ser a recepção onde uma moça ruiva bem vestida falava intensamente ao telefone.

 

       - Bom dia, posso ajudar, senhorita? - Ela perguntou ao desligar o telefone. Do outro lado da mesa mais outros aparelhos telefônicos começaram a vibrar, mas ela os ignorou.

       - Eu preciso ver Helena Moore.

       - Claro! - Ela disse pegando um tablet em uma página de calendário. - Qual é o seu horário? - Eu congelei.

       - Eu não tenho horário.

       - Bem nesse caso, ela só tem vaga para daqui 2 meses, qual a ocasião do vestido? Noiva, madrinha ou festa? - Ela perguntou anotando no tablet.

       - Não, eu não sou uma cliente. Meu nome é Samantha Moore, eu sou filha de Helena Moore. - Eu tentei explicar, mas é claro que a moça me olhou com cara de gozação.

       - Isso é impossível, eu trabalho aqui há um bom tempo já...e ela nunca mencionou uma filha. - Ela disse, partindo o meu coração. Um bolo começou a se formar na minha garganta.

       - E-eu posso provar... - Eu falei, tirando minha carteira de identidade. - Aqui diz que eu sou Samantha Moore e a minha filiação é Helena Moore. - Eu mostrei, mas isso só piorou já que ela me olhou descrente.

       - Você está enganada, essa deve ser outra Helena Moore. Tem muitas por ai... Agora vou pedir que você se retire, pois tem outras clientes com horário marcado. - Ela declarou, claramente farte da conversa, desligando seu tablet.

       - Você é que está enganada! - Eu impliquei indignada.

       - Senhorita, se não se retirar terei que chamar a segurança! - A mulher se precipitou para o telefone.

       - Não! Por favor, não é necessário! Apenas me escute... - Era tarde demais, minha frase foi cortada por dois homemarmários de terno que se aproximaram de mim. Meu coração estava acelerado, eu não sabia o que fazer! O alarme de vai dar merda começou a apitar pra todos os lados!

       - Apenas avise Helena que eu estou aqui. Por favor! - O homemarmário mais alto pegou minha mala, enquanto o outro se preparava para pegar o meu braço. Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo de verdade. Dentre todas as possibilidades que eu havia vivido em minha mente, nenhuma se parecia com esta.

       - Senhorita, nos acompanhe, por favor. - O segurança falava.

       - Acredite em mim. Eu sou... - Eu clamei quando uma voz me cortou.

       - Samantha Moore, filha de Helena Moore. - Uma mulher muito bela de uma voz rouca completou. Ela parecia ter a idade da minha mãe e tinha tanta classe quanto a própria Helena, seu cabelo era cacheado e tão longo que ia até sua cintura que era abraçada por um vestido tubinho azul royal maravilhoso que se destacava em sua pele morena. No mesmo instante todos se viraram para ela. - O que está acontecendo aqui? Por que estão levando a moça? - Ela pediu tranquila e também firme.

        - Essa menina, diz que é filha de Helena, mas nós nunca ficamos sabendo que ela tem filhos. - A recepcionista disse um tanto tensa.

        - Bem, Marina, no futuro aprenda a averiguar a situação antes de pressupor que sabe tudo, porquê de fato, esta jovem é filha de Lena. - A mulher disse incisiva.

        - Sim senhora. - A ruiva concordou a contragosto e os seguranças se afastaram.

        - Agora Samantha, venha. Eu vou te levar até sua mãe.

 

A mulher partiu andando sobre seus saltos, enquanto eu me recuperava para alcança-la.

 

       - Com licença, mas como a senhora sabe quem eu sou? - Eu perguntei conforme dávamos passos largos por um corredor cheios de portas e divisórias de vidro.

       - Eu imaginei, você deve não se lembrar. Meu nome é Syrena Russel, eu sou uma velha amiga e funcionária da sua mãe. Eu te conheci uma vez, quando você era bem pequena. - Ela disse entrando no elevador e apertando o botão da cobertura.

       - Obrigada, por me ajudar. Se não fosse você eu provavelmente estaria voltando para Paris agora.

       - Eu que agradeço. Faz muito tempo que não te vejo Sam. Posso te chamar assim? Ela perguntou com um rastro de sorriso.

       - Claro! - Eu dei outro sorriso. Era bom ter pelo menos um rosto amigável ali.

       - Então Sam, eu fico muito feliz de te ver aqui. E você está tão crescida. - Eu não entendia a emoção dela, mas por algum motivo aquilo me alegrou também.

 

        Saímos do elevador e paramos em frente a portas duplas.

        - Eu vou avisa-la primeiro. Fique aqui. - Syrena falou, passando pela porta.

 

        Demorou alguns minutos até que ela saiu de lá.

        - Pode entrar... Apenas cuidado, ela um pouco estressada com o casamento. - Ela visou, fazendo meu coração disparar novamente. Helena estressada. DELSMEDEFENDERAY.

 

        Entrei no escritório luxuoso. A iluminação era maravilhosa, havia dezenas de manequins e tecidos. Tinha uma mesa de mármore branco para reuniões e uma mesa cheia de lápis e papéis, provavelmente onde ela criava suas obras e na parede central havia uma colagem gigante de milhares de capas de revistas e croquis. Seu trabalho era realmente fantástico.

 

        - Syrena me falou, mas eu não acreditei. Você está aqui realmente, e no meu ateliê! Sammy, Já não te disse que meu local de trabalho não é para crianças! Eu fiquei sabendo da confusão que causou na recepção! - Ele disse sem olhar na minha direção, apenas digitando algo na tela do celular. Mas mesmo sentada dava ver seu cabelo intocável preso num coque e sua blusa de linha preto era belíssima.

          - Foi apenas um mal entendido. - Eu tentei.

         - O que você está fazendo aqui? - Ela disse se levantando finalmente. - E com uma mala! Céus! O que está acontecendo Sammy?! Não me diga que é outro acidente como daquela vez?! - Ela perguntou horrorizada, se referindo a algo que eu tinha prometido a mim mesma nunca mais falar sobre.

         - Não! - Eu a cortei. Ela realmente não tinha ideia! Como?!

         - Ótimo! Já foi difícil convencer sua tia a deixar você morar com ela lá em Paris. Ter que te mudar de novo, seria impossível! - Ela disse casualmente. O seu jeito fazia meu sangue pulsar de raiva. - Então diga logo o que quer. Eu estou super ocupada, aliás uma falta de educação sua aparecer aqui sem avisar e em um dia de semana! Por acaso sua tia sabe que está matando aula? Que vergonha Sammy! - Ela disse como se estivesse realmente preocupada.

         - Eu liguei pra avisar que eu estava vindo, deixei uma mensagem e a tia não mora mais no apartamento ela disse que te ligou pra falar. - "Ela nem se lembra de você" os pensamentos falavam na minha mente.

         - Oh é verdade, agora eu estou me lembrando mesmo. Mas sua tia sempre foi uma tonta mesmo, nunca conseguiu cuidar de si mesma e você sempre se virou tão bem sozinha! Está melhor assim!

         - Helena! - Eu chamei sua atenção. - Eu não vim por isso... Eu vim para o seu casamento. - Eu declarei e seus olhos se arregalaram.

         - Casamento? - Ela me questionou e um vazio começou a crescer dentro de mim, uma sensação que eu não sei descrever.

         - Sim, seu casamento - Eu disse pegando o convite que eu havia recebido. - V-você me convidou, não foi?

         - Bem... a Syrena deve ter colocado seu nome na lista de convidados. - Ela disse normalmente.

 

O mundo parecia girar. De fato, aquilo se concretizava. De fato, Helena Moore não havia me convidado pra seu casamento. Eu apenas o recebi por pura educação e fui tão burra achando pela primeira vez Helena me queria. No fundo eu sempre soube. Helena Moore nunca agiria como minha mãe.

Eu tinha que parar de ter esperança.

 

         - Então, você não me convidou? - Eu segurei a frustração na minha voz.

         - Não. Claro que não convidei. Oras Sammy, será um grande evento cheio de artistas, famosos, celebridades. Terá repórteres e a mídia vai cobrir a festa, você não está acostumada com isso. Fiz isso pensando em você. - Ela disse se aproximando de mim e acariciando meus cabelos, como fazia depois uma visita em casa. Quando me deixava em casa sozinha.

           - Não! Você fez pensando em você... - Eu disse com a voz trêmula. Quando seu interfone soou.

 

         "Sra. Moore, está atrasada para a próxima reunião"

 

         - Está vendo Sammy! Preciso de concentração total aqui! Agora tenho que ir. - Ela disse voltando pra mesa e pegando seu celular. - Quer que eu chame um táxi pra levar você até um hotel?

         - Hotel? Eu pensei que...já que eu estou aqui, eu poderia conhecer a sua casa... - Suas sobrancelhas levantaram. - Eu não vou incomodar.

         - A casa está sendo preparada pra lua de mel, mas acho que posso achar um quarto de hóspede pra você. Você não facilita não é Sammy. Ela disse como se estivesse se divertindo.

 

Então alguém entrou sem nem bater na porta.

 

         - Querida, já viu isso que acabaram de postar sobre o casamento, vamos ser capa da... - Um homem de meia idade falava intensamente, quando reparou que Helena não estava só.

         - Samantha, este é Henrique, meu noivo.



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