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História Redheaded Mercenary II KiriBaku - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Eai pessoal?

Vamos lá com mais um capítulo hehe

Boa leitura <3

Capítulo 6 - Inóspitos Aliados


Narrado por Kirishima Eijirou

Permaneço debaixo do chuveiro com a água o mais quente possível, fazendo com que o banheiro seja tomado por uma grande cortina de vapor. Minha pele queima levemente pela temperatura elevada, mas meus músculos agradecem relaxando um pouco mais. O uso da minha individualidade me traz alguns efeitos que procuro minimizar de alguma forma, a tensão que se apossa de cada membro do meu corpo é uma delas e nada melhor para desfazer isso do que uma torrente de água quase fervendo.

A dor leve também me ajuda na distração e logo jogo a cabeça para trás a fim de molhar meus cabelos, a sensação do líquido quente batendo contra o meu rosto me proporciona alguns breves momentos de paz. É imprevisível saber quando eu vou conseguir deixar de ouvir a parte ruim da minha vida soar nos meus ouvidos o tempo inteiro, mas quando acontece eu apenas fecho os olhos e procuro aproveitar. Tudo é sempre muito caótico na minha consciência, desde o momento em que eu abro os olhos até me deitar, na verdade, nem mesmo os sonhos são excepcionados nessa situação.

Mesmo que a minha vontade seja prolongar um pouco essa tranquilidade, logo meus pensamentos surgem inquietos todos de uma vez, porém a voz que consegue gritar mais alto é a do futuro mais breve. Lavo o cabelo frustrado comigo mesmo e logo saio do banheiro com uma tolha em volta da cintura. Me vejo no espelho ao sair do banheiro e a pequena parcela de visão que obtive já me deixa enojado, é incrível como eu me acho um bosta de vez em quando, ao menos posso me sentir aliviado por isso acontecer quando eu estou sozinho, quer dizer... quase sozinho, vocês realmente são insistentes então não me responsabilizo pelo que vocês encontrarem aqui.

Balanço a cabeça a fim de espantar a escuridão mais profunda que me espreita por saber que vocês já choraram para um caralho com outra fic por aí, pego minha boxer azul marinho e já visto a calça de moletom em seguida. Seco o cabelo com uma toalha a parte apenas o suficiente para que pare de gotejar sobre as minhas costas, a camiseta já estava em cima da cama então a visto rapidamente tomando um cuidado a mais para não correr riscos. As mangas longas marcam perfeitamente os meus braços e o tecido no peitoral fica severamente esticado. Eu gosto demais dessa camisa, ainda mais pela cor preta que transparece levemente pela tensão, sorte a minha que ela tem o meu tamanho perfeitamente, ou já haveria rasgado com facilidade.

Para completar meu estilo, calço um par de crocs pretas que caem muito bem com o meu estilo, devo admitir. O que? Isso é ridículo? O cu de vocês! Dou de ombros para os comentários irrelevantes de vocês e vou logo para a sala para pegar o que preciso, o dinheiro está dentro de um envelope que posiciono na barra da minha calça, coloco o maço de cigarros no bolso e pego o beck que havia bolado antes de ir para o banho junto com o isqueiro.

Espero que não estejam surpresos, já viram o user da autora? Ela também ta chapadona escrevendo.

Saio de casa e fecho a porta antes de acender o baseado, dou um trago profundo e sugo a fumaça novamente depois de tirar o cigarro da boca, com passos largos e precisos começo a descer a rua que já se encontrava deserta e coberta pelo escuro da noite. O clima está agradavelmente quente, a brisa faz meu cabelo ricochetear ora ou outra e logo ele seca naturalmente. Os tragos no baseado são cada vez mais longos e as cores ficam mais vivas na minha visão, mesmo que eu esteja rodeado de tons frios e desprovidos de qualquer emoção. Sorrio de um jeito um tanto psicótico e deixo uma risada soar perdida entre as vielas que atravesso, as vozes permanecem ativas, porém confusas e lerdas pelos efeitos da maconha, não é muito fácil deixar de rir das piadas que elas me contam.

Quando só resta uma ponta entre meus dedos dou uma última tragada, parando no meio do beco em que me encontro. A próxima parte do caminho possui uma certa movimentação que não me permitirá sair desprotegido por completo, pego a máscara cirúrgica preta que costumo guardar no bolso da calça e coloco-a no rosto depois de pisar na brasa que queimava vagarosamente no chão. Olho para os lados na calçada e vejo que há apenas algumas poucas pessoas na rua, caminho apressadamente para a direita, mantendo minhas passadas firmes com veemência até chegar onde pretendia.

Entro pela porta de vidro do estabelecimento e ouço aquele maldito sininho tocar para avisar a chegada de um freguês, esse barulho me irrita de um jeito peculiar, mas guardo meu rosnado ao me aproximar do balcão da recepção nos fundos tirando a máscara do meu rosto. Há uma remessa extensa de computadores por aqui e qualquer civil idiota que entrar vai ter apenas isso, uma lan house velha que quase sempre vive às moscas com seus equipamentos arcaicos, porém pessoas como eu...

- Veio para a jogatina de league of legends? – A moça loira que masca um chiclete como se fosse uma vaca no pasto lança a pergunta me olhando com desdém. Esses olhos azuis de patricinha escondem muito bem o quão víbora essa garota pode ser.

- Vim para o poker, meu bem – Digo com um sorriso ladino e uma piscadinha em sua direção apenas para vê-la desmontar por alguns instantes, ela ergue o queixo tentando equilibrar a marra que deve manter e me analisa de cima a baixo antes de resmungar algumas palavras em outro idioma que presumo serem xingamentos. Sinto vontade de rir de sua pose, quando meu pau esteve atolado na buceta dela isso não ficou tão aparente.

Ela acena com a cabeça contrariada e aperta algum botão abaixo do seu balcão, a porta dos fundos se abre à direita bem escondida por um armário tapando a visão do local, dou mais um sorrisinho para Yaho que apenas bufa voltando a ler seu livro enquanto ainda masca aquele odioso chiclete.  Tomo meu caminho para a escada e desço os degraus rapidamente para o subsolo, que ao contrário da parte de cima do local, é perfeitamente organizado e possui aparelhos tecnológicos de última geração. Creio que os engomadinhos metidos a heróis devam ter algo ainda mais sofisticado, porém, nossos objetivos são um tanto diferentes mesmo que partam do mesmo princípio.

O espaço é um tanto apertado para o meu tamanho e minha testa bate no batente superior da porta quando passo para a área de manutenção.

- Mas que porra... – Resmungo abaixando a cabeça para entrar e colocando a mão na testa para massagear o local. É bom vocês não estarem rindo disso.

- Veio por equipamentos ou drogas? – Haku questiona ao ouvir minha voz e olho para sua silhueta magra sentada sobre uma cadeira, ele está de frente para sua mesa mexendo em alguma coisa com uns palitos metálicos de costas para mim, seus ombros estão relaxados e ele parece concentrado, ainda que sua cabeça fique se movendo como se somente ele pudesse escutar uma melodia tocando no ar.

- Os dois – Respondo em um rosnado baixo e ouço a risada sarcástica do homem á minha frente. Ele para de mexer no que estava fazendo e olha para trás me encarando com aquelas írises azuis brilhantes no meio das escleras negras como as de Ashido, sua pele branca o deixa com um aspecto demoníaco e seus cabelos platinados são longos e lisos, ele até mesmo poderia fazer o comercial da Pantene.

- O de sempre? – Ele questiona sorrindo com ironia enquanto se levanta para me encarar, a frieza da sua expressão contrasta com sua boca contorcida em escárnio e eu sinto a bile subir pela minha garganta. Ah, se eu não precisasse tanto desse merda...

- Me surpreenda... – Resmungo cruzando os braços a frente do peito e Haku da de ombros antes de entrar em uma sala a parte na oficina, ele vai demorar um certo tempo até pegar tudo o que eu preciso então me lembro rapidamente do que Mina havia pedido. Coloco as mãos em concha ao redor da boca e respiro fundo antes de gritar – OH HITOSHIII, APARECE AI MEU CONSAGRADO.

Não demora muito para que a visão do homem de cabelos arroxeados e bagunçados surgisse na minha frente, ele veste uma roupa desleixada e com certeza estava dormindo, mesmo que suas olheiras sejam crônicas ao ponto de nunca deixarem seu rosto. Sorrio para ele abrindo os braços para um abraço e sua expressão não muda nem um pouco ao me encarar.

- Diga o que quer e pare de infernizar a minha existência precária o quanto antes – O arroxeado declara me olhando fixamente à espera da demanda, ele é um cara direto e de poucas palavras, isso me ajuda bastante, mas tagarela como sou seria legal poder conversar um pouco mais para irrita-lo mais facilmente.

- Nossa, como você é insensível, acha mesmo que eu não vim aqui apenas para te visitar e... – Começo a falar gesticulando com veemência, mas paro logo ao notar que a sobrancelha de Shinsou se mantem meticulosamente arqueada para que eu pare logo de enrolar e vá direto ao ponto. Suspiro por fracassar na minha missão de arrancar mais algumas palavras do homem e deixo de lado esse objetivo por ora – Ta legal, a Pinky ta querendo uns relatórios, bota na conta dela.

Entrego para ele o meu celular com as informações que ela havia passado e ele me devolve depois de passar os olhos pela tela rapidamente, ele deve ter memorizado tudo então isso me poupa o trabalho de anotar em algum lugar.

- Volto em um minuto – Ele diz bocejando e volta para o lugar de onde tinha vindo a principio. Fico ali sozinho esperando por Haku e agora por Shinsou, olho ao redor e me sinto observado de todas as maneiras possíveis. Não, eu não to falando de vocês, é além disso ainda...

Olho ao redor e resolvo brincar com um dispositivo que achei jogado em uma das mesas, mexo na pequena bolinha de metal tentando encontrar a utilidade do aparelho quando ouço Haku pigarrear ao retornar do laboratório.

- Eu não tava mexendo em nada – Digo jogando a bolinha de metal no chão atrás de mim e ouço um estrondo alto por isso. Haku me encara com certa irritação e eu sorrio antes de me virar para trás, a bola que antes cabia na palma da minha mão expandiu como se fosse um baiacu, com diversas pontas bem afiadas aparentes grudadas no computador que havia sobre a mesa próxima – Opa...

- Vamos logo com isso, cadê a grana? – Ele questiona chamando minha atenção novamente e eu tiro o envelope da minha cintura entregando-o. Ele rasga o papel e começa a contar as notas rapidamente, seu olhar se mantém atento aos meus movimentos ainda que seus dedos se movam de um jeito surreal para passar as cédulas em sua mão.

O albino guarda as notas dentro de uma caixa em sua mesa e logo me entrega um pack com cerca de 6 frascos cheios de comprimidos. Meço o peso do pacote para ter certeza que todos contém os 60 comprimidos por frasco.

- Eu manipulei agora com os últimos componentes que eu tinha, alguns faltaram então os efeitos colaterais vão aumentar um pouco. A próxima remessa será o dobro do preço – Ele fala com um sorriso divertido como se estivesse contando uma história sobre férias e viagens pelo exterior. Olho para ele furioso e trinco o maxilar para evitar minha fúria descontrolada, esse porra adora me extorquir.

- Vai se foder, ta achando que eu cago dinheiro, caralho? – Questiono com a voz afetada e respiro profundamente para acalmar as vozes que gritam ensandecidas na minha mente. Se eu deixar que elas me controlem as coisas vão ficar feias e o minha única alternativa será jogada para o inferno muito rapidamente.

- A sua vida é a coisa menos importante sobre você que está bem aqui, na palma da minha mão... – Haku diz sorrindo de forma psicótica enquanto analisa a própria palma como se ali houvesse algo realmente esplendoroso. Suas palavras me deixam ainda mais colérico, porém sorrio da mesma forma, retribuindo a insanidade que o envolve assim como a minha própria.

- Você é um belo filho da puta mesmo... – Resmungo com um riso abafado, tentando ao menos conter minha ira para garantir que não haja problemas entre nós, infelizmente esse idiota ainda tem um valor muito grande para os meus negócios e arruinar isso está fora de cogitação. – Onde estão os equipamentos, quero sair o quanto antes para não precisar ficar olhando nessa sua cara de cadáver.

- Fiquei sabendo da sua grande jornada, Red Riot – Ele declara com um tom de voz perdido enquanto seus olhos focam em um ponto aleatório, perdendo totalmente o brilho como se o mesmo estivesse hipnotizado por um grão de poeira que circunda o ar. Reviro os olhos para sua encenação de vidente e rosno irritado pela impaciência que me toma.

- Sim, minha grande jornada para comer o cu da sua mãe. Agora agiliza nessa porra, Haku – exclamo com raiva e o mesmo apenas ri torcendo o pescoço para os lados como se estivesse em transe, vejo-o se aproximar da mesa onde estava a principio, suas mãos alcançam uma maleta sobre a prateleira e ele me entrega com facilidade. Sinto o peso descomunal que há em uma maleta tão pequena e imagino que isso deve ser mais um dos truques sujos do platinado, esse cara é doido pra caralho, mas isso tem suas inúmeras vantagens.

- Acho que você precisa ter mais senso quando vier aqui, eu não vou ser legal por tanto tempo, querido Red – Ele declara com um tom de voz ameaçador e sua expressão agora é seria e clara como água. Mantenho o contato visual com firmeza, deixando que nossa conversa se dê apenas pelos nuances sombrios que perpassam nossas írises. Mesmo que sejamos praticamente equivalentes nesse mundo, há uma diferença que nos faz ser completamente diferentes um do outro. Haku nasceu, cresceu e vive como um psicopata obcecado por dinheiro, eu posso ser assim agora, mas não sai de uma buceta já pensando em como degolar alguém.

- E você acha que eu tenho medo de uma lagartixa albina que nem você? – Zombo de sua face com um grande sorriso no rosto, mesmo que no fundo esteja medindo minhas palavras para manter o equilíbrio, nem muito ousado e também dificilmente dando brechas para ser subjugado. O homem me analisa intensamente com suas írises azuis brilhantes e eu me mantenho sério no lugar, aturando sua gozação explicita nos cantos curvados de seus lábios.

- Deveria ter... – Ele declara por fim, voltando a se sentar na mesa em que estava. Ele volta a se concentrar em sua tarefa e sei que essa é minha hora de ir. Quando Hitoshi surge na minha frente com diversos papeis dentro de uma pasta já imagino do que se trata e fico aliviado por ele estar exatamente no tempo certo.

- Está aqui, não venha pra cá tão cedo – Shinsou declara me entregando o amontoado de papeis e eu saio sem dizer nada. Ashido vai se virar para pagar o serviço depois, tudo o que eu preciso agora é ir para casa conferir estes novos acessórios.

Minha cabeça vagueia por um universo alternativo qualquer enquanto passo pela recepção carregando uma enorme quantidade de coisas, Yaho me olha com interesse e eu sequer dou a chance de que haja um diálogo, tomando rumo para rua imediatamente. O escuro e a ausência de pessoas pela rua me da mais liberdade para que meu rosto fique descoberto, sinto algumas poucas gotas de chuva resvalarem em meu rosto e suspiro pela sensação fresca que a garoa fina trás em meio ao calor que se mantinha até o momento.

Coloco tudo debaixo de um dos braços e alcanço meu maço no bolso para pegar um cigarro, acendo-o rapidamente e logo volto a caminhar com tranquilidade pela rua. Ouço alguns gritos e deduzo que alguém deve estar sendo assaltado alguns metros a frente, não me abalo com a cacofonia e continuo meu caminho sem sequer olhar para o lado, isso não é trabalho meu então não preciso me sentir culpado deixando passar. Quem deveria arcar com isso provavelmente deve estar agora em um bairro mais nobre, para garantir a segurança onde possam ser vistos e lembrados por tal heroísmo.

Trago o cigarro procurando esquecer um pouco desse assunto, me estressar com esse tipo de lixo não vai me fazer ganhar nada além de cortisol em excesso no meu sangue. Tenho que guardar energia para o dia de amanhã, se tudo sair como previsto os babacas que vão morrer amanhã me darão certo trabalho em quantidade e isso talvez nem signifique que o chefe esteja entre eles. Não vai ser problema matar quantos forem necessários, mas se esse jogo levar muito tempo para ser ganho por mim, as coisas vão ser ainda mais selvagens quando eu chegar à fase final.

Quando estou próximo de casa sinto uma ânsia forte tomar conta do meu corpo e inclino meu tronco para o lado a fim de despejar o líquido que sobe por minha garganta. Olho para o chão pouco iluminado pelo poste velho da rua e minhas suspeitas se confirmam, é apenas mais um pouco de sangue, nem é uma quantidade que me deixe preocupado. Limpo os lábios com o dorso da mão e já levo o cigarro para a boca novamente, sentindo o gosto do cigarro se misturando com o sabor ferroso do sangue.

Volto a ir em direção a minha casa pensando sobre cada ponto de estratégia que planejei para o dia seguinte, espero ao menos que os heróis dessa merda sejam apenas uns panacas, as patrulhas divulgadas foram excluídas sem aviso prévio e provavelmente os heróis foram trocados de algum lugar. Não me importo com quem seja, desde que não ouse ficar no meu caminho, as coisas vão fluir perfeitamente.  


Notas Finais


Até mais ^^


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