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História Redimindo Zorus - Versão Jikook - Capítulo 4


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Notas do Autor


Não revisado

Capítulo 4 - Quatro


Jimin tentou esconder seu terror quando encarou os homens que estavam dentro. Eles pareciam muito maus, os tipos com quem tinha crescido no lado errado da cidade. Eles também podiam usar sinais que indicavam que eram criminosos viciosos. Ele manteve o seu corpo entre eles e o silencioso Jungkook atrás dele.

— Capitão Varel? – Ele tentou soar destemido e só esperava que funcionasse.

Um homem loiro e alto que parecia estar em seus quarenta anos deu um passo à frente. Seus penetrantes olhos verdes encontraram os dele e seu sorriso frio o fez querer choramingar.

– Você fez um bom tempo.

— Obrigado. – Jimin limpou a garganta. – Como você pode ver, eu trouxe o cyborg para ser devolvido ao local de onde ele veio.

O cara jogou um olhar para o cyborg, balançou a cabeça, e então se virou para um de seus homens.

– Vá buscar o pagamento. – Ele olhou para frente e se dirigiu diretamente a Jungkook após seu homem deixar o prédio rapidamente.

— O conselho cyborg me contratou para salvá-lo. Conselheiro Coval mandou lembranças. Vamos transportá-lo até a borda do sistema solar, onde uma outra nave vai encontrar-nos para a sua transferência. – O capitão fez uma mesura. – Sou Barney Varel, o capitão da Cutter, e é um prazer conhecê-lo, Conselheiro Jungkook.

Jimin poderia dizer que Jungkook não estava feliz quando ele franziu a testa.

– Por que eles não me recolheram?

— O conselho não queria estar muito próximo da Terra, por razões óbvias. – Capitão Varel manteve o sorriso gélido no lugar. — Meu negócio é transportar coisas a distância da Terra e em segurança. Ninguém procura na minha nave. Eu sou o melhor no que faço, e hoje é tirar você do inferno desta superfície.

— Entendido. – Jungkook cruzou os braços. – Estou pronto para sair.

— Se você vier comigo. – O capitão acenou com a mão em direção ao ônibus estacionado em frente a porta aberta na área de carga. – Nós temos roupas que vão servi-lo e comida esperando. Eu também tenho um médico a bordo, se você precisar de assistência médica. Sua saúde e bem-estar são a minha principal preocupação.

Jimin estendeu a mão e agarrou o braço do Cyborg.

– Ele não sai do meu lado até que eu receba o pagamento. Este foi o acordo. Você deveria entrar em contato com o administrador e fazê-lo transferir o dinheiro para mim.

Jimin meio que esperava que Jungkook argumentasse, mas ele não se afastou, algo que  poderia facilmente ter feito. Suor banhava sua testa e Jimin temia que algo desse errado. Não era estúpido o suficiente para confiar cegamente que um criminoso de carreira iria manter sua palavra. Era o negócio dele se aproveitar dos fracos e ferrar com quem pudesse. Ele tentou não pensar em seu ex-namorado, que teria que concluir o negócio.

Botas soaram do ônibus espacial acoplado e Jimin engasgou quando seu irmão e outros três homens entraram no prédio. Russell deveria estar esperando por ele para encontrá-lo no ônibus de passageiros no porto espacial. Ele acenou para si e não parecia ferido.

— Oi, irmãozinho.

— O que você está fazendo aqui? – Seus dedos apertaram Jungkook.

— Mudança de planos. – Russell parou uns bons 10 pés dele. Ele segurou um painel eletrônico debaixo do braço. – Pagaram-nos pelo cyborg.

Alguém de repente agarrou Jimin por trás para afastá-lo de Jungkook e o arrastou. Uma forte pancada em seu braço instantaneamente o fez gritar de dor e, em seguida, uma sensação estranha rapidamente se espalhou por todo seu corpo que o fez sentir vertigens e tonturas. Ele tentou lutar, mas seus membros não respondiam. Ele caiu lívido nos braços de alguém.

— O que está acontecendo? – Jungkook se moveu para a frente dele. – Soltem-no imediatamente.

— Eu sou seu irmão. – Russell se aproximou. – É tudo legal. Ninguém vai machucá-lo. Eu só sabia que ele não ia levar isso muito bem, e pedi para esses caras se eles poderiam sedá-lo um pouco. Meu irmãozinho tem um inferno de um

temperamento, juntamente com um bom gancho de direita.

— O que você fez? – A voz de Jimin soava estranha e seus lábios estavam dormentes, mas ele conseguiu levantar os olhos para olhar para seu irmão.

Russell se aproximou para olhar para o rosto dele.

– Não é nada que você está pensando.

Medo percorreu sua coluna e ele conseguiu virar sua atenção para Jungkook. Fúria escureceu seu rosto e suas mãos se fecharam ao seu lado. Ele olhou para seu irmão.

— Você disse que ele estaria sendo levado em segurança para o lugar de onde ele veio. Eu não o teria trazido aqui de outra forma.

— Ele será.

Jimin não acreditava nele. Ele enviou um apelo aterrorizado a Jungkook com seu olhar.

– Fuja.

— Calma, Conselheiro Jungkook. – Capitão Varel ordenou. – Você vai ser devolvido ao seu povo. Eu lhe dou a minha palavra e eu tenho um vídeo do seu conselho para provar isso. Isso não envolve você. Isto é a respeito dele.

— O que está acontecendo? – Jungkook se aproximou de Jimin até quase se tocarem e ele enfrentou Russell. – Por que você o drogou?

Outro pensamento o atingiu e Jimin ficou boquiaberto com seu irmão.

– Você está levando todo o dinheiro e me deixando aqui para morrer, não é? – Raiva queimou em seguida. – Eu arrisquei a minha vida para tirar você dessa confusão e você vai me abandonar para o governo me encontrar?

— Não! – Russell zombou. – Não é nada disso. Estou levando todo o dinheiro, claro, mas você está partindo também. É só que você não vai para Saturno comigo. – Ele manteve a distância como se temesse que Jimin encontrasse força para atacá-lo. – É só que, quando Gerald percebeu que você teria que fugir da Terra comigo, bem, infernos, Jimin. Ele me propôs um acordo que eu não pude recusar.

— Gerald?

— Ele ainda te ama e ele quer que você seja seu amante.

Jimin ficou boquiaberto, muito chocado até mesmo para encontrar palavras.

— Você se recusa a falar com ele quando ele tentava falar com você sobre isso. Ele tem um ótimo lugar na lua, um ninho de amor de verdade, e ele me prometeu que tem segurança no local para te manter lá por tanto tempo quanto ele queira. Eu sei que você vai ficar louco comigo e não é o que você quer, mas ele não vai te machucar. Não é como se ele fosse tão ruim quanto uma prisão de verdade.

Dor apertou seu coração e lágrimas o cegaram.

– Você me vendeu? Eu sou seu irmão!

Russell hesitou.

– Você costumava gostar dele. Não vai ser tão ruim. Olhe para o lado positivo. Ninguém vai achar você onde ele o está levando. Você estará seguro do governo.

— Não faça isso. – Lágrimas deslizaram pelo seu rosto e ele não conseguia nem enxugá-las com os braços inertes. – Eu não quero ser o prostituto dele.

— Tão dramático. – Russell balançou a cabeça e virou-se para o capitão. – A nave de Gerald vai saudá-lo depois que você sair do sistema. O mantenha drogado até que Gerald tome posse dele. Jimin pode parecer pequeno e inofensivo, mas não deixe ele te enganar.

Jimin observou Russell afastar-se e caminhar em direção as portas laterais do edifício. A verdade brutal de que ele realmente o vendera afundou-se dentro dele.

– Russell?

Ele fez uma pausa.

– Está feito, Jimin.

— Eu vou me libertar, e quando eu fizer isso, eu vou atrás de você. – A ameaça dele pairou no ar bem clara.

Ele virou a cabeça para olhar para Jimin. Ele empalideceu.

– Não, você não vai. Gerald não vai deixar você sair. Ele me assegurou que não haveria maneira de você escapar. – Ele tomou uma respiração profunda. – Ele vai matá-lo antes de permitir que você o deixe. Ele sabe que nunca mais você vai o deixar tocá-lo de bom grado, e você vai querer vingança se você se libertar, então ele o manterá preso a correntes. Eu o faria feliz se fosse você, fingindo que não me importo de ser seu amante. Você vai viver mais tempo.

Russell deixou o prédio sem olhar para trás. O estranho que o segurava ajustou seu aperto e começou a ir embora, carregando-o. Jimin estava pendurado lívido no círculo de seus braços, apenas capaz de mover o seu olhar, que pousou em Jungkook. Ele caminhou ao lado deles, mas não disse uma palavra. Mais lágrimas deslizaram pelo seu rosto, mas não tentou falar sobre a confusão que seu irmão o tinha colocado. Seria inútil.

Várias atividades ocorriam dentro da área de carga do ônibus. Quatro homens se viraram para olhar para Jimin, mas o capitão se virou para se assegurar que eles carregassem as caixas para deixá-las ao longo das paredes. Ele ignorou completamente Jimin.

— Por esta hora amanhã, você estará de volta com o seu povo, Conselheiro Jungkook. – o capitão lhe assegurou.

Jungkook não disse nada em resposta às palavras do capitão, seu maxilar definido em uma linha sombria, e andou na frente do homem com Jimin. Eles se separaram algumas voltas dentro do interior da nave e Jimin se viu levado para uma sala vazia que apenas continha um catre. O homem o deixou sobre este e, então, pairou sobre ele.

Ele tinha que estar em seus vinte anos, loiro e parecia suficiente com o capitão para Jimin pensar que ele era seu filho.

– É foda que o seu próprio irmão ferrou com você. – Ele sorriu, seu olhar viajando para baixo por seu corpo. – Pena que você está fora dos limites. Eu adoraria por as minhas mãos em você. – Ele piscou antes de sair do quarto. No segundo que as portas foram fechadas, as luzes apagaram, deixando-o na

escuridão total.

Lágrimas quentes foram derramadas pelas laterais de seu rosto, mas seus braços se recusavam a se mover até mesmo para limpá-las. Seu corpo repousava em uma posição torcida, meio de costas e meio de lado, o catre era duro e desconfortável, e não havia nada que pudesse fazer, só sentir-se impotente e traído.

[…]

Jungkook estudou o pequeno quarto, mas limpo, que ele tinha recebido. Roupas novas estavam cuidadosamente dobradas em cima da cama estreita e comida tinha sido colocada sobre a mesa no quarto. Ele ignorou o capitão até que avaliou cada centímetro do espaço. Ele finalmente deu atenção ao humano. O capitão falou primeiro.

— Você quer um médico?

— Não. – Jungkook cruzou os braços sobre o peito. – Eu quero os detalhes do acordo comercial do macho humano e do homem que tem a intenção de comprá-lo.

O capitão fez uma careta.

– Eu só comercializo coisas.

— Quanto Gerald pagou por ele?

— Eu não tenho ideia. Neste negócio, eu não me intrometi.

A imagem das lágrimas rolando nos rosto de Jimin não era algo que Jungkook pudesse esquecer. Ele o salvou do governo da Terra. O que o incomodou mais tinha sido quando percebeu que tinha sido traído. Jimin ordenou que ele fugisse. Os seres humanos raramente o surpreendiam, mas ele o tinha, quando tentou avisá-lo quando pensou que ele estava em perigo.

— Faça isso dá sua conta.

O humano menor mudou sua postura.

– Por quê?

Jungkook hesitou e, então, tomou uma decisão.

– Devo-lhe um favor. Descubra essa informação e eu vou compra-lo do humano.

— Eu não penso assim. Gerald Yazer não é alguém que desiste de alguma coisa que ele quer. Eu tenho a impressão que ele o quer muito.

— Tudo tem um preço.

— Eu já negociei com o cara antes, e ele é um riquinho mimado. – Um par de olhos inteligentes estudaram Jungkook de perto. – Além disso, se você quiser comprar um Ger, eu posso localizar algum de melhor aparência. Eu tenho alguns a bordo. Eu poderia alugá-lo se você quer sexo. Eu o mantenho para o meu uso pessoal. Ele é lindo e limpo. Se você realmente gostar de seu corpo, eu estaria disposto a partilhar com ele, se o preço for alto o suficiente.

Nojo subiu dentro de Jungkook.

– Isso não é o motivo pelo qual quero comprar o humano. Eu disse que eu lhe devo. Quanto você está sendo pago para entregá-lo?

— Vinte mil créditos.

— Vou lhe pagar cem mil créditos para permitir que ele escape.

— Para escapar?

— Você me ouviu.

— Você está disposto a pagar isso, mas você não planeja mantê-lo?

— Não tenho nenhum uso para um escravo humano. Eles só causam problemas.

— Então por que se incomodar em gastar tantos créditos?

— Ele é rude e chato, mas para um ser humano, tem qualidades únicas que eu odeio que sejam quebradas quando seu espírito é. Duvido que ele leve bem o cativeiro e a exploração sexual. O macho humano provavelmente vai matá-lo rapidamente por causa do seu sarcasmo excessivo.

— Você tem esta quantidade com você? – O olhar do capitão baixou em Jungkook. – Se você tiver isso, eu não estou vendo, e eu tenho certeza que por causa de suas roupas apertadas, eu veria isto.

— O meu povo vai pagar. Basta lhes dizer para adicionar isso à quantia que você está sendo pago. Eu tenho autoridade para autorizar isso.

Olhos verdes brilharam.

– Eu tenho uma reputação a zelar.

— Cem mil é cinco vezes um lucro maior do que a quantia que você iria ganhar se simplesmente entregasse o Ger. Pegar ou largar. – Jungkook olhou para ele. – Eu não vou subir mais no preço.

— E você quer dar a ele uma oportunidade de escapar?

— Sim.

— Isso significaria dar a ele acesso a uma cápsula de emergência. Estamos prontos para decolar e precisamos fazer isso nos próximos 10 minutos para evitar sermos perseguidos. Se eu levá-lo do ônibus, ele vai ser localizado pelas autoridades antes do efeito das drogas terminar.

Jungkook continha sua irritação.

– Tudo bem. Eu vou concordar com cento e cinquenta créditos. Isto mais que cobrirá o custo de você perder uma cápsula.

— Feito. – Capitão Varel sorriu. – Vou pedir aos meus homens para não dar a ele outra dose da droga paralisante, e marcar as saídas para a cápsula mais próxima para que ele não se perca. Em cerca de três horas ele vai ser capaz de se mover novamente e os meus homens lhe permitirão deixar a nave sem interferência.

— Verifique se há combustível suficiente na cápsula para lhe permitir fazer a viagem com segurança até Saturno. Que é onde ele pretendia ir.

— Está bem. – O capitão assentiu e se afastou. – Vou verificar novamente que os fundos estão disponíveis antes de deixá-lo escapar.

— Faça isso. – Jungkook sabia que o conselho concordaria. – Diga-lhes que é um pagamento por uma dívida que eu sancionei. Eles vão entender.

No momento em que o capitão saiu, Jungkook estendeu a mão para tirar as roupas apertadas que usava. Ele tinha reembolsado Jimin e ele parecia ser um humano engenhoso. Ele jurou vingança contra seu irmão, e não tinha dúvidas de que ele localizaria o humano ganancioso quando chegasse a Saturno, e o faria pagar por sua traição.

[…]

Jimin lentamente recuperou primeiramente os movimentos nos dedos e depois pode mexer o pulso. Ele não tinha ideia de quanto tempo tinha passado, mas tinha se acabado em lágrimas. Doeu que seu irmão o tinha vendido para Gerald. Não devia ter o surpreendido que Russell fizesse algo tão baixo, mas ele tinha. Família devia significar algo para ele.

Frustração e amargura o inundaram quando mexeu os dedos dos pés. Primeiro, ele precisava sair dessa confusão e, em seguida, iria caçar seu querido irmão, pegar parte do dinheiro antes que ele jogasse fora e, então, planejava começar uma nova vida sem ele. A promessa de seus pais parecia irrelevante diante destas circunstâncias. Se eles ainda estivessem vivos para ver quão baixo Russell tinha afundado, não teriam lhe pedido para cuidar dele em primeiro lugar.

O fato de Gerald desempenhar um papel neste pesadelo também não o surpreendeu. Ele o descartou por uma mulher rica, que acenou com uma nova vida em seu rosto, mas, mesmo assim, ele queria manter Jimin ao seu lado. Nunca ia permitir que ele o tocasse novamente depois dele ter arrancado seu coração em pedaços. Ele não teria resistido à oportunidade de tê-lo sob seu polegar. A raiva fez seu coração bombear mais rápido, trabalhando a droga para fora de seu sistema até que conseguiu mover suas pernas.

Levou tempo, mas ele se sentou. O quarto escuro não revelou nada, mas se lembrava de onde a porta estava. Jimin ficou sobre pernas instáveis e se balançou para frente até tocar uma parede de metal. Pelo tato, ele conseguiu encontrar a porta e o painel ao lado dele. Luzes o cegaram quando ele encontrou o botão de acendê-las.

O ônibus tinha uma tecnologia ultrapassada, algo que era grato, por que assim ele usou suas unhas para abrir o painel. Levantou o joelho para recuperar a faca que tinha escondido dentro de sua bota. Os idiotas não o tinham revistado por armas escondidas. Um sorriso curvou sua boca quando cortou os fios e, em seguida, retirou seu pequeno kit da calça que continha as ferramentas que tinha usado para soltar Jungkook. Ele trabalhou rapidamente.

— Qual é o seu pedido? – O computador tinha uma voz masculina.

— Mostrar um layout do interior do ônibus.

Um projeto do ônibus apareceu na tela acima do painel. Ele ainda detalhava onde tinha sido despejado.

— Mostre-me onde está aquele que não é humano.

Uma sala foi iluminada na tela, desde que o computador tinha sido enganado a pensar que Jimin tinha pleno acesso a ele. Tinha sido atribuído a Jungkook um quarto no mesmo nível do ônibus no terceiro andar, mas seus aposentos estavam localizados na extremidade oposta em um corredor bem longo.

— Agora, exiba todas as fontes de calor.

A tripulação parecia estar agrupada em sua maioria no piso inferior, no que parecia ser um refeitório. Duas fontes estavam perto dos motores, mas nenhuma compartilhava o mesmo nível que ele e Jungkook. A fonte de calor do cyborg lhe assegurou que ele não estava se movendo em torno da nave.

— Rastreie-me e verbalmente me avise se alguém tentar entrar nesta seção.

— Confirmado.

— Dê-me comando de voz total.

— Confirmado.

— Abra as portas.

As portas se abriram para revelar um corredor escuro. Jimin saiu, confiante de que não iria correr em direção a ninguém, dirigiu-se para a direita, e usou a parede para se manter ereto quando suas pernas ainda lentas lutaram para levá-lo para a frente. Ele parou em frente à porta onde Jungkook estava hospedado.

— Abra a porta.

No segundo que a porta deslizou aberta, Jungkook se girou para encará-lo, seu corpo grande entrando em uma postura de defesa. Jimin agarrou a ombreira da porta aberta a olhou para ele.

– Oi. Sou a cavalaria, por isso não me ataque. Meu corpo ainda está muito confuso e meus reflexos não estão muito bons para bloquear qualquer soco que você der. Você está bem?

— Eu tranquei a porta. – O corpo dele relaxou, mas parecia nitidamente surpreso. – O que você está fazendo aqui?

— Salvando sua bunda, se você precisar dela. – Jimin limpou a garganta. – Eu estou fugindo, mas eu queria ver você primeiro. Se aquele filho da puta do meu irmão mentiu para mim sobre nossos planos, então eu não tinha certeza se realmente a intenção dele era devolver você para o seu povo. Se ele tivesse ferrado você também, então com certeza eu não ia deixar você para trás.

O olhar escuro de Jungkook se ampliou.

– Por que você apenas não escapou?

Jimin franziu o cenho para ele.

– Você precisa de resgate ou não? Tenho certeza que alguém vai perceber que o computador foi invadido mais cedo ou mais tarde. Precisamos estar fora do ônibus antes que eles descubram. Nós estaremos ferrados quando eles retomarem o controle. No momento, eu posso nos tirar daqui e desabilitá-lo tempo suficiente para colocar alguma distância entre nós e a cápsula que eu pretendo roubar. Eu vou fazer com que o computador execute tarefas. Isso vai travá-lo por uns bons vinte minutos, porque esta é uma nave antiga. Isso nos dará tempo de sobra para fugir.

O grande cyborg ficou boquiaberto com ele, mudo e chocado.

– O tempo não é nosso amigo agora, Jungkook. Você precisa vir comigo ou você está bem?

As palavras dele pareceram sacudi-lo.

– E se eu estivesse em perigo?

— Nós vamos encontrar o porto espacial mais próximo e eu vou invadir uma linha segura para que você entre em contato com seu povo para que eles possam buscá-lo. Estou indo para o Saturno para ter uma pequena reunião familiar, quando eu tiver certeza que você esteja seguro.

— Você está realmente preocupado com o meu bem-estar?

— Duh. – Ele fechou os olhos, tentando combater uma vertigem. Tomou muito dele para olhar para Jungkook e permanecer de pé. – Precisamos ir se você quiser sair daqui. – Os olhos dele se abriram quando o pior passou.

— Você está pálido e tremendo.

— Eu ainda estou drogado e eu me sinto como se meu corpo pesasse 400 quilos. É tudo o que posso fazer para ficar em pé. O tempo está passando.

— Movimento no elevador dois, – declarou a voz de computador. – Está se dirigido para este nível.

Um alarme sacudiu Jimin.

– Nós temos que ir, Jungkook. Alguém está vindo. Fique na minha bunda e eu vou te tirar daqui.

Jimin se virou e caiu de joelhos do movimento brusco. Dor o fez amaldiçoar quando metal e pele bateram em conjunto com somente a barreira fina de sua calça para amortecê-lo. Ele acabou agachado em suas mãos e joelhos no interior do corredor sem a capacidade de se empurrar de volta sobre seus pés. Ele odiava a fraqueza que se apoderou de si.

— Vá, – ele gritou. – Siga pela esquerda e você não vai perder o elevador no final do corredor. Eles têm duas cápsulas de emergência encaixadas no compartimento de carga secundário. Vou transferir o controle para você para que você possa escapar. Vou reiniciar o computador uma vez que esteja fora. – Ele engasgou com o ar. – Computador, eu…

— Inacreditável, – Jungkook murmurou enquanto ele se inclinava para Jimin e seu braço deslizava em volta de sua cintura. A outra mão dele agarrou seu ombro. Ele o levantou com cuidado, facilmente embalando-o em seus braços, e fez uma careta para Jimin enquanto o içava contra seu peito. Ele endireitou para levá-lo dentro de seus braços fortes. – Você quer que eu te deixe para trás?

— Eu vou te atrapalhar. Solte-me e corra, caramba. Salve-se. – Ele olhou em seus olhos bonitos. – Eu vou sair mais tarde. Não há muito que eu não possa hackear.

Ele não se moveu.

– Eu vou manter isso em mente para futuras referências.

Ele não o atirou de lado para fugir.

– Você tem que ir, Jungkook. Alguém está chegando a qualquer segundo no lado direito do corredor. Siga para a esquerda em direção ao outro elevador.

Ele levou-o de volta para o quarto que lhe tinha sido atribuído e caminhou até seu beliche. As portas se fecharam firmemente por detrás deles. Jimin não podia acreditar na estupidez dele. Lhe dera uma chance de escapar, mas ele tinha recusado. Foi em uma má hora ele reencontrar sua consciência, se tinha sido por isso que ele não iria deixá-lo para trás.

O alto cyborg se inclinou e gentilmente o colocou em cima do colchão confortável. Os braços dele deslizaram rapidamente dele antes que ele se endireitasse.

– Você é incrível.

— Derrube quem vem. – Jimin balançou a cabeça em direção ao corpo dele. – Você pode chutar bem alguns traseiros. Saia dessa nave e salve a si mesmo. Eu aprecio sua honra, mas não seja estúpido. Você vale muito dinheiro para os idiotas desta nave. Eles poderiam vendê-lo no mercado negro para ganhar uma fortuna. Eu nunca teria trazido você a eles se eu não tivesse acreditado que você seria devolvido ao seu povo. Eu sei um pouco sobre estar sob o controle de alguém. É foda. Agora vai, merda. Eu vou encontrar outra chance de escapar, assim que eu recuperar o fôlego e recuperar a minha força.

Jungkook cruzou dois braços densamente musculosos sobre o peito e Jimin percebeu pela primeira vez que ele tinha trocado de roupa. Esteve muito ocupado na tentativa de salvar a bunda dele, enquanto lutava para permanecer em suas pernas esgotadas para realmente dar uma boa olhada nele. A camiseta revelava ombros amplos e escuros, dois braços muito musculosos, e as calças que ele usava eram negras e amplas. Seu cabelo úmido lhe dizia que ele tinha usado a unidade de limpeza para se banhar.

— Sua suposição sobre a tripulação está incorreta. Eles estão me devolvendo para uma nave cyborg em menos de vinte e quatro horas.

— Oh. – "Porra. Eu poderia ter fugido". – Eu só assumi que nós dois estávamos ferrados.

— Eu aprecio você desistir de sua liberdade.

Um zumbido soou e Jungkook atravessou a sala rapidamente antes que a porta se abrisse. Jimin fez uma careta, esperando por quem estivesse do outro lado entrasse na sala para recuperá-lo. Esperava que Gerald tivesse ordenado aos homens a bordo da nave que não o espancassem. Enquanto drogado, ele sabia que não seria capaz de se defender.

— Você nunca disse uma palavra sobre adulterar meu computador. – A voz irritada do Capitão Varel gritou. – Eu suspeitava que vocês cyborgs fossem talentosos nessa merda, mas eu não aprecio isso. Devolva o controle para mim agora. Fui notificado da mudança de comando do jeito que está programado para fazer no segundo que você o violou.

O corpo grande de Jungkook bloqueou a porta.

— Eu não fiz isso. O Ger é bem versado em reprogramação, obviamente. Ele está aqui comigo e eu vou fazer com que ele retorne o seu sistema ao normal.

— Mova-se, – o capitão ordenou. – Vou ensinar a ele a não hackear a minha nave.

Duas grandes mãos cinza agarraram a porta aberta.

– Não. Você não irá machucar o macho pelo que ele fez. Considere isso uma troca pela cápsula que ele não vai usar durante a sua fuga da embarcação. Vou precisar de comida para dois imediatamente. O corpo dele está muito fraco.

— Eu não dou a mínima, – o capitão bufou. – Ele tomou conta do meu computador.

— Nenhum dano foi feito. – Jungkook assumiu um tom aborrecido. – Ele vai restabelecer a ordem no segundo que você sair para buscar comida.

— Filho da puta, – o outro homem jurou. – Tudo bem. Não permita que ele faça isso novamente ou eu vou passar por você para ensiná-lo que ninguém fode com a minha nave.

— Ele vai precisar de roupa limpa também.

— O que eu pareço? Seu empregado?

Jungkook hesitou.

– É até que seu trabalho esteja terminado. – Ele recuou e as portas se fecharam. Ele se virou para olhar para Jimin, encontrando seu olhar confuso. – Eu vou consertar o que você fez. Descanse.

Jimin ficou boquiaberto.

– Mas…

— Eu sei como. – Jungkook fechou os olhos e os segundos se passaram. Ele franziu a testa, mas depois, lentamente, sorriu. – Muito inteligente. Você cortou os circuitos no scanner de identidade, puxou as identificações armazenadas, e recodificou para enganar o computador a acreditar que você era Varel. – Olhos escuros se abriram. – Eu reestabeleci o sistema para dez minutos antes de você quebrar o programa para apagar as alterações feitas. Eles terão que reparar os danos físicos no painel que você acessou, mas isso é problema deles.

— Você pode fazer isso? – Jimin se empurrou para cima sobre seus braços oscilantes. – Como? Você nem sequer chegou perto do painel de acesso.

— Eu tenho habilidades de acessar a distância.

Jimin mordeu o lábio e olhou para ele com desconfiança.

– Então por que eu tive que tira-lo fora do centro médico? Se você pode hackear à vontade, você facilmente poderia ter libertado a si mesmo.

— Eles me criaram e estavam cientes das minhas habilidades. Mantiveram-me drogado até que me prendessem dentro de uma sala com bloqueadores de sinal. Se você se lembra, eles também me mantinham contido com correntes. Eles não estavam dispostos a arriscar fechaduras eletrônicas, no caso de eu ser capaz de transmitir sinais de ondas curtas fortes o suficiente para contornar o bloqueio.

— Você deveria ter me dito isso. Se você tivesse, eu teria escapado sabendo que você poderia cuidar de si mesmo, se você quisesse sair desta nave.

Ele encolheu os ombros largos.

– Você também não me disse que você podia hackear os sistemas deles. Temos isso em comum agora também.

Jimin ofegou, espantado.

– O que há com você em mencionar isso?

— Eu só acho fascinante que compartilhamos traços semelhantes.

Jimin respirou fundo e tentou ignorar como seus músculos tremeram só da força que teve que fazer para se erguer do colchão. Ele odiava o quão fraco ficava sob o efeito das drogas.

– Sim, – ele disse sarcasticamente. – É como se fossemos gêmeos.

Jungkook balançou a cabeça e cruzou os braços sobre o peito.

– Sua tentativa de humor não é definitivamente uma característica que compartilhamos.

— Isso é verdade. Eu tenho um senso de humor e você não.


Notas Finais


Eu sabia que por trás do Conselheiro ranzinza havia um cyborg fofo 😍😍😍

Eu to amando esse Jimin kkkkkkkk pqp eu adoro sarcasmo 😂😂😂😂😂😂❤️❤️❤️


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