História Redundante - Capítulo 4


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Taeyong
Tags Jaeyong, Mitologia, Nct
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Palavras 1.879
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Atrasada porque já recebi trabalho pra fazer na primeira semana de aula...
Por que professores são assim?
A boa notícia é que o capítulo saiu maior do que planejado, yey!

Capítulo 4 - O Vinho


- Nina. - Jae apareceu na cozinha mais cedo que de costume, pretendendo evitar todas as repetições do dia. - Você acredita nesse negócio de 'premonição'?

A moça pareceu notar a presença do amigo somente por causa da pergunta estranha aquela hora da manhã.

- Como?

- Premonição, sabe... Aquela capacidade sobrenatural de se prever o futuro, presságio, até mesmo algo como profecia. 

Nina pensou um pouco enquanto coava o café e Jaehyun conseguia ver que ela parecia considerar o tema mas, outro cozinheiro a chamou e ela provavelmente desistiu.

- Não sei, não entendo nada desse negócio de sobrenatural, ver o futuro... Só sei que essas suas viagens constantes para a Grécia estão te deixando meio estranho. 

- Eu concordo, acho que até enlouqueci de vez.

Ela balançou a cabeça negativamente, provavelmente achando que aquela seria mas uma das provocações diárias do rapaz e, quem dera se fosse apenas uma brincadeira mesmo. Ao pensar nisso por um tempo, Jaehyun saiu da cozinha e foi fazer algo que ele nunca fazia por vontade própria: procurar seu chefe. 

O homem sempre acordava pilhado e lá estava ele implicando com um concierge, que ficou aliviado quando Jaehyun apareceu e o livrou daquele castigo.

- Com licença, senhor. - Pigarreou. - Tudo certo com a alteração da programação do meu grupo?

- Alteração? Que alteração? - O homem indagou já insatisfeito.

- O passeio de barco que foi cancelado. 

- Cancelado? 

Jaehyun precisava manter a indiferença enquanto o chefe começava a subir o tom de voz ou todo seu plano seria descartado e talvez, até o emprego. 

- Desculpe, achei que o senhor já soubesse. Patrizio, o responsável pelo barco que levaria o meu grupo, está com uma gripe terrível, mal consegue levantar da cama. Um dos gerentes cancelou o passeio porque ele está espirrando por todos os lados e seria péssimo passar o vírus para os nossos clientes.

- E não tem ninguém para substituir esse rapaz?

- Infelizmente não. E os outros barcos já estão lotados. - Jaehyun fingiu lamentar e quase que ele mesmo acreditou em sua farsa. - Posso confirmar o cancelamento?

O italiano pensou por uns segundos e completamente contrariado, assentiu com a cabeça.

- Cancela então o barco... - Bufou. - Mas espera, rapaz.

Jaehyun ia quase se virando para sair e congelou.

- Como já sabe qual grupo você será responsável? Eu não passei avisando os guias ainda.

- Um dos gerentes me disse.

Silêncio entre os dois e Jae torcia para que o homem aceitasse aquela desculpa, deu sorte já que o homem deu de ombros e o mandou ir trabalhar logo.

E foi exatamente o que Jaehyun fez mas, dessa vez evitando pisar na Orla e preferindo levar o grupo - que estava um pouco aborrecido pelo cancelamento do passeio pelo Adriático - para um tour pela Muralha, que até oferecia uma vista melhor do Mar. Fazia questão de ficar bem longe das águas e aquela distância era mais que segura. 

Patrizio logo apareceu depois de muito procurar pelo grupo e felizmente ninguém entendia italiano o suficiente para entender do assunto. O guia dispensou o nativo dizendo que ele havia ganho mais um dia de folga, que não entendeu nada mas, aceitou a informação de bom grado.

Primeira etapa concluída e Jung comemorou por dentro. Taeyong não subiria naquele barco. 

A segunda etapa começou quando ele finalizou as atividades da manhã com os turistas e deu algumas indicações de restaurantes que eles poderiam se interessar para o almoço. E tinha certeza que Taeyong seria um dos poucos que seguiria essas indicações já que se lembrava dele vindo perguntar algo sobre no primeiro dia.

 

▸▹

 

Jaehyun escolheu uma mesa não muito perto da que Taeyong e os amigos escolheram naquele que por acaso, era seu restaurante favorito na cidade, porém, também uma não muito longe senão não conseguiria observá-los.

Não queria admitir que estava seguindo e vigiando Taeyong mas era exatamente isso que estava fazendo. E não sentia tanta culpa pois era uma questão de vida ou morte, não podia deixar que nada acontecesse com aquele rapaz.

Apesar de não estar com tanta fome, fez o pedido de sempre e esperou pacientemente enquanto os outros pareciam se divertirem com a música alegre e o ambiente bem aconchegante. 

- Quando é que você vai chegar nele?

Jaehyun assustou quando a atendente trouxe seu pedido e parou apoiando na mesa e olhando em direção a mesa de Taeyong. O guia riu um pouco sem jeito com a abordagem repentina.

- Perdão?

- Você não parou de olhar para ele desde que chegou aqui. - Ela continuou. - Desculpa ser tão intrometida, é que foi meio difícil não notar.

- Tudo bem. - Ele deu de ombros e começou a brincar com os talheres no prato, não estava mesmo com muita fome. - Como eu ia dizer, está havendo um engano. Não é bem este tipo de olhar que você está imaginando que seja.

- Tem certeza? - A moça perguntou com um meio sorriso aparecendo.

- Absoluta. Posso te garantir que não é nada disso que você está pensando.

Infelizmente, era algo bem mais complicado.

- Sei...  - Quando ela o olhou, Jaehyun sentiu até uma pontada de insegurança, como se ele na verdade não pudesse garantir nada. - Então por que agora você é o observado?

Jae não entendeu e olhou discretamente para a mesa de Taeyong, que estava com os olhos focados nele como a mulher dissera e quando percebeu que tinha sido descoberto, ele desviou e olhou as horas, mexeu no cabelo e voltou a conversa com os amigos. Jaehyun manteve o olhar só para checar se não tinha sido uma coincidência e logo Taeyong olhou de novo fazendo uma careta ao ser pego duas vezes.

- Buon appetito. - A jovem atendente riu e se afastou da mesa, satisfeita. 

Que ótimo. Ela aparecia ali, colocava fogo na lenha e depois saia como se nada tivesse acontecido. Mas o rapaz tentou não se incomodar com a confusão, que culpa ela tinha de não saber que Taeyong já havia morrido outras duas vezes e Jaehyun estava preso numa repetição aterrorizante por causa disso? Ninguém poderia entender.

Se obrigou a comer de qualquer forma uma vez que a comida daquele lugar era impecável, tão impecável que até se distraiu por um longo momento só voltando a si quando não viu mais Lee na mesa. Olhou ao redor e viu a atendente - esperta até demais - apontando para o outro lado onde ele avistou o outro vindo em sua direção e perguntando se podia se sentar.

- C-claro, fique a vontade.

- Eu vim agradecer pela recomendação, esse lugar é incrível. - Taeyong começou um pouco sem jeito. - E o passeio pelas Muralhas foi demais também. 

Jaehyun sorriu sem saber muito bem o que dizer e não precisou já que o rapaz em sua frente continuou:

- Na verdade, o que eu queria perguntar é algo um pouco estranho. - Taeyong riu ficando ainda mais sem jeito e se perdendo nas palavras antes de soltar de uma vez o que lhe incomodava. - A gente se conhece de algum lugar? Eu não sei o motivo mas, sinto como se já tivesse te visto outras vezes... Só que eu não consigo me lembrar.

Os olhos de Jung Jaehyun brilharam mesmo que ele não se desse conta disso. Aquilo era um vestígio claro de que mesmo morrendo e voltando no tempo, Taeyong tinha conseguido gravar algo dessas experiências e que eram o suficiente para ele ir investigar isso.

- Que engraçado... Eu tenho essa mesma sensação.

- Sério?!

Os dois riram e se olharam com cumplicidade por alguns segundos, compartilhando aquela ligação que tinham mas que só um deles tinha real noção dela.

- Apesar disso, acho que é a primeira vez que nos vemos. - Jae mentiu.

Taeyong assentiu, pensativo.

- De qualquer forma eu sou Lee Taeyong, ou TY se preferir. - Estendeu a mão como Jaehyun fizera anteriormente no hotel, será que isso também tinha sido gravado na memória dele? - E antes que eu me esqueça, obrigado pelo vinho. Muito gentil de sua parte e não vejo a hora de experimentar. 

- Vinho?

Taeyong ficou confuso por Jaehyun parecer mais confuso que ele.

- É... Pelo que entendi, a atendente disse que foi cortesia sua.

De novo aquela mulher.

- Ah, claro! - Jae bateu de leve na cabeça. - Não precisa agradecer, são minhas boas-vindas.

- Grazie. - Taeyong arriscou em italiano e saiu com seus amigos.

Jaehyun ainda ficou no restaurante pensando no que tinha acabado de acontecer e a conversa sobre Lee ter essa impressão de conhece-lo de algum lugar, que não era impressão coisa nenhuma e sim uma lembrança real. Afastou os pensamentos quando a atendente veio recolher a louça. 

- Você mandou o vinho né?

Ela sorriu e deu de ombros, evitando o assunto e automaticamente se entregando.

Jaehyun suspirou. Italianos...

- Posso te perguntar uma coisa?

- Se eu puder responder... 

- Você acha que é possível uma pessoa ser capaz de ver o futuro? Algo como uma premonição?

Já que ela pareceu estar tão interessada em se meter entre Jaehyun e Taeyong, o guia não via mal algum em perguntar algo do tipo e talvez ela tivesse uma resposta melhor que a de Nina.

- Sabe, eu acredito muito em destino. Então se isso for real e uma pessoa tiver a chance de ver o futuro, acredito que seja uma oportunidade para mudar seu destino, quase como um presente dos céus de ver além e poder escolher o rumo da nossa história. Porque nem sempre nos é destinado coisas boas.

 

▸▹

 

Aquele tinha sido um ótimo dia 13 e acima de tudo porque Taeyong estava vivo e Jaehyun sentia-se como se a missão tivesse finalmente sido cumprida, estava até aliviado. Faltava só 1 hora para o dia 14 chegar e ele tinha certeza de que estaria livre sessa maldição, ou sei lá o que.

A sensação era de que o peso do céu estava sendo tirado de suas costas.

- Parece que está todo mundo animado. - Comentou consigo percebendo o falatório inesperado nos corredores, aquela hora era para a maioria estar em seus quartos.

Ouviu batidas na porta, de repente. Era Nina e ela parecia abatida.

- O chefe quer todo mundo lá embaixo.

- O que aconteceu?

- A polícia está aqui, um dos hóspedes foi encontrado morto...

Não. Aquilo não podia estar acontecendo. Jaehyun evitou o acidente de barco, não era possível! Por quê?

- O que aconteceu? - Perguntou, as mãos inquietas foram levadas ao rosto, uma tentativa de não gritar e controlar a raiva.

- Não sei bem ainda, ninguém sabe. Os boatos são de que ele estaria bebendo um vinho agora a noite, adormeceu na banheira e se afogou. - Ela continuou, o tom de voz dez vezes mais baixo que o normal. - A gente vai ficar sabendo os detalhes daqui a pouco, vou te esperar lá embaixo.

A funcionária saiu e Jaehyun chutou a porta com força. 

- Não, não, não, não!  A droga do vinho não!

Tudo em vão, era só isso que conseguia pensar. Taeyong tinha morrido e pela primeira vez Jaehyun chorou de desespero. 


Notas Finais


A melhor parte é que não estou entendendo nada do trabalho k
See u!


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