História Redundante - Capítulo 5


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Taeyong
Tags Jaeyong, Mitologia, Nct
Visualizações 62
Palavras 1.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bloqueios criativos por que raios vocês existem?

Capítulo 5 - O Que Vem Depois da Dor


Todo seu corpo doía como nunca antes, todas as articulações, cada mísero centímetro de músculo e cartilagem, uma dor que ia até o núcleo dos ossos. A cabeça latejava como se fosse explodir a qualquer segundo e ele mal abria os olhos por conta da dor e da febre repentina que o fazia estremecer entre os lençóis da cama.

Aquela semana, com certeza, tinha sido a pior semana de toda a sua vida. Depois da inesperada morte de Taeyong na banheira do hotel, os dias tinham se repetido mais umas quatro ou cinco vezes. Em todos eles, Taeyong morria por algum motivo antes do final do dia e por mais que Jaehyun tentasse, nada do que ele fazia parecia ser realmente útil e eficaz. E para piorar suas noites de sono, o dia anterior tinha sido o mais traumático de todos - mesmo que parecesse impossível diante da situação em que estava. 

Taeyong havia pedido para Jaehyun lhe mostrar melhor a praia, já que o guia tinha conseguido mais uma vez fazer com que o passeio de barco não acontecesse, e Jae tinha aceitado pois seria a desculpa perfeita para ficar com os olhos bem perto do turista azarado. E foi ai que tudo deu errado, pra variar. Taeyong deu algum jeito de se enfiar entre as grandes pedras na extensão da areia e cair de lá, batendo a cabeça - como nos acidentes de barco - só que dessa vez ficando apenas desacordado. Quando Jaehyun se deu conta, TY já estava sendo levado pelas ondas, e por mais que Jaehyun tivesse tentado lutar contra elas, o que resultou numa experiência dolorosa já que aquelas águas eram congelantes, a única coisa que conseguiu foi trazer até a areia e com muito esforço um Taeyong já morto. Havia sangue nas mãos de Jaehyun, como um assassino, um assassino por sempre deixar aquele rapaz morrer. 

E foi com esse mesmo pensamento que no dia seguinte, Jaehyun decidiu se torturar sozinho em seu quarto e não sair dali e, mesmo que quisesse, não conseguiria no atual estado de saúde físico e mental. Nem ousou sair de sua cama, não sabia como mas tinha tido lágrimas o suficiente para chorar por horas na noite anterior até desmaiar de sono e elas continuavam aparecendo e molhando seu travesseiro. Aquela altura nada parava em seu estômago incluindo os remédios, eliminando todas as sua chances de aliviar pelo menos um pouco daquela tortura. Estava zonzo, o mundo definitivamente girava de um jeito diferente para ele e ainda assim também continuava a girar para todos lá fora, teve certeza quando por impulso, cambaleou para fora da cama e se arrastou até a janela abrindo um pouco das cortinas para deixar o Sol entrar, odiava ficar no escuro. Caiu na cama e os raios o atingiam onde estava, não sabia porquê razão o Sol era sempre revigorante e agora Ele quase o acalentava, o acalmando e fazendo os soluços do choro diminuírem até fazê-lo cair no sono por um tempo. Teve pesadelos e acordou quase sem ar. 

E esse ciclo doloroso se estendeu pelo dia todo: chorar, tremer, sentir um medo extremo como se nunca mais fosse sair daquela maldição, dor intensa, náuseas, dormir e acordar depois de um pesadelo.

As vezes tinha impressão de ouvir alguém bater na porta e chamar seu nome, só não sabia se era mesmo real ou se já estava delirando e nem tinha vontade de checar qual das opções era a correta. Não dava mais a mínima para seu trabalho, seu chefe, para o mundo. Nada adiantava, Taeyong ia morrer de novo naquele dia e Jaehyun não queria mais estar lá pra ver, ficaria ali na sua cama até se sentir um ser humano normal novamente, se é que isso viria acontecer e só então, pensaria em como salvar Taeyong. Riu de si mesmo ao pensar nisso: Deixar para salvar Lee Taeyong outro dia. Significava que ainda não tinha desistido do rapaz.

 

▸▹

 

Aquele dia teve fim e deu lugar a um novo. Jaehyun acordara um pouco melhor e mais disposto e com a certeza de que voltara a estaca zero já que Taeyong presumivelmente teria morrido de novo. Mais uma vez  teve a sensação de estar um caco e se obrigou a levantar, mesmo que ainda muito fraco, para tomar um banho e tentar pelo menos beber um pouco de água.

Sair do quarto parecia a pior ideia do mundo porém o guia o fez e a primeira coisa que estranhou foi o dia não estar tão bonito lá fora como sempre estivera e as pessoas não estarem tão animadas, pelo contrário, todo mundo parecia imerso num mau humor súbito.
Procurou Nina que ao vê-lo, ficara branca, como se tivesse visto um fantasma e pelo estado que Jaehyun estava, ele achou que estava quase parecido com um mesmo.

- Dio mio! Onde é que você se meteu todo esse tempo?! - Nina gritava mais que o normal quase correndo na direção do amigo e segurando o rosto dele com força, analisando o estado. - O que aconteceu com você? Está definhando, parece até que não come há dias! Per l'amor del cielo, você tem muito o que me contar mas antes eu vou preparar algo com bastante sustância para você comer antes de desmaie aqui mesmo, aliás não sei nem se vai dar tempo, se o chefe chegar aqui e te ver ele vai te matar ou pior, te demitir...

Se Jaehyun não estivesse tão acostumado com o estilo italiano, ele com certeza teria tapado os ouvidos.

- Por que o chefe me mataria? Por estar falhando com a minha alimentação? - Perguntou num tom sarcástico.

E a moça respondeu com um olhar cético pra depois devolver:

- Você acha que funcionários que faltam e desaparecem logo no primeiro dia de temporada recebem o que? Castigo? Ficar sem sobremesa de graça por uma semana? Ah, faça-me o favor!

- Mas eu não faltei no meu primeiro dia, estou aqui.

- Faltou sim. - Ela rebateu e eles se entreolharam.

Então a mente de Jaehyun deu um estalo.

- Que dia é hoje?

- Dia 14. - Ela bufou largando o prato na frente do Jung. - Você precisa urgentemente de um calendário.

- Você tem certeza?

- Sim.

As mãos dele tremiam de ansiedade.

- O que aconteceu ontem então?

- Percebemos que você tinha sumido logo de manhã e as atividades que você teria foram canceladas. - Nina sentou enquanto começava a explicar, estava um pouco mais calma e empurrava a comida para que o outro começasse a comer logo. - Te procuramos por todos os lugares e você parecia ter evaporado, batemos no seu quarto e nenhuma resposta. O chefe ficou irado e os turistas estão beeeem insatisfeitos.

Pausa.

- Agora uma pergunta um pouco estranha: alguém morreu?

Ela arregalou os olhos.

- Não! Vira essa boca pra lá, eu hein...

Jaehyun abraçou a mulher, sentia vontade de chorar e só não o fez porque Nina naturalmente o mandaria para o hospício logo depois. Sentiu até o coração bater mais rápido e queria logo era ver Taeyong vivo. Sabia que não deveria criar esperanças mas já era tarde, sem querer tinha conseguido passar do dia 13 e isso já era alguma coisa, algo para se apegar.

Fez menção de se sair e Nina o impediu, o proibindo de ir embora sem comer e sem explicações, quais ele inventaria na hora. Ainda assim concordou em ficar, precisava ter energias para chegar até Taeyong.


Notas Finais


Considerações?
Até daqui a pouco ♡


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