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História Reencarnation (Isekai) - Capítulo 2


Escrita por: NetoFrost

Notas do Autor


Gente, mais um cap. O terceiro está quase pronto, mas vou postar amanhã pq tenho vida. Amém.
Na foto a baixo vcs estão vendo a espada do nosso amado Benjamin, aquela coisa fofa. Espero que gostem do cap <3

Capítulo 2 - Afinidade e descobertas


Fanfic / Fanfiction Reencarnation (Isekai) - Capítulo 2 - Afinidade e descobertas

   Não era a primeira vez em que visitei a capital. Mas sempre que vinha ficava maravilhado com tudo que tinha nesse lugar. Joalherias, restaurantes, lojas de armas e de armaduras. Naquele lugar você encontrava de tudo. Várias pessoas diferentes passavam por nós, guerreiros, arqueiros, magos, até homens fere. Depois de muito tempo descobri que existem várias raças nesse mundo, elfos, demônios, etc... eram tantas que cada dia você pode descobrir uma diferente.

   Seguimos em linha reta até a catedral, ela se encontrava no centro da capital, quanto mais perto do centro mais luxuosa as casas e as ruas se encontraram. Carruagens com detalhes de ouro, mansões com jardins enormes e claro que não podia faltar o castelo onde a família real morava. Era enorme e dava pra ser visto a quilômetros de distância.

   Chegando em uma construção estilo igreja católica, com enormes portas de empurrar e algumas estátuas do que pareciam anjos de cada lado da entrada, eu comecei a ficar nervoso. Minhas mãos suavam e me tremia um pouco, meu pai percebendo minha ansiedade colocou o braço em meus ombros em forma de conforto e foi andando comigo até uma fila onde haviam várias outras pessoas com seus filhos, entramos na fila e esperamos por nossa vez.

   Gritos, choros, risos, animações a mil. Todas essas emoções eram aleatórias dependendo do resultado que cada jovem tinha, confesso que preferia quando passava alguém feliz, aquilo me dava esperança. Eu não estava nervoso se eu tinha mana ou não, o que me preocupava era se eu tinha o suficiente para ser um guerreiro como meu pai, ou até um healer como minha mãe.

   Na minha frente tinha dois homens, eles eram os da vez. Um que parecia ser o pai, trajava uma armadura escura, parecia azul, uma enorme espada nas costas com símbolos que eu desconhecia. Ao seu lado imaginei ser seu filho, ele tinha a mesma altura do meu pai, e o porte físico um pouco mais magro, seus cabelos eram pretos, tinha um corte militar, ele não estava de armadura, mas o que usava parecia uma, braçadeiras, obreiras, peitoril, tornozeleiras e botas, todas da mesma cor a do homem ao seu lado. Uma espada um pouco menor se encontrava em sua cintura, sua latinha brilhava e claro que eu achei demais.

   Logo no centro tá catedral se encontrava um homem, com uma túnica branca, era bem velho, e mal se mecha enquanto estava sentado atrás de uma grande mesa. Na mesa havia um cristal do tamanho de uma melancia oval, ele brilhava em várias cores, e ficava pulsando energia.

- Finalmente um prodígio veio se consultar, estava ansioso pela chegava do herdeiro da família Levians. – falou o velho, estava bem mais empolgado agora, pelo visto o garoto a frente era importante.

“Ele é tão alto... que droga.”

- Meu filho já sabe qual o elemento dele, viemos apenas formalizar os documentos e ver qual o nível de sua mana. – o homem de armadura se vangloriava por já saber que seu filho tinha talento. Eu não fazia ideia de como descobrir meu elemento, sempre que tentava colocar minha mana pra fora do meu corpo, saia uma esfera roxa que parecia em chamas, não devia ser fogo, pois a do meu pai era normal, aquilo não era fogo.

- Que honra, por favor coloque suas mãos no cristal. – o garoto deu um passo a frente e fez o que lhe foi mandado.

   Em poucos segundos uma luz vermelha preencheu o cristal, simbolizando que o elemento dele era fogo.

- OH, que maravilha, pelo visto vai seguir o legado da família, sendo um guerreiro de fogo. Agora vamos ver até onde vai sua mana. – atrás do velho, havia um núcleo feito de cristal, e em volta desse núcleo vários círculos feitos também de cristal. A luz vermelha preencheu o núcleo e depois foi preenchendo os círculos até contar um total de 3 círculos completos e quase o quarto.

- Pai, o que são aqueles círculos? – perguntei na dúvida.

- Cada pessoa tem um máximo de capacidade de mana, aqueles círculos mostram o quanto essa pessoa possui no momento, quanto mais círculos mais poderoso vai ser o guerreiro ou mago. – explicou enquanto ouvia as pessoas surpresas pela quantidade de círculos que ele preencheu. – aquele garoto é um prodígio em pessoa, geralmente jovens preenchem apenas 1 círculo pois acabaram de aprender sobre sua magia, um adulto com título de platina consegue alcançar 9 círculos e eles são muito poderosos, um exército de um homem só, eu alcanço 7, sou bem forte. – falou se exibindo.

   Quando o garoto passou do meu lado percebi que ele me notou e me mandou um sorriso com um aceno de mão. Como se estivesse me encorajando. Seus olhos eram escuros como seus cabelos, seu rosto já possuía vestígios de uma possível barba. Eu estava com muita inveja de sua força, mas mesmo assim, respondi acenando com um sorriso. Não sei se foi impressão minha, mas seu rosto ficou levemente corado e ele desviou o olhar, parando em um canto da sala enquanto seu pai conversava com um dos homens que estavam na fila. Dava pra sentir seu olhar nas minhas costas, não podia fazer feio na frente do menino bonito.

- Coloque suas mãos no cristal. – com passos existentes coloquei minhas mãos ali, o cristal era gelado ao toque, mas assim que ele sentiu minha mana ficou morno, dava pra sentir que ele estava puxando minha mana pra ele mostrar meu elemento então deixei que ela fosse. O cristal brilhou na mesma cor que estou familiarizado, um roxo escuro e denso, conforme o tempo ia passando nos meus treinos noturnos, percebi que minha mana ia ficando cada vez mais escura, não sabia por que mas como não senti nada de estranho apenas continuei. – Santo Deus, um usuário das trevas! – dava pra ver pelo olhar que aquilo não era um bom sinal, olhei assustado pro meu pai e vi que o mesmo também estava surpreso, mas não assustado. Murmúrios foram ouvidos atrás de mim, as pessoas estavam assustadas com aquilo.

- Com todo respeito sacerdote, apenas continue com seu trabalho, estamos lidando com uma criança, e não com um assassino em massa. – Edward inquiriu sério e dava pra sentir a pressão que ele colocou no ar usando sua mana.

- Sim, sim, uma criança, realmente. Vamos continuar. – logo em seguida, senti que o cristal estava sugando minha mana e cada vez que ele pegava um pouco um círculo era preenchido, ele conseguiu puxar só 4 círculos, mas eu sabia que dava pra empurrar um pouco mais de mana nele. Com um pouco de concentração permiti que aquela sensação de energia se libertasse um pouco mais e quando estava pra preencher o décimo círculo senti a mão do meu pai em meu ombro. Seu rosto estava surpreso, mas havia preocupação então imaginei que era para eu me controlar, por que dava pra colocar mais uns 8 círculos ali, aquilo era fácil e divertido. Os olhos arregalados do sacerdote deixaram claros que ele estava ainda mais pasmo com tudo aquilo. – Como isso é possível, ao que tudo indica você tem capacidade de ser um grande mago, e com afinidade das trevas, igual ao...

- Igual a ninguém, ele se chama Benjamin Collins, meu filho. Obrigado pelos seus serviços. – cortou o sacerdote antes de dizer algo mais.

   Enquanto andávamos rumo a saída da igreja, o garoto do fogo acenou chamando nossa atenção e caminhando na nossa direção junto de seu pai. Chegando perto estendeu sua mão num cumprimento.

- Olá, me chamo Ethan Levians. Estou surpreso por acabar de conhecer um futuro mago! – apertei sua mão que era enorme comparado a minha. Nossos pais começaram uma conversa entre eles um pouco distantes, coisas de adulto.

- Oi, me chamo Benjamin, Benjamin Collins. Um prazer te conhecer. Acredite, não esperava que eu fosse ser um mago, não peça nenhum truque pois vou passar vergonha. – Ri sem graça.

- Mas o seu nível de mana é de dez círculos, isso é incrível, por si só. – dava pra ver o quão animado ele estava com aquilo, deve ser um máximo mesmo. – Como meu pai sempre diz, um mago, sempre vai precisar de um guerreiro, então espero te encontrar na academia da capital. – falou se virando e indo na direção de seu pai.

- Sim! Te encontro lá. – falei acenando. Quando meu pai chegou perto logo perguntei. – o que seria essa academia da capital?

- OH sim, não te contei ainda. É lá que você aprende o básico da sua afinidade, combate, história do mundo e depois que você termina, dependendo da sua nota alguma escola real de cavaleiros pode te convidar pra ser aluno.

   Então pelo que entendi, a academia da capital é tipo um fundamental, e a escola real uma faculdade. Ser convidado deve ser muito bom, meus pais não precisariam pagar por nada e iria ajudar economizando suas rendas. Não queria der trabalho pra eles dois, eu me importava muito com eles, então daria meu melhor pra conseguir um convite. Depois que vi papai dando uma moeda de ouro só pra ver meu elemento quase tive um infarto. A moeda nesse mundo é 100 moedas de bronze, equivalem a 1 moeda de prata, 100 de prata, 1 de ouro, 1000 de ouro uma de platina. Pelo que entendi, cada missão bem concluída do papai ele ganha 20 moedas de prata. Sendo que, todos os dias ele faz uma missão, então minha família não era pobre, mas evitar que eles gastem sem necessidade é a mesma coisa que salvar meu pai de um possível acidente.

   Quando chegamos em casa e contamos tudo pra mamãe, ela pulou de alegria, estava tão feliz, seus abraços estavam esmagando meus ossos, mas eu estava adorando toda aquela animação, estávamos felizes. Enquanto me concentrava em minha mana mais tarde ouço duas batitas na porta de meu quarto, e logo ouço os dois pedindo pra entrar.

- Oi filho mais poderoso do mundo. Meu filho! – se gabava meu pai sendo empurrado pro lado pela minha mãe.

- Não seja ganancioso só por ter afinidade demais, lembre-se, sempre haverá alguém mais forte que você. Nunca subestime seu inimigo. – falou mamãe enquanto se sentavam cada um de um lado meu na cama.

- Sim mãe, por vocês terem sido ótimos pais, me dando amor e carinho, eu tenho a cabeça no lugar. Não se preocupe. – Rimos do meu comentário.

- Bem, eu esperava que fosse um guerreiro... – começou meu pai enquanto me entregava um pacote quase do tamanho do meu braço, era um pouco pesado, pouca coisa. – então comprei isso pra você. É uma adaga, foi encontrada em uma dungeon, e um amigo meu me vendeu por ser mago também.

   Depois que desembrulhei o pacote, pude ver uma linda adaga, sua lâmina tinha por volta de 40 cm, seu tom era azul, imaginei que não era ferro ou aço como a espada dele mesmo. Uma bainha azul também adornada com ouro, um punho preto e bem confortável.

- Bem ainda bem que o senhor me deu uma espada. Eu só tenho habilidades de combate corpo a corpo, ainda não sei usar magia. Muito obrigado, adorei o presente. Melhor impossível. – falei abraçando os dois.

- Filho tem outra coisa que precisamos conversar com você. Referente a sua afinidade... – aquele assunto estava pra acontecer, e eu precisava saber por que ter magia das trevas parecia ser ruim, depois de pensar um pouco eu já estava amando. – A muito tempo atrás, o mundo sofreu uma catástrofe, um homem muito poderoso queria matar todas as pessoas do mundo, por sua magia ser das trevas ele fazia invocações vindas diretamente do submundo em hordas e hordas de monstros. Foi um tempo difícil, mas os heróis se uniram e subjugaram esse mal. – terminou acariciando minha mão, e meu pai passava sua enorme mão em minhas costas, me transmitindo conforto. – Depois de tudo que aconteceu, e isso faz alguns séculos, nunca existiu um dominador das trevas, e com isso, algumas pessoas ao seu redor, podem não aceitar que você seja alguém bom como eu sei que é meu lindinho.

- Independente do que aconteça, eu e sua mãe estaremos do seu lado, vou matar qualquer um que ameace vocês dois. – disse firme Edward.

   Então talvez eu sofra um pouco de preconceito, bem não é muito diferente de onde eu vivia antes desse mundo, mas a diferença, é que agora eu tenho meios de me defender, e possuía pais amorosos que estavam do meu lado. Daria pra lidar com isso bem fácil.

- Pai, mãe. Não precisam se preocupar, farei o meu melhor, deixarei vocês orgulhosos de um mago das trevas. – rimos da minha piadinha. – Algo mais?

- Sim! Amanhã se inicia sua jornada. Os Levians são muito ricos, o chefe da família conseguiu te incluir na turma desse ano, então pra não perder oportunidade, você vão começar amanhã, prepare suas malas!

   Dito isso, meu coração se agitou, estava ansioso denovo. Será que estaria na mesma turma que Ethan? Tomara que sim.

   Depois de colocar algumas roupas em uma mochila, pois lá tem um uniforme que todo aluno deve usar, e por ser uma academia de prestígio eles optaram por ser tipo um colégio interno, então eu dormiria lá também.

   Aquele dia estava fervilhando em minha mente. Estava muito ansioso com tudo que aconteceu e ainda ia acontecer. E com isso depois de muito se passar peguei no sono.


Notas Finais


Críticas são bem vindas. Me ajudem a melhorar.

Espero que tenham gostado hehehehe


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