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História Reencarnei como uma personagem que nem sequer foi mencionada - Capítulo 1


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Notas do Autor


Depois revejo o texto. Eu estou escrevendo essa história me inspirando em vários isekai que eu li. Para representar os personagens, estarei usando personagens dos manhwas Suddenly became a princess one day, Lady baby entre outros.

A história terá coisas sérias, mas também comédia -- como referências a animes, séries, filmes, por exemplo. Porém, tudo usado em momento certo para não estragar a história.

As postagens não terão datas para sair. Espero que entendam, pois preciso respeitar os títulos nobiliárquico, como cada um se refere ao outro, e claro, ter cuidado com a forma de falar dos personagens. Não posso colocar um dizendo "e, aí Vamos dá rolé, brother?". kkkkkkkkk Preciso ter cuidado. Ah! Os próximos capítulos serão bem grande.

Bom, só isso. Espero que gostem. ><

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Reencarnei como uma personagem que nem sequer foi mencionada - Capítulo 1 - Prólogo

 

Eu sentia uma mão grande batendo de leve em minhas costas e meu corpo deitado sobre algo enorme que parecia ser um antebraço. Em seguida, meu corpo, que estava inclinado para baixo, foi girado para cima, me deixando deitada, e uma pressão forte sobre a linha de meus mamilos se era presente.

De repente, senti algo macio se encostar sobre os meus lábios e assoprar — a sensação de falta de ar e inchaço estava insuportável.

— Querido, por favor, a salve! — comecei a escutar uma voz feminina acompanhada por um choro e várias vozes baixas ao redor. Novamente eu estava inclinada de cabeça para baixo, e aquela sensação horrível foi diminuindo a cada tossida que eu dava, fazendo então que o excesso de água que engoli fosse se esvaindo pela minha boca. — Oh, meu Deus! Ela está viva! Ela está viva!

Eu olhava atordoada para os lados, sem entender toda situação. E antes de eu fixar melhor minha vista e tentar processar tudo, senti uma enorme dor tomar conta de mim e tudo ficar escuro...

 

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Mexi meus olhos com dificuldade, sentindo minhas pálpebras pesadas. À medida que eu abria mais meus olhos, uma sensação de alívio tomava conta de mim por ainda estar viva, e em poucos segundos a visão de uma bela mulher de pele negra e olhos castanhos mel se fez presente. Seus cabelos negros estavam trançado para trás, no estilo trança nagô, e sua vestimenta era uma túnica branca de linho com detalhes de bordados dourados nas mangas e pregas.

Ao perceber a luz verde que saía de suas mãos até o meu corpo, me contorci para trás, por causa do medo.

— Calma, pequena. Não há nada para que possas temer. — sua voz era tão serena que trazia um certo conforto. Ao seu lado tinha um belo homem, alto, de olhos azuis claros como céu, que trajava um sobretudo cor café sobre uma blusa branca e uma calça cinza. Seus cabelos, que pareciam sedosos, eram escuros e estavam penteados para trás, tendo uma pequena mecha no meio que estava caída sobre sua testa.

Mesmo sem eu entender o motivo de eu estar nesse lugar, nem mesmo por eles parecerem enormes, — e essa luz verde que saía das mãos dela e que estava me fazendo sentir cada vez melhor. — eu comecei a procurar pela minha amiga, com o olhar.

Tínhamos saído ela, eu, seu namorado e alguns amigos para aproveitar um dia na Cachoeira do Urubu, regado a muita bebida, claro. Eu não queria ir, por não gostar muito de sair e andar com motoristas bêbados, mas ela disse que eu estava precisando espairecer um pouco, pois minha vida toda foi ficar mais presa em casa por causa da minha mãe que era muito rigorosa.

Por sua criação bastante dura e privativa, eu não tive uma infância e uma adolescência normal, o que atrapalhou muito minha vida como adulta. Tive poucos amigos, e minha vida era mais o trabalho, assistir animes e ver meus mangás, manhwas, manhuas e novels que eu amava ler na net. Por causa disso, a Eloísa insistiu para que eu fosse junto. Ela disse que eu precisava deixar essa “otakice” de lado e aprender a amar homens de verdade e não “desenhos".

Decidi ouvir seus conselhos, pois aos trinta e cinco anos eu nunca tive um namorado, e todos os homens que eu me apaixonei não eram reais.

Tadê a Eloita? — arregalei os olhos ao perceber o que saíra da minha boca. Eu estou doida ou essa voz de bebê era minha?

— Vejo que você já está bem. — a mulher comentou entre em sorriso gentil. — E pelo visto, é bastante progredida.

— Irei chamar minha esposa. Eu já retorno, sacerdotisa. — o homem fez uma pequena reverência à mulher, com um sorriso genuíno nos lábios, e caminhou em direção a grande porta de madeira na cor branca.

Eu estava muito confusa. Eu não sabia quem eram essas pessoas, nem onde eu estava, e sentia que o mundo estava muito maior do que realmente é. De repente, me toquei em algo que eu não tinha percebido desde o início — pequenas mãozinhas e pequenos pezinhos estavam agora em meu campo de visão.

— Tá de brincadeira, não é?! — soltei em pensamentos, desesperadamente, ao notar que eram meus. Eu mexia, sucessivamente, tentando negar para mim mesma que esses pés e mãos de bebês me pertenciam.

— Por que estás tão agitada, pequena? — a mulher acariciava ternamente minha cabeça. Fechei meus olhos; eu precisava refletir um pouco e tentar recordar da última coisa que me lembro.

Vejamos... A Eloísa e eu chegamos ao lugar no carro do namorado dela, junto com dois amigos — um deles, ela estava tentando jogar para mim junto com seu namorado. Ele era dois anos mais novo que eu e trabalhava como garçom.

Em outro carro foi mais dois amigos de seu namorado e três garotas. Começamos a beber, e eu me sentia um pouco desconfortável com o jeito que o cara que me tratava.

Eu não estava muito acostumada com homem me acariciando, tirando o gato que tive e que uma vez ou outra pegava um rato e soltava em minha cama.

Sei que fui com a intenção, mesmo que sem muita vontade, de ficar com ele, mas era muito novo para mim essa coisa de “ficar". Depois, a Eloísa começou a discutir com o Carlos, pois depois de ter enchido muito a cara, ela achou que ele ficou olhando demais uma das garotas que estavam presente. Então, ela saiu bastante bêbada para o lado um pouco afastado de onde estávamos.

Decidi ir atrás dela, pois ela estava muito bêbada, mesmo os amigos do Carlos ter recomendado deixá-la sozinha para ela se acalmar. A chamei várias vezes para voltarmos até onde os outros estavam, pois estávamos um pouco longe deles, e cada vez mais ela se afastava deles, indo em direção pelo caminho da cachoeira, onde era possível notar a correnteza.

Enquanto passava, se desequilibrou por causa da bebida e foi arrastada. Comecei a gritar por socorro, e não vendo ninguém aparecer, o desespero tomou conta de mim. Se eu fosse atrás deles, eu não saberia para aonde a correnteza a levou, e se eu entrasse na água, eu não saberia se conseguiria sair viva.

Eloísa foi à única que não me chamava de esquisita por eu viver estudando até mesmo no intervalo — foi à única que me perguntou sem nenhum deboche, por que eu exagerava nos estudos, se eu tirava notas altas.

Ela foi à única amiga que soube por mim que minha mãe me espancava a cada nota não perfeita, mesmo que fosse um nove vírgula cinco, e que jogava em mim todas suas frustrações.

Ela foi à pessoa que estava presente nos poucos momentos de felicidade que tive em minha vida. Eu não podia sair para pedir ajuda, e na volta, saber que foi levada pelas águas e nunca mais vê-la viva. Se eu não conseguisse salvá-la, então iríamos morrer junta...

Lembro-me de eu correr cada vez mais em sua direção, sendo levada também pela água. O desespero de impotência, da água cada vez mais entrando em minha boca, e meu corpo imergindo e emergindo, foi desesperador.

Eu sabia que nossa morte estava cada vez mais próxima, e eu não podia fazer nada para mudar isso. Então, depois ficou escuro, e quando abri os olhos eu estava sendo salva por alguém...

— Graças a Deus! — abri os meus olhos, vendo uma mulher loira de olhos rosa rubi vindo em minha direção, tendo aquele homem de olhos azuis logo atrás. Arregalei meus olhos com a cor de olhos tão incomuns. Ao reparar melhor em sua roupa, notei que seu vestido parecia aqueles de época que eu via nos manhwas que eu tanto lia. Seu vestido era longo, todo rodado, na cor amarelo e branco. Tinha botões na parte da frente e mangas compridas. Logo me senti sendo tirada da cama, e ser levada para seus braços. — Graças a Deus! E graças a você, sacerdotisa. — ela olhava agora para a mulher, e sua voz estava embargada por causa do choro.

Eu não entendia o motivo de estar nesse lugar, tão pouco de estar como beber, mas cada vez mais algo estava ficando claro pra mim: eu não estava mais em Pernambuco, estado localizado na região nordeste do Brasil onde nasci e vivi.

— É um prazer ajudar-te, condessa Cecylia. — abaixou um pouco a cabeça, fechando os olhos por poucos segundos, e logo em seguida a levantou.

Senti meus olhos arderem e as lágrimas agora se fazia mais presente.

Agora não tenho mais dúvida... É aquela coisa de reencarnação que tanto está famosa nas histórias, não é? Eu morri afogada e reencarnei como esse bebê, não é?

Eu me lembro de ter sentindo uma mão grande batendo em minhas costas, uma pressão sobre a linha de meus mamilos e depois algo macio tocando meus lábios. Agora tudo faz sentindo. Era esse homem fazendo os procedimentos de primeiros socorros.

De algum modo, esse bebê morreu afogado ao mesmo tempo em que eu, e minha alma foi colocada no corpo dela. E se eu morri, quer dizer que... A Eloísa... A Eloísa também morreu.

— Aaaaah! — eu comecei a chorar muito alto. Essa dor estava rasgando dentro do meu peito. Era surreal eu ter virado um bebê.

Se a sacerdotisa usou os títulos nobiliárquicos “conde" e “condessa”, e o fato dela ter usado algum tipo de poder curativo em mim, provavelmente não estou mais no meu mundo — tudo que eu sempre sonhei ao ler aquelas histórias que tanto me fez feliz.

Mas a que preço? Se fosse só eu que tivesse morrido, tudo bem, eu não tenho família, não tenho filho e só a Eloísa realmente iria sentir minha falta, mas ela... Ela também se foi. E não quer dizer que eu aparecer aqui, ela também vai. E mesmo se acontecesse, como eu a reconheceria?

— Calma, meu anjo. Titia Cecylia está aqui. — eu sentia uma mão acariciando minha nuca. Eu estava nos braços da mulher que me segurava com muito cuidado e carinho.

— Ela provavelmente deve estar com fome. É notável que ela não era bem alimentada, e os machucados que continham em seu corpo comprovam que ela vivia sofrendo violência física. — parei meu choro ao ouvir o que a sacerdotisa dizia.

— Querido, mande a Janete preparar um mingau para ela, por gentileza.

— Tudo bem, querida. Eu já volto. — em poucos segundos, ele estava abrindo a grande porta de cor branca e saindo de nossas vistas. Eu fungava baixo; eu estava arrasada.

Diferente de mim, Eloísa tinha um filho do seu primeiro relacionamento. Tinha pais generosos que ficaram com o Gabriel para que pudéssemos sair por algumas horas.

Agora, ele está sem mãe. E tudo minha culpa.

Ela estava muito bêbada — eu não deveria ter a deixado seguir por aquele caminho. Eu deveria ter a puxado pelo braço e a arrastado até onde estavam o pessoal.

Eu... Eu me sinto tão mal.

 



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