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História Reencarnei como uma personagem que nem sequer foi mencionada - Capítulo 3


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Notas do Autor


Me desculpem qualquer erro. XD Explicação nas notas finais. Boa leitura, e muito obrigada pelos favoritos e comentários. XD

Capítulo 3 - Escolhendo um nome


Fanfic / Fanfiction Reencarnei como uma personagem que nem sequer foi mencionada - Capítulo 3 - Escolhendo um nome

 

Aquele sonho com a Eloísa... Por pouco tempo tive o alívio de saber que todo aquele desespero que senti ao ver que iria perder minha querida amiga, e que todo horror de estar também morrendo afogada era tudo um dos pesadelos que uma vez ou outra eu tinha.

Fiquei muito feliz de estar em meu corpo novamente, e de vê-la viva e alegre como sempre foi. Mas logo a realidade bateu em minha porta e me deixou devastada... Tudo aquilo era real, e ainda estou nesse corpo frágil, de uma pobre garotinha que foi morta pela própria mãe. Saber que a menina foi afogada em uma banheira pela pessoa que deveria lhe amar e proteger de todo mal, foi muito entristecedor.

Assim como eu, ela não foi amada por sua mãe — espancada, xingada e odiada sem nunca ter feito nada de errado. Mas no caso dela foi muito pior. Minha mãe nunca chegou a esse estremo comigo.

Pelo o que a senhora Margareth disse, ela nunca tinha passado tanto assim do limite, de tentar matar a garotinha. Porém, do nada, ela chegou aos berros, já quebrando tudo, dizendo que a culpa era da criança por ela não poder casar com o visconde com quem estava se relacionando. Exaltada, pegou a garota e começou a bater. Como sempre, ao ver as agressões, a senhora Margareth pegou a pequena e salvou dos espancamentos. Ela era a única que fazia isso, pois os outros, mesmo com dó da menina, não se mexiam para ajudá-la com medo da violência de sua patroa e de serem demitidos.

Por ser a condessa quem pagava os funcionários, ela não despedia a senhora pela sua “insolência” de ir contra sua senhora, já que dos empregados Margareth era a mais antiga — trabalhava desde o tempo que seu pai era vivo, e a condessa não iria gostar nem um pouco de saber que a mulher não trabalhava mais na casa.

Ao ver que ela estava mais descontrolada do que o normal, e que dessa vez poderia fazer algo pior com a filha, a senhora pediu a empregada Penélope para chamar o conde e a condessa para ajudá-la. Mas no tempo em que eles ainda estavam a caminho, a mulher tomou a garota com um empurrão forte que deu na mais velha e se trancou no banheiro para se livrar do “motivo” de todas suas desgraças.

Foi muito duro ouvir que uma pessoa pode fazer isso com um pobre anjo, e pra piorar, a pessoa ser a própria mãe.

E como eu não pensava que essa mulher pudesse ser mais tão deplorável, nem dar nome a sua filha, ela deu. A senhora disse que a mulher chamava a coitada de “coisa”.

Em pouco mais de dez meses de vida da garota, esse monstro nem sequer nomeou sua filha.

Como combinado, após a conversa que teve com a condessa e o conde, ela foi informar aos outros empregados que viessem às três da tarde para receber sua contribuição pelos os serviços prestados a Lilyan e uma carta de recomendação, o que facilitará a encontrar outro emprego.

À tarde, todos apareceram. Era um jardineiro, uma cozinheira, e mais três empregadas, fora à senhora Margareth. Parece que quem bancava toda a casa e regalias da mulher era a condessa, que é irmã mais velha de Lylian.

Os empregados informaram que horas depois de ter fugido, já que o conde e a condessa estavam mais preocupados em salvar a garota, ela voltou de madrugada, pegou algumas malas, suas joias, tudo que tinha no cofre e fugiu.

— Você tem certeza que deseja fazer isso? — o conde perguntou com uma expressão muito séria para a condessa que terminava de me vestir. Fazia poucos minutos que terminei de ser banhada. É um pouco constrangedor ser vista pelada por outras pessoas, mesmo eu sabendo que agora eu sou um bebê.

— Eu tenho... — ela soltou com o tom fraco e um olhar melancólico. Eu estava em grande quarto de paredes brancas, sobre uma cama tão grande que só vi em filmes e em alguns manhwas que li. No quarto, que tinha o tamanho da metade da minha casa, havia um armarinho branco de três gavetas, no lado esquerdo e direito da cama, tendo um abajur por cima.

A frente da cama, andando poucos metros, ficava uma mesinha de centro, retangular, por cima de um tapete vermelho e tendo dois sofás de veludo e coro na cor marrom, um a frente do outro. No lado direito, tinha uma porta que dava lugar para um banheiro, onde tinha uma banheira grande, uma privada, um armarinho branco, duas prateleiras com produtos de higiene e um chuveiro. No lado esquerdo ficavam três janelas, retangular na parte de baixo e em arco na parte de cima, tendo cortina cor de vinho as cobrindo. Ao lado esquerdo da porta, se encontrava um criado-mudo, com um espelho, e sobre ele tinha vários cremes, maquiagens e perfumes, inclusive uma escova de cabelo e um pente.

Ao lado esquerdo dele, havia um guarda-roupa branco, e no lado direito da porta, uma poltrona do papai, na cor marrom, e na parede um relógio antigo de madeira.

— Você sabe muito bem o que ocorrerá, assim que ela for encontrada e sentenciada, não é? — lhe abraçou por trás, e no mesmo instante pude ouvir o suspiro dela e uma lágrima escorrer pela sua bochecha.

— Hum... — assentiu com a cabeça. — Eu não posso fechar meus olhos, mais do que eu já fechei, conde. Eu desconfiava que minha irmã a maltratava, por não me deixar vê-la com desculpas duvidosas e pelas atitudes dos criados, mas fechei meus olhos, enganando a mim mesma que ela jamais poderia fazer algo desse tipo. — suas lágrimas aumentaram, caindo agora sobre o macacão azul que eu vestia. — Se eu tivesse obrigado-a a me mostrar a minha sobrinha, eu teria descoberto e evitado todo o sofrimento que esse pobre anjo passou.

— Não chores, meu amor. — ele beijou com ternura a sua bochecha direita. — Não foi sua culpa.

— Mais tarde, você realmente irá mandar uma carta de visitação para aquele homem? — de que homem ela está falando? E por que sua expressão está séria, e a empregada agora olhou para os dois com espanto?

— Você sabe que a lei diz que em uma separação, os filhos ficam com o pai. Mesmo eles não sendo casados, o grão-duque é o pai desta criança. Por isso, antes de pensarmos em ficar com ela, precisamos ter em documento que ele, o pai e detentor do direito da guarda da criança não a quer e está passando para nós.

Quem é o pai dessa garota? Pelo o que me lembre, grão-duque é um título nobiliárquico superior a duque, e inferior a arquiduque. Então, ele é um homem muito poderoso.

— Como se aquele homem se importasse com ela. Ele não passa de um ser desprezível. — estranhei o tom raivoso dela e uma expressão bastante desgostosa.

— Apesar de tudo, amor. Precisamos seguir a lei. — voltou a beijar sua bochecha. — Agora, eu vou sair, pois preciso denunciar a sua irmã pela tentativa de assassinato e pelos os abusos. A Margareth e mais duas criadas concordaram em servir como testemunhas, e a sacerdotisa Aurora informou que irá depor em que situação estava à garota. Na volta, prepararei a carta, para levarmos a criança e o documento de sua guarda.

— Tudo bem. — suspirou fundo e deu em seguida um selinho nele. — Vou sair daqui a pouco com a Grace para poder comprar algumas roupas para a pequena, pois ela está usando as roupas de bebê do Simon. Comprarei fraldas também, já que só compramos uma ontem à noite, por causa da afobação, e também vou ver alguns produtos de higiene indicados para bebês. — avisou, me levando aos seus braços.

Eu realmente não entendo por que existem fraldas descartáveis aqui nesse mundo. Por lembrar o século dezenove, creio eu, não deveria ser de pano?

Outras coisas que me intriga é a existência de abajur e lâmpadas, sendo que não vejo fios, tomadas, nem interruptores por perto. Na sala, mais cedo, notei a existência de um rádio, mas assim como os abajures, eles não têm cabos de alimentação. Será que são a pilha?

— Você quer ir na carruagem principal ou na outra, querida? — ele pegou em minha mão direita e começou a balançar, com um sorriso animado em seus lábios.

— Utilizarei a outra mesmo, querido. — ela me deu um beijo na minha bochecha. Fechei o meu olho direito por causa do espanto pelo beijo repentino, e a olhei desconsertada. Eu não era acostumada a receber beijos, nem mesmo na bochecha. — Grace, — olhou para a empregada que estava um pouco afastada dela e de pé. — por gentileza, você poderia ficar com ela por um momento enquanto me banho?

— Claro, senhora! — a mulher, que aparenta ter seus dezenove a vinte anos, concordou bastante animada. Seus cabelos eram longos, soltos, na cor castanho escuro. Na frente tinha uma franja cobrindo uma boa parte de sua testa, e em seu rosto havia um óculos de armação preta. Assim como as outras empregadas, ela calçava um sapato preto, e trajava um vestido da mesma cor, indo até um palmo acima do tornozelo, com mangas longas, tendo na parte da frente alguns botões pretos. Por cima dele havia um avental branco, que combinava com a argola branca e a parte do punho do vestido. — Muito obrigada. — sorriu animada, me entregando a ela.

— Papai já vai, mas à noite retorna, princesa. — ele disse sorridente, com aquela vozinha que fazemos para falar com crianças, balançando mais minha mãozinha; logo em seguida deu um beijo em minha bochecha, me fazendo ficar bastante desconsertada.

Além de eu não ser acostumada a ser beijada, ele é um homem muito lindo.

— Papai? — a condessa olhou sorridente para ele, que logo retribuiu seu sorriso.

— Se tudo sair como esperamos, cuidaremos dela como se fosse nossa filha.

— Você realmente não se preocupa de dar seu sobrenome a ela? — segurou suas mãos delicadamente.

— Por que eu me arrependeria? Ela será agora o nosso terceiro tesouro.

— Por isso que te amo! — lhe abraçou animada. Pela idade dos filhos, eles devem estar casados há mais de cinco anos, e mesmo assim agem como se tivessem ainda em namoro.

Olhei para o lado, e me surpreendi com o olhar da empregada que parecia estar vendo seu shipper favorito sendo concretizado.

Logo ele se despediu de nós, outra vez, e partiu. Já a condessa, foi tomar banho, sozinha — fiquei completamente espantada, já que nas histórias que vi os nobres tomavam banho com a ajuda dos empregados.

 

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E Cecylia já estava arrumada. Vestia um vestido verde claro, com bordado da mesma cor, sendo que em tonalidade mais forte, todo rodado. Em sua cabeça havia um chapéu grande, tendo uma flor modesta como decoração, e em seus pés um sapato de salto baixo.

Ela descia comigo nos braços, tendo a Grace logo atrás.

Eu ainda estou impressionada com a beleza desse bebê. Não sei a quem ela puxou, mas ela é muito bonita com seus olhos azuis intensos e brilhantes como se fossem duas pedras preciosas, e cabelos tão radiantes como sol.

Fico me perguntando como alguém tem coragem de ferir uma coisa tão fofa como essa.

— Mamãe! — os dois filhos dela, que estavam sentados no sofá da sala, vinham em nossa direção. Edgar se aproximava andando calmamente, e a chamou com o tom calmo, enquanto Simon se aproximava correndo, todo animado, e a chamou quase que aos berros. — Não grite! — Edgar deu um cascudo na cabeça de Simon que soltou um grande ai.

— Por que você fez isso?! — gritou de volta para o irmão, que trajava uma bermuda cinza claro, com cintura alta, indo até os joelhos, e uma camisa social cinza escuro com lista. Já Simon, vestia uma jardineira verde por cima de uma camisa branca social, e uma gravata borboleta.

— Você não percebe que seus gritos podem assustar a nossa irmãzinha?

— A Bernadete não se assustaria comigo! — resmungou irritado para o irmão.
Já eu, ergui uma sobrancelha. Como assim Bernadete? Eles não pretendem me nomear com esse nome, né? Pois toda vez que me chamarem assim, já irei esperar uma senhora colocar a mão dentro de uma vasilha e jogar milho pra mim ou vir com uma vasilha pra ordenhar leite.

— Esse nome é de vaca! O nome dela será Anasthasa Angelelee Cynburleigh Bredgitt de Anntoniett Thompson.

Quê?! Tá louco? Como vou conseguir memorizar tudo isso? E como uma criança consegue pronunciar isso? Eu só memorizei o Anasthasa.

— Quê?! Esse nome é muito grande. — o loirinho estava tão chocado quanto eu.

— Os dois parem agora! — a condessa mandou já após ter descido a escada. Eles estavam apenas um metro de nós três.

— Mas mãe...!

— Pa-rem a-go-ra. — soltou com o tom sério, fazendo os dois pararem.

Pelo o que me lembro de manhã, após ela me apresentar aos dois, o mais velho, Edgar, tem cinco anos. Ele é muito parecido com o seu pai, com seus olhos azul cor de céu, cabelos escuros e curtos — sendo que o dele, muda um pouco o corte e penteado.

Já Simon, o mais novo, tem quatro anos. Seus olhos e cabelos são das mesmas cores que da mãe, sendo que seu cabelo é curto. Edgar aparenta ser mais sério, já Simon, extrovertido.

— Sim, mamãe. — como os dois são fofos. Eu queria muito ter sido mãe, mas eu era muito tímida e covarde para tentar ter um relacionamento. Me pergunto se eu não tivesse crescido da forma que cresci, se antes de eu morrer eu não teria tido pelo menos um filho como a Eloísa.

Fico me perguntando como estão todos agora ao saberem de nossa morte... Como está o Carlos, os pais dela, e o... O Gabriel.

— O nome dela vai ser um que combine perfeitamente com ela, como Anabelle.

— Não! — gritei em pensamentos, ao mesmo tempo em que instintivamente  virei à parte do meu corpo que estava de frente para os garotos, para ela, lhe acertando sem querer com um tapa no queixo. Meus olhos se arregalaram, e um medo devastador tomou conta de mim. Ela vai me bater. Tenho certeza que vai me bater. Fechei meus olhos, me colhendo um pouco, já esperando pelos os tapas que eu ia levar pelo o que fiz.

— Hum... — soltei confusa, a sentindo erguendo minha cabeça um pouco para o alto, para que eu fitasse sua face.

— Feio! — soltou com o tom sério e rigoroso, mas não alto. — Muito feio! Não se deve bater na face de outra pessoa. Muito feio.

Eu não entendia nada. Por que ela não me bateu?

— Não pode bater na nossa mãe, Bernadete! Isso é muito feio. — Simon soltou com um tom triste.

— Seja uma boa menina e não cometas mais isso, Anasthasa. — dessa vez era o Edgar.
Senti meus olhos lacrimejarem. Não era pelos sermões, era por... Por eu estar muito confusa, e o medo de apanhar ter se dissipado. Quando era minha mãe, ela me batia por qualquer coisa. Até mesmo por derrubar uma colher no chão.

— Calma, amor. — a condessa acariciava minha cabeça. — Não chores. — me deu um beijo carinhoso em minha face. — Mas não faças mais isso, pois é algo errado de se fazer.

— Será que ela não gostou do nome, minha senhora? — a Grace perguntou confusa. Ela estava em pé, ao lado direito de Cecylia. — Ela é tão calminha, e fez isso pela primeira vez, e foi logo quando minha senhora falou nesse nome.

— Eu não creio que ela entenda muito bem o que nós falamos. Ela ainda está na fase de aprendizagem, não reconhece todas as palavras.

Eu não quero ter esse nome. Não é que eu ache feio, longe de mim. Ele é muito lindo, mas tanto o Carlos quanto a Eloísa usavam para me zoar desde o dia que me pegaram dormindo com um vestido branco, com o cabelo amarrado e repartido no meio, e sentada na cadeira de balanço da avó dela. Eu não quero ter o nome que usavam pra me zoar, me comparando a uma boneca de terror, que por sinal era mais feia que o cão chupando manga.

Eu não sei se será certo eu fazer isso, mas eu realmente não quero ter esse nome.

Nao... — era um pouco complicado pronunciar as palavras. Será que é por eu ainda ser um bebê? Notei que elas duas me olharam impressionadas pelas palavras ditas. — Nao quelo eti nomi.

— Oh, minha senhora! — Grace gritou impressionada por eu ter dito uma frase completa, mesmo que pronunciada  errada.

— Desde quando falas, pequena? — a condessa perguntou tão espantada quanto à outra.

— Olha, Edgar! Ela já sabe falar. — eu ouvia o tom animado de Simon vindo detrás de mim.

— Eu estou vendo! — Edgar soltou orgulhoso.

— Se não gosta do nome Anabelle, que tal Bernadete? — esse menino ainda insiste nesse nome?

Com a pergunta dele, eu apenas gesticulei em negativa com a cabeça.

— Viu?! Ela jamais iria gostar desse nome. Ela vai preferir o Anasthasa Angelelee Cynburleigh Bredgitt de Anntoniett Thompson. — Edgar falou orgulhoso do nome dito.

Porém, eu fiz uma careta.

Como vou querer esse nome se nem sei pronunciar até a metade? Como fiz com Simon, gesticulei em negativa, fui fazendo isso a cada nome que eles citavam, até...

— Gabrielle? — hum... Gabrielle parece um nome normal, e não é difícil de pronunciar como alguns nomes que eles citaram. Pra demonstrar que gostei, assenti com a cabeça, dando um sorriso meigo pra ela. — Finalmente um nome que gostou! — ela me abraçou animada.

— Eu ainda estou muito surpreendida por ela entender bem o que falamos. Será que ela é um gênio, minha senhora? — Grace indagou animada, juntando suas duas mãos a frente de sua boca.

— Não sei. Mas não importa muito. O que importa é que ela está viva e saudável. — roçou sua bochecha na minha, com um olhar tão terno e um sorriso tão gentil que deu vontade até de chorar.

Eu nunca recebi um carinho desse tipo, de uma mãe. Então pra mim é tão novo... Tão estranho, e ao mesmo tempo tão bom...

 

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Não ficamos muito tempo na sala, e logo a condessa mandou chamar dois guarda-costas para nos acompanhar. Entramos em uma carruagem estilo Landau preta. Ela era grande, e continha quatros cavalos para puxá-la.

As janelas estavam fechadas com as cortinas, por isso não deu pra ver muito as ruas por onde passávamos. Mas ao pararmos em uma butique especialmente para crianças, vi que as estradas eram todas feitas de pedras.

Havia lojas luxuosas perto uma das outras, com seus letreiros em madeira pura — algumas na cor preta, outras branca, vermelha, verde, azul, e até  amarelo, com as letras talhadas em tinta dourada, branca, preto, vermelho, verde, e até mesmo azul.

Pela rua passavam poucas carruagem, e algumas pessoas — mulheres com seus vestidos longos, rodados, alguns até com calda, e seus chapéus e sombrinhas que lhe protegiam do sol. E os homens com seus tipos trajes, onde continha calças, camisa, tendo por cima jaquetas ou paletó.

Não olhei muito ao redor, pois após dar a ordem para o cocheiro lhe esperar um pouco mais a frente, ela foi adentrando comigo, os dois pequenos, os dois guardas e a empregada que veio junto.

No lugar, uma mulher de pele negra, cabelos vermelhos e olhos da cor de âmbar veio nos receber. Eu fiquei olhando bastante o tom incomum de seus olhos, e pelo o jeito, creio que a minha suspeita da cor dos olhos da condessa e de Simon de ser uma lente, é totalmente nula. Acho que nesse mundo as pessoas nascem com diferentes cores de olhos, e não duvido nada que esse vermelho do cabelo dessa mulher também seja natural.

A mulher, que a condessa se referiu como senhorita Escarlate, nos recebeu de uma forma respeitosa, e foi nos apresentando diversos tipos de roupas e sapatos, que Cecylia foi adorando. Ao comprar tudo, mandou que entregasse em sua casa, junto com a conta, e logo em seguida ela foi comprar algumas coisas pra mim, como leite, massa para fazer mingau, fraldas descartáveis, talco, panos umedecidos, cotonete e tudo que um bebê precisa.

Por algum motivo, muitas coisas aqui ao mesmo tempo em que lembra o tempo que havia nobreza e plebeus, lembra a uma época próxima da que eu estava.

As embalagens das fraldas eram mais simples, assim como a aparência delas.

Chegando à casa — que pra mim está mais para mansão pelo o enorme tamanho, assim como seu jardim que tinha uma fonte com anjo nele. — era já por volta das sete, mas parecia por volta das quatro horas por ainda estar claro.

Ela subiu com Grace, que tinha ido conosco, e mandou as outras três subirem para ajudar a guardar as roupinhas em um criado-mudo, que fica em dos quatros de hóspede.

Pelo o que ela falou mais cedo, vai mandar confeccionar um especialmente nos tons brancos e rosa, assim como berço que colocarão no quarto junto dos de Simon e Edgar.

Depois de arrumar, mandou três empregadas ajudarem Edgar e Simon a tomarem banho, enquanto ela e Grace davam um banho morno em mim.

Não demorou muito para o conde chegar.

Ele apenas cumprimentou a condessa, a mim, e em seguida se dirigiu para seu escritório, escrever a tal carta.

Uma hora e meia depois, estávamos todos reunidos na mesa. Para o meu jantar, a condessa mandou fazer batatinha cozida, que esmagou no pratinho, colocando por cima carne cozida, picada.

— Conde, eu já ia esquecendo. — dizia orgulhosa pra ele. — A nossa filha já fala frases completas, e pelo visto, é bastante inteligente.

— Que lindo! Papai está muito orgulhoso. — acariciou minha cabeça com sorriso largo em seus lábios. Estávamos sentados em uma mesa de madeira pura, de dez cadeiras, que estava forrada com uma toalha vermelha que ia do início da mesa até o final, cobrindo apenas o centro. Sobre a mesa tinha vários pratos, inclusive bife assado. Parece que eles gostam muito disso. Simon e Edgar estavam sentando no lado que tinha quatro cadeiras, já Cecylia, seu esposo e eu estávamos sentados a sua frente. Eu estava em uma cadeirinha de bebê, que provavelmente foi de um dois garotos. O que me deixava um pouco desconfortável é ter as empregadas em pé. Esse costume é um pouco incômodo pra mim. Sinto vontade de mandar sentar e pegarem um prato pra comer também. — A condessa já escolheu o nome dela?

— Bom, eu queria Anabelle, mas ela não gostou muito.

— Nem mesmo de Bernadete. — esquece esse Bernadete, pelo amor de Deus.

Que cisma com esse nome.

— Fomos dizendo vários nomes, e ela gostou mais do Gabrille. — ela o avisou.

— Que nome lindo! — segurou meu queixo delicadamente. — Tão lindo quanto à dama que o tem. — joguei minha cabeça para o lado, para esconder o meu rosto por causa da vergonha.

— Nossa princesinha está com vergonha! Com papai não pode, ele já é da mamãe. — dona Cecylia, não me mate de vergonha mais do que eu já estou morrendo.

Com o que ela disse, todos riram, o que me deixou mais vermelha. Depois disso, continuamos a ter um jantar agradável que eu jamais tive em minha vida como Paloma — um jantar em família.

 


Notas Finais


Pàloma, agora Gabrielle, tem mais de dez meses.
Simon tem quatros anos, mas falta pouco para o cinco.
Edgar tem cinco anos, falta pouco para seis (coisa de dois meses. Ele e Simon completa no mesmo mês, mudando os dias. Quando Edgar estava com uns três meses, Cecylia engravidou de Simon. Por isso, eles completa ano no mesmo mês). Na imagem, os personagens que os representa tem seis e sete anos, ou é sete e oito. Não vi imagens deles mais pequeno. kkkkkkkkkkk
Não escolhi a idade da condessa e conde, mas creio eu que o dela será entorno de 25 ou 26, e dele de 27 ou 28.
O tempo do mundo deles é semelhante a época em que existia nobreza e plebeus, e também da que já existia rádio, maquina de escrever, jornal, fotografia e trem. A falta de cabo de alimentação vai ser explicado mais pra frente.
A fic vai ter romance, vai, mas ela será mais focada na vida da Gabrielle, uma otaku de mais de trinta anos que reencarnou como uma personagem completamente irrelevante para história. Será um pouco como "miss not-so sidekick" -- recomendo ler. É muito bom. kkkkkkkkkk

Bom, só isso. XD


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