História Reencontro - Capítulo 1


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Notas do Autor


oi lá!
confesso que estou um pouquinho nervosa em postar essa estória, porque o plot pra Reencontro eu adotei lá no EFF, e eu espero do fundo do meu coração que a Vic, a dona dele, goste sz
aaaa tbm preciso agradecer mais uma vez a perfeita da @Seokieeya que cuidou da capa ;u; sz as versões que ela fez ficaram tão lindas que eu coloquei uma na carinha da fic e a outra aqui no primeiro capítulo aa sz
não tenho beta, então qqr erro, me perdoem
agradeço desde já a você que clicou aqui e desejo uma ótima leitura sz

Capítulo 1 - Por detrás do vidro do aquário


Fanfic / Fanfiction Reencontro - Capítulo 1 - Por detrás do vidro do aquário

Ainda era cedo quando Chanyeol decidiu que seria um bom momento para continuar o capítulo que estava trabalhando naquela semana. A vida de escritor não era exatamente a mais fácil do mundo — o bloqueio criativo era algo real e bem presente, infelizmente — ainda mais quando se tinha um ser humaninho de 3 anos te encarando com os olhinhos arregalados e pulando.

Yeon era o filho e a pessoinha mais importante no mundo de Chanyeol, e o escritor faria tudo por ele, até mesmo deixar o trabalho acumulado de lado para lhe dar um pouco de atenção.

— O que foi, filho? — Quis saber, a camiseta sendo agarrada e puxada para que o seguisse. Chanyeol se viu então na sala de casa, a tevê ligada e passando uma reportagem sobre o parque aquático recém-inaugurado da cidade. Yeon tinha um sorriso enorme no rosto.

— “O Parque e Aquário Nacional foi inaugurado há algumas semanas e já faz o maior sucesso entre as crianças, tornando-se um ótimo destino para passear no fim de semana em família.”

Algumas imagens do local passavam na televisão, mostrando os escorregadores e piscinas, assim como os peixes e os golfinhos.

O Parque Aquático & Aquário fora um projeto realizado pela prefeitura de Seoul junto da Organização Nacional de Proteção a Vida Marinha, que tinha como objetivo montar um local onde os animais marinhos e peixes pudessem ser cuidados — quando necessário — e apreciados pelos visitantes sem interferirem diretamente em como viviam, de forma totalmente gratuita. O maior investimento em entretenimento já realizado no país.

O lugar era enorme, contando com várias áreas recreativas com piscinas e diversos escorregadores, aquários e até mesmo um museu da vida marinha.

Sua principal atração consistia num grande túnel subaquático que atravessava parte do oceano, permitindo aos visitantes observarem os peixes e seres marinhos em sua mais pura forma, livres na natureza sem qualquer interrupção de mãos humanas.

Entretanto, era na estrutura do parque onde a mágica acontecia. Próximo ao local onde o museu contava a história dos residentes do Oceano, há um enorme tanque em que dois funcionários, um coreano e uma garota ocidental negra de cabelos cor de rosa, encantavam crianças e adultos com suas caudas brilhantes. No período da manhã a garota atraía a todos com sua simpatia e sorrisos fáceis, enquanto na parte da tarde o rapaz carrancudo — que mudava completamente quando colocava a cauda azul — conquistava a todos com seu carisma, sendo o preferido das crianças por seu jeito desastrado e brincalhão.

Às vezes eles cantavam, às vezes apenas faziam brincadeiras com os visitantes, e fora justamente uma dessas pequenas apresentações da sereia de pele beijada pelo sol que aparecia na reportagem naquele momento.

— “É um ótimo lugar para se divertir e, ainda por cima, aprender mais sobre o Oceano. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das dez às sete, e a entrada é gratuita.” — E com mais imagens das instalações do parque e da sereia a reportagem chegou ao fim.

— Vamos, papai! Vamos, vamos, vamos! — Os olhinhos de Yeon brilhavam em uma animação que derretia o coração de Chanyeol, o menininho pulava enquanto apontava para a TV todo sorrisos. O escritor, como o bom pai babão que era, mal prestou atenção na reportagem, seu foco completamente em seu filhote. — Tem sereias de verdade e eu quero ver o maaaaaar!

Não era novidade a paixão do pequeno Park pelo mar e suas criaturas — míticas ou não —, e desde a inauguração do lugar Yeon vinha dizendo que queria visitar. O problema era justamente o trabalho de Chanyeol que lhe tomava grande parte de seus fins de semana. Mas agora que tudo parecia mais tranquilo em relação ao seu novo livro, talvez conseguisse uma brecha na agenda para fazer a vontade de seu menino.

Yeon ainda tagarelava sobre o quanto as baleias eram grandes e incríveis com um entusiasmo que afetava demais o coração mole de Chanyeol, quando o maior o pegou no colo, não resistindo mais a fofura do filho.

— O papai vai ver, tá bom? — O menininho fez um biquinho, mas assentiu. O escritor sorriu antes de encher o filho de beijos. — O que acha de irmos tomar sorvete antes de ir no mercado mais tarde?

E aquelas foram as palavras mágicas para ver de novo o sorriso adornar a boca de dentinhos pequenos e lábios fofos.

— Siiiiim! — Yeon comemorou, bracinhos para cima e tudo.

— Certo então, o papai vai trabalhar mais um pouco e depois vamos, ok? — Chanyeol viu o filho concordar para enfim o colocar no chão.

Antes de voltar a escrever ainda viu o pequeno pegar uma de suas bonecas sereias e os outros brinquedos de animais marinhos que ele possuía. O Park sorriu, como o pai orgulhoso que era.

 

[...]

 

Yeon tentou tomar cuidado para não se sujar, mas como qualquer criança pequena era muito difícil tomar sorvete sem derrubar na própria roupa.

E foi com uma mancha de sorvete de chocolate na camisetinha amarela que o pequeno subiu no carrinho de compras, apontando para os corredores como um super-herói.

— Mais rápido, papai! — O menor dizia, querendo que o pai corresse consigo, mesmo Chanyeol já tendo dito que era perigoso. Entretanto fingia correr para fazer o filho gargalhar. Era pura demais a forma como ele se divertia com tão pouco.

Agora estavam no corredor que o pequeno mais gostava: o dos doces. Yeon já sabia que só poderia escolher uma coisa daquele mundo de tentações, por isso analisava muito bem cada uma das embalagens chamativas. O pequeno estava em dúvida entre dois, e foi com a maior carinha de dó que encarou o pai.

Chanyeol apenas arqueou a sobrancelha, braços apoiados no carrinho sem muita intenção de ceder daquela vez. Yeon suspirou e deixou um dos pacotes para trás, colocando o outro junto das demais compras. Era engraçadinha a forma como ele inclinava a cabeça para os lados, olhando para o doce que havia deixado para trás.

O maior foi puxando o carrinho como se não estivesse vendo a tentativa do filho de fazê-lo sentir pena. O escritor riu soprado, para então pegar o pacote esquecido na prateleira, adorando como a expressão do pequeno Yeon iluminou na mesma hora. O menino até deu alguns pulinhos antes de estagnar no lugar e abrir um sorriso do tamanho do mundo.

— Mamãe! — gritou e correu até a mulher que havia acabado de aparecer na outra ponta do corredor.

A mulher não demorou em abaixar e abrir os braços, pegando o pequeno no colo logo em seguida para enchê-lo de beijos no pescoço que faziam cosquinha. Chanyeol sorriu e seguiu empurrando o carrinho até onde eles estavam.

— Joohyun — Chanyeol cumprimenta com um sorriso, que é retribuído na mesma hora.

— Oi, Chanyeol — ela diz para voltar novamente sua atenção ao filho.

O pequeno Yeon não para de tagarelar, e a mais velha apenas o observa assentindo e sorrindo, respondendo vez ou outra. Chanyeol notou que ela provavelmente havia acabado de sair do trabalho, pelas roupas que usava. Entretanto o rosto um tanto cansado não deixava a ex-mulher menos bonita.

— Aqui, amor. — O atual marido de Joohyun se fez presente com um pacote de macarrão em mãos, ficando surpreso quando a viu com Yeon nos braços e Chanyeol ali. — Oh, oi garotão — disse esticou a mão para um hi-five seguido de um soquinho. O pequeno sorriu, adorava Junmyeon. — Como vai, Chanyeol? — cumprimentou o Park que lhe apertou a mão prontamente.

— Bem, viemos fazer as compras do mês — diz e Junmyeon assente.

— É... Tem coisas que não dá pra fugir — brincou e o Park assentiu. — Fazer mercado é quase um castigo da vida adulta.

— Você tem toda razão. — Chanyeol até riu, porque era uma tremenda verdade.

— Eu disse que poderia vir sozinha, Jun. — Joohyun tinha seu cenho franzido e o marido negou. — Vocês homens só sabem fazer as coisas reclamando, tsc — estalou a língua antes de se virar para Yeon e sorrir. — Menos o Yeon, ele sim é um amorzinho.

O menino balançou a cabeça positivamente e recebeu um beijo estalado na bochecha. Se a vida de Joohyun não fosse tão corrida, ela passaria mais tempo com seu pequeno. Foi um dos motivos para que Chanyeol ficasse com a guarda quando se separaram, mas mesmo com as longas horas de trabalho a mãe sempre dava um jeitinho de ser presente na vida do filho, ligando para saber como ele estava quase todos os dias.

Foi difícil no começo, mas agora Yeon entendia um pouco melhor.

Quando chegaram em casa, o pequeno Park correu para a sala, rindo quando, sem querer, assustou Min, o gato deles. Fez um carinho que resultou num ronronar alto, para então juntar seus brinquedos para uma festa do chá — com Min de convidado especial — que duraria até Chanyeol terminar o jantar.

O prato do dia seria macarronada com almôndegas, e assim que o molho ficou pronto Chanyeol chamou o filho para que viesse comer.

Como o comum de todos os dias, Yeon foi até a última gaveta da pia e tirou dali um sachê de comida para o gato, que já miava aos pés do Park. O mais novo teve a ajuda do pai para servir Min, sendo erguido até a pia para lavar as mãos depois de encherem a tigela do amigo felpudo com ração.

— O cheiro tá tão bom — Yeon disse quando já estava sentado junto à mesa, um pano amarrado no pescoço para que não se sujasse mais que o planejado. Chanyeol sorriu e colocou o pratinho roxo com golfinhos desenhados na borda que já tinha as almôndegas cortadas. O pequeno não fez muita cerimônia, logo atacando a comida e se lambuzando com o molho vermelho, usando a mão para ajudar a comida a chegar dentro da boca.

O Park mais velho o observava vez ou outra, se certificando de que o filho não engasgaria ou algo do tipo. Ainda se lembrava da vez que isso aconteceu e quase morreu quando Yeon cuspiu o pedaço de carne preso na garganta. Depois daquilo nunca mais deixou de prestar atenção no filho durante as refeições.

O jantar acabou sem nenhum transtorno, e após comerem um docinho como sobremesa — a parte preferida de Yeon —, Chanyeol foi para o banheiro afim de preparar o banho do menor. Decidiu que estava tudo bem ser na banheira daquela vez, então testou a temperatura da água e deixou que enchesse.

Yeon já esperava no batente da porta, quase matando o pai do coração quando Chanyeol olhou de relance e encontrou aquele par de olhos lhe encarando.

— Meu deus, filho! Você quase me matou de susto — disse num choro falso, a mão junto ao peito e tudo o que aquela encenação dramática permitia. O pequeno só riu enquanto tentava tirar as roupinhas por conta própria.

Por sorte já era um garotinho crescido e não usava mais fraudas.

Chanyeol terminou de despir o pequeno e o ajudou a entrar na banheira de forma que não escorregasse e nem se machucasse.

E então a hora da diversão começava.

Yeon adorava tomar banho de banheira justamente por poder fingir que era um peixe. O escritor até tentou cortar aquilo, mas o filho era tão feliz brincando que desistiu.

— Cuidado pra não jogar água pra fora e também pra não escorregar — advertiu num tom sério, mas o garotinho apenas riu todo fofo, mais concentrado em fingir que era um tritão livre no oceano.

Chanyeol quase morreu de amores.

Quando já estavam deitados na cama, Yeon encarou o pai daquele mesmo jeitinho que fazia quando queria pedir algo que acreditava não conseguir com facilidade.

— Papai, a gente vai mesmo no parque, né? Eu quero muuuuito ver os peixes e os golfinhos e os pinguins e as baleias — ele diz e boceja, piscando demoradamente. — A gente vai, né? — O maior sorri de lado e assente, observando o filho com a cabeça apoiada no punho fechado.

— Tá bom, a gente vai então.

— Ebaaaa! — Yeon abre um sorriso enorme, estica os bracinhos para envolver o pescoço do pai em um abraço. Beija a bochecha do maior e volta a se ajeitar na cama grande onde dormia com Chanyeol. — Boa noite, papai.

E tão rápido quanto um piscar de olhos, o pequeno Park caíra no sono.

— Boa noite, filho.

 

[...]

 

O fim de semana chegou com um sábado ensolarado, e ainda eram oito e meia quando Chanyeol acordou com Yeon puxando sua camisa velha do Nirvana que usava como pijama.

— Pai, pai, pai, pai. Acooooooorda papai! — O pequeno o chacoalhava, animado demais para o horário.

Por Deus!, era sábado! Dia de dormir até tarde e acordar sem saber se o ideal seria tomar café ou almoçar. Ao menos era a vida de Chanyeol antes de ter um filho, agora com Yeon, dormir até tarde era apenas uma lembrança tão, tão distante.

— Só mais cinco minutinhos... — balbuciou, mas o pequeno o balançou ainda mais, numa impaciência típica de uma criança de três anos.

— Nãããão! A gente vai no aquário hoje — disse como se estivessem hiper mega atrasados, e quando Chanyeol decidiu abrir os olhos e verificar as horas teve vontade de chorar. Era cedo. Cedo demais. — Vamos papaaaaaaaaai!

Após muita insistência, o mais velho enfim levantou. Caminhou como um sonâmbulo até a cozinha e preparou tudo no automático para que tomassem café da manhã.

Yeon era o mais animado, comendo com sua pelúcia de baleia no colo e falando sobre tudo o que queria ver no aquário.

Quando enfim se arrumaram e estavam quase prontos para sair de casa, Chanyeol combinou com ele que daquela vez eles não iriam nas piscinas, e com um bico o menor concordou. Ao menos veria os peixes, e os golfinhos, e os pinguins, e as baleias, e a sereia e o tritão.

Chanyeol quase não conseguiu prender o cinto do filho, já que Yeon não parava de se mexer, animado demais para um dia incrível num lugar incrível que iria ter. O escritor acabou rindo quando girou a chave na ignição, porque Yeon uivou um “uhuuuuul” com bracinhos esticados e tudo.

— Preparado? — O mais velho perguntou com um ar cômico, sorrindo quando o menininho assentiu exageradamente, agarrando a mão do maior ao que eles davam passos para dentro do local enorme de letreiro azul e branco.

O coraçãozinho de Yeon disparou dentro do peito, e a barriguinha gelou quando colocaram os pés na primeira ala que visitariam: a área dos pinguins.

Os olhinhos encaravam os bichos com atenção, admirado. Chanyeol apenas o olhava de soslaio, sentindo a mão pequena apertar a sua a cada movimento que os pinguins faziam. Quando um pulou na água, então... a boquinha se abriu sozinha, e os olhos foram rápidos de encontro aos do pai.

— Você viu?! — O céu teria inveja das duas enormes estrelas brilhantes que encaravam Chanyeol naquele momento.

— Eu vi.

E tão depressa quanto Yeon olhou para o pai, logo voltou a admirar os bichinhos.

Deram sorte, então acompanharam a alimentação deles, o pequeno querendo atravessar o vidro e participar de tudo aquilo. Mas não podiam passar o dia todo ali, o lugar era enorme e se demorassem era capaz de nem verem tudo, ou pior!, perder o show da sereia.

Continuaram o passeio, parando mais outras vezes para verem os golfinhos e os peixes exóticos. Yeon ficou com um pouco de medo de um leão marinho, mas chegou perto do vidro como o menino corajoso que era.

Quando chegaram na parte do museu, o pequeno pediu para que o pai lesse para si cada uma das coisinhas escritas, ouvindo sempre com muita atenção. Era engraçado de um jeito bom, e Chanyeol se via ainda mais encantado com o pingo de gente que tinha o privilégio de chamar de filho.

Por todo o local havia placas explicativas com informações sobre os seres marinhos que estavam observando, junto do horário em que eram alimentados. Alguns funcionários ficaram espalhados pelo lugar, tirando dúvidas e contando algumas curiosidades sobre a vida no mar.

Yeon agora sabia que alguns dos bichinhos não estavam aptos a serem devolvidos à natureza, por isso estavam ali, tendo o máximo de qualidade de vida. Também descobriu que muitos estavam sendo tratados de ferimentos ou doenças — infelizmente a maioria causada pela poluição humana — e quando estivessem curados voltariam para seus habitats naturais.

Era um mundo incrível e o pequeno se viu com o coração acelerado dentro do peito quando chegaram no túnel subaquático. Tudo era tão vasto e azul, e o reflexo da água fazia parecer que estavam literalmente dentro do mar. Os peixes pareciam assistir os humanos, e Yeon sorria largo vendo tudo aquilo. Era a coisa mais incrível e linda que o garotinho pôde contemplar em toda sua vida.

Chanyeol apenas observava a tudo, um orgulhinho esquentando o peito. Se soubesse que o filho fosse ficar tão maravilhado a ponto de ficar sem palavras, teriam vindo no dia da inauguração.

Ficaram um bom tempo ali, observando a natureza marinha, até que um aviso vindo dos auto falantes espalhados pela estrutura do Aquário informou que o show da tarde começaria em alguns minutos. Chanyeol arregalou os olhos, porque já havia passado das uma da tarde sem que ele percebesse.

Como um pai responsável, parou na praça de alimentação — ignorando os protestos do menor, que insistia em dizer que iriam se atrasar — e fez Yeon comer tudo, mesmo que ele dissesse que não estava com fome. Quando deu a última mordida no sanduíche Chanyeol sorriu satisfeito.

— Agora sim — disse e se levantou. Yeon fez o mesmo, já dando a mão para o maior e o puxando com pressa. — Ei, você sabe o caminho? — implicou e na mesma hora o pequeno parou e, com um bico, fez que não com a cabeça. Chanyeol então o pegou no colo e apontou para uma enorme placa que tinha vários desenhos. — Está vendo? É o mapa do lugar. Consegue adivinhar onde estamos agora?

Yeon não precisou muito para encontrar, afinal havia uma seta vermelha enorme em cima do desenho da praça de alimentação.

— Aqui — apontou e Chanyeol assentiu.

— E para onde temos que ir? — O menininho olhou cada cantinho do mapa grande, vendo piscinas, pinguins e peixinhos. Até que seus olhos encontraram um enorme tanque com uma sereia de cabelo rosa dentro.

— Aqui! — apontou novamente, dessa vez bem mais animado que antes.

— Vamos, então? — perguntou. — Está animado para ver o tritão?

— Sim!!! — Yeon até ergueu os bracinhos. Ele sempre comemorava daquele jeito quando iria fazer algo que gostava. Chanyeol achava fofo demais. 

Sem mais pegadinhas ou perguntas, o Park mais velho seguiu com o filho no colo até a estrutura do Parque Aquático, onde aconteceria o show. Logo que Yeon viu o enorme tanque decorado como se fosse o fundo do mar em seu interior, pediu para ser posto no chão, correndo para perto do vidro — mas sempre um passo atrás da faixa de segurança — olhando para tudo aquilo maravilhado.

Não demorou muito para que o tritão mergulhasse, sorrindo para as crianças e mandando beijinhos para elas. Yeon acenou, deu pulinhos animados e sorriu com os olhos brilhantes para ele, ganhando a atenção que não esperava conseguir quando o tritão nadou com sua cauda azul bonita para perto de onde estava.

Os cabelos da criatura mítica ficavam bonitos debaixo da água e seu sorriso era ainda mais encantador visto de perto. O tritão tocou no vidro, olhando para Yeon de forma curiosa. Uma mão ficou espalmada do lado de dentro, e Yeon não precisou dar nenhum passo para que a sua pequena fosse de encontro à do tritão. Ele riram um para o outro e o pequeno se sentiu especial.

Estava tão entretido e feliz por conhecer um tritão de verdade que não olhou para o pai em nenhum momento, caso contrário veria a expressão de completo choque estampada em seu rosto.

Memórias de quando era apenas um calouro na faculdade, imaturo e inconsequente, atingiram Chanyeol de uma forma tão repentina que suas pernas ficaram bambas e o coração se perdeu num compasso errado. Ele mal conseguia acreditar que aqueles olhos o encaravam de volta depois de tantos anos.

O tritão por sua vez não ficou muito diferente de Chanyeol quando acabou encontrando os orbes do outro em meio à multidão. Aquele que tentou por tanto tempo esquecer estava ali, o encarando e parecendo tão perdido quanto si. Era como uma piada de mau gosto.

O turbilhão de lembranças que afetou aos dois pareceu durar uma eternidade, entretanto não demorou mais que alguns segundos, e tão rápido quanto os olhares se encontraram, o tritão desviou, voltando a sorrir e nadar dentro do enorme tanque, continuando o show — mesmo que agora um tanto quanto desconfortável. Seu olhar ia até onde Chanyeol estava vez ou outra, talvez para se certificar de que aquilo estava mesmo acontecendo. Para ter certeza que de atrás daquele vidro estava mesmo o cara que partiu seu coração.

— Papai, papai! Ele não é incrível? — Yeon dizia animado, completamente encantado com o tritão e alheio ao pai, que só pareceu voltar ao mundo real ao ouvir a voz fininha do filho.

Chanyeol estava tão chocado que mal conseguia responder. Porque ali, encantando a todos com um sorriso e simpatia que o escritor não estava acostumado, estava a maior inspiração de seus primeiros livros, e também aquele que foi o grande amor de sua vida; Byun Baekhyun, seu ex-namorado.

 


Notas Finais


muito obrigada a todos que leram!
Vic, espero que tenha gostado desse comecinho ;^; obrigada mais uma vez pela confiança de deixar seu bebê comigo aaa sz
ah, serão 5 caps + epílogo, então acho que não vou demorar pra voltar aqui
até o próximo gente sz


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