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História Reencontro De Seis Almas - Capítulo 18


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Capítulo 18 - Capítulo 18


(Pov Ucker)


Me mexi lentamente, eu estava deitado. Um fino lençol estava jogado sobre mim e minha cabeça doía. O lugar era fresco, tinha cheiro de remédio e álcool. Eu senti um leve incômodo no meu braço esquerdo quando voltei a me mexer. Abri os olhos lentamente e fitei o teto branco. Onde é que eu estou e como vim parar aqui?.

Eu resmunguei então Dul apareceu no meu campo de vista.

-Dul?. O que estamos fazendo aqui?. -Perguntei piscando algumas vezes, o ambiente estava muito claro.

-Ucker, como está se sentindo?. -Perguntou ela suave com um leve tom de preocupação em sua voz.

-Bem, eu acho. Eu desmaiei ou o quê?. -Questionei confuso. Flashes de poucos segundos antes do meu apagão chegam em minha mente deixando as coisas um pouco mais claras.

-Sim, você desmaiou. Espera eu vou avisar ao médico que você já acordou. -Avisou ela saindo e eu nem pude contê-la.

Eu devia ter falado que não estava me sentindo bem, eu sei, más estavam todos tão empolgados com o comercial que eu não tive coragem. 

-Com licença. Bom dia, Christopher. -Entrou um homem de jaleco, Dul veio logo atrás dele e antes dela fechar a porta, vi Poncho, Annie, Chris e Mai ali fora.

-Bom dia, pode chamar só de Ucker. -Eu disse.

-Tudo bem, Ucker. Como está se sentindo?. -Ele perguntou enquanto checava alguns papéis em sua prancheta. 

-Estou me sentindo bem, já sabem o que eu tive? -Perguntei.

-Tem mais alguns exames para sair más tudo indica que foi uma reação alérgica a algum inseto. Você já passou por algo parecido antes?. -Ele perguntou.

-Não, é a primeira vez. Foi como algum bicho venenoso?. -Perguntei.

-Não. Pela pequena marca em suas costas parece ter sido um barbeiro. Você chegou a sentí-lo picar?. -Perguntou.

-Ontem à noite eu senti algo picando minhas costas, talvez tenha sido isso. -Eu disse quando puxei na memória.

-Más uma reação alérgica  demoraria tanto assim para dar sintomas, Dr.?. -Fora a vez de Dul perguntar.

-Depende, se for uma reação leve como a de Ucker pode dar em até quarenta e oito horas, as vezes não acontecem imediatamente. Vale lembrar que alguns insetos barbeiro podem transmitir a doença de Chagas, não é na picada como algumas pessoas pensam e sim se esse inseto contaminado eliminar suas fezes perto da picada e você coçar o local trazendo essas fezes para o orifício deixado por ele. -Explicou com calma.

-Essa doença é grave?.-Dul perguntou antes mesmo que eu pudesse fazê-lo.

-É uma doença preocupante e que necessita de cuidados. -Fora sincero. -Eu não quero assustar vocês então vamos falar disso mais tarde caso seja comprovado, certo?.

-Tudo bem. Se der tudo bem nos exames e eu não tiver nada, quando recebo alta?. -Questionei.

-Vou ver se consigo que os resultados dos exames saiam até á noite, se derem negativo para a doença de Chagas eu libero você até lá. Sua reação alérgica não fora severa então se os exames derem negativos não tem motivos para ficarmos te segurando aqui. -Disse.

-Está bem, obrigada, Dr. -Eu agradeci toda a explicação. 

-Em alguns minutos algum enfermeiro vai vir até aqui checar se sua bolsa de soro acabou para te livrar disso. -Apontou para a pequena mangueira em meu braço. -Não se preocupe e qualquer coisa podem me chamar, tudo bem?. -Ele disse.

-Tudo bem. -Dul e eu dissemos em um uníssono e depois disso o Dr. Nos deixou. 

-Você está mesmo bem? Não sente nada?. -Me perguntou ela.

-Sim, eu estou bem. Não se preocupe. -Eu disse. -Pode chamar os outros, eu sei o quanto também devem estar preocupados.

-Está bem, eu vou chamá-los. -Ela disse sorrindo antes de abrir a porta e chamar os outros que aos poucos foram entrando.

-A bela adormecida acordou. -Zombou Chris ficando ao lado da minha cama.

-Que bom, você nos preocupou, cara. -Disse Poncho antes de tocar em minha mão.

-Eu sei e peço desculpas por isso. -Eu disse. -Não queria ter preocupado ninguém.

-Não precisa se desculpar, más afinal foi uma reação alérgica mesmo?. -Perguntou Annie.

-Sim, o Dr. Falou que foi um inseto chamado... como mesmo, Dul?. -Perguntei o nome realmente fugiu da minha mente.

-Barbeiro, o inseto chama barbeiro. -Ela disse.

-Será que ele estava no quarto do hotel? -Perguntou Mai preocupada.

-Não sei, más seria bom fazer uma limpeza por lá. -Disse Dul.

-A gente tem é que ir embora logo. Quando você recebe alta, Ucker?. -Chris me perguntou.

-Talvez à noite. -Eu preferi não comentar sobre o outro detalhe.

-Bom agora que você já está bem, eu preciso deixar vocês. -Avisou Annie.

-Onde você vai?. -Perguntou Mai.

-Eu dar um pulo no shopping más eu não vou comprar mais nada de roupa, calma. -Avisou ela sabendo que já imaginaríamos isso.  -Estou faminta e o bebê agora quer comer um hambúrguer com muito cheddar. -Disse alisando com a palma da mão a barriga fazendo a gente rir.

-Eu também quero, posso ir com você?. -Perguntou Poncho, ele nem disfarça. Aliás ambos, né? Juram de pé junto que não sentem nada um pelo outro quando na verdade nos seis sabemos que morrem um pelo outro.

-Claro. -Annie respondeu sem graça quando todos nós a olhamos em expectativa. - Mai, Chris e Dul não querem vir também?. -Estava claro que ela não queria ficar sozinha com Poncho.

-Acho que vou para o hotel, vou adiantando a arrumação das nossas coisas. -Disse Mai.

-Eu vou ligar para o Alfredo e avisar do Ucker, tenho que combinar o horário do vôo com ele e eu prefiro mesmo ir para o hotel.-Disse Chris, para o desespero de Annie e alegria de Poncho. Impressão minha ou tem algo que não sabemos rolando?.

-Vamos então, Annie? -Perguntou da Poncho.

-Claro, vamos.

(POV OFF)


Como já imaginado, o percurso de Uber do hospital até o shopping fora um completo silêncio. Poncho até parecia mais tranquilo que Annie, a loira não sabia como reagir e não entendia como ele parecia estar tão calmo e sereno. Ele não estava tão bêbado portanto deveria se lembrar perfeitamente do beijo e se lembrava por que agia como se nada tivesse acontecido?.

Assim que chegaram na praça de alimentação escolheram uma mesa mais no canto, Poncho se oferecera gentilmente para buscar os lanches enquanto Annie esperava na mesa.

Assim que o moreno chegou e colocou a bandeja na mesa, Annie tratou de começar a devorar suas batatas fritas.

-Achei que a vontade era do hambúrguer com cheddar. -Disse Poncho achando graça.

-Batatas fritas são meu ponto fraco e eu não como a séculos. -Fora exagerada. Na verdade ela não queria dar espaço para ele comentar sobre o beijo, ela decidiu que o melhor era fingir que não havia acontecido. 

-Sei. Bom, agora que estamos sozinhos podemos conversar. -Ele disse abrindo calmamente a embalagem do canudo para por no copo e disfrutar seu refrigerante gelado.

-Conversar? Sobre o que temos que conversar?. -Perguntou Annie deixando a batata de lado para tirar o lanche da embalagem.

-Sobre quando nos beijamos por exemplo. -Ele disse comendo algumas de suas batatas.

-Ah, está falando de quando você me beijou. -Disse Annie dando a primeira mordida em seu lanche.

-Sim, lembra que foi pouco antes de você me beijar?. -Ele questinou. -Eu não estava bêbado eu lembro perfeitamente.

-Eu também lembro. -Disse a loira limpando a boca com guardanapo. -Não acho que tenhamos que  conversar sobre isso, foi um beijo...

-Dois. -Ele a corrigiu.

-Tudo bem, dois beijos. Foram dois beijos sem significado algum só aconteceu. -Ela disse.

-Claro. Acontece sempre com você? -Ele perguntou.

-Não, em minha defesa quero dizer que você me pegou de surpresa eu não soube como reagir. -Se defendeu.

-E aí você achou melhor responder ao beijo que você viu como algo inesperado, me dando outro beijo?. -Ele perguntou.

-Você que tinha que estar se explicando, foi você quem me beijou primeiro. -Ela disse.

-Eu tinha bebido umas doses de whisky, eu sei que passei do limite más eu não teria feito isso se não tivesse bebido. -Se defendeu.

-Dizem que o álcool nos encoraja a fazer o que já era uma vontade. -Ela disse pegando o canudo que tirou da embalagem para por em seu copo de suco.

-Talvez seja verdade. -Disse simplesmente.

-Isso não pode acontecer de novo, Poncho. Nós somos amigos e tanto você quanto eu estamos comprometidos com outra pessoa. -Ela explicou.

-Eu entendo, más sabemos que podemos fazer diferente. -Ele disse.

-Nós já tentamos antes e não deu certo. -Lembrou.

-Somos mais velhos agora e mais maduros, nós podemos fazer isso. -Tentou.

-Poncho, não me leve a mal eu gosto muito de você, más não pense que as coisas mudaram por conta do beijo. Tanto eu quanto você sabemos que é mais complicado que isso. -Ela disse.

-Está bem. Eu entendo. -Ele sorriu fraco, não queria insistir e parecer chato -Vamos mudar de assunto então. -Ele disse.

-Fico muito feliz que você entenda.

-Eu sei, não se preocupe..

...



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