História Reencontros - Capítulo 20


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Categorias Good Omens
Personagens Aziraphale, Crowley, Madame Tracy, Personagens Originais
Tags Amizades, Amor, Aziraphale, Crowley, Intolerância, Livros, Maridos Inefáveis, Plantas
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Palavras 1.826
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pelo amor de Deus, leiam esse capítulo ouvindo Yellow - Coldplay, por quê eu necessito disso pra um experimento aqui do meu tcc.

Capítulo 20 - ...elas brilham por você!


Fanfic / Fanfiction Reencontros - Capítulo 20 - ...elas brilham por você!

- Mas, Crow, um mês? Não é rápido demais? Como vamos conseguir organizar tudo pra o casamento em um mês? – Beelz questionava preocupada, enquanto andava atrás do outro pela casa.

- Bee, maninha, vinte anos! Vinte anos! Não queremos mais ficar perdendo tempo.

- Mas, Crow! É exatamente isso! Vinte anos! Deixa pelo menos preparar algo decente.

- Primeiro: Não queremos muita gente. Só dois ou três casais amigos dele e uns três amigos meus. É um dia importante pra nós e só queremos lá quem realmente importa. E quem disse que não se pode fazer algo pequeno e decente?

- Que chato vocês dois, viu! Mas, tudo bem... Vocês quem sabem.

- Sim! Agora tira essa cara amarrada e vamos trabalhar, por que já estamos atrasados.

 

.................

 

- Meu Deus, Azie! Meu Deus! Meu Deus!

- Eu sei, Tracy! Eu sei! – O homem respondia, igualmente empolgado, a mulher do outro lado do telefone.

- Precisamos correr com isso! Só temos um mês. – A mulher começou a tagarelar animadamente, como se estivesse programando o próprio casamento. – Quem você vai convidar?

- Você e o Shadwell, Ana e o Newt.

- Imaginei. Já vou avisar todos eles e começar a preparar as coisas. Precisamos marcar no cartório, reservar espaço, restaurante, tudo! Meu Deus, acho que meu coração vai explodir. Não estou acreditando nesse dia. Finalmente!  

- Calma, querida! Tente não exagerar. Acho que a irmã dele vai querer opinar sobre também. Além do mais, Crowley e eu queremos algo reservado, apenas com quem realmente importa. Vai ser uma cerimônia tranquila, apenas para os íntimos.

- Mas, que absurdo é esse? – A mulher gritou com um choque exagerado.

- Bem, estamos mais empenhados na lua de mel do que no evento do casamento em si. São só formalidades.

- Bem...  Eu concordo em ser íntimo, mas precisa ser mesmo tão simples? – Questionara-o dando ênfase no “tão”.

- Querida... qual é?! Sei que entende. Nunca fui de eventos exagerados e nem o Crowley também.

- Sim, sim... Eu sei, mas, pelo menos me diga que vão ter uma lua de mel decente.

- Bem, ficamos conversando por um bom tempo tentando decidir sobre para onde ir.

- E...  – O interrompera impaciente.

- ...E... Não conseguimos optar por um único. Então, fizemos um mapinha de onde queremos ir. Crowley quer conhecer o Brasil, então, esse é um dos lugares.

- Brasil? Tão longe!

- É, bem longe. Mas, ele quer conhecer Fernando de Noronha e eu também. Falei pra ele que vai ser complicado, mas ele insiste, então, optamos que esse será um dos lugares.

- Ah, é... Acho que devem aproveitar. É a viagem da vida de vocês, então...

- Sim... É o que penso. Os outros lugares serão Itália, Suíça e Grécia.

- Wow! Estão mesmos empenhados em ter uma boa lua de mel. Quanto tempo isso vai tomar?

- Bem, não temos tempo exato, mas, calculamos um mês e meio, mais ou menos. Estou realmente animado! Eu nunca achei que esse dia fosse chegar. – Disse melancólico.

- Ah, querido! Você merece este acontecimento. E mais, não se preocupe com nada enquanto viajar. Posso ficar cuidando da livraria durante esse período.

- Aprecio o gesto. Será uma preocupação a menos.

 

.............

 

O mês passara rápido. Neste meio tempo, Crowley e Aziraphale correram para encontrarem um apartamento maior e que ficasse em um meio termo de distância para o trabalho de ambos. Fizeram as mudanças, resolveram o que só eles poderiam resolver em seus negócios, para que assim pudessem viajar em paz.

Até queriam se envolver diretamente na organização da pequena e íntima cerimônia, mas, as duas mulheres já se encontravam empenhadas demais nisto, pedindo apenas opiniões bem específicas aos dois, afim de dar um toque deles, mas sem os ocupar demais.

O evento foi preparado em um espaço ao ar livre, de frente para um lago. Sim, o local já conhecido!

Não precisava de muito para que ficasse bonito, já que era naturalmente encantador.

Apenas colocaram um arco contendo flores no local aonde os noivos ficariam, uma mesa para que o tabelião ficasse atrás, algumas cadeiras (Com flores, obviamente).

O local foi escolhido por Crowley, o horário por Aziraphale: Próximo ao pôr do Sol! Foi bem categórico ao exigir isso. Clichê? Sim! Mas, qual parte de suas histórias não o era? E quem disse que clichês são obrigatoriamente sinônimos de chato?

Os convidados foram oito, no total. Os dois casais amigos do escritor, Hastur, Ligur, Beelz, obviamente, e Samantha, quem, de alguma forma, fez parte de toda aquela história.

Durante a troca de votos, Crowley estava mais nervoso do que achou que ficaria.

Não era bom com aquilo, não sabia o que escrever que fosse bonito o suficiente, ainda mais que seria recitado para um escritor.

Escolheu algumas palavras e as disse de forma casual, como “Você é tudo o que eu jamais pensei reencontrar. Quem perde uma pérola na imensidão do mar e volta a encontrá-la?” ou “Você é minha luz, meu céu” e coisas afins. Um discurso feito de forma “desleixada”, com um ar descolado que só o ruivo poderia fazer, mas foi profundo o suficiente para fazer o loiro se desmanchar em lágrimas à cada uma que saía, fazendo com que Crowley fizesse seu discurso com uma das mãos sempre no rosto do outro o acariciando e tentando secar as lágrimas do amante. Mas quem secaria as lágrimas dos que assistiam a cerimônia? Aquele amor era bonito demais pra ter demorado tanto a dar certo, e todos que estavam minimamente inteirados de suas histórias não conseguiam conterem-se.

Quando Crowley terminou, era a vez do escritor, quem precisou de um tempo e um bom copo de água para tentar recompor-se.

O tempo calculado pelo loiro fora perfeito. Seus votos caíram justamente no horário do pôr do sol.

Havia feito todo um mistério sobre, nem mesmo cedeu sob insistência de Tracy, pedindo apenas que esta, quando ouvisse a palavra ensolarado, colocasse o trecho específico de uma música que escolhera. Se ia fazer aquilo, seria digno o suficiente de um livro de romance. Nicholas Sparks perdeu a grande chance de contar esse velho e bom clichê.

Se aproximou um pouco mais do ruivo, segurando-lhe as mãos e o encarando fixamente:

- Querido, as palavras que escolhi, pelo menos 50% delas, só serão profundamente entendidas por nós, e isso faz com que eu sinta que elas são ainda mais sobre nós. Mais nossas.

As mãos de ambos estavam geladas, e as de Crowley tremiam, desta vez. Estavam nervosos, mas mantinham um ar sereno em suas expressões. Afinal, não era definitivamente o dia mais importantes de suas vidas, mas era o dia que decidiram comemorar juntamente às pessoas que amavam, e a data que diriam ao mundo: Sim! Somos legalmente um casal e não há nada a se fazer legalmente contra isso. E este ato tinha sim um grande significado, mas era o amor deles que realmente importava. Eram suas histórias, era o que ainda viveriam.

O loiro continuou:

- Sabe, querido, como pode notar, eu fiz questão de escolher este horário em que o sol está se pondo. Você sabe o quanto amo este acontecimento e que não consigo evitar o olhar. Mas, havia um motivo para que eu o amasse tanto: Você.

- Quando estive longe de você, por vinte anos, quando seus olhos não estavam, e quando nem as folhas de outono estavam lá para me trazer você, era este sol amarelado a única presença sua. Era onde eu buscava um mínimo de conforto. Mas, hoje, eu não preciso mais o olhar. O sol mais importante da minha vida está aqui diante de mim e não detrás deste lago. Quando estou com você, Anthony, eu não preciso buscar calor em nenhum outro lugar. Eu não necessito buscar beleza em nenhuma outra parte. Todas estão em você, querido... Todas são sobre você.

- Eu sempre tive muitos arrependimentos por tudo aquilo lá atrás que eu e você conhecemos bem, mas, em alguns momentos busco consolo em saber que tudo que passamos me fez alguém realmente digno agora. Digno do homem corajoso que você é, que enfrentaria o mundo por nós. Sinto que agora posso o enfrentar ao seu lado, em vez de me esconder. Sinto que sou merecedor, por que você me faz merecedor.

- Então, mesmo agora que o sol se escondeu completamente, e tudo em volta está escurecendo, se eu olho pra os teus olhos eu sinto que ainda é dia. Você sempre disse que meus olhos carregam as estrelas que brilham no céu obscuro que o mundo é, mas são seus olhos, meu amor, que fazem da minha vida um eterno dia ensolarado. E se você diz que meus olhos são seu céu e suas estrelas, então saiba que são por você, apenas por você, que eles brilharão.

“It's true
Look how they shine for you
Look how they shine for you
Look how they shine for

Look how they shine for you
Look how they shine for you
Look how they shine...”

O loiro mal sabia como havia conseguido chegar até o fim do discurso, Crowley derramava lágrimas contidas que só eram vistas pelo loiro, já que estava de frente para ele. Já, duas ou três pessoas ali que assistiam, não faziam questão nenhuma de se conterem. Aziraphale jurara até que ouvira um alto e claro fungado durante seus votos.

O juiz de paz pediu a licença para que pudesse dizer algumas palavras a mais para os dois, já que até o mesmo se encontrava emocionado com a situação, espaço este que foi concedido sem problemas.

- Bem, quando estes dois jovens senhores me procuraram para darem seus nomes para esta cerimônia civil, logo vi alguns olhares estranhos vindos de, pasmem comigo, jovens. Jovens quem estão inseridos em uma realidade tão aberta ao acesso às informações. Que já deveriam ter entendido em pleno ao século 21 que amor é amor. Realizo cerimônias há 30 anos e, em todos eles, pude ver muitos diferentes tipos de casais, e muitos tipos de amores. Mas, posso contar em meus dedos quantas vezes vi um amor como este, que pode ser sentido no ar. É puro, é inocente, mas é maduro, foi fortalecido, em vez de destruído, pelos anos. Sei que vocês dois, melhor que eu, e qualquer um aqui presente, sabem tudo o que passaram por preconceitos disfarçados de moralismo, então, meu conselho que deixo para vocês é baseado em uma frase de Tyler Oakley: “Esta é a razão pela qual a homofobia é um terrível mal: se disfarça de preocupação quando é inerentemente ódio.” O amor de vocês é bonito demais para se deixar ofuscar por algo sujo e feio como o ódio. Então, apenas vivam! E vivam plenamente.

Com isso, me resta apenas lhes recomendar que troquem as alianças e podem trocar um beijo, já estão liberados.

“Look at the stars
Look how they shine for you
And all the things that you do...’’

 


Notas Finais


Eu digo "Até..." e vcs dizem?


Aqui estou eu tbm pra saber se ouviram a música mesmo :) kkkkkkk Tá, parei!


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