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História Reencontros antes do fim - Capítulo 5


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Notas do Autor


Desculpem a demora, aqui está o cap novo, espero que gostem

Capítulo 5 - A conversa


Eu acordo e percebo que estou sozinha largada no chão, me levanto em um pulo, me sinto transbordando de energia como a muito tempo não sentia, dou uma olhada pelo lugar e não a vejo, sinto um desespero me tomar e saio correndo pela Tardis,cozinha,quartos,consoles antigos, decks, banheiros, escritórios e nada, até que finalmente entro na biblioteca e também não a vejo, sinto uma angustia me abater ao pensar que tinha sido um sonho, o mais belo sonho que já tive

Ando pelo lugar até a parte mais funda, bem depois da piscina quando a vejo sentada lendo o livro da guerra do tempo, ponho um sorriso no rosto e vou até ela e digo – Então está aqui garota Suflê, estive te procurando – Ela sorri e fala – Se lembra que foi aqui há tanto tempo atrás que descobri o seu verdadeiro nome? – no mesmo instante a lembrança me veio a mente, eu me sento ao seu lado e respondo

- Sim, me lembro também como era tudo tão mais fácil naquela época e eu ousava achar difícil – nós duas sorrimos, ela segura a minha mão e comenta – hoje sabemos que esse não é o seu verdadeiro nome, é o nome que te deram em Gallifrey – eu dou um suspiro e ela pergunta -  Pensa em algum momento ir atrás das suas origens?

- Fico um tempo calada pensando, sinto-a apertar a minha mão e volto a realidade, eu a olho e digo – As vezes sim as vezes não, realmente não sei, é tudo tão confuso para mim ainda – eu suspiro e pergunto – E você? – ela me olha com curiosidade estampada e pergunta – Eu o que? – Eu então pergunto

- Quantos milênios faz desde aquela noite em Gallifrey para você? – ela faz uma cara reflexiva e diz – Não sei, honestamente eu já perdi as contas – ela da um suspiro triste e dessa vez sou eu quem aperto a sua mão e ela continua – naquela época eu me achava tão especial por viver aquelas aventuras com você, achei que toda a minha cota de dor  já tinha se esgotado quando perdi a minha mãe e o Danny – Eu dou um suspiro e falo

- Lá vem você falando de novo sobre o professor de educação física – ela me olha incrédula sorri e fala – Não acredito que você muda de rosto, mas continua implicando com o Danny – Eu dou um sorriso culpado e digo – Desculpe, foi mais forte do que eu – nós duas sorrimos e ela continua – depois de tudo aquilo eu fiquei perdida por um tempo só correndo pelo universo totalmente sem rumo; um dia eu percebi que a imortalidade também tem fim, Ashildir minha fiel companheira morreu, foi triste

Ela suspira e continua – no decorrer da eternidade eu viajei com outras pessoas e as perdi também, vivi as minhas próprias aventuras e colecionei os meus próprios inimigos e segredos, sinto que já passei por tanta coisa, estive no bico da morte tantas vezes e simplesmente não morro, não importa o quanto tente; começo a entender como você se sente

Suspiro triste e digo – Nunca quis que você fosse como eu, de todos que já viajaram comigo você foi a que teve o pior fim – ela solta a minha mão e fala – Eu não te culpo, sabe disso não é? – e eu respondo – Mas eu me culpo todos os dias da minha vida e como você bem sabe depois de levar à vida que levamos à culpa a dor e a tristeza se tornam uma constante na nossa vida

Clara guarda o livro e se deita no chão, eu a imito e ela me fala – Faz algumas centenas de anos que finalmente descobri o verdadeiro motivo de eu não morrer, o que você fez naquele dia teve conseqüências muito maiores do que você jamais imaginaria doutora – fico confusa e pergunto – como assim?

Ela suspira e responde – No dia que eu me joguei na sua linha do tempo os ventos dela alteraram todo o meu DNA, quando você me tirou de lá eu já não era mais humana, era algo parecido com você; no dia que eu morri pelo corvo, eu realmente estava tentando me matar, mas você uma mula teimosa congelou o meu coração, o problema é que isso reagiu com o novo DNA do meu corpo – começo a tentar juntar as peças do quebra cabeça e quando vejo o seu olhar começo a chorar

Ela respira fundo e continua – Eu passei a regenerar em um nível um pouco menor que vocês, meu corpo regenera mas não muda a aparência ou a personalidade – ela enxuga as minhas lagrimas e eu falo – então foi assim que você sobreviveu tanto tempo,me perdoe Clara, te condenei a uma existência de sofrimento e dor, nunca quis isso para você – ela toma as minhas mãos e fala – você sabe que não tinha como ser diferente

- Eu me sento novamente, respiro fundo e começo a refletir quando uma idéia me ocorre e eu pergunto – Clara eu sempre pensei que você tinha voltado até aquele beco e morrido e que por isso o universo voltou ao normal, o que realmente aconteceu? – ela respira fundo e fala – Eu tentei voltar lá mas existia uma barreira, algo me impediu, duas não podiam existir no mesmo lugar eu acho, nunca descobri

– ela também se senta e continua – Eu sabia o que precisava ser feito e em uma das minhas viagens encontrei um eco meu perdido, encontrei a Clara que deveria ter interagido com o Doutor da guerra, eu a tirei do caminho dele e eu o salvei sabendo que não morreria, depois eu fui até ela e a revelei toda a verdade de quem ela realmente era e ela entendeu o meu plano, essa foi a minha primeira culpa e ai eu realmente entendi o seu voto – eu consegui compreender o seu sentimento, me levantei de vez estendi a mão para a levantar, quando ela assim o fez eu disse

– Clara fique aqui comigo, por favor, você é a única que sempre esteve lá comigo e provavelmente é a única imortal que eu iria agüentar pela eternidade – ela sorri e diz com aquele jeitinho cínico dela – está me convidando para morar com você doutora? – quando percebo o duplo sentido nas palavras logo fico vermelha e a mando calar a boca, ela ri com gosto me abraça e fala – Eu aceito viver com você até o fim seja ele qual for e quando for

Fico feliz com isso, pego a sua mão e saio correndo em direção ao console, quando chegamos lá encontro Rose sentada ouvindo musica com o fone, ela claramente me ignora, mas agora não tenho tempo para isso, eu olho para Clara e pergunto – Onde garota impossível? – ela Poe a mão no queixo como se estivesse pensando e fala – Surpreenda-me se ainda for capaz Doutora – eu sorrio e saio programando a velha Tardis que começa a chacoalhar.

 

 


Notas Finais


É isto, espero que tenham gostado e por favor me deixem saber nos comentários o que estão achando e por favor deixem as suas sugestões para o que querem ver nos próximos, até a próxima!!!


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