História Reencounter - Drarry - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Andromeda Tonks, Arthur Weasley, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Luna Lovegood, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Olívio Wood, Percy Weasley, Ronald Weasley, Ted Lupin
Tags Draco Malfoy, Draco!bottom, Drarry, Grease, Harry Potter, Harrytops, Mpreg, Potfoy
Visualizações 1.021
Palavras 4.430
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


MUITO OBRIGADA PELOS 360 favs 💜💙💚💙💗💓❤❤❤💛

boa leitura!

Capítulo 1 - One of Two


Fanfic / Fanfiction Reencounter - Drarry - Capítulo 1 - One of Two

Ser medibruxo sempre havia sido o seu maior sonho, sonho esse que foi reprimido por anos em seu interior. Não haveria o porquê de ter estes sonhos bobos, iria herdar as empresas da familiares e somente. Seu pai havia sido sempre a voz de comando em sua vida.  Destino e opiniões próprias eram um mito.

Até o começo de seu sexto ano, onde o destino decidiu enfim agir em sua vida.

Maltido destino, poderia ter deixado as coisas como estavam, evitaria seu maior sofrimento. Mas também não teria trago sua maior felicidade...

Naquele ano, no auge dos seus recém completos dezesseis anos, possuía duas missões e obrigatoriamente deveria as cumprir se quisesse ver sua família novamente.

A marca negra ainda não manchava seu braço, Voldemort o disse que só iria o marcar quando cumprisse a primeira missão, agindo como se Draco desejasse verdadeiramente aquilo.

Ele apenas queria fugir, se exilar.

E só de pensar que poderia ter se tornado um comensal, se auto agradecia por ter sido um fracasso.

Durante os primeiros meses letivos realmente tentou cumprir suas missões, até Harry Potter o ver chorando no banheiro, perguntar o que havia acontecido com seu melhor tom de grifinório bonzinho. Ele o consolou, fez algo que nem mesmo sua adorada mãe foi capaz.

Não percebeu quando seu relacionamento com Potter passou de ódio para amizade, e muito menos quando a amizade virou amor e lealdade extrema ao menino de outro.

Muito menos notou o quanto estava envolvido com ele a ponto de esquecer sua missão.

Não abriu o armário sumidouro, mas naquela época nada era impossível para Voldemort, e sem saber como, os comensais conseguiram invadir Hogwarts, fazendo com que Severus Snape matasse Albus Dumbledore para lhe proteger.

Seu amado padrinho não merecia o fim que teve.

Isso o fazia odiar mais do que tudo aquele asqueroso que se dizia Lord das Trevas. Se duvidar, nem as trevas o queriam.

Durante o ataque a Hogwarts não estava presente, na verdade estava bem longe, escondido na a'Toca com Molly Weasley e seus filhos mais velhos, Bill e Charlie. Pela sua própria proteção por ter traído abertamente Voldemort.

Após o funeral de Albus Dumbledore, Harry decidiu ir atrás das horcruxes que mal havia descoberto a existência. Uma completa maluquice.

Mas não foi sem antes o deixar amparado e protegido. E também sozinho.

Tiveram uma última noite juntos e na manhã seguinte acordou sozinho e largado em uma cama de solteiro nada confortável no antigo quarto de Percy.

Por cinco semanas permaneceu na casa dos Weasley, suportando os olhares de raiva de Gina e sentindo o incômodo dos outros por ter o garoto que tanto os menosprezou dependendo deles.

Molly era a única que se esforçava para ser gentil, e Draco retribuia com a maior boa vontade. Ou tentava.

Foi após acordar de madrugada vomitando que descobriu estar esperando um bebê, uma combinação sua e de Harry. Amava-o incondicionalmente, mesmo sabendo que aquele não era o momento certo para se ter um bebê, não cogitou abortar.

Estavam em guerra e a criança em seu útero possuía o sangue daquele que era o mais caçado.

Então decidiu fugir, não poderia abusar mais ainda dos Weasley, e também, em seu íntimo, temia a aproximação de seu bebê com Gina, a menina era obcecada por Harry e Draco não sábia a que ponto a mesma iria para tê-lo.

Com uma mochila azul pequena sobre os ombros e uma longa capa preta o cobrindo, partiu para a parte trouxa de Londes, onde sua tia Andrômeda morava sozinha.

Ficou com ela durante uma semana e em uma fatídica noite sua mãe apareceu ali, com machucados por todo o corpo e as roupas, que anteriormente haviam sido um conjunto único de milhares de galeões, transformadas em trapos.

"- Eu estava sendo torturada, consegui fugir graças a Merlin, não sábia onde você estava, meu bem, mas eles acreditavam que sim. - Acaricou o rosto do filho, enquanto a irmã tratava de seus machucados. - Fui cruciada pela minha própria irmã. Bellatrix está cega e obcecada, Andy, eu temo que ela seja consumida pela loucura! - Seus olhos marejaram levemente.

- Ela já foi consumida há anos, minha irmã, agora fique quieta e me deixe cuidar de seus ferimentos."

Em uma semana fugiram para Dublin, na Irlanda, mãe e filho não possuíam marca negra, já que nunca haviam se tornado comensais. E a falta da marca, impedia Voldemort de rastreá-los.

Sua gravidez foi arriscada e o parto complicado quase tomou a sua vida e a de seu filho, mas Henry Severus nasceu bem. Um bebê rechonchudo e ruivo, como a avó Lily.

Meses depois voltou, acompanhado de sua mãe, para Hogwarts, a batalha estava no final e Draco lutou contra as forças das trevas, no último instante seu pai tentou mudar de lado, mas foi horrivelmente assassinado pelas mãos sujas de Rebastan Lestrange.

Narcissa não deixou barato e doelou até a morte com o comensal, o homem morreu e a dama saiu vitoriosa com apenas alguns arranhões espalhados pelo corpo.

A força de uma mulher apaixonada poderia surpreender até o mais crédulo.

Seu bebê estava preso ao seu corpo por um ergo baby, invenção trouxa. Narcissa o chamou de louco por lutar assim, mas Draco não poderia deixar seu bebê com ninguém, todos sabiam que era filho de Potter. Os olhos verdes o entregavam.

Além disso, era confiante para saber que nada e nem ninguém iria o ferir. Estava preparado.

Durante seus oito meses de gravidez, Henry nasceu prematuro, leu dias e noites livros de feitiços, poções, história da magia e etc. Era um jeito de estudar fora da escola, fazia deveres, provas criadas por sua mãe, trabalhos longos e cansativos.

Quando Harry apareceu "morto" no colo de Hagrid pensou em se jogar no chão e chorar, ou até mesmo tentar matar Voldemort, o que seria estupidez. Mas Gina Weasley o fez primeiro, infelizmente foi impedida pelo pai, Arthur.

Draco e seu lado sonserino queriam ver a garota ser transformada em pó por un feitiço de Voldemort.

Um silêncio predominou, até seu bebê começar a chorar, parecia sentir que algo estava errado.

Muitos olhares se dirigiram para si, tremeu acariciando os cabelinhos finos do bebê enquanto o ninava junto ao seu peito. Seu pranto se estendia conforme o bebê chorava mais forte, mas não sentiu vergonha em chorar na frente de tantas pessoas.

Era apenas um homem que havia perdido o amor de sua vida.

Voldemort sorriu para si, com a boca podre e cheia de dentes pontudos como presas. Soluçou. O monstro, porque aquilo não era homem ou bruxo, riu.

Ainda o olhando com olhos brilhantes perguntou se alguém iria querer se juntar a ele. Neville Longbottom deu um passo a frente, deixando todos assustados, o Lord das trevas fez uma piada estúpida onde apenas os comensais riram, mas logo Longbottom discursou.

Em instantes Harry acordou e partiu para cima do bruxo das trevas. Comensais começaram a abandonar o mestre, aparatando ou saindo correndo pelos portões ds escola. Como os covardes que eram.

Quis correr até seu moreno, o abraçar e encher de beijos. Seu peito doía por vê-lo lutar com suas últimas forças, tão magro e maltrapilho.

A luta se tornou apenas de Harry e Voldemort, fazendo com que todos os bruxos ali presentes corressem para o Salão Principal, fugindo das explosões dos fortes feitiços.

Lembrava-se de estar em um canto apoiado na parede e com a varinha em mãos enquanto apoiava seu bebê em um dos braços. O ergo baby estava jogado no chão ao seu lado e Henry estava agarrado contra um de seus mamilos, sugando fortemente o líquido que dali saia, chegando a machucar levemente a pele de Draco. Porque sim, durante sua gravidez foi capaz de produzir o próprio leite, podendo amamentar o bebê de modo saudável.

Ninguém o olhava, concentrados demais na luta, que havia se concentrado no meio do Salão Principal.

No fim, Harry se saiu campeão, fazendo com que todos ali respirassem aliviados.

Draco sorriu feliz e foi acompanhado por seu bebê, que largou seu peito para sorrir para si banguela em sua direção. Como se entendesse tudo o que havia ocorrido ali.

Aquele sorriso era tudo o que necessitava, para si, era o sorriso mais lindo do mundo.

Durante longos minutos, que mais pareceram horas, Draco esperou por Harry, mas o moreno ignorou totalmente sua presença ali, chegou a pensar que o mesmo não tinha o visto, mas quando seus olhares se cruzaram o mundo a sua volta parecia ter parado, o de olhos verdes sorriu e deu dois passos em sua direção, mas foi impedido de se aproximar por causa dos lábios sedentos de Ginevra Weasley, que o agarrou e pulou em seu colo.

Draco saiu dali, tudo fazia sentido agora. Não recebeu nenhuma carta durante um ano inteiro, tirando o fato que a ruiva parecia muito mais apaixonada no dia de hoje, chegando a se descabelar chorando. E quase se sacrificado. Tinha a certeza absoluta que haviam se falado, que Harry o traiu com a vadia ruiva.

Não chorou, não iria se rebaixar a isso e durante todos os meses seguintes cumpriu sua promessa.

Até o dia de hoje.

Iniciou o curso de medimagia no St. Mungus, tratando muitos feridos de guerra.

Toda a noite quando chegava em casa corria para o segundo andar, para ver seu bebê, já adormecido. Estava com quase um aninho.

Sua mãe o cuidava durante o dia, ao mesmo tempo que organizava o serviço da casa e estudava como retomar os bens da família.

Sentia pena da mesma, seria impossível. Tudo estava confiscado e iria a leilão, por isso estavam morando em uma casa de aluguel trouxa.

Quando chegou à emergência em caos, estranhou. Aurores e civis a enchiam, macas passavam por si com pressa em direção às salas de cirurgia.

Correu para vestir seu jaleco e suas luvas.

Em poucos minutos, enquanto suturava a perna de uma menina de no máximo dezesseis anos, descobriu que Hogsmeade havia sido atacada por um grupo de seguidores de Voldemort que ainda não estavam mortos ou capturados.

A maioria das crianças e dos adolescentes, alguns que até mesmo já havia falado em Hogwarts, ainda vestiam os cachecóis de suas respectivas casas.

Suspirou triste pensando nos jovens inocentes que estavam em seu primeiro passeio. Mais de cem estavam apenas na emergência e mais ou menos vinte, de todas as idades, estavam mortos. Outros nem ainda haviam sido resgatados dos escombros e muitos tiveram seus corpos transformados em pó. Todas as salas de cirurgias estavam ocupadas e até os quartos particulares tinham mais de um paciente.

Sentiu um aperto em seu coração em imaginar que seu filho poderia ser uma dessas crianças se fosse mais velho, mas Henry ainda possuía apenas onze meses e estava longe de ir para a escola, tratou de expulsar esses sentimentos ruins de si e ativou sua expressão indiferente e profissional.

Estudava para ser medibruxo traumático, portanto cuidaria dos bruxos com machucados agressivos, como ossos quebrados ou hemorragias, caminhou até a área dos feridos e chocou-se ao ver Harry ali, com um osso saltado rasgando a pele de sua perna.

Seu rosto estava suado e este mordia um pano para não gritar.

Apertou a varinha entre os dedos, desejando a maior dor do mundo para aquele que havia o abandonado.

Claro que ele estaria ali, pensou raivosamente. Era um auror, um dos mais novos.

Nem ao menos se surpreendia por Harry ter feito o treinamento para auror, que levava anos, em menos de dez meses.

Ele era o herói e todos o bajulavam.

- Babaca! - Rosnou, andando em passos rápidos para o mais longe possível do ex-namorado.

Não chegaram a terminar, mas não precisava de palavras.

Analisou melhor e viu que Harry precisava de atendimento antes que entrasse em choque. Olhou ao redor vendo todos ocupados demais, respirando fundo decidiu atendê-lo. Seu coração ridículo estava tomando as decisões no lugar de seu cérebro, tinha certeza.

Retrocedeu seus passos, e mesmo tendo a sensação que suas pernas pesavam cinquenta quilos cada, continuou a caminhar na direção do moreno.

- Boa noite! - Desejou ironicamente e com um aceno de varinha rasgou um pedaço da calça de Harry, para poder examinar o ferimento melhor.

Não foi respondido, mas sentia os olhares de Harry esquadrinhando seu rosto e seu corpo.

Não vai falar nada? Pensou vingativo, cutucando a ferida com força.

- AI! - Gritou de dor.

Com um sorrisinho e ainda não se sentindo completamente satisfeito, murmurou alguns feitiços que fariam a cicatrização interna arder e fez o osso ir para o lugar certo, enrolou uma tala ao redor do joelho do mesmo e a prendeu com um feitiço colante.

Estava pronto para ir quando foi impedido por uma mão em seu braço.

- D-Draco, e-eu... Nunca te esqueci. - Draco o olhou e puxou o braço com força. Harry não podia fingir que ele não existia por quase dois anos, contando o tempo de guerra e o pós-guerra, e agora falar essas cinco palavrinhas patéticas achando que isso resolveria tudo.

- Quem você pensa que é para me tratar desse jeito? Acha que dizendo isso para mim vai conseguir me comer novamente?! - Deu um tapa forte na mão do o segurava. - NÃO FOI ISSO QUE EU FUI PARA VOCÊ? UMA FODA?

- Não grite! - Sentou-se, fazendo uma careta de dor.

- VOCÊ NÃO MANDA EM MIM!

- Você está certo, eu fui um covarde, mas agora me ouça. Por fav-.

Foi interrompido, por Draco que o socou no rosto.

- Dê suas desculpas para a ruiva sem sal que você escolheu ao invés de mim e do seu filho, seu merda!

Saiu em passos rápidos, sentindo as lágrimas mancharem seu rosto.

Por que fazia promessas se não poderia cumprir?

[...]

Harry olhou com dor para a perna machucada, mas nem essa dor se comparava à que sentia o rasgar por dentro.

Sua bochecha doía por conta do soco que havia recebido de Draco e isso só servia para lembrá-lo o quanto foi covarde por ter adiado essa conversa.

Certo que não sábia aonde seu loiro havia se metido com o bebê deles, e também era certo que não falava mais com os Weasley, exceto Rony e os gêmeos, por conta da atitude de Gina.

E não foi decisão sua ter se afastado da família que havia o acolhido como um filho, mas não poderia fazer nada se eles decidiram tomar as dores de Gina para si.

A garota havia sido completamente sem noção quando o beijou após ter derrotados Voldemort. Ela sábia que ele estava em um relacionamento com Draco!

Todos sabiam!

E está foi a causa do seu maior temor enquanto caçava As Relíquias da Morte, Voldemort também poderia saber e estar caçando seu loiro para poder usá-lo como objeto de troca. Sua vida pela dele.

Esse pensamento ficou consigo desde o instante que saiu da casa dos Weasley. E se intensificou quando recebeu uma carta de Molly, que na verdade havia sido endereçada a Rony, avisando que Draco havia ido embora.

Tentou entrar em contato com ele, mas sem Edwiges eram impossível. Cogitou abandonar a missão e ir atrás dele, mas o mundo bruxo, ou a maior parte dele, dependia do seu sucesso naquela missão.

Era a vida de milhares contra a vida se seu amor, não poderia ser egoísta. Escolheu o certo. Escolheu a maioria. Mesmo que isso não fosse o que seu coração desejava.

E quando o viu com aquele bebê no colo, seu coração disparou e logo sua mente acelerou, lhe dando uma certeza e um questionamento: Draco estava bem. Mas quem era aquele bebê?

Ele o amamentava, então era óbvio que havia sido filho de uma gravidez dele, o que há poucos anos havia descoberto que alguns bruxos poderiam fazer. Quando viu aqueles cabelos ruivos sentiu uma imensa raiva.

Existiam muitos ruivos no Reino Unido, mas se analisar bem o bebê e calcular a idade dele mais o tempo de gestação, era um ano. E Draco havia entrado em contato com exatos sete ruivos homens há um ano: Arthur, Bill, Charlie, Percy, Fred, George e Ronald Weasley.

Levou sua mão até a varinha, e neste exato momento seus lábios foram beijados pelos lábios de Gina. Quando a afastou de si, Malfoy havia desaparecido.

Sem saber o que fazer, seguiu para a casa que havia herdade de seu padrinho, a antiga mansão Black, Grimmauld Place 12. A casa o arrepiava com seu ar macabro, mas era o único lugar que podia chamar de lar agora que Hogwarts estava destruída e também era o único lugar que poderia ficar sozinho com seus pensamentos.

Lembrou-se das conversas que tinham e de como ele parecia devoto a si e loucamente apaixonado. Aquele Draco nunca o trairia.

Foi então que olhou para um porta retrato com um foto sua sendo balançado entre seus pais. Os cabelos ruivos como fogo de Lílian não podiam ser ignorado.

Sua pele era negra e seus cabelos cacheados, não havia puxado nada da mulher além de seus olhos verdes e pequenas características na personalidade.

Mas nada era impossível era? Seus cabelos ruivos podiam ter pulado uma geração, não podiam? Afinal, se homens podem engravidar, cabelos ruivos podem passar de avó para neto.

Daquele instante em diante, iniciou uma busca incessante por seu filho e seu namorado. Se nunca haviam terminado, era namorado!

Mas não conseguiu encontrá-los de jeito nenhum, deveria ter imaginado que seria difícil, Malfoy foi aquele que se escondeu de Voldemort com uma cria de Harry Potter.

Então, sendo convencido por Hermione, seguiu sua vida, se tornando auror em seis meses. Não reclamou por ter sido notoriamente favorecido, odiava estudar e já sábia o que era necessário para seguir carreira.

Ou achava que sim.

Na prática era mais difícil e neste um mês que exercia a função como um auror de elite, viu que nem era o que parecia ser. Além de ter adquirido bolsas de olheira, diversas cicatrizes e agora um ferimento horrível na perna.

Viu de longe o loiro voltar para a emergência, o ignorando por completo.

Pelos seus cálculos, seu filho deveria estar com recém completos um ano.

Sentiu vontade de atravessar a distância que os separava, colocá-lo contra a parede e o questionar sobre tudo que o intrigava. Mas não queria ser perturbador ou invasivo, mesmo o assunto se tratando de seu, em teoria, filho.

Tentou descer da maca, mas ao menor movimento, sua perna doía, espalhando uma dor aguda por seu corpo. Era uma sensação horrível.

Viu um enfermeiro passar por si e ergueu a mão, tomando a atenção do mesmo para si.

- Pode chamar o Dr. Malfoy? Foi ele quem tratou do meu caso e minha perna está doendo.

O enfermeiro ajeitou os cabelos, antes de se inclinar sobre a sua perna e destampar o ferimento.

- Para mim parece ótimo, Mr. Potter. - Mordeu o lábio.

Harry quis rir da situação. Era um cara bonito, mas não o interessava, quem o interessava neste momento estava o encarando com o cenho franzido de ciúmes.

O moreno não pode avistar a expressão descontente do amado, pois o enfermeiro se mexeu, ocupando todo seu campo de visão.

Se inclinou, tentando ver o loiro, mas a dor em sua perna se fez presente novamente.

- Ai!

- A dor é interna? - A voz sexy do enfermeiro o tirou da sua nuvem de tormenta.

- Quê? - Questionou perdido.

- A dor é interna? - Repetiu a pergunta.

- Sim, acho que a ferida não está cem porcento curada por dentro.

- Vou pegar uma poção para você e já volto, não saia daí. - Piscou um olho e saiu rebolando.

Harry revirou os olhos, como se pudesse sair dali!

Viu Draco se aproximando e passou a mão pelos cabelos, tentando arrumar sua juba.

- Sente alguma dor, paciente? - Perguntou duramente.

- Sim.

- Onde? - Puxou uma pena de um bolso do jaleco e uma mini prancheta de outro bolso, apoiou a prancheta sobre o espaço da cama ao lado do corpo de Harry e a aumentou com um toque da varinha.

- No coração.

O loiro o olhou com os olhos apertados.

- Algum histórico de problema cardíaco na família?

- Meu problema no coração é culpa sua, Dr., que quebrou o meu. - piscou um olho, tentando aliviar o clima pesado. Draco apertou os olhos, Harry desmanchou o sorriso.

Okay, não era momento para isso, já havia entendido.

O mais velho deu as costas. Sentindo raiva de si mesmo por ter se sentido ciumento e ter ido "checar" o paciente.

- Me deixe em paz! - Rosnou.

- Draco, agora é sério, precisamos conversar e você sabe sobre o que. - Falou um pouco alto e o outro parou imediatamente de andar. - Não pode esconder ele de mim para sempre. - Terminou sua fala.

- Meu plantão termina às 23:00. - Disse no instante em que o enfermeiro chegou com duas poções em mãos. Uma para cicatrização e outra para dor. - Me encontre no saguão. - E continuou a se afastar.

Harry assentiu, mesmo que ele não pudesse ver. Ele com certeza estaria no saguão às 23:00.

(...)

Harry aguardava sentado em uma das cadeiras da recepção, seu rosto estava apoiado contra suas mãos, e seus cotovelos contra suas coxas.

Cantava uma música baixinho enquanto erguia os pés.

- O que está fazendo, seu esquisito?

Olhou para cima, encarando Draco de braços cruzados, vestido inteiramente preto, os cabelos jogados para o lado e as bochechas magras coradas. Aquilo era o que chamavam de visão do Paraíso?

Levantou-se, tentando não tremer diante do olhar de raiva que lhe era dirigido.

Era até engraçado ver, o Grande Harry Potter, temendo uma conversa.

- Você quer conversar aqui ou ir lá para casa? - ofereceu, enfiando as mãos nos bolsos do unifome chamuscado.

- É impressão minha ou você está tentando me seduzir me levando para a sua casa? - ergueu o queixo pequeno, novamente apertando os olhos.

Harry sorriu, adorava o ver com os olhinhos apertados e aquele biquinho fofo nos lábios.

Porém, essas expressões demonstravam o quanto Malfoy era frágil e esquivo, como tinha medo de se machucar ainda mais.

Odiava quando aquelas expressões eram dirigidas a si, não deixavam de ser fofas, mas não queria o homem de sua vida desconfiando de si.

A base de todo o relacionamento era a confiança.

- Relaxa um pouco, hoje eu apenas quero conversar. - levou a mão até perto do rosto pálido, mas está foi estapeada.

- Eu vou, mas não me toque. - saiu em direção ao ponto de aparatação, Harry o seguiu de perto, evitando olhar para a bundinha empinada apertada na calça social.

Já estavam tão acostumados com a prática de aparatação que o repuxo no estômago e a ânsia não chegavam aos pés das outras sensações que sentiam em seus corpos.

Quando seus pés tocaram o chão do parquinho em frente à sua casa; aquele lugar era assustador até durante o dia, seus brinquedos eram enferrujados, a grama era alta e o chão sujo dos excrementos dos animais de rua. Era um lugar esquecido pelo governo de Londres.

Atravessaram a rua em direção à casa que se tornou visível quando Potter disse as palavras chaves.

Draco evitou sorrir, mesmo sentindo vontade de fazê-lo, possuía boas lembranças do local. Todas recheadas com muito Harry.

Suspirou, adentrando o casarão escuro.

- Você ainda tem Monstro? - indagou, retirando o casaco e o entregando nas mãos do maior.

- Sim, ele ainda não morreu. - abriu a porta do armário e colocou o casaco de Draco em um dos cabides. - Infelizmente.

O loiro deixou um risinho escapar.

- Venha. - chamou o dono da casa, caminhando para a sala de estar.

O clima instantaneamente ficou pesado, sentaram-se lado à lado em um dos grandes sofás, que ainda eram os mesmos que Walburga havia comprado há mais de trinta anos.

- Hum-hum. - pigarreou Malfoy. - O que gostaria de saber? - fez-se de sonso.

- O seu filho é meu filho? - foi direto.

Draco paralisou, sentindo as palavras trancarem o caminho do oxigênio que adentrava suas narinas e preenchia seus pulmões.

- F-filho? - hiperventilou.

- Sim, filho.

- E-eu não t-tenho um filho. - pôs a mão sobre o peito.

- Draco! - apoiou as mãos nos ombros estreitos e balançou.

- HENRY É MEU! - cachoeiras de lágrimas escorreram para fora de seus olhos.

- ELE TEM O MEU SANGUE?

- H-harry... - murmurou, tentando secar as lágrimas que não paravam de escorrer. - N-não tire ele de m-mim.

- Ele é meu, Dray? - substituiu as mãos pálidas pelas suas no trabalho de secar as bochechas molhadas.

- P-por que v-você me abandonou? - se jogou nos braços do moreno, que o apertou com força contra seu peito.

- Eu não sábia o que fazer. - confessou. - Eu ainda tenho apenas dezenove anos e eu venci uma guerra. - deitou o rosto contra os ombros do menor, afundando o nariz na tez macia do pescoço. - Todos os dias eu pensava em você e em como você estava, se Molly estava o cuidando bem, se você estava se alimentando, se ainda me amava... - O roçar de lábios ali e o ar que escapava das narinas de Harry o arrepiavam. - Quando eu descobri que você havia fugido de lá, quis abandonar tudo e ir atrás de você, mas seria egoísmo.

- Egoísmo?

- Era a sua vida contra a de milhares, seguir meu coração seria egoísmo. - mordeu o lábio. - Quando eu te vi com aquele bebê ruivo não soube como agir, eu não era ruivo e você, na minha cabeça, havia passado um ano em uma casa com homens ruivos. - o apertou mais forte contra seus braços. - Em nenhum momento quis duvidar da sua fidelidade, mas naquele momento a única coisa que fazia sentido na minha cabeça era que você havia me traído. - fechou os olhos com força. - Ginny me beijou, mas eu não queria aquilo, estava tão assustado e chocado que não consegui afastá-lá de imediato, quando me separei dela, você havia sumido.

- Então, você e ela...? - saiu dos braços do outro, expondo o rosto vermelho e inchado.

- Não estamos juntos e o único Weasley que eu falo é Ron. - baixou os olhos para as mãos. - Eles decidiram tomar as dores de Gina para eles. - deu de ombros. - Eu procurei você, mas... Me desculpe por não ter conseguido te achar! Eu falhei com a nossa família, Dray.

- Se nós tivéssemos nos encontrado antes, poderíamos ter resolvido isso há séculos. - sorriu pequeno.

- Para você está tudo resolvido? - chegou mais perto, encostando seus joelhos.

- Não, mas podemos trabalhar nisso. - ficou de joelhos sobre o sofá.

Tudo ficaria bem se estivessem juntos, era isso que dizia a si mesmo quando empurrou Harry contra o estofado do sofá, subindo sobre seu colo.

- Wow! - exclamou surpreso, colocando as palmas nas coxas do menor.

- Você ainda me ama, Harry? - desmanchou a pose sexy, para dar espaço à sua insegurança.

- Eu sempre irei te amar, Draco.

- Então nos faremos dar certo. - tomou os lábios grossos nos seus, gemendo com o toque.

Era uma promessa selada com um beijo. Iriam fazer dar certo.


Notas Finais


EU NEM ACREDITO QUE CONSEGUI TERMINAR ESSE CAPÍTULO/DESENVOLVER UM CAPÍTULO QUE DRARRY CONSEGUISSE SE RESOLVER

só espero não me decepcionar com comentários agora (o que eu mais ando tendo nas minhas fanfics)

triste

espero que tenham gostado!

uma parte 2, regada de family potfoy e henry, vem em breve

xoxo


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