História Reencounter - Jikook - Capítulo 17


Escrita por: e KookieMochi

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Boate, Drama, Jikook, Kookmin, Mistério, Passado, Revelaçoes
Visualizações 154
Palavras 1.594
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mas olha quem voltou mais cedo rs.
Oi meus nenês, aqui é a Kookie.

Sem mais enrolações por aqui, até as notas finais.

Boa leitura.

Capítulo 17 - Chapter XIV


South Korea

Seoul

P.O.V Jungkook

Jimin-ssi! — chamei-o, correndo até si ficando ajoelhado. — Jimin, pelo amor de Deus, o que você fez.

Peguei o corpo frágil em meus braços e o coloquei sobre a cama.

Eu estava no banho e havia pedido para que Jimin me esperasse aqui no quarto — sem malícia —, já que ficava melhor para conversamos devido ao barulho do chuveiro, sem contar que ele tinha saído de seu banho poucos minutos antes que eu entrei, eu simplesmente não via motivo em que ele não podesse ficar. De início, estava tudo bem, mas não sei como ele achou a caixa debaixo do travesseiro — claro que não estava escondido essas coisas lá, mas não é como se ele fosse encontrar assim tão fácil, a não ser que… Ele mexeu nos travesseiros.

Peguei o celular ao mesmo tempo em que me vestia, e rapidamente liguei para um táxis vir para o hotel o mais rápido possível, era urgente. Eu não sabia o que esse desmaio poderia causar e não queria arriscar perder o Park mais uma vez.

Peguei a carteira checando se meus cartões e uma boa quantia de dinheiro estavam ali, colocando-a no bolso da bermuda juntamente da chave para abrir o quarto. Peguei o mais velho novamente em meus braços e com cuidado fui para fora do edifício, as pessoas nos olhavam querendo entender o que havia acontecido com o rapaz que eu carregava.

Passei o endereço para o senhorzinho que nos levava, e mesmo não sendo o momento certo eu parei para pensar que sempre eu encontrava senhorzinhos nos táxis.

— Tae? — falei afoito quando a chamada foi atendida.

— Oi, Jeon, está tudo bem? — perguntou.

— Tae, lembra das cartas que eu te contei? As que eu escrevia quando era menor para que um dia podesse entregá-las ao Jimin?

— Sim, o que têm elas?

— O Jimin as leu, só que ele desmaiou após isso e eu estava no banho no momento em que aconteceu. Taehyung, eu não sei o que essas cartas podem causar no Jimin já que ele não lembra de nada que a gente passou juntos na infância, exatamente nada.

— Calma, Jungkook, está levando ele para algum lugar?

—  Para o Busan Sant Mary’s Medical Center. Hyung, vem para aqui, por favor. — supliquei.

— Eu tô indo, Jungkook, não faz nenhuma besteira.

— Ok. — suspirei, encerrando a chamada.

Olhei para Jimin e acariciei seus fios loiros, eu esperava que ele estivesse bem, e não desistisse dessa vida aqui.

— Desculpe, você disse que o seu namorado não lembra de nada do passado dele? Quando era criança juntamente de você? — minha atenção foi direcionada ao senhor que falava comigo.

— Sim, senhor. — franzi o cenho.

— Você sabe que isso é um procedimento, não é? — me perguntou, olhando pelo retrovisor.

— Desculpe?

— A minha filha fez esse procedimento a meses atrás. O ex-namorado dela não aceitou muito bem o término deles dois, e fez uma tentativa de homicídio contra minha filha. — eu escutava atentamente a história que o homem me contava, esperando o ponto chave daquela conversa. — Ela ficou com trauma dele e sempre sonhava com o dia em que ele tentou matá-la, eu e minha mulher não aguentamos ver o estado lamentável em que So Jung se encontrava, então fomos a procura de algo que pudesse deixar essas memórias em repouso, que pudesse deixá-las desativadas.

— E então? — indaguei em ansiedade .

— Então, nós encontramos um procedimento que a idéia não é apagar inteiramente as memórias tristes das pessoas, e sim torná-las menos estressantes ou dolorosas. Com uma combinação correta de drogas e exercícios de memória. Hoje, minha filha não se lembra de nada que envolva ele, memórias falsas foram implantadas na caixinha de memória dela, um falso namorado. Mas claro, para isso nós falamos com ela antes de todo o procedimento, Jung ficou sabendo como seria todo o tratamento e aceitou.

— Então, quer dizer que o Jimin passou por isso?

— Sim, o seu namorado passou por este mesmo processo. Memórias falsas foram implantadas, e ele parou de acessar as que vocês construíram juntos, elas estavam, humm… Digamos que dormindo. Elas estavam em modo de hibernação, e ao ler as cartas ele teve um ligamento mais forte, bom, eu não sei. Todavia, foi algo que mexeu muito com ele.

— Entendi… Então esse é o motivo de que ele não se lembra de mim em seu passado, não se lembra dos locais que fomos juntos mesmo que eu tenha o levado recentemente.

— Exato, enfim… É aqui, rapaz. Espero que o seu namorado fique bem o mais rápido possível.

— Obrigado, senhor. — paguei a corrida e saí daquele carro.

                                 ___

O médico havia me dito exatamente a mesma coisa que o taxista.

— Ele está em estado de observação caso aconteça alguma coisa, vamos fazer mais alguns exames para ter certeza que esse procedimento não afetou as memórias dele. Enfim, o Jimin já pode receber visitas, o quarto é o 111.

— Ele poderá ir embora hoje?

— Amanhã ele será liberado caso esteja tudo ok.

— Obrigado, doutor.

— Por nada… Ah, e enquanto estávamos fazendo os exames com o Park, ele chamava por um Jeon Jungkook, qual de vocês é o citado?

— Sou eu. — respondi meio confuso.

— Acho que você é importante para ele, rapaz. — assenti meio envergonhado.

Eu e Tae nos entreolhamos e começamos a andar em direção do quarto que nos fora indicado, paramos em frente da porta e eu segurei o pulso do mais velho.

— Espera, e se… Tae, eu estou nervoso. Eu não sei como ele está, do que ele se lembra, como ele vai me tratar, e se ele… — fui cortado por meu Hyung.

— Jungkook, esqueça os “e se”. Mantenha a calma, é o mesmo Jimin de sempre. Você teve uma história com ele, não é? — assenti. — Então, meu anjo, não há o que temer. Vamos? — enlaçou nossas mãos me transmitindo coragem.

Entramos naquele quarto e vimos Jimin dormindo calmamente, sem preocupação alguma. Sorri com aquilo e separei minha mão e a de Taehyung, me aproximando da cama, pegando naquela mão cheiinha acariciando-a.

— Que bom que você está bem, Hyung… Pensei que eu fosse te perder. — de cabeça baixa falei mansinho, meio nostálgico.

— Não pela terceira vez, Jeon… Não mais. — levantei a cabeça surpreso, vendo-o falar ainda de olhos fechados.

— Huh?

— Eu não vou te deixar igual fiz daquela vez em que éramos crianças, nem de quando brigamos semanas atrás… Eu não vou te deixar ir embora igual anos atrás, sem ao menos me dizer um tchau.

Eu não vou te deixar igual fiz daquela vez em que éramos crianças.

— V-você se lembra?

— Uhum. — afirmou com a cabeça.

— Aí, meu Deus… Eu não acredito, Jimin… Eu… Eu não sei o que dizer.

— Riu. — Então, deixa que eu te digo.

Hyung, hoje eu fui à praia com a minha mãe, aquela mesma praia que um dia fomos, lembra? Eu mal olhei para a praia, a minha vista ficou embaçada, eu comecei a chorar e sabes de quem é a culpa? É tua, Hyung… Eu tenho tantas saudades de você, por que você não pode voltar? Por qual motivo foi embora assim? Foi por causa do corte? Eu posso explicar tudo à minha mãe, até minto se for preciso, mas só volta, Hyung… Por favor, só te peço isso.
Eu queria te mandar estas cartas mas não sei como, nem para onde mandar…
A única maneira agora que encontro para me lembrar de ti é continuar olhando a cicatriz que tenho na minha bochecha esquerda, ela traz-me boas lembranças.
Se algum dia chegares realmente a receber estas cartas, perdoa-me se as letras tiverem borradas… As lágrimas foram mais fortes que eu.
Com um grande abraço de urso, seu Dongsaeng, Jungkook.

Essas cartas por um lado, me deixaram feliz... Foi como se eu estivesse a conversar com ele... Eram as nossas conversas proibidas.

                                    FLASHBACK

— Jungkook, minha mãe e meu pai vão à praia hoje... Vamos comigo? Eu não quero ficar no tédio. — Park disse fazendo um biquinho adorável.

— Jiminnie, preciso pedir a mamãe… Se ela deixar nós vamos, okay? — Jimin acentiu. — Já voltou, Hyung.

— Ela deixou, podemos ir? — perguntou, após alguns minutos.

— Podemos sim! — Jimin tinha ficado alegre em minutos com a notícia.

— Olá tia Yang Mi! — Jeon acenou sorridente para Yang.

— Como você está, pequeno? — a mulher perguntou com um sorriso terno em sua face.

— Estou bem, e a senhora? — indagou de volta.

— Vou bem, obrigada, meu amor. — sorriu alisando a cabeleira negra de Junkook.

O tempo passou rápido, os meninos aproveitaram muito bem o momento que passaram juntos. Jimin arrancou dinheiro de seus pais, o menino não se aproveitou, ele queria dinheiro para gastar com seu amigo. Park Yang Mi e Park Chin Hwa ficaram felizes ao ver que o seu menino estava feliz com um amigo.

Fizeram castelos de areia, dançaram loucamente... Não se importaram com quem os olhavam, eram crianças na praia, e ninguém via problema nisso. Jungkook estava fazendo um bem enorme a Jimin, que até sua convivência com os pais havia melhorado.

— Jeongguk, obrigado por tornar a minha vida melhor, obrigado por você ter passado o dia comigo.

— Jiminnie, eu que te agradeço... Por ser o amigo que eu não tive, a pessoa presente em minha vida que sempre está cuidando de mim.

P.O.V Jungkook

— Você realmente lembra… — falei desacreditado.

— É claro que sim, deixa de ser ridículo, Jeon. — bateu em meu braço.

— Ai, Hyung!

Taehyung olhava aquela cena abobalhado vendo o quanto aquele menino fazia bem à Jimin, eles de fato tinham uma história muito bonita

Eles eram amigos que se reencontram.


Notas Finais


Vocês gostaram do capítulo, amores? Eu espero muito que sim, iti.
Estou ansiosa — bem nostálgica também — para finalizar essa fanfic aqui.

Bom, até o próximo capítulo.
Xoxo.


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