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História Refém - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá! Olá! Pessoas... Bom, mais um capítulo de Refém para preencher essa madrugada! 🤭

Nesse capítulo vai ter um pouco da visão dos dois. Tem bastante ação e algumas descoberta... Mas, não irei falar mais. Bora ler??

Uma ótima leitura todos e uma boa noite! ♡

Capítulo 4 - Capítulo TRÊS


Fanfic / Fanfiction Refém - Capítulo 4 - Capítulo TRÊS

~ Melinda


Após algum tempo, chego enfim ao hospital. Faltava pouco tempo para começar meu turno, porém não estava atrasada.

Caminhei tranquilamente por ele, rumo ao vestiário.

Por mais incrível que pareça, o dia estava tranquilo. O hospital não estava muito movimentado como geralmente estava.

Encontrei com alguns colegas no caminho e alguns médicos, cumprimentei com um 'bom dia', alguns entraram há poucas horas e outros estavam no fim de seus turnos.

Estava quase chegando quando ouço tiros vindos de uma sala. No momento entrei em choque e então vi uma porta ao lado abrir e um rapaz mascarado saiu dela.

Tentei correr, mas uma mão segurou meu pulso e o desespero começava já tomar conta de mim. De repente pessoas começaram a gritar e correr. Quando me dei conta, havia uma arma apontada para a minha cabeça e o braço daquele rapaz me segurava com força.

Ouvi alguns outros tiros, mas um pouco mais afastado. Teriam mais?

- Oi Melinda - o rapaz pronuncia meu nome em meu ouvido e aquilo faz todo o meu corpo se arrepiar - é um prazer em conhecê-la e ainda mais agora em encontrá-la tão rápido.

- Quem é você? - pergunto nervosa.

- Um velho amigo de seu querido pai.

Ele começou a andar e me empurrava em sua frente. Caminhamos mais um pouco e as pessoas ainda corriam desesperadas... Estávamos indo em direção a saída do prédio.

- O que quer comigo?

- Adoraria te dar um tiro e uma morte lenta, bem lenta... Mas, não hoje. Hoje você é minha passagem para a liberdade.

Engoli em seco, não deveria, mas eu realmente estava com medo do que viria a seguir.

Alguns seguranças vinham ao nosso encontro e apontavam a arma, mas por algum motivo desistiam... Talvez por medo, medo que suas ameaças passassem das palavras e ele realmente atirasse, medo de começar uma troca de tiros e acabarem mortos.

Eram seguranças do hospital e a função deles era proteger, mas não foi o que aconteceu. Não sei se existe algum tipo de juramento em suas formações como na minha... Mas se existe, eles acabaram de quebrá-la ao me deixar refém desse psicótico.

Um dos seguranças tentou ir para cima dele, mas foi então que ouvimos um tiro, um não, mas dois tiros altos que ecoou por aquele longo corredor.

Blake Ferraz

*Algumas horas antes*

Chego em casa e vou direto tomar um banho, com a esperança de que a água pudesse levar embora cada traço daquela mulher, que ficou na minha cabeça.

Eu sinceramente não me lembro a última vez em que cometi uma loucura dessa, eu mal sabia seu nome. Obviamente havia já transado com outras mulheres, mas dentre todas ela foi diferente. Nunca coloquei a perder uma noite inteira de sono antes de trabalhar, só pelo prazer de uma transa.

A única coisa que sabia naquele momento é que precisava, precisava senti-la em todos os sentidos novamente.

Só não sabia como, já que nem seu nome sabia...

Sinto minhas costas arder levemente quando a água cai livremente sobre ela. E isso só é mais um gatilho para relembrar nossa noite juntos.

Saio do chuveiro e me enrolo na toalha. Escovo meus dentes e vou até meu quarto e visto uma cueca box, calça jeans preta, camisa social azul escuro. Calço meus sapatos e vejo as horas no celular... Eu tinha algumas horas ainda antes de sair.

Vou até o espelho e ajeito meus cabelos.

Pego minhas coisas e resolvo chegar mais cedo, preciso de algo para distrair minha cabeça e preciso me inteirar no caso.

Vou até a garagem, adentro meu carro e vou direto para o prédio do FBI.

...

- Seja bem vindo Blake Ferraz, ao FBI. Bem, aqui é sua sala - diz Herrera ao abrir um porta e varrer seus olhos rapidamente sobre a sala - Vamos, vou te mostrar sua equipe.

Ele fecha a porta e seguimos andando pelo corredor movimentado. Um pouco mais adiante tinha uma sala grande com muitos equipamentos, telas enormes e computadores.

Tinham algumas pessoas, mais especificamente cinco pessoas juntas. Elas conversavam entre si e no momento que Herrera se aproxima elas param e se viram para ele.

- Pessoal, esse daqui é Blake Ferraz. O novo comandante e integrante dessa equipe. - então ele se vira para mim - Ferraz, esses são Davis, Miller, Wilson, Jones e Garcia. Sua nova equipe. Bom, agora eu  preciso ir, mas eles vão te atualizar sobre tudo.

- Obrigado - ele assente e sai. Então me viro para todos e suspiro.

- É mesmo filho de Hugo Ferraz? - pergunta uma das mulheres da equipe - Ai! - balbucia ela após a outra ao seu lado lhe dar uma cotovelada.

- É...  - limpo a garganta - Sou sim. Mas não sou como ele. - então um silêncio constrangedor fica por alguns segundos.

- Bom, senhor Ferraz - corta o silêncio um dos rapazes - Sou Victor Davis, bem vindo a equipe. Vamos atualiza-lo de tudo o que temos até agora.

- Tudo bem.

- Venha aqui - ele vai até uma das telas e todos o seguem - Wilson, mostra os arquivos.

- Está bem - ela pega um tablet em suas mãos e começa a mexer conforme vai aparecendo algumas coisas na tela.

- Seu pai trabalhou muitos anos em cima desse caso,  ele continuou o que muitos não conseguiram terminar... Bem, ele se infiltrou no que chamamos de Triângulo Vermelho, um grupo secreto que vem atuando há muito tempo e se espalhando pelo mundo todo. Infelizmente o senhor Ferraz morreu antes de conseguirmos saber o que eles queriam.

Foi o único que chegou bem próximo de conseguir descobrir.

- Por que ele estava trabalhando nesse caso se era responsabilidade da CIA? O que tinha de mais nele?

- Houve um tempo que o Triângulo passou a chamar muita atenção aqui em Los Angeles. Eles atuaram em alguns ataques terroristas e marcaram pessoas com seus símbolos, além dos lugares dos ataques. Por algum motivo eles queriam essa atenção. E um desses ataques foi no LACMA, eles estavam atrás de um relógio valioso que sumiu após o ataque - então aparece uma foto do relógio na tela. Ele era um relógio antigo de bolso, totalmente coberto por ouro - e com o ataque uma pessoa muito importante para seu pai morreu. Seu avô Irvine Ferraz...

- Senhor! Senhor! - um rapaz adentra correndo a enorme sala, cortando totalmente as palavras de Victor - A testemunha,  ele fugiu! - o rapaz diz rápido e ofegante.

- Acionem o alerta! - Davis anuncia para todas as pessoas daquela sala que estavam trabalhando.

- Quem é a testemunha? - pergunto não entendendo nada.

- Te explico no caminho, agora pegue sua arma  e seu distintivo.

  Ele me entrega a arma e meu distintivo. E todos correm, alguns para seus computadores e outros atrás das armas e munições.

- Tome, esse é seu comunicador - diz Wilson me entregando o aparelho - Coloque para nos comunicar.

- Agente Wilson, nos mantenha informados. Agente Miller ajude a Wilson. - Davis segue dando as ordens - Jones vai com o Ferraz, Garcia vem comigo.

- E para onde vamos? - Davis olha para Wilson  que mexe agilmente em alguns dos aparelhos.

- Estou entranto em todas as câmaras de trânsito próximo ao presídio. - diz a agente Miller.

- Senhor, alguém ligou ao departamento alegando que um homem invadiu o carro deles e o roubou. A descrição da testemunha bate com o fugitivo. - um rapaz com o telefone nas mãos diz olhando em nossa direção.

- Onde foi isso? - pergunto.

- Avenida Central. Ele seguiu ao norte.

- Eles deram a descrição do carro?

- Sim, sim... Uma SUV vinho.

- Encontrei! - grita Wilson- ele seguiu ao norte e depois a oeste da Nona avenida com a Broadway.

- Ele parou No Hospital Memorial L.A. - pronuncia a agente Miller.

- Senhor, pessoas estão ligando do hospital, houve um tiroteio. - A agente Jones chega ja preparada.

Passei um ano em Nova York e esse um ano foi o ano mais pacato que eu tive em toda minha vida, apesar de ser uma loucura na cidade que nunca dorme, mas minha vida era tranquila. Senti saudades de toda essa agitação do dia a dia.

E sinto que isso é só o começo.

Saimos correndo para nos aprontar, colocar os coletes e pegar as munições e mais armamento.

- Agente Wilson - a chamo - ele não está lá por acaso. Pegue a lista de todos que estão trabalhando lá hoje e todos os registros de pacientes que estão internados ou em consultas.

- Certo.

  Seguimos rumo as viaturas. Pego minhas chaves e entro na minha com a agente Jones.

  Dentro de alguns minutos chegamos ao local. Muitas sirenes e carros da polícia estão cercando o hospital.

  Assim que chegamos vamos direto falar com o chefe policial do local, que conduzia a frota.

- Comandante Norman. Assumimos daqui. - Davis se aproxima dele já o intimando. - essa é uma investigação do FBI.

- Agente Davis, essa é minha área, não vamos sair daqui.

- Tudo o que precisamos é não chamar mais atenção, obrigado até aqui, mas podem se retirar.

- Vocês do FBI se acham os poderosos, mas estão na porra da minha área e meus homens não vão recuar, queira você ou não.

- Gente, calma. - interveio entre os dois.  - podemos precisar de toda ajuda possível, não sabemos o que pode acontecer, ele pode não estar sozinho.

- Sou o comandante Norman, prazer... - diz ele estendendo a mão e o cumprimento.

- Ferraz, Blake Ferraz.

- Blake Ferraz... Ouvi mesmo rumores de que voltaria. É um prazer em conhecê-lo, sinto muito por seu pai.

Apenas assinto com a cabeça e ouvimos pessoas correndo e gritando saindo do hospital.

- Alguém tem o mapa com as entradas e saídas do Hospital? - pergunto a eles.

- Não, mas estamos com o chefe do hospital na nossa Van de apoio. Venham comigo. - O comandante Norman nos leva até o local. - Esse é o Chefe e doutor Adam Boyer.

- Prazer doutor. Precisamos que o senhor nos informe todas as entradas e saídas do Hospital.

- Tudo bem, bom... Temos a entrada da frente do Hospital, por onde o atirador entrou, temos a entrada lateral oeste, onde recebemos as ambulâncias, eles dão direto ao Trauma. Os fundos são onde ficam as lixeiras e depósitos de lixo hospitalar, a porta da diretamente aos túneis e ao necrotério, mas também tem o elevador de serviço neles, por onde transportamos os corpos. Os elevadores levam até a ala cirúrgica e aos laboratórios de pesquisas. Tem também a entrada lateral Leste, que levam de um prédio ao outro. Vocês podem entrar pelo Prédio da Rua de trás, mas vai demorar mais.

- Tudo bem, agradecemos a informação. - respondo por fim.

- Senhor - O doutor nos chama assim que damos as costas e me viro novamente para ele.

- Sim?

- Ele está atrás de Melinda Drummond, ela é uma das médicas.

Apenas o olho intrigado.

- Ele não pode chegar até ela. - seus olhos eram de súplica. Confesso, foi estranho.

- Quem é Melinda Drummond? - pergunto confuso.

- Filha do Embaixador Cruz - o chefe de polícia responde a minha pergunta.

- E como sabe que...

- Senhor Ferraz, não temos tempo, acabamos de ser informados que ele não está sozinho - Victor me corta.

  Apenas assinto e saimos de lá.

- Tudo bem, Então Davis e Garcia, vão pelos túneis e eu e Jones vamos pela entrada da frente. Davis, mande uma equipe entrar pelo outro prédio, se algo der errado eles vão conseguir surpreender por trás.

Enquanto isso vamos ganhar tempo... Ele não está sozinho lá dentro, vamos estar atentos a tudo, não sabemos o que ele pretende.

- Sim, afinal ele era um membro do Triângulo Vermelho. Ele precisa ficar vivo. - Garcia se pronuncia.

- Esses crachás vão nos dar acesso. Eles bloquearam todas as portas. Não conseguiram evacuar todos, e as portas fechadas limita as ações deles. Somente conseguiremos passar por aquelas portas com esses crachás - Davis nos entrega, um para cada equipe - No entanto, eles ainda têm acesso às escadas. cuidado para não perderem os crachás.

  Todos então seguimos o plano.

- Wilson? - tento me comunicar com a agente através dos comunicadores.

- Agente Ferraz, prossiga.

- Consegue um mapa detalhado desse Hospital? Preciso de todas  as entradas e saídas, saber onde da cada corredor desse prédio. Preciso que nos oriente.

- Só um instante...

Enquanto Wilson buscava informações eu e Jones adentravamos o Prédio. Havia algumas manchas de sangue no piso, e algumas pessoas mortas pelo caminho.

- Wilson Vou seguir na direção Leste.

Olho para Jones e indico a direção com os dedos. Ela assente e me segue atenta a todas as direções.

- Ferraz - Wilson então me chama.

- Prossiga.

- Os elevadores estão desativados, vão ter que subir pelas escadas de serviços.

Virem à direita e sigam o corredor até o final. Lá tem uma entrada para as escadas.

- Está bem.

Fizemos então o que ela disse e continuei me comunicando com ela.

- Wilson? Há alguma ligação desse embaixador Cruz com o Triângulo Vermelho?

- Não temos certeza ainda senhor. Infelizmente não conseguimos provas concretas mas tudo leva a crer que... - de repente os comunicadores ficam mudos.

- Agente Wilson? Está me ouvindo? - paro de andar e levo minha mão até o fone. Olho para Jones e ela franze a testa.

- O meu também parou...

- Eles devem ter colocado alguma barreira de sinal. Propositalmente.

Descarto a ideia de ter ajuda de Wilson. Agora éramos apenas nós dois.

- Fique atenta Jones. Devem estar por perto.

Ela assente e continuamos andando.

~ Melinda

Ninguém avisou antes que doía tanto ser baleado. Minha pele queimava por conta da pólvora. E árdia de uma forma inexplicável.

Aquele segurança, na tentativa de atingir o braço do rapaz que me mantinha refém, acabou atingindo meu ombro... E morreu depois com um tiro na cabeça.

- Você vai me tirar em segurança daqui, se não a próxima será você.

- Tudo bem, só não mate mais ninguém, por favor.

- VAI LOGO!

- Educado...  - sussurro de forma irônica  para mim.

- O que disse?? - ele pergunta nervoso.

- Otário! Chamei apenas de otário o cara que atirou em mim. - tentei disfarçar, afinal, a arma ainda estava sendo apontada para minha cabeça.

- Hmm... Será que dá para andar? Tenho pressa!

- Tá, tá... Vamos pela ala Norte. Tem a saída dos fundos.

- Vai na frente - ele me solta e me empurra para que eu mostre o caminho. É a arma continua ali, apontada para a minha cabeça. - Se tentar qualquer gracinha não vou hesitar em atirar em você.

Engulo em seco e começamos a andar. Seguimos rapidamente pelos corredores até as escadas de serviços.

Entramos em um dos corredores, que davam acesso à saída dos fundos. Chegamos até a porta e tento abri-la, mas ela estava trancada.

- O que está fazendo? - ele pergunta impaciente - Por que não abriu ainda?

- E-eu não sei, ela parece estar... Trancada. Eles devem ter bloqueado todas as portas - respondo nervosa e me viro para ele, mas desisto assim que ele grita comigo.

- Não se vira, porra! Mandei você se virar?! - diz agressivo.

- Desculpe... - me limito a dizer.

- Cala boca! Onde tem outra saída?!

Apenas fico calada e parada.

- Responde porra!

- Mas você mandou eu calar a boca. Você quer que eu responda ou cale a boca?!

Ouço ele respirando fundo.

- Se você não fosse minha porta para a liberdade, juro que atiraria em você. Não significa que eu não vou atirar se tentar qualquer coisa. Cala a boca e anda!!

Assinto e viro de vagar com a cabeça baixa para irmos em outra direção. Seguimos andando novamente em direção às escadas.

Estavamos já no segundo lance quando ouvimos uma porta ser aberta atrás do atirador e uma voz o surpreender.

- Largue a arma!

Eu simplesmente congelo no lugar com as mãos erguidas para cima em forma de redenção.

- Largue você a arma, antes que eu atire na garota.

- Se você atirar, eu também atiro.

Em frações de segundo ouço tiros para todos os lados e estou caída no chão, encolhida com medo e com o meu sangue que não parava de se esvair de meu corpo.

É então que lembro do tiro. Sinto aquela dor horrível voltando com força total. Acho que o fato de ter minha vida na mira da arma e não saber o que fazer e o medo, acabou sendo uma morfina para o machucado.

Os tiros param e os vejo lutando. A policial avança para cima deles. Ela agarra os braços do atirador e algema.

Me levanto agarrada a barra das escadas e me surpreendo assim que meus olhos pousam no rosto a minha frente.

  




                                  - Continua...



Notas Finais


É então? O que acharam desse capítulo? Deixe aqui em baixo nos comentários tudo o que está achando e suas teses para o próximo capitulo! 🤗

Uma boa noite a todos e até mais! ♡


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