História Refém - Capítulo 13


Escrita por: e Makoshida

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Gay, Hentai, Lemon, Máfia Russa, Preconceitos, Yaoi
Visualizações 44
Palavras 2.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OIEEE, CAPITULO FRESQUINHO PRA VCS
Eu estou tão amorzinho esses tempos '3'
Prometi a uma pessoinha especial - Beijos, me liga ;) - que iria postar hoje então espero que gostem

Capítulo 13 - Familia


- Papa? - A voz veio do outro lado da porta, uma leve batida na porta denunciava que o menino já esperava do lado de fora, Archer se cobriu rápido, olhou o lado e não viu mais Max ao seu lado, o russo, como um ninja, já estava fora da cama, já se vestia e falava em russo com o filho.

- Ele estar inquiet – Informou, colocando a roupa de qualquer jeito, fechou a calça, colocou a camisa do avesso. Oliver batia na porta impaciente, Archer estava escolhido na cama sob os lençóis, só dava para ver os olhos e os cabelos vermelhos, Max saiu do quarto o mais rápido que pôde para não deixar o pequeno ver o que tinha dentro do quarto.

Assim que Max saiu, Archer relaxou sob os lençóis e colocou as mãos na cara sorrindo feito idiota.  Ele se espreguiçou na cama sentindo o esperma escorrer deixando sua perna melada, decidiu que iria para o banheiro e tomaria uma ducha para lavar todo o cheiro de sexo.

[O que foi meu diamante?] – Max perguntou carregando o menino no colo.

- Non consigo dormir dirreito papa – O russo congelou com o medo do filho ter ouvido os barulhos do sexo, não sabia se os quartos eram ou não a prova de som, os olhinhos estavam com olheiras de sono - O cama non é macia.

O russo suspirou aliviado, levou o filho de volta ao quarto e procurou edredons para forrar sua cama e deixa-la mais macia, o pequeno se deita agora confortável e o pai ficou ao seu lado fazendo cafune esperando ele pegar no sono de novo.

- Onde esta o tio? - Oliver pergunta, forçando os olhos para ficarem abertos. Max imaginou o ruivo na cama, dormindo como um gato, mas o som do chuveiro mostrou que ele estava errado.

- Deve estar tomando banho minha pequena – Falou e continuou a fazer cafune cantando uma musica de ninar da sua infância.

Archer tomou um banho rápido, evitou molhar o cabelo por causa do frio e saio enrolado no roupão pelo quarto, colocou seu pijama preto, prendeu o cabelo em um coque frouxo. Quando foi ao outro quarto onde os dois, estavam, da porta do quarto pode ouvir uma musica animada e palmas, os dois riam abertamente cantando em russo. Max batia palmas dando o ritmo da musica e cantava enquanto o pequeno pulava na cama ao redor do pai.

[Eu dançava e dançava;                              
            Galochas, tudo medíocre;
             Minha mãe e ruas apagadas]
– Max cantava num ritmo animado.

- [VODKA] – O pequeno completava em voz alta.

- [VODKA] – Max repetiu e Oliver se jogou no colo do pai os dois gargalhavam.

Archer entrou os dois o recepcionaram com um sorriso, Oliver soltou um pequeno bocejo denunciando que já estava cansado, o ruivo se sentou na beira da cama, colocou o loiro no seu peito e começou a fazer cafune nele.

- Vai tomar um banho, eu fico com ele - Oliver sorriu mesmo de olhos fechados e se agarrou ao ruivo o cheirando.

Max foi até o outro quarto e tomou um banho rápido, deixou a água bater na cabeça para tirar o odor de suor do cabelo. Saiu do banheiro nu e vestiu a mesma roupa de antes já que era a única roupa que tinha, quando voltou para o quarto Oli já estava dormindo de boca aberta enquanto Archer passava as mãos nos seus cabelos loiros, foi a cama e deu um beijo de boa noite nele. Oliver sorrio instintivamente e se encolheu para dormir na sua cama confortável de edredons, Max colocou um lençol em cima do filho o deixando o mais confortável possível.

- Vamos Arch – Chamou o ruivo. Archer soltou a mão que segurava de Oliver com um aperto no coração, ele sentia a necessidade absurda de cuidar do pequeno o tempo todo, mas seguiu o russo para o quarto, ajeitou os lençóis da bagunça feita anteriormente e se deitou na cama.

- Gosto do seu filho, ele é um fofo, lembra meu irmão menor.

- E como ele é?  - Max perguntou curioso sorrindo ao saber que ele tinha um irmão.

- Bom, ele era ruivo, mas não saberia dizer como ele é hoje, afinal ele afogou-se em Palm Beach ha alguns anos, eu cuidava dele mas não consegui salva-lo – Falou meio perdido em pensamentos, depois voltou ao quarto onde Max o encarava - Você tem irmãos? - Perguntou se deitando em seu peito assim que o russo se deitou na cama, cheirando seu peito e acariciando.

Max confirmou com a cabeça, ele tinha meio irmãos, mas não sabia quantos, já vira alguns que trabalhavam dentro da família apesar de não ter pego intimidade com nenhum deles.

- Sinto muito por sua irmão - Acariciou o cabelo ruivo – Tenho algumas meio irmãs, non sei quantos, son de aventurras do minha pai. Sei de quatrro que também trrabalham no família, conheci um quando trrabalhamos djuntos uma vez. Teve um outrro mas ele morreu numa trroca de tirros com outrro família.

Max falou o que sabia dos irmãos que já tinha visto ou tinha conhecimento, nunca teve intimidade com nenhum deles por isso não podia falar muito, o único que conhecera fora Borya, que trabalhava com tráfico de heroína. Sabia também que havia aqueles com inveja e raiva dele por ele ser Maximillian Ulianov, o primogênito legitimo, já que a nenhum deles era dado o direito de ser o herdeiro da família, pois não passavam de bastardos. Ele mesmo trabalhou muito, convenceu muito e se livrou de muitos para que aceitassem seu Oliver como seu legítimo filho e seu herdeiro de direito, mas por fim ele ganhou o direito de passar o poder da família para Oliver em sua velhice. 

- Ah... – Archer ficou sem jeito com o que ele disse, pigarreou para disfarçar e acariciou o peito dele - Seu pai parece gostar de ter filhos, sua mãe deve ficar muito irritada com ele - Sentiu-se idiota, nem assunto com ele tinha, apenas estava falando coisas aleatórias - Desculpe.

- Tudo bem – Max dá de ombros enquanto continua a acariciar o cabelo vermelho - Ela sabe que é obrrigaçon do pai cuidar do família e essas coissas acontecem mesmo. Prrincipalment em reunions de negócias com outrras famílias – Max sabia o quanto sua mãe ficava chateada, pelos gritos dela que ecoavam pela casa cada vez que sabia de um nova gravidez acidental na vida do seu marido era evidente, mas era só receber um colar novo ou um carro último modelo que esquecia das gafes do pai. Ela sabia que como legítima esposa ela e seu único filho, Max, teriam direito a tudo e não havia nada que os bastardos podiam fazer.

 - Meu pai ajuda com dinheirro parra os mães até eles completarrem 16 anos, non son filhos parra ele e quando algum deles querrem entrrar parra o negócio tem que começar de baixo, como qualquer outrro soldado parra depois crescer. Teve um que o pai colocou uma bala no cabeça pois o bastard exidgiu parra ser reconhecida como filha haha.

Max não viu, mas ele se lembrava da história quando contaram, ele tinha uns 13 anos quando o idiota bastardo apareceu, era mais velho, tinha 19 e quis ser o sucessor da família nos negócios. O pai de Max foi até bonzinho, mandou dar uma surra e jogar ele na sarjeta, mas o idiota voltou, com a mesma história e acabou com uma bala na cabeça. Saiu de suas lembranças e olhou para Archer que o encarava com os olhos arregalados, sentiu-se idiota, aquilo devia ser uma história horrível para ele.

- Desculpa. Deve ser um histórria imprressionante parra você.

Archer engoliu em seco, o pai dele era um monstro, quem mata o próprio filho? Ele se arrepiou ao pensar no que ele faria se descobrisse sobre os dois, ele se sentou na cama e os fios dos cabelos caíram desgrenhados pelo seu rosto, encarou Max e forçou um sorriso para o russo.

- Não deixe ele saber de nós dois tá? Não quero terminar com uma bala na cabeça também. Você é o filho dele, ele deve te amar, assim como você amam o Oliver, sua mãe parece saber bem o lugar dela. Não é diferente da minha, onde as aparências são importantes...

Max ajeitou o cabelo colocando atrás da orelha, ele seria um louco em falar de uma relação dessas pro seu pai, com toda certeza ele enfiaria uma bala na sua cabeça e faria outro filho para ter outro herdeiro digno, ou pior, daria a família pra um maldito sangue sujo de um bastardo.

- Se acalma Archer, minha pai nunca vai saber de nós. Minha pai me ama sim, mas o orgulha dele é bem maior que o amor, se ele souber de nós serria uma risca parra nós dois.

O ruivo suspirou aliviado, ainda bem que o pai monstro não precisava saber do namoradinho peguete do papa bonitão/delicia/filho. Ele arrumou os cabelos vermelhos e processou uma ideia que já martelava lá dentro de si há algumas horas, desde que chupou Max pela primeira vez.

- E se... por um acaso eu quiser... sabe? Ser mais que apenas seu amante? – O russo levantou a sobrancelha – Sei lá - Riu-se nervoso - Entrar na sua gangue...

O russo coçou a barba, ficou pensando no que ele seria útil, armas nem pensar, o episodio de choro no banco era o suficiente para o russo saber. Soldado? Também não dariam certo já que ele era tão frágil...

- Talvez informant, você trrabalha no banco... – Falou depois de alguns minutos – Pode conseguir informaçons de outrros adgências no sistema fechado do banco...

Porque eles, como bons assaltantes que eram, sabiam que o banco tinha um sistema interno, apenas entre agencias e Gavrell na época não tinha conseguido se infiltrar, na verdade ninguém consegue apesar de toda vez tentarem para ver se acham alguma falha na segurança. Archer com acesso aos computadores internos do banco poderia ajudar a rackear o sistema para que seu bando pudesse invadir.

- Ah que coisa ruim de ser. Informante... - Disse meio amuado, fazendo um bico enorme para ele. Qual é? Ele tinha habilidades, podia ser um grande cara da máfia se quisesse, estava no seu sangue de alguma forma - Então porque pareço uma garota e sou magrelo você me colocaria numa posição bosta como essa? De fofoqueiro?

Max sorriu com aquela carinha dele pedindo para ser mais, mas só se ele aprendesse a atirar para servir de capanga pessoal, porem isso iria interferir na vida dele de uma forma profunda e desastrosa, como informante ele poderia continuar com sua vida normal, mas como soldado ele teria que largar o emprego para seguir nessa vida de eternas fugas e fora do radar da polícia.

- Non Arch, só que se você ajudar ativament prrecisa aprrender a usar armas e non acho que você combina com issi-

- Não quero ser capanga, só quero que saiba que tenho mais utilidade além desse corpo sexy - O ruivo montou nele, os cabelos caindo pelos braços, já tinha perdido a liga de cabelo de qualquer forma, olhou para aqueles olhos frios e sorriu - Temos que dormir, creio que nós dos temos trabalho hum?

Max abraçou aquela cintura fina e branca puxando ele contra seu corpo, os dois ficaram mergulhados naquele mar vermelho que eram os cabelos de Archer e sorriu contra os lábios dele.

- Tem toda razão - Deu um beijo nele, ele se levanta com Archer ainda no meu colo pra  arrumar os dois corpos o melhor que pode na cama, ele se deita e deposita Archer ao seu lado, em cima do ombro esquerdo – Eu tenho alguns negócias parra arrumar amanhã.

Max falou mais para si pensando em seu dinheiro, Dmitry já devia ter saído da cidade levando o montante, o soldado voltaria em alguns dias com notas novas e de origem legal, até lá, ele e Aleksei teriam que organizar as contas laranjas para guardar o dinheiro. O envio das joias para a família na Rússia era feito por uma empresa comprada, longe do radar da policia e singela para não levantar qualquer suspeita, depois disso tirariam umas boas férias antes de pensarem em fazer outra retirada.

Max olhou para o lado, mesmo no escuro ele conseguia ver os traços de Archer, ele sentia o ruivo ressoar sobre seu peito delatando que ele já estava dormindo. Max por outro lado não conseguia pregar os olhos, pensava no que estava acontecendo consigo se arriscando daquela forma como um amador, ele deveria ter se afastado ou matado o ruivo naquele mesmo dia do hospital, mas ao invés disso ele deu espaço, permitiu contato direto com um ex refém e agora os dois estavam dividindo uma cama num hotel de luxo. Pior ainda, Archer sabia de tudo, seu nome, sua origem, profissão, família e filho. Ele entregou sua vida nas mãos de um cara que mal conhecia por uma boa companhia e ótima foda, aquela era com toda certeza a pior merda que já fez na vida, ele não era assim, puta que pariu.

O russo pensou na arma embolada no casaco na sala, seria fácil, a parte racional do mafioso mandava ele fazer isso, se livrar da única pessoa que poderia literalmente foder com sua vida, mas algum outro lado dele dizia que ele poderia viver assim, que ele não precisava ter medo, que podia confiar em Archer, afinal o ruivo era claramente um cagão que prezava por sua vida e parecia estar obcecadamente apaixonado por ele, um bandido da pior espécie (na opinião do ruivo).

Ele pensou no filho, pensou na família, nos soldados, no dinheiro, no pai... merda, o pai... olhou para o ruivo, a mão que acariciava o cabelo vermelho desceu em direção ao pescoço, “Vai ser fácil”, os dedos ganharam pressão, “Muito fácil”... O ruivo gemeu desaprovando o desconforto e se virou de costas, Max respirou fundo encarando o teto, caralho, estava fodido. O russo abraçou Archer por trás como um urso e tentou dormir, seu ultimo pensamento antes de fechar os olhos era que precisava ser cauteloso, ou iria se afundar em sua própria merda e sangue puro antes de ser morto com uma bala na cabeça disparada pelo próprio pai.


Notas Finais


Huehuehueh, muita gente achou que o pobre Oliver tinha ouvido, mas felizmente - pelo bem da sanidade mental dele - não.
Espero que tenham gostado o/


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