História Reformando Relações (Jeon JungKook) - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~karin_ishida

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Personagens Originais
Tags Casal, Crianças, Diretor, Escolar, Jeon, Jungkook, Kids, Orfanato, Romance
Visualizações 136
Palavras 4.479
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


— Banner TEMPORÁRIO (atualizaremos assim que possível, não desistam de nós por favor)
— Betagem (sem)

Boa noite docinhos! Como vão? Espero que bem... Sei que demoramos, mas cá estamos com o cap 2 dessa belezoca. Espero que gostem e que caiam (como eu, Sarah, cai ao ver AnaJoon escrevendo!)
Essa nossa segunda colab me deixa boba, sério! Cada cena é um tiro diferente até pra mim que estou no procesos de criação haha
Não será o último capítulo, ao que tudo indica serão 4 ou 5 (não me lembro... Ana? kkkk)

Espero que "Reformando Relações" possa alegrar um pouco vocês. E por favor comentem certa cena ai, tá? kkk
Ah, e eu absolutamente não me responsabilizo pelos "estragos"/ilusões! Pois sofri com os mesmos...

Vejo vocês nas notas finais...
Não esqueçam de COMENTAR, por favor. Isso é muito importante e nos auxilia a melhorarmos, quem sabe não surpreendemos ainda mais vocês, motivadas pelos comentários que deixarem hein?

Capítulo 2 - Quando uma janela se abre...


Fanfic / Fanfiction Reformando Relações (Jeon JungKook) - Capítulo 2 - Quando uma janela se abre...

O sol mal tinha anunciado sua aparição quando MinYoung levantou-se da cama. O segundo dia da reforma estava para começar e ela estava empolgada. O dia anterior tinha sido produtivo e divertido, dando-lhe certa energia e ansiedade para o segundo.

No seu caminho para a janela parou próximo a cama do diretor. Se não o conhecesse diria que, aquele homem com feições infantis enquanto adormecido, não é o mesmo bruto e impaciente acordado. A franja bagunçada e um pouco grande caia sobre a testa, quase cobrindo os olhos bem desenhados, a boca entreaberta, deixando à mostra os dentes fofos e salientes, o peito subindo e descendo tranquilamente sob a camiseta de pano fino… tudo isso formava uma imagem linda. A coordenadora poderia passar o dia inteiro ali, o observando dormir, se um movimento de JungKook não a tivesse assustado.

As cortinas foram abertas pelas mãos delicadas da Lee e boa parte do quarto foi iluminado pela luz solar, principalmente onde JungKook estava. Sob os raios de sol, o diretor adormecido ficava ainda mais bonito. Mas MinYoung não queria pensar sobre. Sacudiu a cabeça, tentando expulsar esses pensamentos, virando-se para o lado contrário para procurar a roupa que usaria hoje em sua mala.

— MinYoung! — a coordenadora virou a cabeça na direção que o som estava — Para quê abriu essas cortinas? Eu estava dormindo. — o diretor reclamou, grosso como sempre, e MinYoung revirou os olhos…

— Já é hora de levantar, Jeon. Ainda temos uma reforma pra fazer. — respondeu depois de ter pego o que vestiria, dirigindo-se à porta do quarto — E se apresse. Você precisa supervisionar os garotos. — e após essa frase, a Lee retirou-se do quarto, deixando para trás um JungKook enraivado por ter que acordar cedo e lidar com adolescentes.

Lee MinYoung bateu na porta de cada um dos alunos, acordando-os gentilmente e os encaminhando para o processo do banho, que foi tranquilo já que estavam todos bêbados de sono e apenas ela estava animada. E também o diretor ajudou, como no dia anterior.

Depois do café da manhã reforçado, feito pelas duas senhoras que trabalhavam na cozinha do casarão, a coordenadora reuniu todos na sala para informá-los do que fariam naquele dia e passou-lhes as instruções de como fazer, pedindo a opinião dos que estavam ali presentes. Para facilitar formou três grupos, dando a cada um uma atividade diferente.

Graças a energia e animação contagiante de MinYoung o dia não foi de puro tédio e discussões. Houve uma aproximação calorosa entre os alunos do colégio e as crianças que ali habitavam, e Jeon não pode evitar se sentir sensibilizado com essa experiência que MinYoung estava proporcionando aos seus alunos. Quando é que ele, por si só, teria uma ideia tão absurda dessas e que sairia tão bem? Jeon não era bom com o lado social da educação, se preocupava demais com as notas e com o patamar de qualidade que seu colégio carregava na região… Estava absorto demais nas burocracias do ensino para se atentar que a vida também ensinava.

Quando o sol se despediu, e toda a sala já estava praticamente pronta, MinYoung soube que a reforma estava correndo bem, os alunos estavam empenhados e as cuidadoras os ajudavam  — seja preparando deliciosas refeições, seja dando uma mãozinha de tinta aqui, outra ali… — O orfanato estava ganhando vida, e não era só na estrutura concreta.

O segundo dia da reforma chegou ao fim com a graça das crianças, essas que estavam encantadas com as novas cores da sala. Os pequenos divertiram os alunos e os dois responsáveis. MinYoung se surpreendeu ao ver JungKook sorrindo por causa de um ato ou uma fala de uma das crianças. Entretanto, quando ele percebeu a coordenadora o olhando, fechou a cara e se retirou da sala.

O caminho que os pés do diretor seguiram teve a biblioteca como destino. Enquanto admirava os habitantes do casarão sentiu falta de um e lembrou-se de um certo encontro que esse um tinha marcado consigo. Abriu a porta devagar, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Correu os olhos pelo cômodo ao que entrava, tentando encontrar a silhueta pequena, pois no escuro estava quase impossível, então acendeu a luz fraca que quase não iluminava nada. E lá estava o pequeno de cabelos encaracolados sentado no tapete olhando fixamente para JungKook.

— Hyung? — chamou baixinho e de forma manhosa. Jeon apenas arqueou uma sobrancelha — Você demorou…

Jeon permaneceu parado observando o pequeno que agora tinha um sorrisinho nos lábios. As mangas do seu pijama cobriam suas mãozinhas, escondendo-as e tornando sua imagem ainda mais fofa. O livro verde já estava ao seu lado, esperando para ser aberto pelo mais velho.

— Hoje não haverá leitura. — o garotinho inclinou um pouco a cabeça para o lado, não entendendo o que o diretor havia falado — Isso mesmo. Hoje você irá dormir cedo e não será no meu colo. Todos os outros já devem estar na cama, então faça o mesmo.

O pequeno pareceu não ter ouvido o que JungKook falou pois continuou sentado e o único movimento que fez foi para pegar o livro no tapete e por sobre o colo, virando na direção do diretor. O garotinho não desistiria tão fácil só por causa de uma fala grosseira do mais velho, que não o assustou. Os olhinhos redondos permaneciam atentos sobre o diretor que ainda estava em pé, mas não olhava para o garoto.

JungKook, cansado de ficar em pé — também, tinha passado praticamente o dia inteiro trabalhando em pé —, caminhou até o tapete, único lugar atrativo para sentar. Sentou-se ao lado do pequeno, que, por um momento, achou que o hyung tinha cedido. Mas não, Jeon apenas sentou com o aparelho celular em mãos, ignorando totalmente o pequeno, estava disposto a resistir ao pedido simples com todas as forças. Parecia que a criança entre os dois era ele, tamanha era a infantilidade que havia nessas atitudes.

Quase uma hora e meia depois de resistência de ambas as partes, o corpo pequeno já estava sobre o tapete, totalmente mole. O sono tinha pego o menor, fazendo-o deitar sem se importar onde estava – usando uma das coxas de JungKook como travesseiro, aliás, ato ousado – e fechou os olhinhos.

Jeon ignorou aquilo também, pensando de início que era apenas manha para chamar atenção. Mas a personalidade do pequeno é mais forte do que isso. Só se convenceu que o castanho estava adormecido quando ouviu um ressonar e um ronco curto, talvez estivesse com o nariz entupido por causa da poeira. O diretor tirou a atenção do jogo para admirar o pequeno dormindo. A mão coçou, inquieta, louca para tocar-lhe os fios ondulados. Suspirou fraco e se rendeu a um mísero toque nas madeixas do menor, que adormecido, nada sabia da carícia, mas sentia de bom grado o carinho da mão quentinha de seu hyung.

O hyung em questão não queria se envolver ainda mais em uma situação parecida à da noite anterior, mas também não sabia definir o porquê de se sentir tão tentado a quebrar sua palavra naquele momento, ali, observando o menor adormecido, sentia seu lado protetor criando asas, e aquilo o amedrontava; e se o menino estivesse acordado, certamente receberia as consequências desse conflito interno em palavras mais rudes.

Fechou os olhos e retirou sua mão, interrompendo o carinho, disposto a só mais uma vez levar o pequeno órfão até onde ele deveria estar: em sua pequena cama.

Levantou-se, guardou o celular no bolso e guardou o livro na primeira prateleira que viu, para só então se abaixar momentaneamente e pegar o menor em seus braços, sentindo o mesmo agarrar-se ao seu pescoço ainda inconsciente e inalar o perfume mais amadeirado de seu hyung.

Caminhou a lentos passos para não acordar o pequeno, e porque um lado seu não tinha a menor pressa em finalizar a tarefa, até finalmente alcançar o corredor e se dirigiu ao não tão desconhecido quarto da criança, o dispondo novamente na cama, sem grandes problemas, para depois travar uma batalha contra si mesmo para não se deixar levar pela atmosfera infantil e encantadora do menino adormecido naquela cama, mas no fundo sabia que se sentiria ainda pior se desse as costas para o menor desacordado e seguisse seu caminho.

No entanto esse ato não passou despercebido por um par de olhos curiosos que flagraram o tão temido e imaturo diretor  adentrando um quarto infantil com o que parecia ser uma criança em seu colo. MinYoung se amaldiçoou por estar tão distante e não conseguir ver com clareza essa cena tão inédita e inesperada, ainda na dúvida de que pudera ser o mesmo diretor que conhecia ali, com uma criança tão bem aninhada em seus braços…

Cautelosamente, a coordenadora aproximou-se da porta do quarto, tentando esconder-se o máximo que pôde na escuridão do corredor e foi agraciada com a cena de JungKook pondo a criança sobre a cama, cobrindo-o e em seguida sentou-se no chão, à beira da cama. MinYoung ainda não conseguia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Vivendo com o diretor durante dois anos e presenciando toda sua brutalidade para com os alunos e sua falta de paciência com crianças, era realmente difícil para ela admitir que era realmente ele ali, acariciando a cabeça do menor e cantando baixinho uma música infantil. Mas não podia negar que tudo aquilo era fofo, fofo ao extremo, ao seu ver. Já havia imaginado o diretor interagindo com as crianças, mas não daquela forma mais… íntima.

De repente a coordenadora correu desajeitadamente, quase caindo. E todo esse desespero era porque JungKook pôs-se de pé, pronto para sair do quarto. MinYoung não queria ser pega observando a cena, muito menos pelo superior. Então não tardou em correr em direção ao quarto que foi preparado para si, jogando-se na cama e respirando um tanto ofegante.

Um sorrisinho surgiu em seu rosto, acompanhado de um sentimento estranho para a Lee. Era parecido com a ansiedade, porém era gostoso. Não conseguia explicar o por quê de a imagem do Jeon sorrindo enquanto cantava, embalando o sono do pequenino, trouxe-lhe tanta paz interior. Em seu peito, seu coração batia acelerado e animado. Tão animado quanto ela.

Mas não demorou muito para que JungKook se fizesse presente no cômodo. Acreditando que a coordenadora estava adormecida suspirou em alívio. Ele vagarosamente tirou os sapatos, colocando-os no canto e puxou de dentro da sua mala uma muda de roupa confortável, dirigindo-se ao banheiro em seguida para um banho relaxante.

MinYoung ainda estava agitada, seu pé direito balançando freneticamente comprovava sua agitação. Esperou o diretor voltar do banho — aproveitando para admirá-lo com os cabelos molhados e algumas gotículas escorrendo pelo peitoral — e deitar na cama, esperando mais alguns instantes para ter certeza de que ele estaria dormindo, para se virar e sentar na cama. O que ela não esperava era encontrar os olhos negros de JungKook atentos demais para alguém que trabalhou o dia inteiro. A Lee sentiu uma quentura nas bochechas; estava sem graça pois não esperava vê-lo ali, encostado na cabeceira, olhando em sua direção.

— Você deveria estar dormindo. — MinYoung desviou o olhar para a janela; a lua estava tão linda para não ser admirada.

— Você também… mas não está. — o jovem diretor devolveu a repreensão, levantando uma sobrancelha. Seu tom de voz baixo era suave e gostoso de ouvir — E não me diga que acabou de acordar porque estará mentindo. Você sequer dormiu, MinYoung.

— Ora, e como você sabe? Por acaso estava me observando? — mesmo que o diretor tenha a surpreendido, MinYoung não poderia perder a postura.

— É… — o moreno procurou pelas palavras e desculpas, mas essas parecem ter fugido, restando-lhe contar a verdade — Sim, estava.

E novamente as bochechas da coordenadora tomaram uma coloração avermelhada e aqueceram, enquanto o jovem nem parecia envergonhado de ter admitido algo assim, afinal, o que teria de mais naquela sentença, se era a verdade?

Jeon continuou a olhá-la, sorrindo de canto ao perceber o quão sem graça a moça tinha ficado. Em seu peito havia uma mistura de felicidade e ansiedade, que ele não sabia definir, se era pelos momentos que passou com o pequenino órfão, ou por MinYoung estar se tornando cada dia mais bonita aos seus olhos, embora ele nunca fosse admitir isso em voz alta pra ela.

— Acho que já está tarde… Boa noite, Jeon. — a voz feminina apressou-se em dizer, arrancando um riso silencioso do maior.

— MinYoung, eu não sou nenhum dos seus alunos. — o tom divertido do diretor denunciava o quanto ele estava achando curioso o modo com ela tentava desconversar.

Nos últimos dias, isso vinha sendo uma prática comum da coordenadora, que em determinados momentos não sabia como reagir ao mais velho e simplesmente o evitava por algumas horas, ou desconversava descaradamente, deixando o diretor intrigado pela sutil mudança de comportamento, e igualmente curioso à respeito.

— Mas se iguala à um em certos momentos. — a coordenadora não podia deixar passar aquela provocação vinda de Jeon — Às vezes consegue ser mais imaturo.

— Eu ainda sou seu superior, Lee MinYoung. — o diretor revidou, agora com o sorriso mais aberto brincando em seus lábios.

— No momento você é apenas o meu colega de quarto. — Lee piscou, sorrindo travessa para JungKook, que se deixou sorrir de uma vez.

Os dois se encaram por alguns segundos, talvez minutos. Os dois pares de olhos corriam pelos rostos um do outro, analisando cada traço, cada expressão. Jeon sentia algo em seu peito vibrar em contentamento pelo clima mais ameno entre os dois, afinal, mal conseguia se lembrar quando fora a última — ou primeira — vez em que eles estavam bem um com o outro, sem trocar farpas ou tentar desautorizar o outro.

Ele não cessou o olhar e fora a jovem que, estranhamente incomodada com a conexão criada pela olhar fixo aos delas, resolveu se aproximar da janela, quebrando o contato visual com o maior, que suspirou discretamente ao olhar para o quarto todo assim que MinYoung levantou-se.

A jovem se acomodou na janela e admirou a lua brilhante que enfeitava o céu noturno, sorria abobada e não mais incomodada com as surpresas de sua relação com seu quase chefe. A verdade é que MinYoung era completamente apaixonada por luares, desde pequena, sempre fora assim.

O diretor ao ver a moça tão encantada e serena fitando a janela por alguns breves minutos, deixou-se ser tomado pelo instinto e se levantou, colocando-se ao lado dela, finalmente entendendo o que tinha prendido tanto a atenção daquela moça: a lua.

E novamente ele sentiu uma sensação de plenitude incomum. Aquele orfanato estava proporcionando sensações singulares, as quais o rapaz não estava acostumado e sentia-se estranho por não conseguir impedir, mas completamente tentando a aproveitar de cada uma dessas sensações.

Os dois ficaram em silêncio, apenas aproveitando da companhia um do outro deixando seus pensamentos viajarem, sendo influenciados pelo cenário magnífico que a lua os ofertava.

Jeon recapitulava toda sua vida e qual seria o sentido que ele estaria dando aos seus dias, pois não se lembra de ter estado tão bem e feliz como nos dias que estava naquele orfanato em construção.

Já MinYoung, começou lembrando de sua infância e sua família, mas logo seu pensamento a guiou às cenas anteriores de um Jeon carregando uma criança adormecida — e quão tocante tinha sido para ela presenciar algo dessa magnitude, valendo-se do quanto seu coração parecia estupidamente agitado apenas com a breve lembrança — ou à figura do jovem tão próximo a si e sem nenhuma camiseta, ou pijama que seja, que ocultasse o quão bonito e desenvolvido era o corpo do mais velho. Embora não fosse bem isso o que estava inquietando o coração da jovem, visto que nunca duvidou que JungKook era de fato um homem muito bonito, mas só a simples lembrança de um Jeon gentil e amável com um pequeno ser, a deixava completamente agitada.

E foi em meio a esse pensamento que ela ousou uma olhada para o diretor, que permanecia quieto ao seu lado, não contando com o fato de que ele já estaria a observando há alguns segundos, fazendo com que novamente os olhares se cruzassem e nenhum deles fosse capaz de desviar. A respiração da moça se alterou, assim como o coração vacilante do rapaz em meio aos seus pensamentos confusos. Por que ele estaria tão envolvido naquela situação, e nem ao menos desejava mover-se, para não correr o risco de perder a atenção desta a sua frente?

Os olhares permaneceram conectados, sequer piscavam. Uma onda de nervosismo correu pelo corpo de JungKook, que não entendeu muito bem o motivo para tal nervosismo. Mordeu o lábio inferior instintivamente, tendo toda a atenção de MinYoung em si. Essa só desviou o olhar do de Jeon para focalizar a boca do mais velho.

As mãos da Lee, que pousavam sob a janela, criaram vida própria e se ergueram, tendo os ombros do jovem diretor como destino. Os pés por conta própria elevaram-se, fazendo com que MinYoung ficasse à altura — ou quase — de Jeon. E, depois de um suspiro, a coordenadora trouxe o corpo alheio para mais próximo do seu.

Voltaram a se encarar e JungKook agora parecia mais nervoso do que antes, fazendo Lee sorrir minimamente, achando engraçado como o mais velho estava totalmente desarmado naquele momento.

Com toda a delicadeza que tinha, MinYoung finalmente tocou os lábios do mais velho com os seus. De início era apenas uma sutil pressão dos lábios, e não recebera retribuição imediata por parte do maior, pois este estava com os olhos arregalados, paralisado, tentando processar o que a coordenadora havia acabado de fazer. Sua mente ficou em branco repentinamente.

A coordenadora já estava quase desistindo, e chegou até a montar um pedido de desculpas mentalmente, quando as mãos fortes de JungKook seguraram-na pela cintura com firmeza, trazendo o corpo feminino para mais perto do seu e, com calma, moveu os lábios, entreabrindo-os para que aquela pressão finalmente se tornasse um beijo de verdade.

MinYoung desistiu do pedido de desculpas automaticamente ao que recebeu a resposta positiva de Jeon. Deu continuidade ao contato mais íntimo, subindo — quase sem querer — a mão direita para a nuca deste, enquanto a esquerda descansava no peito desnudo do diretor.

JungKook esqueceu-se totalmente dos rótulos de diretor e coordenadora, do local onde estavam e a razão de estarem ali. Focou apenas na mulher a sua frente, que guiava o beijo com calma e de forma prazerosa enquanto acariciava a sua nuca. Apertou com um pouco mais de força a cintura feminina, quando Lee deixou uma mordida fraca em seu lábio inferior, o que resultou também em um arrepio gostoso de sua parte, fazendo a mais nova sorrir entre o beijo sem quebrar o contato.

Os pés da moça estavam cansados e acabaram cedendo, mas isso não impediu que continuassem. MinYoung trouxe JungKook consigo, fazendo com que o diretor inclinasse um pouco o corpo para frente. Ela não se importava com mais nada, não naquele momento, nem mesmo a lua — que sempre fora sua admiração — importava mais para si do que os lábios macios e cheinhos do Jeon.

As respirações se mesclavam, assim como as línguas se tocavam gentilmente, proporcionando sensações até então desconhecidas para os dois adultos que mais pareciam adolescentes descobrindo a arte do beijo. Os corações estavam acelerados, sabiam disso. As pulsações, frenéticas. Mas ainda assim eles estavam ali, em frente a janela, descobrindo um ao outro de maneira mais íntima pela primeira vez.

As mãos do Jeon não se limitaram apenas à cintura de MinYoung; uma delas subiu pelas costas da coordenadora vagarosamente numa forma de carícia, parando apenas quando os dedos se embrenharam nos fios castanhos dela, acariciando aquela região.

A coordenadora sentiu-se arrepiar com a carícia; sua nuca era um ponto sensível que, quando tocada carinhosamente, lhe proporcionava arrepios, como o anterior.

Mais uma vez a coordenadora Lee mordeu o lábio de JungKook, passando a língua em seguida. Deslizou a mão que estava na nuca do rapaz para a bochecha ao passo que a outra mão acariciava o peitoral por breves segundos, subindo para o rosto do Jeon em seguida.

JungKook usou e abusou da boca com um gostinho doce da mais nova, aproveitando-se também da língua que guiava a sua, fazendo-o ir ao paraíso cada vez que se tocavam. Céus, como era boa a sensação de beijar Lee MinYoung! Mesmo que fosse a mulher que mais o irritava desde que começaram a trabalhar juntos.

Lee MinYoung estava tão absorta e mergulhada naquele ósculo, que sequer lembrou-se de que o homem à sua frente era o mesmo que a irritava há dois anos. A única imagem mental que tinha do jovem Jeon era a de poucos minutos atrás: JungKook embalando o sono de um pequenino órfão. E mesmo com os lábios conectados, ele repetia essa cena em sua mente. Talvez, desejando que JungKook deixasse esse seu lado carinhoso e cuidadoso aparecer mais do que o bruto.

Brutalidade essa que não se reproduzia no beijo cadenciado que trocavam, e com selinhos demorados o beijo teve fim. As testas coladas e os olhos permanecendo fechados, absorvendo um pouco mais daquele momento, antes tão imprevisível. As mãos também permaneceram nos mesmos lugares, movendo-se lentamente por puro instinto.

MinYoung foi a primeira a abrir os olhos e apreciar o quão bonito JungKook estava com os lábios entreabertos, olhos fechados e a respiração descontrolada. Não pode deixar de notar a forma como o peito do diretor subia e descia rapidamente. Lee sorriu, roubando mais alguns selares do mais velho, fazendo-o sorrir também, ainda de olhos fechados por mais alguns breves segundos, aproveitando-se do carinho.

— Você beija muito bem, Kookie. — a coordenadora proferiu segundos depois, despertando a atenção do diretor, arrancando um riso mais aberto dele e ganhando um olhar divertido.

— Você também beija muito bem, Minnie. — JungKook disse antes de beijar sua testa carinhosamente e puxá-la para um abraço, envolvendo-a com o calor do seu corpo.

Os dois sorriam como dois adolescentes, abraçados enquanto voltavam a apreciar a lua, que agora parecia ainda mais bonita.

Em suas mentes, as cenas anteriores passavam, fazendo-os pensar em como acabaram ali. Mas aquilo também não importava no momento, pois queriam apenas sentir o calor um do outro, por hora. Sem provocações, divergências ou problemas para lidar.

 

(...)

 

Dizer que a noite foi tranquila, não era uma total mentira, pois apesar dos pensamentos a mil, os dois profissionais da educação adormeceram estranhamente felizes após as carícias trocadas, não dando espaço para que nenhum questionamento surgisse em mente, pois sabiam que no dia seguinte tudo poderia se complicar.

E de fato se complicou. Pois uma vez conhecido o sabor dos lábios de outro alguém, como seria capaz de esquecer?

Com a manhã seguinte, e com a posterior também, nenhum vestígio do beijo trocado foi mencionado ou deu a honra da graça entre os dois, que de fato estavam envergonhados por não saberem o que os motivou a terem um contato tão mais íntimo, que infligiu completamente a relação profissional que os dois tinham tanto custo para manter.

Acrescentando-se a isso, ainda tinha a reforma do casarão que estava a mil, com um ótimo progresso. E assim, tanto o diretor, quanto a coordenadora, estava mais do que muito ocupados, não sobrando muito tempo para conversas pessoais entre eles.

Não se ignoravam e nem se procuravam. A verdade é que MinYoung passou a se sentir culpada pela atitude impensada, sem cogitar como Jeon encararia aquela ousadia por parte dela, já que não se tratava de um relacionamento amoroso, nem nada do tipo. E vez ou outra, durante as atividades na reforma, ou no seu tempo livre  — que era curto —, ela pensava a respeito do que aquela cena toda tinha significado. Gostara, era mais do que evidente de que JungKook sabia muito bem como beijar uma mulher e tocá-la com respeito, mas não entendia como essa curiosidade pelos lábios do mais velho poderia ter sido despertada nela, não era a primeira vez que se viam, e Lee não era mais nenhuma garotinha para ceder apenas pela beleza física de alguém.

Mas o fato era que mais do que pensativa, ela estava preocupada que tudo se complicasse a partir daquele beijo consensual, e que Jeon mudasse. No entanto, ele não mudou para pior. Era evidente que não se ouvia mais, com tanta frequência, as grosserias do diretor, e era constante as vezes em que era possível vê-lo sorrindo e sendo carinhoso com um ou outro aluno.

Observação esta que inquietava o coração da coordenadora, que o observava de longe, vez ou outra, não sabendo que o diretor sentia seu olhar sobre si e preferia não transparecer. Afinal, o que o grande diretor Jeon JungKook diria sobre um beijo roubado?

Agora que percebia a atração entre eles dois, Jeon estava constrangido por não saber o que fazer. MinYoung não era como qualquer mulher que tenha conhecido, ela tinha um gênio forte e era imprevisível. Além do fato de que sentia que eles não combinavam tão bem; Lee era como lava: intensa e determinada, sabia o que queria e como fazer para conquistar; enquanto que ele… Ah, ele era apenas um desajeitado com pose de durão. Doía o ego assumir algo assim para si, e negou-se a revelar essa constatação a qualquer outra pessoa que fosse, principalmente à Lee.

Seu ego só não estava mais ferido e incomodado do que ele estava ansioso para que houvesse mais oportunidades em que ele e Lee baixassem a guarda e se entendessem como dois adultos que são. E quando pensava assim, esperando por momentos como aqueles. Ele se via embaraçado por não ser ele quem estava dando o primeiro passo para que essas oportunidades fossem criadas.

Eles dividiam o mesmo quarto, mas desde a noite do beijo, ele tinha pego o costume de ficar na biblioteca lendo, na companhia do pequenino dongsaeng, que pedia para que seu hyung — no caso Jeon — lesse a historinha, mas o diretor se recusava, sabia que a pior decisão a tomar seria ceder aos caprichos de uma crianças, não por maldade, mas porque poderia apegar-se.

Os dias e as noites seguiram assim, mais do que um par delas na verdade, e Jeon trocou a biblioteca dos dois primeiros dias por um jardim ao fundo do casarão, e passou a apreciar seus momentos sozinho. Aquele tempo o estava fazendo bem, pois agora, nem que quisesse, conseguia ser tão grosseiro com os alunos, pois ele já foi um estudante também, já teve sonhos e dificuldades como aqueles que estão sob sua responsabilidade… E porque, por mais estranho que isso pudesse parecer quando ele pôs os pés naquela propriedade, ele estava se apegando àqueles jovens monstrinhos… E em parte, teria que agradecer à Lee depois, pois foi ela que o coagiu a participar ativamente daquela boa ação.

Mas MinYoung era um caso com o qual ele lidaria depois, quando seus sentimentos e ideais não estivessem todos revirados.

Só não estava mais revirado do que o orfanato na noite seguinte, quando um sumiço preocupou a todos.

 


Notas Finais


E então, o que acharam? Soltem o verbo!
Gostaram dessa aprofundada nos personagens? O que sentem do Kook? Da Min? kkk Do baby?
Quero riqueza de detalhes na opinião kkkkkkk Vamos tombar juntinhas, porque olha... Que cena! kkkkkkk
Compartilhem com a gente o que vocês esperam do próximo capítulo! O que será que aconteceu?
Seu comentário é importante!

Não me responsabilizo pelos danos causados, AnaJoon é sempre a culpada kkkkkk


PS da Sarah (eisenhorita): AnaJoon responsabilize-se por me destruir cada vez mais com seu potencial! Sinceramente, não sei lidar kkkkkk

Vamos panfletar MUITO amor por Reformando Relações, por favor.
Queremos ver Reformando Relações ganhando muitos corações!

Se quiserem, e puderem, venham em nossos perfis conferir nossos outros projetos solos!

✔️ Saudade is calling - Imagine Kim NamJoon (Imagine Comemorativo) (nossa primeira colab postada) : https://spiritfanfics.com/historia/saudade-is-calling-imagine-kim-namjoon-10315057/ ✔️

Até breve (dezembro), anjinhos.
E não esqueçam os comentários e do amor <3


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