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História Refúgio - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Vale do Café


Julieta: O que foi que vocês fizeram com o meu filho? Respondam. – aparece de surpresa na porta do quarto do filho.

Susana: Julieta, eu achei que você viria mais tarde. – não esperava a chegada da patroa

Julieta: Eu resolvi antecipar a viagem, porquê? Não queria me ver tão cedo?

Susana: Não pelo contrário, estou aliviada por sua presença aqui. – mente não queria que Julieta aparecesse tão cedo.

Darcy: Como vai Julieta?

Julieta: Darcy – se senta na cama de camilo - o que aconteceu meu filho?

Susana: Ele estava – se mete na conversa.

Julieta: Eu perguntei pra ele Susana.

Camilo: Eu sou um fraco mãe, não tenho forças pra mais nada, parece que arrancaram meu coração.

Julieta: O que foi que aconteceu meu filho? – queria saber o motivo do rapaz está tão despedaçado.

Darcy: Ele se apaixonou Julieta. - afirma

Susana: E nós o protegermos, era uma moça interesseira e só queria usar o seu filho.

Darcy: Susana, por favor. Não é hora para termos essa conversa.

Camilo: Podem me dá licença por favor, me deixem em paz eu quero ficar sozinho.

Julieta dá um forte suspiro e se levanta da cama – Vocês não ouviram, vamos deixa – lo sozinho. – se retira do quarto.

...

Julieta: Quem é essa Jane Benedito?

Susana: Uma moça fria e calculista.

Darcy: Susana. Júlia nós não temos certeza das intenções de Jane, mas existe a possibilidade dela ter se aproximado de Camilo por causa da sua posição social.

Susana: Possibilidade não, é fato. A mãe dela é uma embusteira que fica que fica treinando as 5 filhas, 5 filhas minha amiga treinadas para dá o golpe do baú.

Darcy: Susana, nós não temos prova contra isso.

Susana: Darcy meu querido, você se esqueceu que a irmã mais nova dela a Lídia nos contou?

Julieta: Você me desculpe a indelicadeza, mas poderia me deixar a sós com a Susana? – fala para Darcy.

Darcy: É claro – sai da mãe.

Julieta olha com um olhar atravessado para Petulia – Você também Petulia! – ordena.

Susana: Eu não sei o que –

Julieta: Eu te dei instruções claras, sobre Camilo Susana. E olhe o estado do menino. Ele está assim porque você deixou esse relacionamento ir longe demais. No primeiro sinal que ele estava se encantando por essa moça tinha que ter sido implacável.

Susana: A menina foi mais esperta que eu pensava, ela se fingiu de doente pra ficar aqui cercando o Camilo.

Julieta: Bastava mandar embora isso aqui não é um hospital, e ainda mais uma moça solteira era só manchar a reputação dela e mandar pastar. Ou nem dizer nada o que isso importa.

Susana: Tem razão, talvez eu tenha mesmo subestimado a inteligência dessas caipiras.

Julieta: Talvez eu tenha superestimado a sua, desculpa a dureza, mas as suas ironias não tem espaço para essa conversa Susana. Eu não cheguei onde cheguei sendo condescendente.

Susana: Vocêctem razão minha amiga. Se você está sendo dura é porque é necessário eu sempre aprendo muito com você... eu ainda não vi Carolina, ela esta dormindo?

Julieta: Carolina não veio, e eu estou muito cansada, e ainda mais depois desse aborrecimento, depois conversamos sobre o outro problema as terras do barão.

...

Mãe – grita a menina batendo na porta.

Eu acho que ela não está – fala o irmão bastardo e mais velho de Camilo e Carolina.

Como não Cristiano? - pergunta ao irmão.

Se quiser eu levo você onde Julieta está pequena? – fala o homem mais velho que a filha de Julieta está se envolvendo.

Carolina: Enloqueceu? Ela nos mata.

Cristiano: Bom, eu e Juliana estamos namorando, a família dela até a expulsou de casa por eu ser negro, somos irmãos, Roberto é meu tio e patrão, ela não vai estranhar tanto assim se chegarmos lá todos juntos.

Carolina: Não foi ela que não quis me levar e eu não irei ir atrás de quem não quer minha presença.

Roberto: É a fazenda de Ouro Verde que ela quer comprar não é mesmo?

Carolina: Está cheias de dívidas. Estava na verdade, porque?

Roberto: Conheço alguém que tem interesse naquele lugar!

...

Se encontravam na sala de estar Julieta e Susana.

Susana: Como está nosso Camilo?

Julieta: Do mesmo jeito que você deixou, destruído. Não temos muito o que fazer demos tempo ao tempo, agora o que nos precisamos e devemos fazer é agir no nosso outro assunto, o barão aceitou um encontro.

Susana: O barão não me parece dobrável Julieta, por isso eu achei que o Aurélio o filho dele fosse uma estratégia melhor.

Julieta: O mesmo filho que não sabia que a família estava a beira da falência, nunca assinou um cheque na vida um inútil. Está claro porquê esse assunto não foi pra frente com você Susana. Péssima a sua estratégia.

Susana: É talvez não seja uma boa ideia você falando assim não foi mesmo uma boa ideia. Mas é que no último encontro o barão me pareceu irredutível.

Julieta: Eu tenho uma surpresinha que pode dobrar aquela carcaça combalida.

Darcy entra na casa apressadamente.

Susana: Darcy você está bem ?

Darcy: Problemas pessoais não é nada demais.

Susana: O que será que deu nesse homem?

Julieta: provalmente uma besteira qualquer, estou cada vez mais convencida que estamos cercadas de homens fracos e depende de nós mulheres tirarmos proveito disso. Vamos ao barão e ao seu filho acomodado!

...

Uma delícia essa café? – fala Julieta provando o café colhido diretamente da fazenda de Ouro Verde.

Aurélio: Preparado e colhido por aqui mesmo. – confirma.

Julieta: Não tem como ser, a propriedade de Ouro Verde é lendária.

Barão: É vamos deixar de lado essas tenuidades atazanam-tes vamos direto ao assunto.

Julieta: Claro se esse é seu desejo.

Barão: Mas eu poderia também oferecer para as senhoras um chá ou de repente um suquinho.

Julieta: Não é necessário muito obrigado.

Susana: Talvez o barão ache necessário um chazinho de camomila para acalmar os nervos.

Barão bufa de raiva – Vamos direto ao assunto, se as senhoras vinheram aqui com o assunto de comprar a minha fazendo saiba que eu não vendo, e eu já disse a sua capacho, não vendo nem por cima do meu cadáver. Agora que isso está claro as coisas, a senhora pode ir no jardim cheirar as flores.

Julieta: Eu posso fazer isso quando a propriedade for minha senhor barão.

Barão: Vejo que negociar com seu finado marido séria muito mais agradável, poderíamos fumar um charuto não? Tomar um conhaque talvez.

Julieta: Isso nós podemos fazer também embora, eu ache prematuro, mas eu tenho certeza que o senhor gostaria de negociar com o meu finado porque a ele o senhor conseguiria lubridia – lo, já a mim é mais difícil.

Aurélio: Senhora por favor, peço respeito a meu pai ele é um senhor de idade – não gosta da forma ríspida que o pai é tratado.

Barão: Aurélio, eu não pedi pra você me defender, na verdade eu sou idoso mais sou muito mais forte que todos aqui. Sabe a senhora é muito arrogante, nosso assunto está finalizado a senhora pode ir embora dessa casa. Vai embora porque eu tenho pouco tempo de vida e não quero gastar os poucos minutos que eu tenho com essa conversa desagradável com a senhora.

Julieta: Como quiser senhor barão, mas antes eu acho que o senhor deveria ver isso.

Barão: Eu não consigo ler eu estou sem óculos – resmunga – Faça um resumo.

Julieta: Pois é, essa é a divida que os senhores tem com a torrefação Alencar que venceu mês passada, e é bem alta.

Barão: Isso ai não vai me fazer mudar de idéia – desdém de Julieta – eu sei que as minhas dívidas são altas mais entrei em negociação com nossos amigos.

Aurélio: Exatamente eu negociei as nossas dívidas a dias a trás.

Julieta: Eu acho que eu não fui clara, não renegociação possível essa dívida agora é minha, eu comprei as comprei.

Sem esperar por isso barão e o filho se olham espantados – você comprou as dívidas dos Alencar? – fala o barão incrédulo.

Julieta: Eu vou repetir, pela última vez essa dívida agora se chama a divida dos Bittencourt.

Barão: O que?

Julieta: O senhor acredita mesmo que eu me tornei a rainha do café por aceitar convites de homem para tomar suquinhos?

Barão: Pois saiba que muito antes da senhora conseguir furtivamente esse título de rainha do café eu já era considerado o barão do – começa a passar mal e cai no colo de Aurélio.

Aurélio: Calma papai – o coloca na poltrona que estava sentado.

Barão: Ai ai ai meu coração.

Susana sussurra no ouvido de Julieta – Será que ele não está fingindo? Nós já vimos as pessoas serem capazes de tudo para escaparem de uma dívida.

Julieta: Não seja absurda Susana, vá chamar um médico rápido. Nem que seja para traze – lo aqui de carro, vai.

Barão: Aurélio, Aurélio eu estou vendo uma luz, Aurélio é o imperador me esperando.

Vovô – grita o menino descendo as escadas e pulando no avó.

Aurélio: Conrado sai daqui – tira o filho de cima do pai.

Conrado: O que o vovô tem ?

Aurélio: Nada.

O menino de 5 anos percebe Julieta.

Conrado: Quem é você?

Aurélio que voltava a segurar o pai – Deixe a em paz, vá brincar!

Barão: Uma luz Aurélio.

Aurélio: Aguente firme papai.

Conrado: Porquê você está toda de pieto? – pergunta o menino.

A mulher se senta no sofá – Sou uma mulher viúva!

Conrado se senta colado ao lado de Julieta – O que é isso mamãe?

Julieta: O que?

Aurélio: Conrado vai para o quarto.

Conrado: Não quero!

Aurélio: Me desculpe senhora, é que meu filho tem a mania de chamar qualquer mulher de mãe. – fala ainda segurando o barão agonizante.

Julieta pensa “ Eu sou qualquer mulher?”

Barão: Eu vejo Dom Pedro Aurelinho

...

Susana: Você não estava brincando quando disse que ia aprender algo novo hoje! – fala animadamente – uma negociação mortal como essa eu nunca vi.

Julieta: Susana! Você acha que isso é hora para piadas? Ele podia ter morrido.

O menino novamente aparece na sala.

Susana: Olha que garotinho – o menino corre até mesinha que tinha um bolo de chocolate –

Conrado: quero um bolo!

Susana: Vai pedir do seu pai vai, coisa chata.

Julieta: Susana sirva a criança! – ordena.

Susana: O que?

Julieta volta ao assunto enquanto Susana serve a criança – Ele podia ter morrido e eu não sou uma desalmada.

Susana: É eu sei – prova os dedos melados de cobertura de chocolate que serviu a criança – Tomara que te dê dor de barriga! – fala pra criança.

Julieta: Susana!

Conrado: Não vai me dá não.

Aurélio acompanhado do dr. Aparece na sala e reclama do filho.

Aurélio: Conrado você está comendo besteira.

Conrado: Foi ela que me deu – aponta para Susana.

Susana: Eu ?

Aurélio: Imagina, ele adora culpar os outros pelas coisas que ela faz escondido.

Julieta: E então como ele está?

Médico: Ele está repousando e é disso que ele precisa agora foi só um susto.

Julieta: Eu fico aliviada e feliz em saber.

Aurélio: Eu acho que encaramos o assunto por aqui.

Julieta: Claro, eu sinto pelo que aconteceu, porém essa conversa será retomada, senão com o barão, com o senhor. Passar bem – se despede.

Médico: Com licença – também se despede.

Aurélio: Que mulher é essa? – pergunta a si mesmo ao ver Julieta sair – Conrado não faz isso! – repreende o filho ao vê – lo derramar a jarra de café e se queimar.

Conrado: Ai – segura a mão chorando.

Aurélio: Ta vendo o que você fez – segura o menino colo e leva para lavar a mão na pia da cozinha.

Conrado grita de dor – Eu quero a minha mãe!

Conrado: Que mãe Conrado!

...

Ao retornar a sua casa Julieta faz uma ligação a amiga, Antonieta a qual tinha dividas e favores muitos antigos quase impagáveis.

Julieta: Antonieta?

Antonieta: Sim sou eu Julieta, o que deseja?

Julieta: Carolina está na sua casa?

Antonieta: Depois que você foi embora e deixou a menina o queria que ela fizesse, e francamente né Julieta que coisa mais feia! A menina sai um instante e você a deixa sozinha, que papel ridículo que você está se prestando.

Julieta: O que, foi isso que ela te falou?

Antonieta: Sim e eu acredito nela.

Julieta: Ela leu o meu diário e some de casa e coloca a culpa em mim? Até a dissimulação ela puxou ao pai?

Antonieta: Ela leu o diário? Tem certeza?

Julieta: Antonieta: Você acha que iria fingir? Escuta, eu quero que você fique com ela esses dias, eu não quero vê – la tão cedo por aqui – e desliga o telefone.

Como já não bastasse Camilo sofrendo por amor ainda tinha que lhe dar com a filha que pode ter descobrindo algo sobre seu passado, ela não aguentaria passar por isso, tanto que não questionaria a menina sobre o diário quando a visse novamente. E falando sobre os filhos Camilo puxou a aparência do pai, mas as qualidades eram superiores, o rapaz era um verdadeiro anjo e nunca deu trabalho a mãe. Carolina tinha a aparência dos dois, um pouco de cada, tanto se a colocasse ao dos pais pouca coisas os lembraria a eles, tem os defeitos de Osório é cínica, dissimulada e debochada, poucas vezes se via a menina sem suas armaduras, foi expulsa do colégio interno, e somente mãe e filha sabem o motivo, diferente de Camilo ela não cursa a faculdade no exterior, estuda mesmo em São Paulo o lugar mais próximo para Julieta poder controlar seus passos.

Julieta: O que eu faço com você Carolina?


Notas Finais


Talvez Susana consiga afastar os dois filhos de Julieta


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