História Regicídio - Capítulo 12


Escrita por: e ShadMen

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Família


Fanfic / Fanfiction Regicídio - Capítulo 12 - Família

Andrea - Casa dos Grandwood

 

O sol atravessava a janela do quarto de Sarah com uma luz branca e brilho instável, isso porque no céu havia nuvens claras que cobriam boa parte do mesmo, apenas deixando pequenas aberturas por onde aparecia o céu azul. Pássaros vinham do sul e partiam para o norte, evitando a possível chuva que viria em algumas horas. As cortinas de Sarah balançavam um pouco junto às folhas de árvores que alcançavam a altura de sua janela.

 

Sarah se encontrava adormecida em meio aos lençóis brancos e verdes-escuros, seus cabelos loiros espalhados pelo travesseiro e seus braços curvados com as mãos perto de seu rosto, sua perna esquerda estava estendida e quase escapava da cama.

 

Quatro batidas lentas e pausadas são ouvidas vindo da porta do quarto de Sarah, que ao franzir a testa vai abrindo os olhos lentamente, podendo ver seu enorme quarto e móveis. Outras quatro batidas são repetidas em sua porta, Sarah por sua vez cobre a perna com os lençóis e se ajeita na cama, colocando cotovelos na macia cama e erguendo a cabeça.

 

-Entre, por favor. - Exclama Sarah com a voz rouca e olhos semiabertos.

 

A porta se abre lentamente expondo a sinhueta de uma mulher de meia-idade em vestes negras, que caminha lentamente até a frente da cama de Sarah, a claridade expõe as rugas de seu rosto que esboçava um pequeno sorriso.

 

-Bom dia senhorita Grandwood, sua família se encontra no andar abaixo tomando o café da manhã. Seu pai pediu para que eu à chamasse. - Dizia a criada com voz delicada, apenas movendo a cabeça e pescoço para falar, com suas duas mãos encostas e fechadas.

 

-Obrigado Elda... - Dizia Sarah com voz ainda rouca e um sorriso sem mostrar os dentes, ainda deitada apoiada com os cotovelos.

 

-É melhor descer logo, antes que a comida esfrie, eu arrumarei sua cama. - Disse Elda ainda com um tom gentil.

 

Sarah em seguida levantou os lençóis que cobria-a e avançou para a ponta da cama, estendendo o pé para alcançar o tapete no piso de madeira escuro como a noite, que refletia e brilhava com a limpeza constante aplicada no quarto todo dia. Logo ao ficar de pé, a túnica que Sarah usará para dormir se estende, fazendo a borda cair até as canelas. Os passos de Sarah fazem pouco barulho pois estava descalça, ela se desloca com passos sutis pelo quarto em direção à porta que havia sido deixada aberta por Elda. 

Após passar da porta, Sarah pôde sentir o frio que atravessava o corredor na frente de seu quarto, seus braços se cruzam enquanto ela se move pelo silencioso corredor, enfeitado com quadros com pinturas coloridas nas paredes escuras de madeira e iluminado pela luz pálida do sol. Sarah dobra para a esquerda, em direção à escada que levava ao andar abaixo, foi então que se deparou com o salão principal da casa, era enorme e com uma ambientação um tanto sombria, pois as paredes e piso da casa inteira eram feitos da árvore pinheiro-pedra, que era o símbolo da família dos Grandwood no brasão à gerações. Este pinheiro era caríssimo, enorme, ignífugo, e seus troncos e folhas eram bem mais escuros que a maioria dos pinheiros além de possuir uma madeira tão resistente quanto aço. O maior número desses pinheiros se localizavam em Andrea e além de pertencerem ao pai de Sarah, os mesmos ainda pertenceram à primeira geração de Grandwoods, pois estas árvores também duravam milênios. Desmon jamais vendia a madeira do pinheiro-pedra, ele dizia que era propriedade da família há muito tempo e que assim deveria permanecer.

Sarah pôde ver sua família na grande mesa onde sempre comiam pois o segundo andar possuia uma abertura que circulava o salão principal, onde era possível ter uma vista do andar abaixo.

 A mesa onde a família Grandwood sentava e comia era grande, colorida com uma variedade de alimentos e dois cozinheiros serviam a mesa sempre. A luz das janela perto do teto iluminavam a mesa e deixavam vapor que saía do chá e pão muito aparente, e as frutas ainda molhadas após serem lavadas escorriam gotas de àgua. Todos comiam quietos sem se olharem no rosto e sem dizer uma palavra. Desmon sentava sempre na ponta da mesa, Lylley sentava ao lado de sua irmã Wynna, enquanto Henry sentava ao lado de sua mãe.

Sarah desceu calmamente a escada descalça ainda com um olhar cansado, deslizando a mão lentamente pelo corrimão. Lylley viu a irmã e sorriu levemente sem mostrar os dentes, Desmon apenas olhou rapidamente e logo voltou à comer, pegando uma maçã e mordendo. Sarah chega à mesa, puxa a cadeira e se senta ao lado de sua irmã Lylley sem olhar para o rosto de ninguém além do dela. Os olhos das duas ficavam ainda mais coloridos com a luz que vinha da janela refletindo em suas irís. Lylley agarra um pedaço de queijo e morde, Sarah em seguida faz o mesmo, o queijo era amargo e gerava um ruído notável.

Desmon toma dois goles do seu suco de laranja e passa sua mão no pescoço e queixo, coçando a barba enquanto olhava pro centro da mesa, preparado para falar algo.

 

-A janta no castelo de Agarath, em Erellen... será daqui um dia, então mandei os criados arrumarem suas coisas pois iremos partir esta tarde. - Disse Desmon com uma voz crepitante e firme, com ambos os cotovelos acima da mesa, sem olhar nos olhos de ninguém.

 

O resto da família permaneceu em silêncio, gerando uma sensação desconfortável, até Sarah se pronunciar com uma voz rouca e monótona.

 

-Não temos a opção de ficar, não é?

 

-Não. - Respondeu Desmon bruscamente de forma firme.

 

Lylley olhava para o rosto da irmã e do pai espôntaneamente para perceber as espressões nos rostos dos dois, porém ambos não expressavam nenhuma emoção e nem olhavam no rosto um do outro.

 

-Por que? - Pergunta Sarah em uma tentativa inútil de compreender o pai.

 

Desmon ignora a pergunta completamente.

 

-Você que me deve respostas.

 

Sarah finalmente olha para o rosto de Desmon, com a testa franzida, tentando deduzir ao que o pai se refere.

 

-Uma pedra atravessa a janela dos Ollinder e quase acerta a criada na cabeça, no dia seguinte guardas estão na minha porta dizendo que a minha filha delinquente foi quem teria jogado. - O tom da voz de Desmon se eleva, dessa vez ele demonstra mais expressão em seu rosto mas continua sem olhar no rosto da filha, seus olhos percorrem a mesa lentamente enquanto ele cruza os braços.

 

O resto da família possuia surpresa imprimida em seus rostos, com a exceção de Sarah e Lylley. O irmão mais novo, Henry tenta se conter para não rir, soltando um leve sorriso e uma risada debochada que é retribuida com um olhar raivoso de Sarah.

 

-Eles mereciam pior que isso! Só pelo que o filho mais velho tentou fazer com a Lylley! - Sarah se posiciona de forma agressiva na mesa e olha firmemente nos olhos do pai, fazendo Desmon finalmente olhar em seus olhos.

 

-Sarah... - Lyllyan agarra na manga do braço esquerdo da túnica de Sarah com esperança de conter a discussão.

 

-Os dois se casarão em um mês, e ela deve se acostumar à fazer o que for mandada. - Respondeu Desmon, colocando ambas as mãos nos cantos opostos da mesa tentando passar um ar de autoridade.

 

-Você trata tudo e todos como a porcaria de uma moeda de troca! - Gritou Sarah, movendo o braço esquerdo bruscamente enquanto se levanta da cadeira, fazendo Lyllyan soltar sua manga. - Eu nem sei porque sento aqui toda manhã! As vezes esqueço que vivo numa família de lobos! - Sarah encara o pai por mais alguns segundos e então parte para fora do salão principal, atrevessando uma porta que levava para o grande jardim nos fundos da casa.

 

Desmon cruzou os braços e direcionou os olhos ao centro da mesa novamente, Wynna e sua mãe permaneciam quietas como sempre faziam em todas manhãs, Henry mantinha um sorriso no canto da boca, para ele, aquilo era como um grande teatro de comédia de duração ilimitada de onde ele tirava sarro todo dia. Lyllyan observou a irmã partir do salão e resolveu segui-la com um ar de preocupação, percorrendo o mesmo caminho da mesma.

Chegando ao jardim, o vento gelado já soprava com agressividade no rosto de Sarah, fazendo ela apertar os olhos para enxergar as tulipas e violetas ao lado dos pinheiros-pedra que davam um toque sombrio ao colorido do jardim. Ela andou descalça pela pequena calçada de mármore, a sensação de frescor lhe trazia paz.

-Você está bem? - A voz de Lyllyan se pronuncia em meio a ventania.

 

-Me desculpe por ter que fazer você ouvir toda aquela discussão - Diz Sarah após rapidamente se virar para trás para olhar Lyllyan.

 

-Está tudo bem, agora acabou.

 

 

                                                                                                  ***

 

 

Erellen - Castelo dos Gaunt

 

Ulysses, Agarath e seus homens haviam cruzado os campos verdes de Erellen à cavalo e já haviam chegado no centro da grande cidade. Agarath parecia bastante aborrecido com o chamado de sua mulher interromper sua caça, e Ulysses ainda sorria suspeitamente.

 

-Então, vai continuar fingindo que não sabe do que se trata? - Agarath faz a pergunta sem virar o torso ou o pescoço para trás, ainda focando na rua populosa enquanto cavalgava.

 

-Eu realmente não sei. - Responde Ulysses logo atrás, o tom de sua voz dizia claramente o contrário de sua afirmação.

 

Agarath jamais havia visto Ulysses agindo tão estranhamente, Ulysses costumava ser direto além de evitar sempre que podia conversas banais e desnecessárias. Ulysses vivia no mesmo castelo que Agarath porém raramente era visto por lá, era uma pessoa distante e que preferia passar a maior parte do seu tempo sozinho.

Desde que era pequeno, Agarath era indiferente em relação ao irmão. O pai de Agarath adotou Ulysses quando este possuia apenas cinco anos. Agarath desconhece a origem e história por trás de Ulysses antes dele ser adotado.

 

O grupo atravessava a cidade de forma dificultosa, os mercados estavam sempre populosos, várias pessoas circulavam as ruas vendendo suas mercadorias, crianças corriam e brincavam enquanto cachorros latiam. O grupo agora subia à cavalo uma rua íngrime que levava ao castelo, era uma escadaria ampla que seguia até a entrada do castelo. Subindo, os cavalos se tornavam bastante ofegantes e relutantes, fazendo os homens terem mais trabalho ao controlá-los.

Eles finalmente alcançaram o topo da escadaria e se encontravam no nível do castelo. Ulysses descia e amarrava seu cavalo próximo da grande entrada, os demais faziam o mesmo.

 

-Então, onde ela está? - Perguntou Agarath de forma apressada.

 

-No quarto de vocês.

 

Agarath então murmurou algo e se direcionou à entrada. "Devemos guardar seu arco senhor?" disse James,"Sim" respondeu Agarath brevemente, entregando o arco nas mãos de James.

Ulysses seguiu o rei pelo seu castelo, enquanto ele tomava a rota em direção de seu quarto. Subindo uma das grandes escadas, Agarath percebe Ulysses seguindo-o, mas nem quis se dar o trabalho de questinar, só queria acabar com isso de uma vez por todas.

Atrevessando um grande corredor bem iluminado e enfeitado e chegando perto da porta, Agarath percebe a inquietação do guarda que zelava o quarto e apressa os passos.

 

-O que há? - Perguntou apressadamente Agarath à um guarda que parava em frente a porta de seu quarto.

 

-Sua mulher não sai do quarto nem para o café da manhã, senhor, a porta se mantêm trancada, até pedimos para entrar porém ela não permitiu. - Disse o guarda, um tanto quanto assustado.

 

Agarath recuou levemente com a cabeça com uma expressão que indicava surpresa, e logo se virou para a porta, batendo cinco vezes com a mão. Sem obter resposta ou qualquer som, bateu mais uma vez, dessa vez de forma nervosa, Ulysses aguardava ansiosamente pela abertura da porta. 

 

-Gina? Está tudo bem? - Perguntou Agarath em um tom agitado.

 

Bateu mais vezes e não obteve respostas. Logo direcionou o olhar para o guarda nervoso que parava ao lado da porta.

 

-Quero que arrombe a porta! - Disse Agarath franzindo a testa com um olhar inquieto.

 

-Senhor, não acho que seja uma boa idéia. - Respondeu o guarda com um tom passivo.

 

-Faça! - Falou Agarath prontamente.

 

-Certo... - Disse o guarda após uma pausa e um curto suspiro.

 

O guarda se posiciona rentemente à porta e dá o primeiro chute, a porta é grossa e bem trabalhada, o chute não faz diferença. O guarda procede chutando mais uma vez a porta, fazendo um ruído desagradável da bota metálica se chocando com a grossa porta de madeira. Mais chutes são destribuidos, uma diferença na aparência da porta já aparecia, causando aranhões e uma deformidade na madeira. Já cansado, o guarda se afasta um pouco e chuta a porta colocando toda a energia de uma só vez, fazendo a porta romper.

A porta abre violentamente com um estrondo, a fechadura é arruinada, alguns pedaços de madeira são jogados ao chão, após recuar, a porta retorna um pouco por conta da velocidade em que abriu, Agarath então acelera na frente do guarda ao segurar a porta quebrada para ver o que acontecia dentro do cômodo, Ulysses aguardava ansiosamente enquanto permanecia no corredor observando a cena, o guarda espia logo por trás de Agarath para ver o que se passava por trás da porta. Entre a iluminação agradável do quarto, Agarath viu algo que fez seu sangue ferver.

Um rapaz bem mais jovem que Agarath apressava em se vestir enquanto sua mulher se encontrava nua entre o veludo da cama. Agarath furioso franziu fazendo suas rugas ficarem evidentes e bufando foi até o rapaz que recuava com pavor em seu rosto.

Agarath agarrou o rapaz pelo braço que sem reação foi jogado ao chão com toda a força, o rei enraivado em seguida chutou o homem em suas costas cinco vezes fazendo-o ficar sem ar para gritar.

 

-Leve-o daqui e use-o para alimentar os cães! - Berrou Agarath enfurecido para o guarda.

 

O homem tossia enquanto rolava no chão de dor, Gina assistia o evento ainda imóvel deitada em sua cama com os olhos arregalados, usando os lençois para se cobrir.

 

-Leve-o agora! É uma ordem! - Prosseguia Agarath, encarando o guarda.

 

-NÃO! POR FAVOR! - Gritava o homem ao ser erguido pelo guarda e carregado para fora do quarto enquanto tropeçava no tapete.

 

Alguns criados espiavam o evento no corredor, eles disfarçavam o riso enquanto viam o homem ser carregado à gritos porta afora. Ulysses mantinha um sorriso de orelha a orelha, inclusive era um dos poucos dias que era visto sorrindo.

Após o guarda ter levado o rapaz para fora do quarto, Agarath encosta a porta quebrada e encara Gina que ainda se encontrava na cama, com passos lentos ele se aproxima ainda com a testa franzida. Gina fica de pé ao lado da cama ainda coberta com os lençois, ela podia ouvir a respiração ofegante e pesada de Agarath.

 

-O que foi isso?! - Perguntava Ulysses com o tom elevado.

 

Gina estava constrangida e intimidada pelo tom e nervosismo do rei, ela recua alguns passos e quase tropeça no lençol que cobria seu corpo.

 

-O QUE FOI ISSO?! - Agarath agarra Gina em ambos os ombros e sacode-a, a mulher estava apavaroda e podia sentir as mãos do rei tremendo.

 

Em um momento de extrema fúria e adrenalina, Agarath acerta um tapa com a mão direita no rosto da mulher, fazendo seus cabelos castanhos voarem pelo ar, Gina tropeça e cai ao lado da cama com os lençois jogados no chão.

Agarath, percebendo o que havia feito, recua alguns passos e arregala os olhos.

 

-...Por favor, vá embora... - Suplicou Gina, enquanto algumas lágrimas escorriam pelo rosto avermelhado. - Por favor... saia... - Gina dobrou os joelhos enquanto estava sentada e recolheu-se em choros.

 

Agarath apavorado, se afastava lentamente em direção à porta, observando a mulher de longe por mais alguns segundos antes de sair. A porta é aberta e Agarath sai com olhares perdidos observando o nada, calado e ainda muito tenso. Logo ele percebe seus criados encarando-o no corredor, dessa vez com rostos sérios.

Invés de cismar com os empregados, Agarath simplesmente retorna seu olhar ao nada e sai discretamente da área. O rei desce ao primeiro andar, vai até a entrada do castelo e sai por lá. 

Na saída ele encontra Ulysses escorado de braços cruzados em uma árvore faia avermelhada com uma expressão de deboche que ficou clara para Agarath.

 

-Por que não me contou antes?

 

-Não queria estragar a surpresa. - Respondeu Ulysses sorrindo novamente.

 

Agarath volta a suas expressões raivosas e caminha ligeiramente em direção a Ulysses, que ficou sério no mesmo instante.

 

-Continue agindo assim e coisas ruins podem começar a acontecer. - Disse Agarath em um tom mal-humorado, logo em frente a Ulysses, encarando-o diretamente nos olhos. - Daqui um dia será a minha janta, e se um de meus convidados descobrir de algo por sua causa, eu ficarei sabendo. - O rei em seguida vira as costas e se direciona a escadaria.

Ulysses encarou raivoso e calado o irmão descer as escadas, enquanto pensava em suas palavras. Aquilo sem dúvidas era uma ameaça. Ulysses porém não se sentia intimidado, apenas estava irritado por Agarath poder abusar de seu poder para ameaçar aqueles do qual não tinha coragem de confrontar sozinho.

Para Ulysses, o rei não passava de uma criança mimada e irresponsável no trono.



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