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História Regras do Escuro - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Eu deveria passar por uma pequena porta, mas não tão pequena


Após o longo período de aulas finalmente o tempo sede as minhas expectativas de ir embora. Ninguém realmente parecia notar Wybie o que cheguei a conclusão maluca que ninguém o via.

Fui andando rápido pela rua que eu já tinha passado tantas vezes, na esperança de que ele não conseguisse me alcançar e me deixasse em paz, mas claro que foi tudo em vão. Aquele adolescente sinistro em forma de Wybie continuava atrás de mim.

-Não adianta fugir Coraline, eu vou atrás de você – ele sorriu o que fez com que ficasse mais bonitinho.

-Tudo bem, mas só porque você está me seguindo não quer dizer que acredito naquele outro mundo – falei acelerando o passo.

-Você é tão teimosa! – ele parecia irritado – já fez milhões de perguntas, já viu eles mais de uma vez, está me vendo e ainda não acredita?

-Ah meu querido – disse me irritando também – não sou o Herry que aceita que magia existe em menos de três minutos...

-Pelo chá do Absolem! Pare de falar dessas coisas estranhas do seu mundo – ele quase gritou – quem é esse Harry?

-Deixa quieto – resmunguei – não adianta explicar nada para vocês...

-Como se você entendesse tudo – ele bufou.

Revirei os olhos e simplesmente comecei a ignora-lo por completo. Era uma coisa legal de se fazer, já que, se eu me importasse com sua presença mais meio segundo iria xinga-lo de nomes muito feios.

Estávamos passando por um beco escuro, na verdade não era bem um beco, era o corredor de uma construção. Um espaço grande vazio que, por causa dos muros altos não tinha muita luz. Nunca tive medo de passar por ali, mas Wybie fez com que eu ficasse um pouco traumatiza quando me empurrou e eu cai de lado no chão de terra.

-Seu idiota de merd... – uma fumaça cobriu meus olhos – droga, de novo não...

Novamente Absolem apareceu na minha frente, só que dessa vez Cheshire e Mallymkun não estavam ali, apenas os gêmeos. Se da última vez eu estava começando a me irritar, agora eu estava irritada de verdade. Eu não faria mais nenhuma pergunta, eu não estaria mais confusa nem duvidaria de mais nada, eu iria colocar os pingos nos is.

-Muito bem seus idiotas – eu tinha que arrumar um xingamento melhor do que idiotas – acredito que vocês existem, mas assim porque raios ficam me mandando para cá e para lá? Me sinto um ioiô! Então chega dessa merda.

Os três ficam me olhando e piscando ao mesmo tempo, mas quando vou abrir a boca para falar de novo T-Dlee não me deixa nem começar.

-Você não acredita. Está mentido. Mas podemos te explicar melhor.

-Ah quanta caridade de vocês – revirei os olhos – sabia que não gosto muito de você T-Dlee?

-Sabia – ele falou – você deixa isso bem claro.

-Ótimo – estreitei os olhos – e agora, vão me explicar ou não?

-Você é burra? – T-Dlee se irritou um pouco.

-Deixa Dlee, eu explico para ela – T-Dum falou acalmando o irmão – e então quer saber o que?

Olhei espantada para ele e fiz um movimento estranho com as mãos para demonstrar que não tinha entendido absolutamente nada.

-Muito bem. Vai ser mais complicado do que pensei – ele coçou a cabeça – vamos começar com os personagens. T-Dlee é Forcible. Eu sou Spink. Cheshire é o outro gato. O coelho é o Wybie. A Rainha Vermelha é a Bela Dama. Absolem é o sr. Bobinsky.

Assenti com a cabeça para mostrar que eu havia entendido, agora aquilo começava a fazer sentido. E se fosse pensar a fundo realmente os personagens se pareciam.

-Então Alice é a Coraline? – perguntei.

-Não – quase cai de costas com a resposta – ambas são independentes. Assim como os outros personagens.

Comecei a me sentir tonta de repente e assim cai desmaiada em cima de T-Dum. Não me lembrei de mais nada depois daquilo, mas algumas imagens começaram a vir em minha cabeça. Não era um sonho. Eram lembranças, lembranças de uma menininha procurando coisas em um mundo estranho. Observar direito os flashes, não era uma menininha, era Coraline. Não era a Coraline do filme, era eu.

Era estranho, mas ainda não conseguia acreditar de fato em tudo isso. Como se faltasse alguma coisa se encaixar. Meus pensamentos foram tirados de foco quando abri meus olhos, não estava no beco em que Wybie havia me jogado, estava em uma enorme cama de um quarto dourado e luxuoso. Minha vista estava meio embaçada ainda, mas quando recuperei todos os meus sentidos ouvi uma barulheira dos infernos vindo do outro lado da porta.

Eu só descobriria se fosse até lá. E foi isso que eu fiz. Me levantei e abri a enorme porta de madeira. Andei por um corredor cheio de obras de arte estranhas, cheguei até outra porta, como a do quarto em que eu estava, só que menor, bem menor.

Procurei em alguns lugares algo que me fizesse passar pela porta, achei uma garrafa com aquilo que fez Alice encolher. Tomei. Fiquei minúscula e minhas roupas também. Achei estranho, mas não reclamei. Passei pela pequena porta e quando sai do outro lado havia o bolo que fazia crescer, comi um pedaço e voltei ao meu tamanho normal. Aquilo tinha sido divertido.

Aquela sala era uma sala de jantar com uma enorme mesa cheia de personagens discutindo alto. Quase voltei para trás, mas antes de conseguir pegar a garrafa de suco para encolher eles me viram.

-Ah pronto agora danou-se – dei um sorriso amarelo para todos.



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