História Regressive Infection - Capítulo 21


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Categorias Fairy Tail
Personagens Aries, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Igneel, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Sting Eucliffe
Tags Gajeel, Gruvia, Jerza, Lucy Hearfilia, Nalu, Natsu, Stinci, Terror, Zumbi, Zumbis
Visualizações 130
Palavras 3.125
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!!! Depois de anos, aqui estou de regresso... Bom, peço desculpas pela demora, mas estava em meio a um bloqueio criativo e não conseguia nem corrigir os capitulos, mas aqui estou de volta.

Sobre a história, existe algo importante a ser dito... Alguns podem ter notado que vez ou outra surge um nome aleatório. Como já sabem estou postando pela segunda vez, entre a primeira e essa eu reescrevi a história e mudei algumas características que a ligavam muito a FT. Os nomes são uma destas coisas. Sempre repasso pelo capitulo e tento retirar o que não faz muito sentido, outras acho que são desnecessárias (como chamar o Natsu de ruivo ao invés de rosado), mas vez ou outra algo passa. Qualquer coisa é só me avisar que arrumo e isso logo acaba porque é só até o capitulo 20. O resto ainda não modifiquei XD

Bom, é isso. Desculpem a demora e termino de responder amanhã porque a doida aqui já deveria estar se arrumando pra um aniversário de um colega.

PS: Revisei, mas talvez pode ter algum erro, até porque como acrescentei um ponto no fim, tive que incluir uma partes agora no inicio da história pra já dar indicios, então... Tem coisa nova, por isso, me perdoem por qualquer erro.

Capítulo 21 - Parte I - Sobreviventes - XVII


- Pois é! – Gray suspirou enquanto olhava na direção da loira. Não havia nenhum problema entre eles, mas de alguma forma Lucy sabia que o moreno não queria falar. Sentado atrás do volante, parecia querer ficar sozinho ao mesmo tempo em que queria deixar Lucy sozinha e ir ate Sting.

"Vá até o Gray e fique lá." Sting havia dito com a voz seria que Lucy ainda não tinha se decidido se era portadora de boas noticias ou más. Naquele momento, contudo, ela soube, algo estava ocorrendo e não era algo bom. Queria ter ficado, mas sabia que iria atrapalhar. Odiava ser tão inútil. Odiava deixar Sting sozinho cuidando de tudo.

Agora quando havia visto o que parecia o primeiro morto-vivo no retrovisor, não sabia se ficava apavorada por saber que ele havia saído de onde Natsu, Erza e Wesley estavam ou se ficava apavorada por ele estar indo na direção de Sting.  Ela só conseguia se apavorar.

- Desculpe, eu sei que pareço uma louca psicótica agora. - encarou o moreno que apenas deu um sorriso de lado tentando a acalmar, os olhos estavam sérios e duros.

- O Sting consegue lidar com isso e daqui a pouco aqueles três aparecem. – foi tudo o que o moreno falou.

Ainda assim no segundo seguinte Lucy estava com todo o corpo para fora tentando ter uma visão de Sting e uma garantia mínima que ele estava bem. Eram poucos monstros e pareciam lentos, sem muito rumo. Sting conseguiria lidar com eles. Lembrou-se do quanto o loiro era bom. Todos eram bons, todos estariam bem.

- Eles estão voltando. – avisou ao moreno no momento em que Natsu e os demais saíram correndo do colégio.

- Ótimo. – Gray suspirou aliviado e então fechou a porta. Ele havia a aberto? Quando? – Estão sendo perseguidos. Droga! Senta direito que eu vou dirigir. – avisou, Lucy conseguia ver alguns mortos-vivos saindo do colégio atrás deles, haviam imaginado isso, o local poderia estar infectado.

- Ah, tudo bem. – saiu da janela e sentou melhor no banco. Sabia que Gray era bom apenas em dirigir em linha reta, manobras e ou qualquer outra ação não eram seu forte. Não em caminhões gigantes que ele só havia dirigido uma vez, não quando ele ainda estava um pouco alterado pela bebida.

- Que merda é essa? – ele encarava o retrovisor incrédulo e então colocou o rosto para fora.

Lucy fez o mesmo, mas preferia não ter feito. O máximo de mortos-vivos que havia visto em um mesmo espaço eram dez sendo que todos tinham uma distancia segura dela. Mas saindo da escola tinha uma centena no mínimo e todos estavam caminhando em sua direção.

- Não dá para voltar, não é? – era a ideia inicial deles, mesmo que desta forma não tivessem mais nenhuma rota pra voltar pra casa. Agora, seguir não era a melhor opção, era a única opção. Mesmo que fosse Gajeel no volante, passar por cima de tantos corpos seria estupidez e perigoso. Um suicídio.

- Vou bater o caminhão nesse ônibus. – o moreno tragou seu cigarro e então o apagou na lataria, guardando o restante do fumo no bolso.

- Mas... Isso é perigoso! – o ônibus era grande, velho e uma parte estava mais alta, talvez em cima de algum local.

- É a única opção. – explicou, os olhos presos no lado de fora.

Lucy ficou em silêncio, o medo fazendo o coração bater forte. Independente se estragasse muito o caminhão, não conseguia ver nenhuma outra saída. As demais opções consistiam na morte quase certa. Mesmo assim, se Gajeel não havia feito antes, deveria ter um motivo forte, o lutador não era do tipo cauteloso. Não importava, se lembrou, não poderia voltar atrás.

- Meu Deus! – pulou apavorada, alguém batendo na lataria do caminhão fazia barulho ao lado de onde estava sentada.

- É o Sting avisando que precisamos ir. – Gray explicou tentando a acalmar enquanto ligava o motor, contudo os olhos projetados dele mostravam que também havia se assustado.

- Anda logo. – Sting gritou batendo novamente na lataria e mais uma vez Lucy deu um pulo de susto.

- Ele tem que parar com isso! – os olhos arregalados e a voz histérica fizeram com que Gray desse um sorriso de lado enquanto acelerava o caminhão. Lucy não se incomodou com isso, apenas ficou satisfeita em ver que estavam se afastando da horda de zumbis.

Seus olhos se voltaram para frente. Deveriam ter retirado ao menos a carreta que tinha a chave, era obvio que não havia espaço para que um caminhão passar. A loira não se lembrava de ter sofrido uma única batida de carro em sua vida, então era normal que tenha ficado tão apreensiva. A voz de Gajeel gritando algo sem sentido na traseira, apenas a deixava mais nervosa. As mãos se seguraram na poltrona com força e então o retrovisor do seu lado foi arrancado no momento em que se chocou contra a carroceria da carreta.

Lucy berrou com o estrondo e foi automático que seu corpo reagisse da forma mais precavida possível. Colocou o cinto de segurança e fechou os olhos com força. Gray parecia estar acelerando mais ainda e o som de metal rangendo chegava a ser uma espécie de tortura. Não demorou mais do que alguns segundos para que o automóvel sacolejasse e então a garota já não tinha muita noção do que estava ocorrendo.

Sua visão girou e por alguns instantes pensou que o mundo havia perdido a gravidade, apenas o cinto de segurança a mantinha fixa. Seria possível voar? Sabia que não. E para provar isso ela logo sentiu um peso absurdo em seu lado esquerdo. O som de algo se arrastado no chão e o peso sobre si aumentou a prensando contra a lataria do caminhão.

Foi rápido, mas a sensação era tão angustiante que ela sentiu como se tivesse passado horas e mais horas, prensada contra a porta, sendo machucada e completamente apavorada. A cabeça contra a lataria parecia ter batido centenas de vezes em poucos segundos, batidas não muito fortes, mas que pela quantidade tiveram um efeito arrasador confundindo sua mente completamente.

Quando tudo parou o corpo e mente de Lucy ainda continuaram a funcionar. A cabeça girava e o corpo tremia, ela não parecia muito capaz de se mover, mas de alguma forma tinha a sensação que isso se devia mais por sua confusão mental do que alguma dificuldade física. Piscou os olhos várias vezes tentando se acalmar e se ordenou a realizar algum movimento. Qualquer que fosse.

Ergueu a cabeça, não sentia nenhuma dor. A adrenalina corria em suas veias com tanta força que tudo o que ela sentia era o corpo tremer, tirando toda e qualquer estabilidade e controle que pudesse vir a ter.

Não era mais Lucy Heartfilia, era o puro pavor.

- Droga! - o resmungo cheio de dor mais pareceu um gemido e então Lucy se concentrou na imagem de Gray. Não conseguia distinguir muito, mas notou que parte da pressão que ela sentia era causada por ele que estava sobre seu corpo.

- Gray. – murmurou tentando se erguer. O cinto foi um problema, ela não conseguia o soltar de forma alguma e quando, depois de muito tempo, conseguiu, teve outro problema. O corpo de Gray parecia mole e ela se sentia fraca para conseguir completar o ato, então apenas se afastou dele. – Você esta bem? – o encarou a procura de qualquer ferida.

- Não. – gemeu se erguendo sozinho, o braço direito em direção ao esquerdo e Lucy observou que a camisa social estava manchada e rasgada. Piscou os olhos tentando imaginar o motivo. Olhou em volta, mas não conseguia juntar as peças do que havia ocorrido. A cabeça parecia não servir mais para pensar.

- Santo cristo! – arregalou os olhos. Do ombro ate o antebraço à blusa estava em farrapos e era possível ver a pele branca manchada de sangue e cortes. Muitos cortes, algumas partes do braço não possuíam mais nenhum resquício de pele.

- Temos que sair daqui. – Gray não parecia em muita condição de sair de algum local. O braço esquerdo estava dependurado como se ele nem mesmo conseguisse mover, Lucy o achava sensacional por não estar gritando de dor. Ela quase sentia a dor por ele.

Olhou em volta respirando fundo, só então notou o motivo da estranheza que sentia. De alguma forma o caminhão havia virado e Gray sido jogado em cima do seu corpo. Tremeu mais um pouco. Havia sofrido um acidente no qual o seu automóvel virava e não havia ambulância e nem bombeiros para prestar assistência. A quem iriam recorrer?

- Espere aí. – pediu erguendo a mão direita. Arregalou os olhos ao notar que as mesmas feridas que Gray tinha no braço direito, ela tinha na mão. A unha do dedo mindinho havia sido completamente arrancada como grande parte de sua pele da lateral e da palma. – Eu... – engoliu seco apavorada, ainda não conseguia sentir a dor, talvez ocorresse o mesmo com Gray. Mas o pavor... Ah, ela só queria chorar. Não poderia. – Vou abrir a porta. – estava quase se ordenando.

Respirou pela boca, tinha que se acalmar, estavam só os dois ali. Ela que tinha que fazer alguma coisa. Respirou fundo. De novo, mais uma vez, outra, então soluçou. Estava chorando.

Não importava. Iria continuar, tinha que continuar.

Apoiou o pé na poltrona para se erguer, normalmente iria doer, ainda não estava recuperada do ferimento que havia sofrido a menos de dez dias, contudo não sentiu nenhuma dor e por isso utilizando uma força que não sabia que possuía e ate mesmo a sua mão machucada, empurrou a porta a abrindo e se colocou para fora.

O sol bateu em seu rosto com força. Ainda não passava de dez horas da manhã, não era um horário o qual imaginava sofrer um acidente assim. Era um dia bonito. O mundo continuava apenas do que estava ocorrendo com a humanidade.

- Gray. – chamou se virando para ele. O garoto havia se movido, mas não parecia estar saindo. - Consegue sair sozinho? – não sabia o que faria se a resposta fosse negativa.

- Vou tentar. – estava se erguendo, parecia ter machucado a perna porque fez uma careta ao usar a poltrona como apoio.

- Vamos, eu te ajudo. – ergueu a mão boa para auxiliá-lo, mas sendo mais inteligente, Gray se apoiou nos ombros de Lucy e ela segurou na lataria do caminhão tentando ser mais firme possível na atual situação. Pareceu ter tido sucesso, porque ele conseguiu sair. Não facilmente, mas conseguiu.

- Como você está? – ele a encarou preocupado.

- Melhor que você. – garantiu observando que o sangue pingava do braço do garoto, era muito sangue saindo, impossível que não se alarmasse.

- Vocês dois. – a voz de Erza surgiu, com um tom apavorado nada característico dela, mesmo assim foi um alivio para Lucy. A ruiva saberia o que fazer. – Como estão? – ela ainda não tinha chegado, o barulho que fazia correndo sobre a lataria do caminhão era muito alto. Ecoava como marteladas em sua mente.

- Ajuda o Gray. – a loira estava cada vez mais apavorada ao ver o sangue escorrendo do braço do moreno. - Ele esta todo machucado e...

- Calma Lucy, fique tranquila! - a ruiva segurou em seu ombro por alguns instantes e então correu ate o amigo, obviamente preocupada. Lucy se perguntou como ficar tranquila quando Gray estava tão ferido e Erza tinha o rosto coberto de sangue. Ela só queria que alguém os salvasse.

Olhou na direção onde Natsu, Sting e Gajeel vinham, o moreno segurava o ombro como se sentisse dor, mas não havia sinal de sangue em nenhum dos três. Ela quase se sentiu aliviada. Quase. Sentir-se-ia, se não fosse o que vinha logo atrás deles. Mais perto do que o que qualquer um pensaria como recomendável, a horda de zumbis parecia uma multidão.

- Temos que sair daqui. – Gajeel falou o que ela pensava.

- Alguém me ajude aqui com o Gray. – Erza gritou e rapidamente Natsu e Sting passaram correndo pela loira, indo em direção da ruiva.

- Vamos lá loirinha, ficar chorando não vai adiantar nada. Precisamos fugir daqui. - Gajeel falou e Lucy se fixou no pé de cabra em sua mão. Mesmo machucado ele não soltava o objeto. – Lucy? – chamou sem sucesso, ela parecia estar presa em outro mundo. – Lucy? – chamou mais alto e então o rosto estava preocupado de uma forma maior. Encostou levemente na garota.

- Desculpe, você... – balançou a cabeça sentindo tudo girar.

- Bateu a cabeça? – questionou.

- Estou bem, temos que ir, o Gray parece que se machucou de verdade. Vamos! – caminhou na direção em que Sting e Natsu ajudavam o moreno a descer do caminhão.

- Temos que achar alguma forma de estacar o sangue dele, Lucy. – Erza tinha o rosto realmente preocupado enquanto observava o caminho de sangue que o moreno deixava ao ser carregado pelos amigos.

- Estamos em uma cidade, deve ter algo como um posto. - era o obvio, mas só se deu conta disso quando falou.

- Não tinha pensado nisso. – a ruiva concordou.

- Não tinha pensado porque precisamos fugir para não morrer. – Gajeel tinha a voz seria, quase alterada. – Andem logo antes que não consigamos chegar nem mesmo ao posto.

Sem dizer nenhuma palavra desceram do caminhão. Lucy acabou caindo, todo o senso de equilíbrio parecia ter se esvaído, e para piorar a situação o pé começava a voltar a doer e a mão ardia tanto que parecia queimar.

- Tirando o Gray, esta todo o mundo bem? – Natsu perguntou, era ele quem segurava o amigo, passando o braço não ferido do moreno em seus ombros. Os olhos do ruivo em sua direção, queria saber se ela estava bem.

- Lucy? – Gray foi quem verbalizou. Os dois haviam sido os mais atingidos, definitivamente. – Sua cabeça?! – ela sentia raiva dele se preocupar-se consigo quando estava debilitado, mas ainda assim sorriu.

- Tudo bem, só vamos embora. – falou confiante, a mão foi ate a cabeça. Não doía, ela mal a sentia na verdade, era como se tivessem trocado por outra ou desvinculado de seu corpo.

Caminharam o mais rápido que conseguiram até chegarem ao distrito. Atrás deles uma pequena horda, a cidade já estava ocupada por seus próprios moradores infectados. O número só cresceria, por sorte, eles estavam desviando do caminho principal dos seres, o caminhão.

Se a rodovia quase desativada era de um asfalto velho, o vilarejo se dividia entre chão de terra batida no entorno e então paralelepípedo. As casas em sua maioria simples, mas não tão antigas. Como as cidades históricas, nem mesmo eram separadas por portões.

Lucy encarou as pedras que pisava. Os passeios finos em sua maioria estavam com indícios de vegetação. O próprio mato.

- Vamos mais rápido. – Gajeel murmurou fazendo Lucy, que era uma das ultimas, olhar para trás, a horda já estava na rua e parecia maior.

- Para onde estamos indo? – Natsu questionou, ao seu lado Gray parecia mais pálido a cada segundo. Natsu mais vermelho.

- Vamos para a maior construção. – Erza apontou para o que mais chamava a atenção na cidade. Uma construção branca com cerca de dois andares e realmente grande. Duvidava que fosse o hospital, povoados assim raramente tinham uma estrutura tão grande para algo importante como saúde.

Andaram mais alguns metros, cerca de cem com Lucy ficando cada vez mais para trás. O pé doía, a cabeça pesava e sua visão parecia embaçada. Além da mão arder tanto que ela sentia vontade de chorar de dor. Sabia que tinha que pedir ajuda e não seria o orgulho que a impediria, o que realmente impediu foi a falta de consciência de tempo e espaço ao seu redor.

Parou e encarou a horda atrás de si, os mortos-vivos que haviam saído da rua estavam bem mais próximos que o restante e alguns saiam das casas. Estavam tão próximos! Caminhou sem consegui distinguir muitas coisas ao seu redor e então apoiou a mão boa em uma porta qualquer que por estar aberta acabou fazendo a loira cair de joelhos.

- Lucy. – Gajeel gritou seu nome e então a loira piscou os olhos. Eles estavam próximos, ainda assim mais distantes que cerca de dez ou quinze infectados. Tentou compreender o que estava fazendo e se ergueu de uma vez. A adrenalina pareceu ajudar um pouco a mente a compreender as coisas, mas também a deixou tonta. Quando sentiu um gosto de ferro em sua boca sabia que estava com o nariz sangrando.

O som de algo batendo contra a porta chamou a sua atenção e deu um passo para trás no momento em que um infectado que aparentava ter cerca de quarenta anos e tinha uma parte do rosto faltando, surgiu. A cada passo que o morto dava Lucy dava dois para trás, ate que se chocou contra um corpo.

Em reflexo se jogou no chão e teve a impressão de ouvir os dentes do morto o qual havia se chocado baterem um contra o outro com força.

A sua visão estava embaçada, mas ela conseguia se ver cercada. Engatinhou ate a parede observando enquanto o grupo fazia uma roda ao seu redor. Pareciam saber como acabar com as chances dela fugir.

Uma mão em sua perna dura, áspera e pegajosa. Podre ao mesmo tempo. Unhas duras e grossas. Tudo era tão gelado. Gritou e chutou o ser. No rosto, mão, dentes, qualquer lugar.

Ele soltou, machucando a perna e levando o calçado junto.

No desespero entrou na casa, era o único lugar que poderia ir. Com o pé mesmo, qualquer um, machucado ou não, fechou a porta a travando logo em seguida.

Ficou parada encarando o lugar onde os infectados estavam. Não respirava, não conseguir respirar, se pelo sangue ou pelo medo, não saberia. Sabia que logo iriam entrar e não tinha onde se esconder.

Olhou em volta observando uma cozinha pequena e mal arrumada, um sofá velho e uma TV de 14 polegadas na sala, uma porta de madeira para o quarto. Havia uma janela, mas a saída era para o mesmo lado em que os infectados estavam. Tentou forçar a cabeça, pensar em uma solução. Sabia que tinha. Sabia.

Quis se bater por não conseguir pensar e o desespero só a incapacitou mais. Queria pensar em como fugir e sobreviver, mas apenas sentiu tontura e caiu de quatro no chão. O piso de madeira escura quase não a deixou ver o sangue que pingava de si. Os braços tentaram se erguer, mas a ordem do cérebro se chocou com a perda da consciência.

Existe um mito universal de que se vê toda a vida antes da morte. Lucy queria ficar desperta ao máximo porque preferia ser devorada viva que se lembrar... Mas nem esse desejo foi atendido.

 


Notas Finais


Então? O que acharam? Espero que tenham gostado e me deem sua opinião. Logo posto mais (logo mesmo)


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