História Regresso - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Amnésia, Conexão, familia uchiha, Hentai, Luta, Naruhina, Naruto, Romance, Sasusaku, Sasusakusara, Shikatema, Shoujo, Shounen, Songfic, Universo Naruto, Universo Natural, Violencia
Visualizações 347
Palavras 2.126
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooooe!
Então, meus amores, eu estou com um pequeno probleminha no Photoshop e não consegui arrumar a capa para este capítulo, mas breve eu a colocarei aqui, bonitinha.

Vou demorar um pouco pra betar, porque tenho um texto da faculdade pra acabar, mas tentarei fazer isso rapidamente.

Boa leitura!

Edit: Photoshop voltou a funcionar <3

Capítulo 3 - Gradualmente


Fanfic / Fanfiction Regresso - Capítulo 3 - Gradualmente

Regresso

 

 

 

 

Capítulo III: Gradualmente.

 

 

 

 

“Não sou de abaixar a cabeça e obedecer, não sou de seguir os outros
Se encaixe, adapte-se ao molde
Sente-se no hall de entrada, pegue sua senha
Eu era o relâmpago antes do trovão”

 

 

 

 

 

 

 

―Eu ainda tinha esperanças, devo admitir. ―Levou o café aos lábios, a mão tremia a ponto de balançar o líquido dentro do copo. ―Mas quando ele falou sobre não ter uma esposa ou filhos... Eu quase desabei.

 

―É muito estranho que ele consiga se lembrar de nós, mas não de vocês. É como se apenas uma parte das lembranças dele tivesse sido levada. ―Ino andou de um lado a outro naquela sala, os olhos azuis inquietos, bolando alguma espécie de linha de raciocínio.

 

―Não encontrei nenhuma anormalidade no sistema imunológico ou atividades cerebrais diferentes da de um cérebro adulto comum. ―Admitiu, deixando os ombros relaxarem por um curto período. ―Eu não me importaria se me esquecesse, mas ele não consegue lembrar da filha.

 

―Deve estar sendo difícil pra você, testuda, mas não é hora de se lamentar ou desistir. ―Parou de frente para a amiga, colocando ambas as mãos na cintura. ―Terá o apoio de todos nós para seguir em frente com os exames e pesquisas.

 

―Eu nunca desistiria, não dele. ―Mordeu o lábio inferior com força, a cabeça pensando em mais de uma saída ao mesmo tempo. A verdade é que sequer tinha dormido nas últimas semanas, muito menos se alimentado do modo mais adequado. Sakura sabia os riscos que sua própria saúde sofria, mas quanto mais trabalhasse, mais rápido salvaria Sasuke.

 

―Agora pare de tomar café e vá pedir um almoço no refeitório. ―Pegou o copo com destreza das mãos da Uchiha e o jogou no lixo, sem se importar se ainda havia líquido no recipiente. ―Não vai conseguir fazer nada no laboratório com essas pernas tremendo.

 

―Eu sei me cuidar, Ino. ―Resmungou, levantando-se de uma vez para sair do pequeno cômodo. De fato, ainda não havia se alimentado, mas comer alguma coisa não faria mal. ―Mas vou seguir seu conselho.

 

―É uma escolha muito sábia. ―Aproveitou-se da situação da amiga para se retirar ao lado dela e se certificar de que ela realmente iria comer, não apenas enganá-la.

 

Sakura não se demorou muito no refeitório, devolvera a bandeja e voltara para o quarto em que Sasuke fora alojado. Muitos exames foram feitos desde o dia em que ele reapareceu na vila num estado deplorável, agulhas vinham e iam embora com mais frequência do que as próprias enfermeiras.

 

―Estou me sentindo uma cobaia. ―Ele resmungou assim que a doutora colocara os pés para dentro do quarto. Sasuke estava com as pernas esticadas pela cama, o cobertor deslizando na altura dos quadris. ―Será que pode pedir para pararem de furar o meu braço?

 

―Você já perdeu um deles... Creio que uma picada não se compare a isso. ―Disse de modo irônico, sentando-se em sua poltrona na mesma pose habitual. ―É necessário para que possamos monitorar a sua saúde.

 

―Estou bem o suficiente para ir embora. ―Apoiara os cotovelos contra o colchão na tentativa falha de se levantar. ―Quero sair daqui, ainda hoje, de preferência.

 

―Uchiha Sasuke, mais conhecido por sua teimosia. ―Sakura ironizou com um sorriso ferino no canto dos lábios. ―Será que ainda não entendeu que está sob minha observação? Sua alta só será entregue quando eu decidir que poderá ser concedida.

 

―Eu posso sair daqui sem sua autorização. ―Respondeu no mesmo tom, um desafio descarado de dois orgulhos feridos. ―Não é como se eu não pudesse passar por cima de você, doutora Haruno.

 

―Tente. ―Dera de ombros, buscando a caneta por sobre o prontuário. ―Pelo seu comportamento agressivo e desafiador, adicionarei uma semana à observação. ―Sakura sempre gostara de ter o poder na ponta de uma caneta.

 

―Não teste a minha paciência, mulher. ―Rosnou, não conseguindo evitar contorcer o cenho ao pressionar as costelas quando tentara ficar de pé.

 

“Não seja teimosa, mulher”

 

―O hábito... ―Engoliu em secs o, evidentemente balançada com aquelas palavras. Sasuke usava aquela expressão unicamente com ela, mais ninguém e em hipótese alguma. Aquilo queria dizer que ainda havia resquícios de memória sobre si? ―Quero dizer, fique quieto e seja bonzinho, está bem? Ainda há alguns hematomas por seu corpo.

 

―Eu não desejo ficar nenhum segundo a mais neste hospital. Deixe-me falar com Naruto. ―Empurrara o cobertor para o lado, fazendo-o tocar o chão após uma pequena fração de segundos. ―Chame o Hokage aqui.

 

―O Naruto-sama é um homem muito ocupado, para falar a verdade. ―Mordera o lábio inferior, ainda intrigada com as palavras que ele usara. ―Não creio que ele venha até aqui perder tempo com um paciente.

 

―Sakura-chan! ―O grito ecoou pelo corredor como nas últimas vezes, o Uzumaki realmente não aprendia a ser discreto. ―Eu vim ver como o teme estava.

 

SHANNARO! ―Os olhos esmeraldinos brilharam em fúria, acertando um soco potente sobre a cabeça do melhor amigo assim que ele pisara dentro do quarto. ―Será que você nunca vai aprender, seu idiota?

 

―Que tipo de mulher é essa que bate na autoridade máxima de Konoha? ―Sasuke questionou, colocando-se de pé para breve segurar Sakura pelo pulso. Não era um toque delicado, principalmente se viesse acompanhado de um sharingan ativo.

 

―O que está fazendo, teme? Solte a Sakura-chan! ―Naruto tentou intervir, mas Sakura apenas estendeu a palma em sua direção, pedindo para que ele não falasse mais nada.

 

―Eu não tenho medo dos seus olhos, Uchiha. ―Disse em um tom firme, havia certeza naquela voz. De fato, não tivera mais medo do sharingan, não após o retorno de Sasuke para a vila, não quando viajaram juntos. ―Agora coloque-se no seu lugar, deite na cama ou eu recusarei continuar com o tratamento. Ficará débil até os últimos dias de sua vida.

 

―Acha mesmo que tem toda essa autoridade sobre mim, mulher? ―O sorriso ladino, típico do marido, surgiu sobre os lábios finos.

 

―Sou a diretora-geral do hospital de Konohagakure, posso usar toda a minha influência para lhe negar tratamento, afinal, a maior parte de ninjas médicos se concentram aqui, inclusive os de outras vilas, que vem ao meu encontro para aprender. ―Puxou o pulso, soltando-o de maneira fácil. ―Sou discípula de Tsunade Senju e herdeira do byakugõ. Decida-se, Uchiha.

 

―Sakur... ―Naruto começou a falar, aproximando-se dos dois, mas Sakura o interrompeu novamente.

 

―Todos os seus exames apresentam resultados normais para um adulto, se eu o largar do lado de fora deste hospital, não será negligência médica, visto que está saudável. ―O encarava em um tom de desafio, a única que conseguia desafiar Sasuke Uchiha no mesmo patamar de inteligência, mas, internamente, aquilo era uma súplica para que ele não saísse de seus cuidados. ―Mas, se não aceitar, ficará na ignorância e nunca resolveremos o problema das memórias que sumiram.

 

―Memórias desaparecidas? ―Sasuke pareceu baixar a guarda por um instante, confuso quanto a veracidade das palavras da médica a sua frente. ―Do que está falando?

 

―Seja grosseiro novamente e estará dando um passo para a cura irreversível. ―Sibilou para ele, pois sabia exatamente como lidar com um Uchiha extremamente teimoso e seguro de si. ―Detectamos fragmentos desconexos em sua mente, fatos que não consegue lembrar. Não estamos citando aqui sobre algo como esquecer onde deixou as chaves, mas coisas grandes e memoráveis.

 

―Hn. ―Sasuke olhou da médica para o Hokage e suspirou, deixando os ombros cederem, fora rendido pelos argumentos. Até ele reconhecia sua hora de parar.

 

―Ótimo. ―Sakura fez questão de mostrar seu sorriso vitorioso, o que, por dentro, representava o alívio por ainda saber lidar com a teimosia do próprio marido e o fato de não ter que perdê-lo. ―Naruto, já que veio ver o Sasuke, faça companhia para ele.

 

―Espere. ―A voz do Uchiha a chamou, atraindo-a com todo o seu charme e rouquidão. ―Você é realmente discípula de Tsunade Senju? A sannin?

 

―Existe outra? ―Arqueou uma sobrancelha e voltou a olhá-lo. ―Realmente não acredita em mim? Oh, certo, esqueci da sua condição. ―Levara a mão até a franja curta, erguendo-a para mostrar o pequeno losango que repousava sobre a testa. ―Mais alguma pergunta?

 

―Não precisa pegar tão pesado, Sakura-chan. ―Naruto segurou-a pelo cotovelo com suavidade, puxando-a para mais perto da porta. ―Eu sei como está se sentindo, mas...

 

―E você não precisa me ensinar algo que eu já sei. A médica aqui sou eu, você é o Hokage. ―Acertou um soco fraco contra o ombro do amigo. ―O que mais me machuca é que ele não consegue se lembrar da própria filha.

 

―Você é habilidosa, Sakura-chan, vai acabar dando um jeito na cabeça desse teme esquecido. ―Bagunçou os cabelos rosados, mesmo sabendo que ela poderia ficar chateada com aquilo, mas o que recebera foi um abraço, algo que demonstrava toda a necessidade de apoio e carinho naquele momento. ―Estou do seu lado, sempre estive.

 

―Obrigada, seu cabeça de vento. ―Sussurrou contra as vestes formais do Hokage, mas, para ela, Naruto era um irmão, o homem que a amou e zelou por muito tempo por sua felicidade, até o dia em que estivesse pronta para receber Sasuke. Sentia-se mal por tê-lo feito sofrer, mas o Uzumaki a perdoara, ele sempre o fazia.

 

―Agora descanse um pouco, pedirei para que a Hinata cuide da Sarada. ―Afastou-se brevemente do contato singelo de sua melhor amiga e a encarou no fundo dos olhos verdes. ―Olhe só onde chegamos, não é? Famílias, responsabilidades...

 

―Chegamos exatamente onde deveríamos estar. ―Tocou o rosto dele com a ponta dos dedos para encorajá-lo e não se deixar abalar com a enorme carga que carregava sobre as costas a partir do momento em que decidira ser Hokage.

 

―Boa sorte com o teme. ―Sorriu para ela, afastando-se dos dedos carinhosos. Ainda havia algo dentro de Naruto que o permitia tremer por algo do passado, algo errado demais para ser colocado em palavras ou sentimentos. ―Traga o seu amor de volta, Sakura-chan. Você sempre mereceu ser feliz.

 

―Nós merecemos. ―Disse com firmeza, sorrindo em seguida, mesmo que algumas lágrimas de esperança e felicidade insistissem em embaçar sua visão. ―Quem diria que aquele garotinho iria virar esse homem, cheio de coragem, o herói da nossa geração.

 

―Nós todos fomos heróis, todos os que morreram pela nação e os que restaram para contar a história. ―Nunca gostara de receber o reconhecimento sozinho, aquela era uma das qualidades de Naruto, a humildade. ―O time 7 foi forte o suficiente para chegar até o fim.

 

―É melhor pararmos de fofocar nos corredores, você é o Hokage, pegaria mal. ―Sakura deu uma risada, limpando as lágrimas que escorriam pelo canto dos olhos. ―Obrigada por vir até aqui, mesmo que fosse para ver o Sasuke, acabou me ajudando.

 

―Nunca é só por ele, Sakura-chan. ―E, com aquela frase, os passos foram ficando mais longos e a silhueta se perdendo da vista da Uchiha. Sorriu para si mesma e se permitiu voltar para a realidade amarga e dolorida.

 

―Quais memórias sumiram? ―Sasuke a pegou de surpresa assim que a porta foi fechada atrás de si. Os lábios dela se contraíram em amargor e um pouco de mágoa, mesmo sabendo que a culpa não era dele.

 

―Não é como se eu pudesse lhe responder. ―Tentara manter uma linha coerente no modo de agir, não queria deixá-lo mais confuso do que já estava, muito menos atrapalhar o processor de “cicatrização” das memórias dele com uma atitude carinhosa.

 

―Pensei que você soubesse. ―Suspirou, puxando o lençol para cima do torso enquanto a encarava de esguelha. Havia algo que causava um desconforto na cabeça do Uchiha, algo relacionado àquela mulher.

 

―Eu sei, mas não é recomendado que eu lhe informe. ―Deixara o prontuário dentro do armário, fechando-o em seguida. ―Ainda não sabemos qual poderia ser sua reação ao saber do que foi perdido.

 

―Hn. ―Recolheu-se em seu mais absoluto silêncio, aquele tortuoso, que fazia com que Sakura desejasse invadir sua mente e presenciar cada pensamento. Remoeu-se, apertando os dedos contra as palmas para não ir até o marido.

 

―Eu ficarei aqui, me assegurando de que esteja em segurança. ―Sentou-se na poltrona, cruzando uma perna sobre a outra enquanto tirava o jaleco. Por algum motivo, o ambiente ficara abafado.

 

Parecia uma atitude inofensiva para a Uchiha, mas a reação que Sasuke teve após vê-la sem seu habitual “manto” quase colocou todo o projeto e pesquisas a perder.

 

―Por que está usando uma blusa com o brasão do clã Uchiha? ―Questionou-a, a posição defensiva enquanto o sharingan girava no único olho visível. ―Fale! Antes que eu tome uma medida drástica.

 

O susto fora tanto que a mulher sequer conseguia se mexer na poltrona. O corpo paralisou e os olhos fixaram-se apenas nele. A respiração falha e o suor frio que escorria por sua nuca apenas pioravam a situação. Precisava analisar o caso e formular uma resposta inteligente, o mais rápido possível.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...