História Rehab - Capítulo 34


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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Cauê "BaixaMemoria" Bueno, Cauê Moura, Christian Figueiredo, Eduardo Benvenuti (BRKsEDU), Felipe "Febatista" Batista, Felipe Z. "Felps", Gabriel "MrPoladoful", Guilherme "Mano Coelho" Coelho, Guilherme Damiani, Gustavo Stockler (Nomegusta), João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Kéfera Buchmann, Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti, Lucas Lira (Invento na Hora), Malena "Malena0202" Nunes, Marco Tulio "AuthenticGames", Mariana "Satty" Ferreira (Pense Geek), Minecraft, Patricia "Pathy" dos Reis, Pedro Afonso "RezendeEvil" Posso, Rafael "CellBit" Lange, TazerCraft, Thiago Cruz Alves "TerrorBionic", Thiago Elias "Calango"
Personagens Alan Ferreira, Cauê Bueno, Cauê Moura, Christian Figueiredo, Eduardo Benvenuti, Felipe "Febatista" Batista, Felps, Gabriel Tenório Dantas, Guilherme Coelho, Guilherme Damiani, Gustavo Stockler, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Malena0202, Marco Tulio "AuthenticGames", Mariana "Satty" Ferreira, Mike, Pac, Patricia "Pathy" dos Reis, Pedro Afonso Rezende Posso, Rafael "CellBit" Lange, Thiago Cruz Alves, Thiago Elias "Calango"
Tags Minecraft
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Palavras 4.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura babes ❤️

Capítulo 34 - Chapter Thirty-Three


Fanfic / Fanfiction Rehab - Capítulo 34 - Chapter Thirty-Three

Thirty-Three

Point Of View Megan Parker

• 05/11/2015, Sydney, Austrália, 05:30 •

O despertador tocou me indicando que o meu segundo dia de trabalho estava começando. Eu me levantei disposta, eu não sabia explicar mas eu estava gostando do meu novo ‘trabalho’. Eu ainda me sentia mal por ameaçado aquele presidiário ontem, mas eu precisava fazer isto para o meu plano não ir por água abaixo, sem falar que eu poderia ser presa por ser sua cúmplice.

Após fazer ás minhas higienes pessoais, eu fui para o estacionamento do prédio apressada, eu estava atrasada. 

Eu entrei no Audi R8 dando partida, eu não sabia quando eu tinha ficado tão boa no volante. Eu andava em alta velocidade, o que é errado para uma ‘guarda’ da maior prisão da Austrália. 

Após alguns minutos, eu estacionei o carro em uma boa distância da prisão, eu caminhava lentamente quando Justin chegou ofegante ao meu lado. 

- Eu estou feliz por não ser o único atrasado - disse Justin me fazendo rir. 

Justin é um cara descolado, ele é engraçado e uma ótima companhia.

Eu adiantei o meu despertador pensando que eu teria o meu tempo - disse pensativa - mas infelizmente eu não tive o meu tempo - completei fazendo Justin gargalhar. 

- Você está linda, senhorita Bruna - me elogiou Justin. 

- Você está linda, senhorita Bruna - me elogiou Justin.

- Obrigado, senhor Justin - disse envergonhada. 

Eu olho para você e vejo uma adolescente - confessou Justin - o seu rosto é de uma menina de dezessete anos - completou me fazendo rir. 

Você errou por um ano, Justin. 

- Eu fico feliz quando me dizem algo do tipo - disse disfarçando - eu sou bem conservada - disse. 

- Você está fazendo charme, você não passa dos trinta anos - disse Justin me fazendo gargalhar. 

Nós chegamos no presídio e cada um seguiu para o seu devido posto. Eu teria que levar os detentos para o pátio e ficar vigiando-os, infelizmente, os pátios eram separador devido aos níveis dos criminosos, eu ainda não veria Tarik. 

- Bom dia, Bruna - disse Vera me fitando. 

- Bom dia, Vera - disse simpática. 

- Você teve sorte, Steven está atrasado - disse Vera - ele odeia atrasos - completou. 

Ele odeia atrasos mas chega atrasado no próprio trabalho, eu não entendo essas pessoas. 

- Eu tive uns problemas com o despertador, isto não acontecerá novamente - disse me desculpando. 

Vera apenas assentiu indo para o seu posto. Eu fiz o mesmo, para ser sincera eu estava cansada, eu estava com sono. 

Os presos me fitavam pela grade, eu estava cansada das piadinhas sem graça e sexistas que eles me lançavam, por um lado eu agradecia por Tarik não estar no mesmo setor em que eu estava, ele com certeza mataria um deles. 

Eu estava preparada para algemar os presidiários quando três guardas vieram na minha direção. 

- Olá, nós somos Henrique, João e Guilherme, nós estamos aqui para ajudá-la - disse um deles se apresentando. 

Eu tenho que admitir, eles são lindos. 

- Olá, eu sou Bruna - disse educada - obrigado por virem - disse sem jeito. 

- Eu entendo como deve ser difícil trabalhar em um presidiário sendo uma mulher - disse o tal de Henrique - eu não quero ser machista, eu espero que você tenha entendido o que eu quis dizer - disse sem jeito. 

- Eu entendo, os presidiários gostam de fazer piadas sexistas - disse revirando os olhos. 

Os garotos deram risada abrindo ás celas e algemando os presos. Eu fiz o mesmo, eles fitavam todo o meu corpo, eu estava me sentindo um verdadeiro objeto, os garotos notaram o meu desespero e pediram aos presos para serem respeitosos. 

Nós saímos da prisão entrando no pátio, os presos logo encontraram os seus amigos que estavam em celas separadas e se sentaram conversando animadamente. Esse lugar era muito estranho, alguns presos estavam sozinhos, outros conversavam entre si e outros pareciam estar querendo começar uma briga. 

Eu observava tudo com atenção, um presidário se levantou pronto para atacar o outro enquanto eu andava até eles. 

- Acalmem-se, eu não quero separar ninguém de uma briga - disse fazendo os presos me encararem. 

- Você deve ser aquela nova guarda - disse um presidário me fitando - você ocupou o lugar do Antônio, eu o matei, eu espero que me obedeça ou eu farei o mesmo com você - completou me fazendo gargalhar. 

Eu encarava o presidiário com deboche no olhar, eu gargalhava alto. Henrique, João e Guilherme me encaravam com o olhar preocupado. 

- Você é um mísero presidiário, você não pode me matar - disse o encarando - sem falar que você não sabe com quem você está lidando - completei. 

Os presidiários riram da minha fala.

- Você me deu medo, princesa - disse o presidiário se aproximando - eu acho melhor você ficar calada e meter o pé, você não quer problemas - afirmou me encarando. 

- Eu acho melhor você ficar calado e me obedecer - disse o encarando - eu conheço homens como você, vocês gostam de dar uma de machão mas na verdade não passam de um merda - completei com um sorriso. 

O presidiário tentou me acertar um soco mas eu desviei e logo em seguida eu lhe dei uma rasteira o fazendo cair. Obrigado garotos pelo os treinamentos. 

Os presidiários me encaravam com surpresa, Henrique, João e Guilherme logo vieram saber o que estava acontecendo. 

- Ele tentou dar uma de espertinho comigo - disse fitando o presidiário - ele está precisando passar uma temporada na solitária - disse desafiadora. 

- Você é uma vadia - disse o presidiário. 

- Levem-o - disse fitando os outros guardas que me obedeceram - boa temporada na solitária - disse acenando. 

- Eu vou matar você - rebateu o preso. 

- Eu estarei esperando por você - disse dando de ombros. 

Os outros presidiários me encaravam com um certo medo no olhar. Eles logo se espelharam pelo o pátio. 

- Eu estou impressionado - disse João - você é a única pessoa que teve coragem de enfrentar o Jones - completou. 

- Ele precisa entender que quem manda aqui somos nós - disse fazendo os garotos assentirem - ele não tem autoridade por aqui - completei. 

- Eu gosto de ti - disse Guilherme - você é uma mulher de atitude, eu admiro isto - completou. 

- Obrigado - disse sorrindo. 

- Você fará um ótimo trabalho por aqui - disse João. 

- Eu espero - disse animada. 

- E bela rasteira - disse Henrique. 

Os garotos reagruparam os presidiários os levando para os seus setores. 

- Bruna, Steven quer falar com você - disse Vera me encarando - boa sorte. 

Eu me perguntava o que eu havia feito. Se ele me mandasse embora, meu Deus, ele não pode me mandar embora, eu preciso estar aqui durante duas semanas. 

- Senhorita Gallo, entre - disse Steven. 

- O senhor mandou me chamar, senhor Steven? - perguntei tentando parecer educada. 

- Sim, o que aconteceu hoje no pátio... - disse Steven me encarando. 

- Eu sinto muito por tê-lo colocado na solitária sem te consultar antes - disse me desculpando - isto não acontecerá novamente - completei. 

- Não precisa se desculpar, eu gostei da sua atitude - disse Steven se levantando - você é a primeira pessoa que enfrenta o Jones, eu estou surpreso por isto ter vindo de uma mulher. Você é corajosa, você é uma mulher de atitude e confiante, nós precisamos de pessoas como você no nosso presídio - completou Steven. 

‘Eu estou surpreso por isto ter vindo de uma mulher’. Eu não entendo os homens, em suas cabeças nós não podemos fazer absolutamente nada. Durante essa semana, eu vou provar que uma mulher pode fazer tudo o que um homem pode. 

- Obrigado, senhor Steven - disse falsamente. 

- Eu que te agradeço, senhorita Gallo - disse Steven. 

Eu me retirei de sua sala sem expressão no rosto. Eu fui verificar os corredores quando no caminho, eu escutei dois guardas conversando sobre Tarik. 

- Ele provavelmente irá para cadeira elétrica - disse um deles. 

- Todos nós sabemos, os seus crimes são pesados e eu conheço o juiz que está tratando de seu caso, ele me disse que Pacanhan não terá chances - completou. 

Os meus olhos se encheram d’água. Eu precisava tirá-lo deste lugar o mais rápido possível. 

- Você está bem? - perguntou Justin me assustando - me desculpe, eu não queria te assustar - completou. 

- Está tudo bem, eu estava pensando em algumas coisas - disse sorrindo fraco. 

- Se você estiver precisando de alguém para conversar, eu estou disponível - disse Justin. 

Ele estava flertando comigo descaradamente. 

- Obrigado pela gentileza - disse escondendo minha falsidade. 

- Disponha, senhorita Bruna - disse Justin depositando um beijo na minha bochecha. 

Eu o conheci ontem e ele pegou uma intimidade estranha comigo. Eu sinto muito mas você não pode pegar intimidade com uma pessoa em menos de alguns meses, eu acho.

- Senhorita Gallo - disse un guarda - nós temos problemas no nosso setor - completou aflito. 

(...)

Eu estava saindo do presidiário. Os presidiários fizeram uma zona no corredor ao tentarem fugir, eu estava dispensada do trabalho amanhã. 

Eu entrei no Audi R8 de Ryan dando partida, eu estava com saudades dos meus garotos. Eu dirigia calmamente quando o meu telefone tocou, número desconhecido. 

- Alô - disse prestando atenção no trânsito. 

- A sua idéia de tirar Pacanhan do presídio foi inteligente, eu preciso te dar os meus parabéns - disse uma voz estranha. 

- Eu quero saber quem é você e como você sabe sobre o meu plano - disse tentando não parecer nervosa. 

- Eu sou o seu maior pesadelo, Megan Parker - disse - eu acho que aquele lance com ás mensagens está ficando chato e repetitivo, em vez de te caçar virtualmente, eu vou procurar por você pessoalmente - completou. 

- M... - sussurrei assustada. 

- M, minha querida - gargalhou - o seu tempo está acabando, eu te vejo em Los Angeles - disse desligando. 

O meu coração estava batendo forte. Eu não acreditava, essa pessoa ainda estava por perto e ela sabia de tudo. 

Eu cheguei na mansão de Pacanhan desnorteada, eu tentava não demonstrar. 

- Boa noite - disse entrando na mansão. 

- Boo! - exclamou Ryan me abraçando - como está sendo no seu trabalho? - perguntou Ryan fazendo uma careta. 

- Está tudo bem - disse me soltando do mesmo - um presidiário me enfrentou, eu dei uma rasteira nele - disse fazendo os garotos arregalarem os olhos - ele me ameaçou de morte - disse

- Eu não sabia que você era rebelde - disse Mike. 

- Eu não sou, mas ele me irritou - disse o fazendo assentir. 

- O julgamento está próximo - disse João Victor aflito. 

- Tarik não está em meu setor, mas eu fiz amizade com um guarda que está no setor dele - disse fazendo os garotos me encararem - para entrar no setor de Tarik eu preciso ter permissão, ou seja, eu preciso substituir alguém - completei. 

- E o seu plano é substituir essa cara, nós sacamos o esquema - disse Ryan. 

- Eu preciso da ajuda de vocês - disse os encarando - vocês precisam apagar ele - disse. 

- Nós não vamos matar o cara - disse Mike. 

- Eu não quero que vocês matem o Justin, eu quero apenas que vocês deem um jeito dele não ir trabalhar na semana que vem - disse revidando os olhos. 

- Nós podemos fazer isto - disse Felipe tentando convencer os garotos. 

- Ou eu mesma posso fazer - disse tendo uma ideia - eu tenho um jantar marcado com ele - disse. 

- E então você pretende matar ele - debochou Mike. 

- Não, uma boa dose de sonífero me ajudará - disse com um sorriso no rosto. 

- O sonífero em excesso pode causar morte, ou seja, você matará ele - insistiu Mike. 

A minha poker face era visível. 

- Eu não vou matar ele - disse revirando os olhos - os criminosos são vocês e não eu - disse me levantando. 

Eu entrei na cozinha procurando por algo para comer mas os armários estavam vazios e a geladeira parecia uma piscina, nela continha apenas água. 

- Eu preciso de alguém para ir fazer compras comigo - disse fazendo Mike, João Victor e Ryan saírem correndo da sala. 

Filhos da puta. 

- Eu acho que sobrou para você - disse encarando Felipe. 

Felipe se levantou bufando mas me estendeu o braço. Nós saímos da mansão com uma poker face daquelas. 

- Eu vou dirigir - disse Felipe. 

- Eu vou dirigir - disse o encarando. 

- Eu não vou ir com você no volante, sem chances - disse Felipe. 

- Você está tentando me dizer que eu dirijo mal? - perguntei confusa entrando no carro. 

- Eu vi como você dirige, você dirige como uma louca - disse Felipe ligando o carro - eu não vou correr o risco - completou me fazendo bufar.

- Você é ridículo - disse fazendo Felipe gargalhar. 

Felipe ligou o som do carro e como sempre, o rap estava rolando. Eu estava acostumada com esse estilo de musica graças aos meninos, para ser sincera, o rap é legal. 

Eu cantava algumas músicas que eu conhecia loucamente ao lado de Felipe, na verdade nós gritávamos. 
Nós chegamos em frente ao supermercado e Felipe bufou me encarando. 

- Eu não acredito que eu vou fazer compras com uma garota - disse Felipe - eu sou um gângster, eu não faço esse tipo de coisa - bufou. 

- Ou você faz compras comigo, ou você morre de fome - disse irônica. 

Felipe me encarou incrédulo e entrou no supermercado sem me esperar. 

Eu peguei o carrinho de compras andando calmamente entre ás prateleiras. 

- Nós precisamos de chocolate - disse Felipe.

Ele deve ter pegado no mínimo trinta barras de chocolate, eu arregalei os olhos ao ver. 

- Eu sou chocólatra - disse Felipe me encarando. 

- E alcoólatra também - disse recebendo um tapa na nuca - eu vi você chegando bêbado em casa na última vez em que eu te vi - completei. 

- Eu não sou alcoólatra por ser chegar bêbado uma vez em casa - disse Felipe. 

- O problema não é você chegar bêbado uma vez, o problema é você chegar bêbado todos os dias - disse preocupada - os garotos me contaram e eu não sei o que está acontecendo com você mas por favor, não se deixe levar por essas substâncias. Eu me lembro que quando Tarik partiu, eu me afundei nas drogas e eu juro, o vício é a pior coisa que pode existir. A reabilitação não é um lugar legal, então não faça isto, por mim e pelo os garotos, nós te amamos e não suportaríamos te perder - completei com um sorriso. 

Felipe me encarava surpreso.

- Eu não esperava isto vindo de você mas obrigado, eu também te amo - disse me fazendo rir. 

(...) 

Nós chegamos em casa gargalhando de uma piada que Felipe havia contado. 

- O papo deve estar bom - disse Ryan com ciúmes. 

- Em vez de falar merda, você deveria me ajudar com essas sacolas - disse o encarando. 

Ryan bufou mas veio até mim pegando algumas das sacolas que estavam penduradas no meu braço. 

- Eu estou com fome - reclamou Ryan com um olhar suspeito. 

- Eu deveria deixar você com fome apenas por não ter vindo comigo, mas eu sou uma ótima irmã - disse sem pensar. 

Ryan me encarou assustado e eu notei o que eu havia dito. 

- Me desculpe - disse sem graça. 

- Está tudo bem, você é mesmo minha irmã - confirmou Ryan me fazendo corar. 

Eu peguei alguns ingredientes dentro da geladeira fazendo Ryan me encarar confuso. 

- Eu vou fazer lasanha - disse fazendo os seus olhos brilharem. 

Eu fiz o meu próprio molho branco, eu havia aprendido na escola quando eu era menor. Eu tinha tantos planos para minha vida e infelizmente eles ficaram para trás. 

- Você me parece pensativa - disse Ryan. 

- Eu estava pensando na minha vida - disse revirando os olhos. 

- Você vive pensando na sua vida - disse Ryan bufando. 

- A única coisa que eu posso fazer sem vocês encherem o meu saco é pensar na minha vida - disse encarando Ryan. 

Ryan jogou farinha em mim me fazendo gritar. 

- Você acaba de começar uma guerra - disse desafiadora.

Eu joguei farinha em Ryan e ele revidou. A guerra de farinha tinha começado e para completar, eu joguei um ovo em Ryan. 

- Você não fez isto - disse Ryan incrédulo. 

- O que vocês estão... - disse Felipe entrando na cozinha. 

Ryan e eu o encaramos com um sorriso sapeca. Eu acertei farinha em Felipe e ele fez mesmo. 

Eu não sei quanto tempo havia durado, mas nós gastamos muito tempo fazendo uma guerra de farinha e ovos. 

- Vocês podem limpar essa bagunça, eu vou me trocar e fazer o jantar - disse fazendo Ryan e Felipe bufarem. 

- Você é folgada - disseram os dois ao mesmo tempo. 

Eu dei uma risada fraca. Eu andava pelo o corredor quando eu vi o quarto de Tarik, eu entrei no mesmo e os meus olhos se encheram d’água. 

Ele continuava o mesmo, algumas gavetas estavam trancadas com cadeado, ele parecia ter planejado tudo. 
O famoso quadro de Maria DiNatale se encontrava em seu quarto, o que me fez me questionar. 

Ele me disse que ela não era nada para ele, mas ele continha um quadro seu em seu quarto. 
Era decepcionante ver algo como este, eu estava quase desistindo da minha ideia de tirá-lo da prisão. 

Eu deveria deixar este cretino morrer naquele lugar, ele não merece os meus esforços. As lágrimas caíam descontroladamente. 

- Você não deveria estar aqui - disse Ryan entrando no quarto de Pacanhan. 

- Ele me disse que ela não fazia parte de sua vida - disse o encarando. 

- E ela não faz - disse Ryan - ele me pediu para trazer este quadro para o seu quarto no dia do assalto, ele o queimaria quando ele chegasse em casa - completou. 

Eu não acreditaria na história mas vindo de Ryan, eu acreditava. Eu sabia que ele não mentiria para mim.

- Eu devo me desculpar? - perguntei sem graça.

- Não, está tudo bem - disse Ryan - eu imagino o quão deve ser difícil para você passar por essa situação - completou me encarando. 

- Não está sendo fácil - suspirei cansada - mas eu tenho fé que tudo dará certo - disse com convicção. 

- Eu espero - disse Ryan - nós não temos muito tempo - completou.

(...)

Após o jantar, eu fui para o apartamento de Ryan. Ele estava passando uns dias na mansão de Tarik, os garotos estavam cuidando dos negócios e tomando decisões importantes, o que não é uma tarefa fácil. 

Eu entrei no apartamento exausta, esse trabalho estava sendo pesado para mim. 

Me desculpe incomodar mas você precisar voltar. 

-- Ryan

Eu respirei fundo. A noite estava apenas começando. 

(...)

- O que nós faremos? - perguntou Mike preocupado. 

- Eu posso ir buscar o carregamento - disse dando de ombros.

Os garotos me encararam como se eu fosse louca. 

- Isto é provavelmente uma emboscada, eu nunca deixarei você fazer isto - disse Ryan. 

- Você não tem escolha, nós precisamos desse carregamento de drogas - disse.

- Eles devem estar blefando - disse Luke -  eu não acho que eles tentariam roubar uma carga de Tarik Pacanhan - completou. 

- É claro que eles tentariam - disse João Victor - eles estão aproveitando que ele está na prisão - completou revirando os olhos. 

- Eles não confirmaram, eles mandaram uma mensagem - disse Felipe. 

- Eles não seriam idiotas ao ponto de mandar uma mensagem avisando que eles roubarão o carregamento - disse Zoe.

- Nós precisamos ir e ver o que eles vão fazer - eu disse me levantando - eu estou dentro e eu quero saber quem virá comigo. 

- Você precisa ir para casa, amanhã você trabalha - disse Ryan revirando os olhos. 

- Eu estou bem, Ryan - disse me estressando - vocês não podem me proteger de tudo - completei. 

- Ela tem razão - disse Savannah - eu irei com Megan - se levantou.

- Eu também - disse Chloé. 

- E eu também disse Bella. 

Bárbara, Issa, Emma, Violetta, Fiorella, Ariana e Ravena fizeram o mesmo. 

- Nós iremos entre garotas - disse pegando uma arma na gaveta. 

- Você está exagerando - advertiu Ryan. 

- Eu pensei que você confiasse em mim - disse o encarando. 

- Eu confio em você mas essa é uma missão suicida! - exclamou Ryan - você nunca fez algo do tipo se algo der errado eu...

- Você não precisa se preocupar, tudo dará certo, elas estão comigo - disse revirando os olhos - e vocês estão sendo procurados por toda parte - disse.

- Ela tem razão - disse Felipe. 

- Eu sempre tenho razão - disse fazendo os garotos bufarem. 

Nós fomos buscar os carros. Eu entrei em um Bugatti Veyron preto dando partida. Nós tínhamos trinta minutos para chegar no local de entrega do carregamento. 

- Vocês acham que é uma armadilha? - perguntou Bárbara pela escuta.

- Talvez - respondeu Ravena. 

Eu estava concentrada. Na verdade, eu pensava no quão nós poderíamos estar enrascadas. Eu lutava bem, eu sabia atirar e isto era o suficiente, pelo menos era o que eu pensava. 

Nós chegamos no local e o caminhão estava estacionado, mas não havia ninguém. Eu saí do carro com minha arma na mão.

- Algo está estranho - disse Chloé. 

- Os caras que entregam o carregamento deveriam estar aqui - disse Issa.

O caminhão estava aberto. Eu entrei no mesmo, os pacotes de drogas estavam intactos. 

- Nós temos um problema - disse Violetta. 

Eu andei em sua direção vendo três homens mortos. 

- Mas que merda - disse fitando os corpos. 

- Alguém precisa tirar o carregamento daqui - disse notando algo errado. 

- Eu irei - disse Fiorella. 

- Você deveria ir com ela - disse fitando Ariana - eu vou pedir alguém para buscar os seus carros - completei. 

As garotas assentiram e entraram no caminhão dando partida. 

- O que nós faremos com os corpos? - perguntou Ravena.

- Nós não temos tempo para tirá-los daqui, nós vamos embora - disse fitando os corpos. 

Nós estávamos preparadas para ir embora quando uma voz me fez parar no meio do caminho. 

- Ora ora - disse um homem - Megan Parker, é um prazer conhecê-la - completou. 

- O prazer não é todo meu, eu quero saber como você sabe o meu nome - disse grossa. 

- A primeira dama do crime, todos nós te conhecemos - disse. 

- O que você quer? - perguntou Bárbara. 

- Eu esperava ver Ryan e companhia mas você é esperta, você sabe que eles estão sendo procurados e resolveu dar uma de boa moça arriscando o seu patrimônio - completou. 

Eu apenas o encarava com ódio no olhar. Eu não conseguia ver o seu rosto, o local estava muito escuro. A sua voz me era reconhecível. 

- Tarik Pacanhan está preso porque ele confiou em quem não deveria - disse o homem - eu fiz Tarik ir para cadeia e eu planejava fazer o mesmo com o resto mas você estragou o meu plano - completou fazendo biquinho. 

- Thomas... - sussurrei surpresa. 

- Em carne e osso, minha bela - disse Thomas. 

- Você é um desgraçado, eu não acredito, Pacanhan fez tantas coisas por você - disse incrédula. 

- A ambição sobe em sua cabeça e a única coisa que você quer é o poder - disse Thomas - o império de Tarik Pacanhan será meu - completou me encarando. 

Eu disparei contra ele acertando em seu peito. 

- Você é uma vadia má - disse Thomas me acertando um tapa no rosto. 

A sirene de polícia me fez arregalar os olhos. Thomas me encarou com o olhar debochado e se retirou do local com os seus capangas. 

As meninas e eu corremos em direção aos carros e entramos dando partida. 

- Eu vou matar esse desgraçado - resmunguei pela escuta. 

- Eu te ajudarei - disse Issa bufando.

Os policias estavam na nossa cola, eu precisava fazer algo.

- Eu vou ter que atirar - disse pensativa. 

- Você está sozinha dentro do carro, você não pode atirar e dirigir ao mesmo tempo - disse Ravena. 

- É isto ou nós seremos presas, eles são cinco - disse fitando os carros. 

- Apenas tome cuidado - disse Emma. 

Eu recarreguei minha arma e me posicionei na janela pronta para atirar. Eu atirei no primeiro carro que perdeu o controle e capotou.

Os polícias logo atiraram em mim, me fazendo entrar no carro. 

- Merda - resmunguei revirando os olhos. 

Eu precisava ser rápida. Eu atirei no segundo carro que bateu no terceiro os fazendo sair da pista. 

- Você é foda - elogiou Violetta. 

- Obrigada - disse orgulhosa de mim mesma. 

Eu atirei no quarto carro mas desta vez acertou o vidro da frente, eu não acredito, eu matei um policial. As garotas viraram em uma curva mas eu não fiz o mesmo.

- Você consegue, Megan - disse respirando fundo. 

A minha munição estava acabando e essa é a minha última bala. Eu disparei acertando no pneu da frente, o carro capotou me fazendo soltar o ar que estava preso. 

(...)

Eu cheguei na mansão de Pacanhan vendo os garotos sentados na escada principal. 

- Meu Deus - Ryan se levantou me abraçando - você está bem? - perguntou preocupado. 

- Eu estou bem - disse com um sorriso no rosto. 

- Você tem que entrar para nossa gangue, eu nunca vi uma garota acabar com cinco carros polícias - disse Mike me abraçando. 

- Você salvou o nosso carregamento, obrigado por isto - disse Aiden. 

- Nós devemos ajudar uns aos outros - disse exausta - eu vou para casa, boa noite. 

Os garotos se despediram agradecidos. Eu me sentia bem por ter os ajudado, eu queria que Tarik estivesse presente para ver que eu posso fazer algo como eles. 

Mas se ele estivesse presente eu nunca teria feito isto e eu juro, é uma adrenalina fora do normal. 

(...) 

- Você parece estar cansada - disse Justin. 

- Eu tive uma noite mal dormida - disse bocejando. 

Eu estava fugindo de polícias, eu pensei. 

- Eu estava pensando que em breve o maior traficante do mundo será executado - disse Justin me fazendo parar da andar. 

Eu o encarava tentando entender. 

- O julgamento de Tarik Pacanhan seria no dia quatorze mas o juiz mudou de idéia, o seu julgamento será dia nove. Ele tem provas o suficiente para executá-lo - completou me fazendo desesperar. 

- Eles podem fazer isto? - perguntei fitando Justin. 

- A partir do momento em que você é uma ameaça para o país, eles podem fazer o que quiserem. O julgamento será apenas para comunicar os parentes sobre sua execução, o juiz está decidido e eu acho que será melhor para o bem do país, ele fez muito mal - disse Justin. 

Eu estava chorando por dentro. Eu tinha apenas quatro dias para salvar o amor da minha vida, vulgo, Tarik Pacanhan, o maior traficante do mundo. 

 

 

 

 

 



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