História Rehab (Camren) - Capítulo 89


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Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila, Camren, Lauren, Lesbicas, Reabilitação, Romance
Visualizações 397
Palavras 1.949
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 89 - Lauren's house


Camila's POV

Sua pergunta me pegou totalmente de surpresa. Tentei manter a concentração no trânsito enquanto procurava uma resposta para lhe dar. Eu estive em sua casa apenas duas vezes e nunca havia dormido lá, não sabia se eu era bem vinda ou se iria me sentir bem enquanto dormia em uma casa quase que desconhecida. Mas como eu iria dizer isso para ela sem deixa-la chateada? Sem faze-la sentir que eu estou lhe rejeitando.

— Tudo bem se não quiser ir...— Falou com a voz baixa e magoada. — Foi só uma ideia besta que eu tive.

— Não é isso.. — Falei no mesmo tom de voz que ela. — Eu só...Quero ir a reunião do grupo de apoio hoje.

— Nós podemos ir para a minha casa depois da reunião. — Falou com uma voz carregada de esperanças, que eu não ousei estragar.

— Tudo bem. — Falei e senti ela depositar um beijo na minha bochecha.

Dirigi até a minha casa e ajudei a Laur a deixar a sala toda preparada para o Steve dormir. Quando tivemos certeza de que estava tudo certo falamos com minha mãe, que hesitou muito mas no final acabou deixando eu dormir na casa da minha namorada, contanto que eu respondesse suas mensagens sem demora. Após isso nós fomos para a igreja, onde acontecia as reuniões do grupo de apoio. É obvio que havia outros lugares, mas eu gostava de rezar um pouco e refletir no silêncio da igreja ao final de cada reunião. Ao chegar no local constatei que quase todos os lugares da roda estavam cheios, o que fez com que eu sentasse em uma ponta e a Laur na outra, não deixando nem uma das duas felizes com a situação.

Conforme uma bolinha verde passava de mão em mão e as pessoas da roda iam falando eu ficava cada vez mais nervosa, fazia um tempo que eu não me sentia assim e era como se eu fosse explodir a qualquer momento. Não demorou mais que alguns minutos para me passarem a bolinha, todos observando o vergonhoso e exagerado nervosismo tomar conta de mim. Apertei três vezes a bolinha com força e resolvi falar.

— Eu...E-estava muito nervosa antes de chegar minha vez d-de falar. — Falei, vendo com o canto do olho a Laur chegar um pouco mais para frente em sua cadeira, interessada. — O que é e-estranho porque faz tempo que eu não fico assim. Mas não f-foi apenas isso que voltou. Hoje eu me peguei tendo vergonha da minha n-namorada, eu senti vergonha por te-la deixado chegar tão longe em minha vida, em meu corpo. Ela está aqui agora e provavelmente não está entendendo nada, eu nem sei se iria conseguir falar isso diretamente com ela, mas é dificil explicar  que mesmo depois de tanto tempo juntas eu quero toca-la, mas ao mesmo tempo me sinto culpada por isso. Que eu quero mostrar meus medos mais obscuros, mas não sei se eu consigo. — Respirei fundo. — E quando penso em tudo isso eu só quero poder sumir de uma vez por todas.

— Não está tendo pensamentos suicidas, certo? — Perguntou Alex, um garoto alto e magro, com um nariz grande e sarnas no rosto, mas com um olhar intenso e cuidadoso.

— Não, eu não estou. — Falei baixo. — Mas se tivesse algum jeito de matar meus problemas certamente eu o faria.

— Sabe que pode contar conosco sempre. Não só em roda, mas pode falar com algum de nós em particular. — Falou preocupado, assim como algumas pessoas pareciam estar.

— Sim. — Não tive coragem de olhar para a Laur. — São só algumas coisas do meu passado que voltam para me afetar.

Depois que eu terminei de falar mantive o olhar baixo o tempo inteiro, sentindo o olhar da Laur fixo em mim, em cada movimento que eu fazia. Eu não sabia onde a bolinha estava, mas desejava que demorasse muito para essa reunião acabar e eu tivesse que conversar com a Laur sobre o que acabou de acontecer. Levantei o olhar apenas quando escutei uma voz rouca e conhecida dominar o local.

— Eu..Me chamo Lauren Jauregui. — Só então percebi que eu não havia me identificado na minha vez de falar, me sentindo um pouco envergonhada. — Eu..Pessoalmente tenho passado um inferno sem as drogas, mas eu continuo a deriva de meus próprios vícios porque tenho uma garota linda e inteligente ao meu lado. Ela é simplesmente a garota mais incrível que eu já conheci, mas ela não consegue ver isso...Não consegue porque tem outra qualidade que sobrepõe as outras...A modéstia. E sabe, eu faria qualquer coisa para colocar na cabeça daquela criatura que não deveria me esconder nada, porque ela viu o mais forte dos demônios que rondam minha cabeça e eu não iria recuar ou fugir se eu ver o dela. Mas eu não consigo...Não consigo nem faze-la parar de sentir vergonha de si mesma, vergonha de se sentir amada e vergonha de seu corpo.

— A culpa não é sua. — Falei em um sussurro que nem eu mesma escutei, mas ela pareceu fazer leitura labial.

— E a culpa é minha sim! Porque eu prometi para mim mesma que iria ama-la e coloca-la acima de tudo, mas eu não consigo ajuda-la tanto quanto ela me ajuda. Alguma coisa muito forte ainda a impede de confiar tudo de si, algo que ela tem medo de compartilhar. Mas eu estou aqui...Ela precisa saber que eu estou aqui para qualquer coisa, amando ela de todo o coração.

Todos perceberam o clima que ficou entre a gente, sabendo que eu havia falado dela e ela havia falado de mim. Porém, conforme a bolinha passava de mão em mão as pessoas paravam de nos encarar. Quando o encontro acabou fui para o andar de baixo e rezei um pouco, enquanto a Laur ficava em silêncio ao meu lado, me dando um tempo para pensar no que dizer caso ela pergunte. Quando terminei nós fomos para o caro sem falar nada e eu dirigi até a sua casa, sentindo a ansiedade me alcançar.

— Se não quiser dormir aqui tudo bem. —Ela percebeu meu desconforto.

— Não, está tudo bem. —Forcei um sorriso e me preparei para sair do carro.

Meu coração estava disparado, mas agora não tinha como eu voltar atrás. A Laur segurou minha mão até chegarmos na porta e assim que entramos ela soltou, jogando a chave no sofá e dando uma rápida conferida se havia alguém em casa. Após constatar que estávamos sozinhas ela me puxou para o seu quarto, que ao contrário da ultima vez que eu estive ali, estava perfeitamente arrumado e limpo. O seu mural de desenhos continha várias imagens minhas, além de algumas imagens das árvores vistas do nosso lugar secreto e do set no meio do parque.

— Está com fome? —Ela falou atrás de mim, com o rosto tão próximo ao meu pescoço que senti o ar quente que saía da sua boca me arrepiar.

— Não. —Eu estava, mas não queria admitir.

—Tem certeza? Já tem algumas horas desde a última vez que você comeu.

—Yep. Não quero incomodar. —Falei e ela segurou minha cintura, me virando para si.

— Você não incomoda! —Falou com um sorriso e me deu um selinho. —Vem,vamos comer algo porque eu também estou morrendo de fome.

Fomos até a cozinha e eu percebi que foi um erro ao constatar que sua mãe estava ali com sua irmã. Não que eu não gostasse delas, já que nem as conhecia direito, mas era no mínimo estranho. Me aproximei um pouco mais da Laur desejando me esconder quando o olhar das duas fixaram em mim. Senti meu rosto queimar no mesmo instante e minhas mãos suarem.

—Camila! — A Clara falou com um sorriso no rosto e foi na minha direção, me abraçando em seguida. —Que bom te ver! A Lauren não falou que você viria.

— Não? —Olhei para a Laur desesperada e ela apenas sorriu sem mostrar os dentes, com um olhar culpado.

—Oi. —A irmã da Laur falou. —Eu sou a Taylor.

—Oi! —Falei mais baixo do que queria. — Eu sou Camila.

— Ouvi muito falar de você. —Ela se virou na cadeira para me olhar melhor. —É sério, a Lauren não para por um segundo.

—É mesmo? —Sorri e olhei para a Laur, que revirou os olhos.

—Senta aqui, vamos conversar melhor. —Ela pediu e eu não sabia o que fazer, até que vi a Laur se aproximar da mesa e fiz o mesmo.

Após poucos minutos o irmão da Laur apareceu e todos ficaram bem empenhados em faze-la passar vergonha, o que me divertiu bastante enquanto eu tentava comer. Até que de alguma forma começou o assunto sobre a clinica de reabilitação e tudo ficou bem tenso, olhei para a Laur e ela estava tão incomodada quanto eu. Nós simplesmente queríamos esquecer isso, mas fazia parte da nossa história.

— ...E eu acho que você foi o principal motivo da minha filha melhorar. —A Clara falou. —Eu te agradeço tanto...O que você fez por ela eu não vou conseguir pagar nunca.

—Tudo bem. Chega desse assunto! —A Laur a interrompeu quando ela estava quase chorando. —Vamos Camz? Quero te mostrar uns desenhos novos que eu fiz.

—Vamos. —Falei e sai. Agradecendo mentalmente por a Laur nos tirar daquela situação.

Subimos para o seu quarto e eu me sentei em sua cama. Ela pegou algumas folhas de desenhos que estavam na gaveta do seu guarda roupa e me mostrou, um pouco tímida. Eram mais desenhos meus, porém esses pareciam mais vivos, mais reais e com mais detalhes. Passei meu dedo nas linhas do desenho e eles eram tão...Bonitos. Era dificil pensar que alguém me via desse jeito, que alguém me amava desse jeito.

— Gostou? —Perguntou.

—Sim. —Falei ainda encantada.

—O meu preferido é esse. — Apontou para um desenho em que eu parecia estar acabando de acordar, com o cabelo um pouco bagunçado e o cobertor cobrindo meus seios. Senti meu rosto ficar quente na mesma hora, mas como eu poderia ficar incomodada com aquele desenho se era tão lindo a forma como ela me vê?

—É realmente assim que você me vê?

—Não ficou legal? —Franziu a sobrancelha.

—Claro que ficou! Só que...Olha esse desenho. —Peguei um desenho que ela fez de mim com asas atrás, parecendo um anjo. —Você me vê como se eu fosse um anjo, mas e se eu fosse o oposto disso? E se eu tiver me transformado os monstros que rondam minha cabeça?

—Você está falando do mesmo assunto que falou no grupo de apoio, não é?! —Me olhou com atenção. —Camila, me fala o que está acontecendo?

—Não é nada que eu não consiga resolver.

—Camz, você falou que queria sumir! Isso é algo sério. —Respirei fundo, sabendo que esse assunto ia rolar uma hora ou outra, mas eu queria evitar.

— Sim, eu quero sumir Lauren! E as vezes quero até ceder a escuridão. —Olhei em seus olhos, deixando ela ver todos os sentimentos ruins dentro de mim. —Era isso que você queria ouvir?

—E por que? —Insistiu. — Nós já passamos por tantas coisas juntas! O que é  capaz de te deixar tão mal assim que você sente que não pode me contar?

—Coisas além da sua compreensão. —Lhe dei as folhas e me deitei na cama, virada para o outro lado.

Escutei as folhas serem colocadas em algum lugar e vi a luz sendo apagada, para logo depois sentir o colchão abaixar com o peso da Laur se deitando atrás de mim. Não demorou muito para sentir sua mão abraçar meu corpo e seu rosto ficar encostado nas minhas costas.

—Seja o que for que esteja te deixando mal, eu estou aqui com você. —Ela falou enquanto eu chorava baixinho, tentando não deixar ela perceber. — A escuridão vai ser dissipada mais rápido se for drenada por duas pessoas.


Notas Finais


Oeeee gente
como vcs estão?
Comenteem


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