História Rei apaixonado - Capítulo 3


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Categorias Haikyuu!!
Personagens Asahi Azumane, Bokuto Koutarou, Chikara Ennoshita, Daichi Sawamura, Hajime Iwaizumi, Hisashi Kinoshita, Ittetsu Takeda, Kei Tsukishima, Keishin Ukai, Kenma Kozume, Koushi Sugawara, Lev Haiba, Personagens Originais, Ryuunosuke Tanaka, Shouyou Hinata, Tadashi Yamaguchi, Tetsurou Kuroo, Tobio Kageyama, Tooru Oikawa, Yuu Nishinoya
Tags Hinata Shouyou, Kagehina, Kageyama Tobio, Magia, Mistério, Mpreg
Visualizações 211
Palavras 2.187
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei com um capítulo bem explicado. Quer dizer. Ao menos um pouco. Hehehehe
;3

Capítulo 3 - Antes do destino.


Fanfic / Fanfiction Rei apaixonado - Capítulo 3 - Antes do destino.

Depois de um ano de escravidão nas Minas de Sal nos desertos do oeste, Hinata Shouyou estava acostumado a ser conduzido a todos os lugares em grilhões e com espadas apontadas para si. A maioria dos milhares de escravos do Oeste era tratada da mesma forma, mas meia dúzia de guardas adicionais sempre escoltava Hinata para dentro e para fora das minas. Isso era esperado pelo assassino mais famoso da união dos reinos. O que Hinata não esperava, porém, era um homem encapuzado, todo vestido de preto ao seu lado como havia naquele momento.

Ele segurava-lhe o braço enquanto a conduzia pelo o prédio reluzente onde a maior parte dos oficiais e capatazes do Oeste estavam lotados. Eles seguiram por corredores, subiram lances de escadas e deram voltas e mais voltas até não haver mais a mínima chance de Hinata encontrar o caminho da saída.

Pelo menos essa era a intenção do seu acompanhante, pois Hinata percebeu que eles subiram e desceram a mesma escadaria dentro de poucos minutos. Ele também não deixou de notar que, apesar de o prédio ser uma estrutura padronizada de corredores e escadarias, tinha ziguezagueado entre os andares. Como se Hinata fosse se perder assim, com tanta facilidade. Se o homem não estivesse se esforçando tanto, talvez ele tivesse se sentido insultado.

Entrando em um corredor bem longo, silencioso exceto pelo o som dos passos. O homem que lhe segurava o braço era alto e forte, mas ele não conseguia ver as feições do rosto escondido sob o capuz. Outra tática para confundir e intimidá-lo. As roupas negras também deviam fazer parte da estratégia. Ele se virou na direção de Hinata, e ele lhe lançou um sorriso. O homem olhou para a frente de novo e apertou mais o braço do assassino.

Hinata imaginou que deveria se sentir lisonjeado, mesmo sem saber o que estava acontecendo ou por que o home ficara à sua espera na saída da mina. Depois de um inteiro extraindo sal grosso das montanhas, encontrá-lo parado lá fora com outros seis guardas não melhorara seu humor.

Mas Hinata ficou mais alerta quando o homem se apresentou ao seu capataz como Daichi Sawamura, capitão da Guarda Real. O céu, de súbito, pareceu desabar sobre sua cabeça, as montanhas foram empurradas na direção dela e até a terra, por um momento, pareceu inchar na direção de seus joelhos. Há algum tempo Hinata não sentia medo, não se permitia sentir medo. Todas as manhãs, quando acordava, repetia as mesmas palavras: Eu não terei medo. Durante um ano, essas palavras significaram a diferença entre se partir e ceder; evitaram que Hinata se despedaçasse na escuridão das minas. Mas ele não deixaria o capitão desconfiar de nada daquilo.

Hinata examinou a mão enluvada que apertava seu braço. O couro escuro era quase da mesma dor da sujeira que cobria-lhe a pele.

O ruivo ajustou a túnica rasgada e suja com a mão livre e prendeu um suspiro. Como entrava nas minas antes da aurora e saia depois do crepúsculo, quase nunca conseguia ver o sol. Por baixo de toda aquela sujeita, estava assustadoramente pálido. É verdade, porém, que um dia já fora atraente, até mesmo belo, mas agora já não fazia mais diferença não é? Sendo o príncipe das regiões do Sul, sempre, desde criança, havia sido criado para ser um assassino, mas mudou muita coisa quando foi enganado e rápido sendo feito de escravo.

Eles chegaram a outro corredor, e Hinata estudou a espada bem-trabalhada do estranho. O punho dourado tinha o formato de um corvo de asas abertas. Percebendo olhar de Hinata, a mão enluvada do homem desceu e repousou sobre a cabeça de ouro do corvo. O prisioneiro sorriu novamente.

– Voce está bem longe do norte, capitão. – Disse o ruivo, pigarreando. – Veio com o exército que escutei chegar mais cedo?

Hinata tentou ver o que havia sob o capuz, mas não enxergou nada. Sentiu, porém, os olhos do homem sobre seu rosto, julgando-o, avaliando-o, testando o assassino. Hinata encarou de volta. O capitão da Guarda Real seria um adversário interessante. Talvez até digno de algum esforço da parte dele.

O homem finalmente ergueu a mão da espada, e as dobras da capa voltaram a esconder a lâmina. Quando o tecido se moveu, Hinata viu um corvo de asas abertas. O selo real.

– Qual seu interesse no exército do Norte? – Replicou ele.

Como era bom escutador uma voz como a dele, calma e bem-articulada mesmo que fosse a voz de um brutamontes.

– Nenhum. – Respondeu Hinata, dando de ombros. O capitão imitiu um pequeno rosnado de irritação.

Seria bom ver o sangue dele derrama-se no chão de mármore, o assassino já perdera o controle uma vez quando seu primeiro capataz escolhera o dia errado para provocá-lo. Ainda se lembrava da sensação de fincar a picareta no estômago dele e do sangue pegajoso em suas mãos e rosto. Hinata podia desarmar dois daqueles guardas em menos de um segundo. Será que o capitão se sairia melhor que o capataz falecido? Imaginando os possíveis resultados do confronto, ele sorriu novamente para ele.

– Não olhe assim para mim. – Avisou o capitão, e sua mão voltou para à espada. Hinata escondeu o sorriso dessa vez.

Eles passaram por uma série de portas de madeira que o prisioneiro vira há alguns minutos. Se quisesse escapar, era só a esquerda no próximo corredor e descer tres lances de escada. A única coisa que aquela tentativa de confundi-lo conseguiu foi familiarizá-lo melhor com a estrutura do prédio. Imbecis.

– Para onde vamos mesmo? – Disse ele, com doçura, tirando os cabelos ruivos que estavam grandes do rosto. Mas o capitão não respondeu.

Os corredores ecoavam alto demais para que Hinata conseguisse atacá-lo sem chamar a atenção do prédio inteiro. Além do mais, ela não sabia onde estava a chave das correntes e os seis guardas que os seguiam seriam um grande empecilho. Isso sem falar dos grilhões.

Eles entraram em um corredor repleto de candelabros de ferro. Do lado de fora das janelas enfileiradas já era de noite; as tochas brilhavam tanto que mal havia sombras onde se esconder.

Hinata conseguia escutar os outros escravos no pátio se deslocando em direção ao prédio de madeira onde dormiam. Os gemidos de agonia e o retinir das correntes eram um coro tão familiar quanto os das monótonas canções de trabalho que eles entoavam o dia todo. O ocasional estalar dos chicotes contribuía para a sinfonia de brutalidade que o Norte criara para seus piores criminosos, seus mais pobres cidadãos e suas mais recentes conquistas.

Embora alguns prisioneiros fossem pessoas acusadas de tentar praticar magia – não que isso fosse possível, já que apenas certas pessoas poderiam ter esse direito. Como o mago oficial do rei. – mais e mais rebeldes dos reinos naqueles dias. A maioria eram do reino do leste, um dos últimos reinos mais existiam rebeldes tentando matar seu rei. Mas quando Hinata os importunava em busca de noticias, eles a olhavam com olhos vazios. Sem esperanças. Ele se arrepiava ao pensar no que teriam sofrido nas mãos das tropas do norte. As vezes, se perguntava se não teria sido melhor para ele também se tivesse morrido na noite que for traído e capturado.

Mas Hinata tinha outras coisas em que pensar enquanto caminhava. Será que seria finalmente enforcado? Seu estomago embrulhou. Ele era importante o suficiente para merecer ser executado pelo o próprio capitão da Guarda real? Mas então para que leva-lo para dentro do prédio?

Finalmente, pararam diante de portas de vidros pretas e laranjas, tão grossas que Hinata não conseguia ver o que havia além. O capitão Sawamura fez um sinal com o queixo para os dois guardas ao lado das portas, e eles bateram as lanças no chão em um cumprimento.

O capitão apertou dolorosamente o braço do prisoneiro, puxou-o mais para perto, mas os pés de Hinata pareciam feitos de chumbo e ele fez força na direção contrária.

– Prefere ficar nas minas? – Perguntou ele, de uma forma estranhamente parecida com algo paterno.

– Talvez se me contassem do que isso tudo se trata, eu não me sentiria inclinado a resistir.

– Você logo vai saber.

As palmas das mãos de Hinata estavam úmidas. Sim, ele realmente estava prestes a morrer. À hora finalmente chegou.

As portas rangeram ao abrir, revelando o salão do trono imperial. Um candelabro de vidro no formato de um cacho de uvas ocupava a maior parte do teto, refletindo prismas de fogo nas janelas do outro lado do aposento.

Comparada a aridez do lado de fora das janelas, a claridade ali era como um tapa na cara. Mais uma evidencia do lucro que o trabalho de Hinata lhes proporcionara.

– Por aqui. – O capitão falou com uma cara falsa de mau.

Hinata tropeçou, e seus pés calejados escorregaram no chão liso enquanto ele se endireitava. O prisioneiro olhou para trás e viu outros seis guardas apareceram.

Catorze guardas, mais o capitão. O emblema laranja real bordado no peitoral dos uniformes negros. Aqueles eram membros da guarda pessoal da família real: impiedosos, rápidos como raios, treinando desde pequenos para proteger e matar. Hinata engoliu seco, nervoso.

Desorientado e sentindo-se estranhamente pesado, ele postou-se no salão. Em um trono ornamentado, feito de madeira de carvalho, sentava-se um belo jovem. O coração de Hinata parou enquanto os outros se curvavam em reverencia.

Estava diante do príncipe herdeiro do Norte.


– Como é que é? Esse menino é aquele todo imundo e machucado da noite passada?! – Kageyama gritava surpreso com o seu comandante da guarda real.

– Quem é que você está chamando de imundo, seu grande babaca?! – Hinata se irritou se levantando, ignorando a dor de cabeça da queda.

– Você mesmo, idiota! – O príncipe se virou também irritada, não havia percebido na noite passada o quanto o menino era irritante. – Voce disse que era um príncipe!

– Engraçado que eu não era imundo quando você estava gemendo meu nome ontem! – Hinata deu um sorrisinho e logo recebeu um belo de um tapa na cabeça, o deixando mais irado do que já estava. – E eu sou um príncipe!

– Não fale coisas constrangedoras tão alto! Idiota!

– Você me bateu seu babaca?! Eu vou te matar! – Percebendo o perigo naquelas palavras naquele momento, o guarda real finalmente segurou o assassino nos braços.

– Parem com isso, agora mesmo. Hinata, se aquiete, Sugawara está a meia hora tentando fazer um exame em você. – Olhando para o platinado o ruivo se sentou em uma cadeira a contra gosto.

Todos ficaram calados no momento em que o mago se aproximou e sorriu um pouco para o assassino.

– Se me der licença. – Levantou um pouco a camisa que o menino usava e colocou suas mãos ali fechando os olhos, era isso que havia sentido quando Hinata estava se vestindo, havia um feto dentro dele.

Isso não era nada bom, para começo de conversa, Hinata era um assassino que ainda mais iria fazer um treinamento pesado para voltar ao seu corpo original e ainda teria que fazer provas para competir contra outros assassinos para ser ou não o campeão do rei.

– Você é o príncipe do Sul, não é mesmo? Filho do rei dos assassinos e a rainha do sul. Lá é de onde os primeiros magos vivem, soube por eles que o povo é bastante fértil, tanto homens quanto mulheres. Acho que devo entender a confusão do príncipe, já que aqui, apenas as mulheres podem fecundar. – Sugawara falou se levantando, não tinha exatamente como falar isso para os dois príncipes.

– O que você está falando Suga? – Kageyama olhou com um pouco de medo para o seu conselheiro.

– Hinata realmente está com um herdeiro seu. – Falou simples, e novamente olhou para o assassino que se mantia calado e surpreso. – Terei que procurar um médico para te acompanhar, um mago também, mas isto eu farei, tenho certeza que voce não pode sair da competição.

– Eu não posso... – Lembra-se da conversa que teve com o principe da noite passada.

– Não se preocupe. – Suga se levantou e olhou para Daichi que estava chocado com tudo. – Leve o príncipe para seus aposentos, eu irei conversar com Hinata agora.

O capitão saindo do seu transe fez como o mago pediu, levando o príncipe a contra gosto para fora, deixando somente Sugawara e Hinata. Mesmo sabendo que Hinata era o melhor assassinos de todos, ele não sentia medo.

– Hinata, sei que se não fizer a competição, voce será julgado a morte. – Suga tocou o joelho do menino que aparentava que iria chorar. Ele parecia uma criança assustada, não alguém que podia o matar em segundos. – confie em mim e no príncipe.

– No príncipe? Ele deve me odiar agora. – O ruivo falou com uma voz rouca, sentindo as primeiras lagrimas saindo.

– Não, ele está confuso, confie em mim, eu cuido dele desde que era uma criança ainda e sei que tomara a decisão certa. Der um tempo a si mesmo e para ele. – O platinado sorriu e se levantou. – Descanse agora. irei buscar ao para você comer e conversar com o rei, qualquer coisa, peça para uma empregada me chamar.

Sugawara estava agindo como uma mãe preocupada, mas isso deixou o coração de Hinata mais calmo, depois que Sugawara saiu, Hinata não conseguiu chorar mais.

Passando a mão na barriga, pensou. “Que adorável bagunça que eu fiz agora.”

Continua. 


Notas Finais


Opa. Hehehehe terminou bem... K.
Okay. Comentem o que acharam! :3 até o próximo capítulo


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