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História Rei Cruel- Imagine Jungkook. - Capítulo 18


Escrita por: Angel05

Capítulo 18 - Fraca.


Fanfic / Fanfiction Rei Cruel- Imagine Jungkook. - Capítulo 18 - Fraca.


Namjoon e sua mania em campo param de me encarar. Em vez disso, ele passa a se dedicar intensamente aos aquecimentos. Até Jeon faz alongamentos com cuidado, como se quisesse provar alguma coisa.


— O que houve? – pergunto apontando para alguns guardam treinando. Meu olhar se detém em Namjoon que, no momento, faz uma série de reflexões perfeitas.

— Em breve você saberá – responde meu noivo com um tom seco na voz.


 


Meu pai e minha mãe chegam na arena, e mesmo com vestes socais parecem estranhos. Em vez de nos mandar correr, meu pai se aproxima de nós.

— Filha – ele murmura.


 


Uma garota com cabelos vermelhos aparece ao seu lado, com uma postura invejável. Ela olha para Jeon, cheia de curiosidade e logo em seguida caminha ao centro da arena.

O rei do Norte vira para trás e olha para a turma. Por um segundo, seus olhos pousam sobre mim, mas por sorte param em Jungkook.


— Príncipe Jeon, por favor – pede, indicando o lugar onde a garota estava parada.


 


Jungkook assente e ruma em direção da jovem. Ambos estão tranquilos, e seus olhos vacilam ao me observar uma última vez.

Namjoon assume o posto de Jeon rápido ao meu lado, rápido e veloz.


— Não vão se matar entre si – explica. – Seu pai para a luta antes de isso acontecer. Parece que o Norte leva a sério essa coisa de sobrevivência.

— Que reconfortante.


 


No centro da arena familiar, feita de areia, tanto Jungkook quanto a garota aleatória se preparam. Os olhos de Jungkook se tornam pretos e pequenas faíscas parecem sair de suas mãos. Enquanto isso, a jovem em sua frente parecia preocupada, secando pequenas gotas de suor que já se formavam em sua testa. Ambos parecem prontos para o combate.

Meu desconforto deixa Namjoon alerta.


— Toda essa preocupação é pelo meu irmão?

— Temos uma boa relação agora – digo. – Não gostaria que meu noivo voltasse cego.


 


Para minha surpresa Namjoon caí na gargalhada.


— Você deveria se preocupar com a guarda.

— Bom, é difícil me preocupar com alguém que não conheço – rebato em provocação.

— Realmente.


 


Encaro meu noivo, o vendo jogar a camisa para o chão.


— De quem é a vantagem? – minha mãe pergunta ao Jimin.

—  Jisoo tem vantagem. É mais velha, mesmo que pareça extremamente jovem. Comandou inúmeras guerras e isso a torna mais experiente.


 


As bochechas de Jungkook coram de vergonha, embora tente esconder.


— E choque vence mente.

— Muito bem – elogia meu pai, para em seguida levar um olhar desafiador ao príncipe.


 


Jungkook, porém, segura a língua afiada e sorri maldosamente.

— Não confiaria nisso.


 


Os dons colidem no mesmo momento, com choques em forma de relâmpago e fumaças azuis. A guarda usa seu dom como escudo, impedindo que Jungkook concentre-se em sua face para controlar sua mente. Sempre que ele se aproxima, desferindo golpes com seus punhos fechados, volta sem acertar nada. A luta parece equilibrada, mas Jeon parece armar algo em sua cabeça. Ele está a prendendo contra a parede.

Todo meu povo grita palavras de incentivo ao herdeiro. Eu costumava achar ridículo deixar pessoas verem nossos treinos, mas confesso que agora é difícil me manter calada com a empolgação da plateia. Sempre que Jungkook ataca e fica perto de finalizar a luta, não consigo segurar e torço como os outros.


— É uma armadilha, Jeonguk – Namjoon murmura, mais para mim, do que para Jungkook.

— O quê? O que ela pode fazer?

— O que você acha? Assista.


 


Jisoo parece tudo, menos uma vencedora. Está agoniada no chão, fazendo de tudo para criar um escudo de choques e bloquear os socos transferidos em seu belo rosto.

Não deixo de ver o milésimo segundo em que Jungkook abaixa a guarda, achando ter ganho. Jisoo se põe de pé e passa uma rasteira no herdeiro, de maneira que o choque percorra seu corpo. Nem as tentativas de invadir sua mente funciona.


— Desiste? – Jisoo pergunta, provocativa.

— Hoje não.


 


Jungkook treme ao choque, tocando seus dedos na pele pálida da mulher. Jisoo grita em dor, sendo jogada para trás enquanto implora misericórdia. Não sei que tática o príncipe usa, mas visivelmente boa coisa não era. A ruiva implorava morte.

Ela desiste.

O sangue pinga em seu nariz quando ele para, surpreendendo a todos.


 — Parabéns, irmão – diz Namjoon. – Mas nunca encurrale alguém, isso a deixa mais perigosa. Treinamos muito isso no Sul.

— E você realmente acha que eu não sabia? Gostaria de a deixar contando vantagens.


 


Dá para ver que suas palavras irritaram Namjoon, E estranhamente ele não reclama. Deve estar acostumado com a frieza de Jungkook, igual aos poucos eu me acostumava.

— Nós vimos, Jungkook. Não precisa soar grosso – intervenho, falando por Namjoon.


 


O príncipe herdeiro não é burro é compreende a estupidez em questão de segundos. Ele se senta ao nosso meio, dando um leve empurrão em Namjoon. Seria melhor ter tido empatia, assim eu não precisaria corrigir seus atos horas depois. Isso sem contar toda a dor de barriga que ele me causa somente por sua aproximação.

Assim que Namjoon resmunga algo e se afasta, chuto uma das pernas de Jeon.


— Sabe, você não precisa ser grosso.


 


Diante de nós, Jimin agarra um pedaço de metal e arremessa com força. Seokjin se esquiva, jorrando sangue pela boca.

— Sempre preciso soar grosso quando se trata do Sul – Jungkook resmunga com uma estranha irritação. – Desde que meu temperamento não chegue em você está tudo bem.


 


Encaro o herdeiro.

Você será sua noiva. Você é Choi S/N. Você gosta da forma que ele te trata.

Os olhos de Jungkook estão cravados nas garotas guardas, estudando-as como um livro, buscando más intenções em batalhas. Sob seu peitoral a mostra, os músculos se tensionam ao levar os olhos ao irmão.

O rosto dele é belo, mas seu coração é negro como pele queimada.

Quando seus olhos procuram pelos meus, faço questão de virar o rosto. Em vez de me deixar frágil e demonstrar o incomodo que era o ver observando outras garotas, me apego ao seu ego.

— Jeon Namjoon e Jung Hoseok – meu pai chama.


 


 


O incomodo de meu pai é visível, desanimado com as pessoas que lutarão com ele.


— Não – Namjoon recusa sem medo, imóvel.


 


Todos o encaram.


— O que disse, Namjoon?


Ele crava os olhos claros em mim feito vidros.


— Eu desafio Choi S/N.


 


 


 


— Definitivamente não! – troveja Jungkook. – Ela não sabe as técnicas usadas no Sul. Você vai parti-la ao meio.


 


Em resposta, Namjoon dá de ombros e abre um sorriso maldoso. Seus dedos passam pelos cabelos platinados, e quase os sinto perfurando minha pele.

— E daí se partir? – Jisoo intervém, ainda sangrando. – Os curandeiros estão aqui. Além disso, por que está a protegendo se ela será a futura rainha?


 


Ninguém vai se machucar de verdade. Mas meu sangue será derramado em forme de fraqueza se eu perder diante de meu povo. Estou tão nervosa que sinto as batidas de meu coração.

— Gostaria de observar mais algumas lutas antes de lutar, se não se importarem – respondo com o máximo de esforço para manter a cabeça erguida. Mas minha voz vacila, e Namjoon percebe.

— Com medo de lutar diante de seu povo? – ele provoca, gesticulando com desdém. Um de seus dedos se erguem, um raio pequeno parece surgir diante dele como ameaça. – Pobre futura rainha, teme a todos quando está longe do herdeiro.


 


Quero gritar. Sim, tenho medo. Mas rainhas não admitem isso. Elas tem orgulho e força.

—  Quando eu lutar, será para ganhar – respondo à altura. – Não sou idiota, Namjoon. Não sei seus truques.

— O reino do Sul te leva até certo ponto – Jisoo insinua, vendo por trás da minha mentira. – Quando outros reinados atacarem seu império, não esperarão estar pronta. Correto, rei do Norte?


 


Meu pai sabe que tem algo diferente em mim, um motivo para meu poder perder a força. Mas não sabe o que é, e seu rosto revela curiosidade. Ele me quer ver partir Namjoon no meio. Meu único aliado, Jeon, me olha preocupado.

— Choi S/N perdeu o melhor amigo dela e vocês não param de provocá-la – resmunga Seokjin.


 


Ele mal nota o quanto sua defesa soou ridícula. Ele pode ser legal, mas é péssimo em palavras.

Minha mãe se mantém animada, acreditando que minha defesa é boa. Se Jungkook é guerreiro no ringue, ela é um soldado nos discursos.


— A rainha deve se sair bem em lutas. Na verdade, é Namjoon que deve temer.

— Ela não sabe sobre as lutas do Sul, não seja tola.


 


Jungkook é bem melhor que Seokjin nas palavras. Ainda assim, não convence ninguém.

— Não vou lutar – repito. – Se nem seu irmão confia em seus treinos, por que eu deveria?


 


Namjoon abre outro sorriso, deixando seus dentes brancos e afiados à mostra, e meus instintos voltam. Mal tenho tempo de me jogar no chão quando um de seus raios corta o céu, passando pelo lugar onde eu estava e raspando em minha bochecha.


— Eu desafio você.


 


Mais um raio vem direção ao meu rosto. Algumas rojadas de ventos batem em minha face, prontos para arrancar minha pele somente com a intensidade.


— Namjoon, pare! – Jeon berra enquanto se põe ao meu lado.


 


Meu sangue lateja em adrenalina. Minha respiração está tão acelerada que mal escuto o que o herdeiro sussurra.


— Você é rápida. Faça meu irmão correr. E não tenha medo. Nós adoramos medo.


 


Outro raio cruza o céu, se enterrando no chão. Perto dos meus pés.


— Não se mostre frágil – Jungkook aconselha. – Você é capaz de tudo.


 


Por trás dele, vejo Namjoon dar voltas como um predador, soltando trovões pelo céu. Nesse instante, compreendo o motivo da minha intuição nunca falhar. Namjoon me fará se ajoelhar diante dele, provar ao irmão que não era o suficiente.

Uma bola de fogo escapa de mim e acerta meu oponente no peito. Ele voa para trás e bate a cabeça contra o muro da arena, queimando em brasa. Contudo, em vez de ficar zangado, Namjoon me olha satisfeito.

— Algo esperado, garota foguinho.


 


À nossa volta, o público olha para mim, chocados com a ousadia. Pode ser a última vez que me vejam como forte.


Não. Não posso falhar.

Aumento a concentração e apuro meu calor até ele ficar tão forte que mal noto a temperatura subir. Num estalar de dedos, meu corpo pega fogo.

Ainda com um sorriso, Namjoon aumenta a quantidade de raios em sua volta. Eles giram, e parecem um pesadelo vivo. Namjoon forma um pequeno tornado com os raios, afiados e mortais.

O fogo ganha vida em minhas mãos e dança em meus dedos. As faíscas percorrem meu ser, mostrando meu poder. Não sou fraca e frágil.

Do outro lado, Jungkook sorri.


— De quem é a vantagem? – minha mãe pergunta.


 


Ninguém responde.

O sorriso de Namjoon se transforma em irritação. Está acostumado a ganhar desde o início, mesmo que meros pontos, e ser temido por todos. E agora está furioso.

Mais uma vez despejo fogo contra o platinado, contente.  No momento, temo perder minhas forças.

Seus raios estouram em um clarão, se chocando com o fogo; cada explosão destrói alguns vendavais, formados por ele. O concelho de Jungkook ecoa em minha cabeça; não posso ficar parada em um só lugar. Namjoon reaparece, jorrando raios em minha direção. As pontas finas tocam meu braço, mas o traje de couro impede que o choque percorra fortemente em meu corpo. Ele é esperto, mas eu sou mais.

Por entre trovões e explosões, ouço Jeon berrar que eu acabe com seu irmão. As luzes continuam a piscar, dificultando minha visão para saber onde Namjoon está.

Um punho me cerca em choque e provoca ondas de calafrios pelo meu corpo. Meus joelhos tremem em agonia e caio. Namjoon sorri, cheirando a queimado.


— Eu disse – ele provoca. – Jungkook fez uma péssima escolha. Fraca.


 


Minhas pernas se movem sozinhas e o derrubo no chão, lembrando do meu treino com Jungkook. No segundo seguinte, já estou em cima dele, estalando minhas mãos com fogo em seu rosto bronzeado. Quero ver sua pele derreter em meus dedos.


— Quem dera eu fosse fraca – urro, continuando com os golpes.


 


No entanto, mesmo fraco, Namjoon consegue rir. O som da gargalhada me assusta, se tornando uma cena de pesadelo. Ao nosso redor, os raios voltam com força. Se formando em um temoroso tornado de raios.

O tornado se move com rapidez e logo me arranca de cima do garoto. Agora sou eu que sinto minha pele ser aberta. Minhas mãos já não queimam, exaustas e medrosas. Nem os curandeiros vão conseguir tirar essas cicatrizes.

Um dedo roça meu rosto, fazendo brotar sangue. Ouço meu próprio grito, não de dor, mas de derrota. Sou fraca.

E então um braço flamejante tira os raios de mim, e o dispensa como se não fosse nada. Mãos fortes me põe de pé e puxam meu rosto em direção ao seu peito. Eu encaro Jungkook, deixando que me leve para longe do público.


Fraca – Namjoon grita antes de eu dar as costas, sentindo minha pele no vivo.




Notas Finais


Perdas fazem parte.
Humm. O que acharam?
Meta para o próximo capítulo: 20 comentários.
Beijos.


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