História Rei Ezequias - Capítulo 7


Escrita por: e Appollyon

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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acampamento, Arcanjo, Assíria, Bíblia, Cerco, Destruição, Deus, Drama, Estratégia, Exército, Ezequias, Guerra, Invasão, Juda, Morte, Reavivamento, Rei, Sennacherib, Uriel, Yahweh
Visualizações 6
Palavras 2.998
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Lepra


Fanfic / Fanfiction Rei Ezequias - Capítulo 7 - Lepra

Amanheceu na Cidade de David. A luz da manhã tocava o parapeito de pedra da janela do aposento real. Naquela noite, a conselho de sua esposa, a rainha Hefzibah, o monarca supremo se deitou com a consorte durante o crepúsculo, procurando esquecer os males que afligiam Judah; dessa maneira, poderia relaxar um pouco.

- Uh... – Os sonolentos olhos de Ezequias foram incomodados pela luz matinal do Sol.

- Já acordou, meu amor? – Percebia a rainha, enquanto se olhava no espelho.

- Sou seu marido, mas não se esqueça que também sou o rei; possuo compromissos sérios com todo o reino. – Redarguiu o monarca, se levantando da cama e espreguiçando. Ele sorriu de forma sedutora, e se aproximou da consorte por trás, pegando-a pelo quadril. – Vou mandar que os servos preparem um extenso café da manhã como comemoração por essa noite.

- Hum... Vai? – Questionou Hefzibah, gostando de ser mimada pelo marido.

- Finalmente, após muitos anos, teremos um filho. – Ezequias se virou, segurando suas mãos nas mãos da companheira. – O herdeiro do reino de Judah terá um longo caminho pela frente.

- Ou herdeira... – Sorridente, a rainha soltou as mãos do rei e se dirigiu para a sacada do palácio, onde ambos podiam contemplar a grandiosidade da cidade de Jerusalém. – Não se esqueça que além de belos príncipes, grandes princesas também nascem.

- É claro. – Ezequias sorriu, caminhando para a sacada. – Se o nosso bebê for uma menina, você terá o direito de nomeá-la como bem entender.

- Hum... Eloah seria um bom nome para a nossa filha. – Sugeriu a rainha.

- Hum... – Brincou Ezequias. – E seria ainda mais se o nosso filho se chamasse Manassés. Em homenagem a um dos filhos de José.

- Você como sempre querendo agradar e homenagear a Deus. – Constatou, com voz plácida, a consorte, passando a mão na rala barba do rei. – E é exatamente isso que eu mais gosto em você!

Os dois riram um para o outro.

Não demorou muito para que, um som de toque nos portões de madeira do aposento real, fosse escutado, incomodando o momento de intimidade do casal.

Ezequias voltou da sacada e, antes de se afastar da rainha, passou a mão em seu rosto:

- Entre! – Exclamou ele. A consorte permaneceu na sacada, iluminada pela boa luz do Sol.

Os portões se abriram e o comandante Riziah, acompanhado pelo oficial Jaziel, adentraram o cômodo. Suas feições eram de alegria extrema, e Ezequias percebeu isso.

- Aconteceu algo? – Questionou, estranhado, o rei Ezequias.

- Os assírios abandonaram o cerco! – Proclamou, alegre, Riziah. – Sennacherib fugiu!

- C-como!? – O filho do falecido rei Acaz se espantou. – Não foi o comandante de campo deles quem enviou, em nome do rei Sennacherib, uma mensagem em afronta ao nosso Deus?

- Não fazemos ideia do que fez ele recuar, mas tudo indica que as palavras do profeta Isaías se cumpriram exatamente como ele proferiu. – Complementou Jaziel. – É um milagre!

- Sim. – Concordou Riziah.

- Enviei algumas autoridades do povo para falarem com Isaías, filho de Amoz, o profeta de nossas terras, que intercede para com Yahweh, nosso Deus. Contudo, ainda não os encontrei. Passei a noite em meus aposentos, a sós, apenas com a minha esposa. – Explicou-se o reinante.

- Senhor, Isaías disse que Sennacherib ouviria uma notícia distante que o faria abandonar o cerco. Nossos aliados do Egito e da Babilônia ainda não nos comunicaram sobre nenhum movimento suspeito. – Explicou Riziah.

- Bem, eu fico feliz por isso! Com o livramento de Yahweh, Deus de Israel, agora, finalmente, poderemos viver nossas vidas em paz, e o futuro de nosso povo está garantido. – Previu o monarca, sorrindo para os dois militares. – E, meus amigos, gostaria que aproveitar o momento para anunciar que minha esposa, a soberana, está grávida do primeiro filho e futuro herdeiro do reino de Judah!

- Que grande benção, meu rei! – Jaziel sorriu. – Finalmente o rei terá um herdeiro à sua altura!

- Eu apenas espero que o garoto seja um guerreiro nato, como o pai. – Elogiou o comandante Riziah.

- Hefzibah acha que será uma menina, mas, como eu bem disse, ela só acha. – Ezequias, Jaziel e Riziah riram. Após um respiro de alívio e contentamento, e um leve sorriso no rosto, Ezequias decidiu. – Irei, acompanhado de Eliakhin, caminhar pela capital. Quero ver o cotidiano de nosso povo de perto.

***

Libna, reino de Judah

Os prisioneiros judaítas eram deportados da destruída cidade de Libna – dezenas de milhares de homens, mulheres e crianças feitos escravos. A cidade havia sido queimada durante o ataque, por isso, era comum que, enquanto tropas adentravam a cidade para capturar possíveis refugiados e fugitivos, esbarrassem com torrões negros, pessoas queimadas e restos mortais. Os capitães do exército assírio ordenaram que seus combatentes capturassem as jovens de beleza, casadas ou não, para que fossem exportadas ao harém real, na cidade de Nínive. Caso os noivos ou maridos se revoltassem, os soldados deveriam mata-los à espada. Enquanto o destino de boa parte do povo era a escravidão no exílio, o futuro dos nobres fora doloroso – esfolados vivos e exibidos como troféus nos antigos portões da cidade. Restos de pele humana arrancada do corpo foram deixados nas proximidades das muralhas e escombros, enquanto magistrados e membros da alta elite urbana, tiveram seus corpos forçados contra estacas. Fora isso, alguns soldados se encontravam sem narizes e orelhas, enquanto outros tiveram seus olhos arrancados pelos generais assírios; essa era a forma da psicótica mente de Sennacherib e de sua linhagem de dominar os povos rebeldes conquistados.

Pelas estradas próximas à cidade, mãos e pés de soldados hebreus foram propositalmente cortados, enquanto, nas árvores próximas, jaziam cabeças decapitadas, com os galhos servindo de haste.

Enquanto filas de cativos eram deportadas por cavaleiros assírios, o rei Sennacherib, acompanhado por sua comitiva militar, observava as cenas de tortura e crueldade que seu exército exibia. Para o monarca, tudo se baseava em simples controle político, nada mais além disso.

Ao chegar em sua tenda, direcionada propositalmente para os muros de Libna, sentou-se em um trono de madeira que o exército carregava durante as batalhas, e ficou na companhia de seus oficiais e generais mais renomados.

- Como foi a sua noite, soberano? – Bajulou um dos generais, conhecido como Nabuna.

- Perfeita, sem dúvidas. – Respondeu, com um sorriso, o rei. – E as crianças, onde estão? Quero vê-las morrer diante das mães.

- Ali estão, meu senhor. – Apontou, com o dedo indicador, para um grupo de crianças acorrentadas juntas, lideradas por um carrasco assírio, vindo da cidade de Assur.

Sennacherib sorriu, satisfeito:

- Ah, sim! – Ele suspirou, alegre. – Baru é um grande carrasco. Um dos melhores. – Elogiou o soberano.

- Todos tremem ao ouvir seu nome. – Relembrou Nabuna. – É um fiel servidor de seu soberano, o rei Sennacherib. Dizem que ele matou com punhaladas no peito, o seu irmão, um comerciante chamado Adnenki, simplesmente porque o mesmo estava murmurando com conhecidos sobre o rei.

Sennacherib começou a gargalhar – havia duas coisas que aquele homem sádico gostava: sofrimento alheio e pessoas que o obedecessem cegamente.

A fileira de garotos hebreus acorrentados foi formada pelo carrasco, e o mesmo mandou que um capitão assírio convocasse alguns soldados com óleo em jarros, para que a processo de execução tivesse início. Uma dupla de soldados chegou algum tempo mais tarde, com dois jarros repletos de óleo, e começaram a derramar numa linha reta de frente aos meninos que, amedrontados e afastados de suas mães, choravam. Aquilo tudo era música para os ouvidos de Sennacherib.

Posteriormente, as mães camponesas, igualmente acorrentadas, foram levadas aos muros, onde se depararam com a fileira de meninos acorrentados, seus filhos, e, com isso, começaram a clamar e chorar.

- Meu Deus, não! Meus filhos não! – Chorava, desesperada, uma das mães, caindo de joelhos e olhando para os céus. – Por favor, meu Deus, não permita uma atrocidade como essa!

- Mãe! Mamãe! – Gritavam os garotos, que tinham que ser contidos pelos oficiais.

Observando a confusão, Sennacherib se precipitou, e, levantando-se de seu trono, no interior da tenda, fez um sinal com a mão, para que fosse dado início à execução.

- Este é o fim de seus filhos! – Proclamou Baru, o carrasco, com uma tocha nas mãos. – Proclamem a verdade, e digam que são sim filhas da cidade de Libna, e que estão tentando fugir das mãos do nosso grande e misericordioso rei Sennacherib, filho de Sargão II, o grande!

- Não! – Uma das mães gritava com todas as forças que possuía, num tom amargo. – Por que isso está acontecendo conosco? O que fizemos para merecer tamanha desgraça!?

- Ao mentirem para o rei da Assíria, dizendo que não eram habitantes da cidade, mas sim do campo, tentaram escapar da fúria de nosso soberano! – Acusou, fanaticamente, o carrasco. O rei se agradava de seu trabalho.

- Mas somos! Nós estávamos apenas adorando ao nosso Deus nos montes! Será que até isso nos é proibido? – Reclamou uma mãe, revoltada.

- Pois bem... – Baru sorriu sadicamente, e olhou para o rei e seus generais, que observavam de uma tenda à certa distância, e os mesmos responderam o sorriso de Baru com outro sorriso. – Se Yahweh, o Deus de Israel, é tão poderoso, que ele contenha as chamas de Shamash, que consumirão os seus filhos agora! – Ponderando essas palavras, lançou com força a tocha no chão e, como rastilho, as chamas amarelas e alaranjadas se espalharam, queimando os garotos, que gritavam dolorosamente.

As mulheres se revoltaram, e muitos soldados se concentraram ao redor destas, penetrando seus corpos com suas espadas. Sangue jorrou por todos os lados, como se não bastasse a mortandade causada pela invasão assíria à Libna.

Contente ao assistir à execução, Sennacherib ordenou:

- Nabuna, convoque, à minha presença, um escriba. Quero que eles enviem uma mensagem pessoal minha a Ezequias, o hebreu. Se ele acha que escapará das minhas mãos, está muito enganado!

***

Jerusalém, reino de Judah

Ezequias, acompanhado por Eliakhin, administrador do palácio, e uma certa gama de soldados bem armados com escudos, lanças e espadas, caminhava pelas movimentadas ruas de Jerusalém, capital de Judah. O rei hebreu gostava de acompanhar a vida do povo de perto, com seus próprios olhos, ajudando as senhoras mais necessitadas em suas tendas, onde vendiam verduras e legumes, copos e pratos. Ele utilizava de sua riqueza para adquirir tais objetos e costumava comprar muitos alimentos. Em seguida, o rei entregava as mercadorias para os mendigos, viúvas e órfãos necessitados. Tudo isso o fazia ser muito bem visto pela população.

Naquele dia, porém, ao entrar num beco repleto de viúvas, órfãos e mendigos, algo terrível se desenrolou. O rei Ezequias se deparou com algumas crianças, limpas e bem vestidas, provavelmente filhos de nobres da corte, zombando e agredindo um mendigo, que exclamava alto:

- Não! Não me toquem! Não me toquem! – O pobre coitado fazia de tudo para esconder o rosto com os restos de panos úmidos, sujos e fedidos que usava para se vestir – era provavelmente tudo o que possuía, além de três cachorros que o cercavam, lambendo as suas feridas, resultado das caminhadas diárias que fazia pelos campos para conseguir um pouco de alimento. – Não me toquem, por favor!

Ezequias ficou comovido com o que viu, e exclamou forte:

- O que acham que pensarão os vossos pais se fazem virem como tratam os mais necessitados? – Preponderou, fechando o semblante. – Se vocês não saírem daqui, irei contar tudo aos pais de vocês, e vocês serão gravemente punidos!

- Meu pai não fará nada, rei Ezequias. Ele faz tudo o que eu quero. – Declamou um dos pequenos vândalos. Deveria ser um menino mimado, pensava o filho de Acaz.

- Vocês se acham os donos dessa cidade? – Ezequias riu com a inocência das crianças. Agachou-se e se aproximou do garoto arrogante. – Eu posso exilá-los para uma cidade bem longe daqui, e nunca mais verão seus pais. – Ameaçou. – Vão sair ou não?

Medrosos, os pequenos nobres mimados se afastaram.

Ezequias correu para socorrer o mendigo, agachou-se, porém, ele insistia em não mostrar o rosto. O monarca então se levantou, e ajudou-o a se por de pé, com as mãos.

-Não fiques assim, eu o ajudarei. – Garantiu, com um sorriso caridoso, o rei de Judah.

O mendigo levantou o rosto, deixando revelar a face coberta por lepra.

Ezequias ficou mudo por alguns instantes, e sua pupila se arregalou.

- L-lepra... - Ele se afastou de costas, rapidamente, e se retirou do local quase correndo. Eliakhin estranhou a reação do rei, e mandou que os guardas o seguissem.

Correndo desnorteado pelas ruas, o rei Ezequias parou um pouco seu passo acelerado, tirou do manto real a sua mão e constatou o aparecimento de algumas manchas – o rei estava leproso.

Aproveitando que estava sozinho no local, o administrador do palácio entregou às mãos pedintes dos meninos abandonados e das mulheres sozinhas, alguns dobrões. Logo em seguida, ele se aproximou do mendigo e, ao contemplar a sua face, percebeu do que o rei havia se espantado.

- É lepra... – Falou consigo mesmo, se afastando abismado.

***

Libna, anexado ao reino da Assíria

Anoitecera. No acampamento assírio, estabelecido pelos capitães, generais e comandantes do exército ao redor da cidade judaíta, muitos combatentes já haviam adormecido, e apenas alguns poucos ainda resistiam a friagem da noite, se aquecendo ao redor de fogueiras, se alimentando de sopa de carne de boi e de porco, e conversando uns com os outros, em rodas, assentados em tocos de árvores.

De sua tenda, o monarca supremo da Assíria descansava. Após um longo dia discutindo o futuro de suas expedições militares com seus generais, o rei assírio lavava as mãos numa bacia dourada e se preparava para realizar sua refeição noturna.

- Aqui está, soberano. – Pronunciou o eunuco responsável pela comida do rei.

- Tens certeza de que a comida está digna do rei da Assíria, Utu? – Indagou, fitando o servo com um olhar fulminante, o governante.

- S-sim, meu rei. – Respondeu, aos gaguejos, e com as pernas bambeando, o servo da cozinha real.

Sennacherib riu, em deboche ao medo do rapaz:

- Pode se retirar, e lembre-se de sempre manter as calças secas na minha presença.

Prestando uma rápida reverencia, o servo se retirou, e Nabuna adentrou a tenda real. Sennacherib suspirou, já enjoado de conversar com seus subalternos:

- O que aconteceu agora, Nabuna?

- Senhor, vim apenas informa-lhe de que a mensagem que ordenou que fosse escrita para Ezequias, o hebreu, já foi concluída e amanhã cedo enviaremos dois arautos para Jerusalém, capital dos hebreus. E, além disso, nossos espiões em Damasco confirmaram que os filhos do rei Assad foram mortos, da mesma forma como ordenou.

- Excelente. – Elogiou o reinante, degustando a carne de seu prato reluzindo prata.

- Ah, um mensageiro chegou, vem de Nínive. Pelo o que parece, o sujeito foi enviado com uma grande comitiva por seu filho, o príncipe-regente Esar-Haddon, mas apenas um dos mensageiros sobreviveu. Muito provavelmente, foram atacados por cruéis ladrões que se escondem nas dunas do deserto. – Explicou Nabuna.

- Mande que entre. Se não vier com uma boa nova, farei com que seja pendurado de cabeça para baixo assim que essa maldita campanha militar termine! – Esbravejou o rei semita, levando-se e deixando restos de comida no prato. Ele se aproximou do general e exclamou. – No passo, certamente houve um rei, de nome Assur-dan III, que daria os restos de sua comida real aos mais necessitados, mas eu dou aos cães, pois estes têm maior serventia para mim que os porcos homens.

Nabuna já estava acostumado com o repúdio que o soberano tinha para com os seres humanos, e apenas sorriu para ele.

- Mande que o mensageiro entre.

- Sim, senhor.

Nabuna se retirou da tenda e deixou o rei a sós com o mensageiro real.

- Diga-me, arauto, o que meu filho quer comigo? Pelo o que sei, o luar já domina o céu negro da noite e eu não pretendo renegar a minha natureza – quero dormir! Sei que meu filho deu uma tabuinha, mas leia-a para mim, estou cansado...

O arauto não respondeu nada, apenas prestou reverencia ao rei e tomou para si a tabuinha, lendo-a para o rei:

- “Assim diz Esar-Haddon, filho do rei Sennacherib, o grande rei do mundo: Tiraca, o rei cuxita, se aliou aos núbios e aos egípcios para lhe destronar. Eles pretendem mata-lo em Canaan. Em poucas luas, chegarão ao acampamento em que o senhor está estabelecido, ó rei, meu pai.”

- O Egito vem me atacar!? – Uma sobrancelha do rei assírio se soergueu sobre a outra.

- Sim, meu rei.

- Nabuna! – O rei gritou, fazendo os tímpanos do mensageiro doerem. O servo fechou os olhos e tampou os ouvidos.

Com o grito de Sennacherib, Nabuna e outros oficiais se preocuparam com a situação do rei, e adentraram a tenda real com a espada desembainhada.

- Majestade, o que houve!? – Preponderou Nabuna.

- Tiraca, rei do Egito, quer me destruir! Vamos marchar contra ele primeiro! – Escandalizou, irado, o rei da Assíria, demonstrando a todos os seus oficiais a sua selvageria autodestrutiva. – Ordene que o exército se prepare imediatamente, pois vamos mobilizar nossas tropas o mais rápido possível para destruir Memphis, Tebas, Piton, PI-Ramsés, e todas as cidades erguidas pelos filhos de Mizraim!

Nabuna e os outros soldados ficaram histérico, sem proferirem uma palavra sequer.

- O que estão esperando!? – Gritou, ainda mais forte, o governante de Nínive.

- Assim será, meu rei! – Nabuna saiu de seu estado de espanto e reverenciou o rei. – Os egípcios sentiram a fúria de nossas espadas!

- E coloquem esse mensageiro de cabeça para baixo! – Exaltado, ordenou o rei. – Que ele pague pela trama miserável dos egípcios!

Baru, o carrasco, acatou a ordem de seu soberano, e mandou que soldados levassem, acorrentado, o mensageiro. Ele seria colocado no alto de Monte Nebo, onde morreria de cabeça para baixo pelos corvos, abutres e águias.

A fúria de Sennacherib e sua sede por sangue se tornara incontrolável. Tempos sombrios se aproximavam para o reino de Judah, que resistia ao domínio secular assírio piamente.



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