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História Rei Thranduil - Capítulo 20


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Notas do Autor


Estou sem sono, aí fui escrever ao som de Dynasty by MIIA. Acho que agora foi-se todas as minhas palavras rsrs...

Bom sonhos porque sei que exatamente 2:23 da manhã todos estão dormindo. ;)

Adivinhem em está no gif de capa. ;)

Não revisei o capítulo, depois volto para ver as palavras faltando porque sei que sempre surge por mais que corrigirmos.

Bjs!

Capítulo 20 - Capítulo 20: Embriagada


Fanfic / Fanfiction Rei Thranduil - Capítulo 20 - Capítulo 20: Embriagada

Aconteceram tantas coisas nos últimos tempos; algumas confusas, outras desesperadoras. Acontecimentos que eu tentava digerir em silêncio, sozinha.

Em Mirkwood encontrei o meu coração mesmo achando que eu não tinha um. Thranduil conseguiu transformar o meu vazio em um mar de emoções controversas, confusas e também apaixonadas. No entanto, aquela confusão de sentimentos apertava a minha garganta forçando-me a engolir a angustia que me envolvia.

Tentava respirar normalmente enquanto eu desmoronava por dentro. Tentava forçar os meus nervos ao controle quando a sanidade queria me faltar. Eu queria esquecer do cárcere que ele me obrigou, do beijo que presenciei, o acordo que firmei pensando em Tahile qual eu amava demais para permitir passar o resto da vida trancafiado como um animal feroz que era...

Ele preparou aquela surpresa para mim por ajudar Legolas em seu leito de morte ou para brincar comigo como se eu fosse sua marionete: “Um erro. Apenas distração”, palavras quais iam e vinham na minha mente desde a minha saída do cárcere.

Eu duvidei sobre a desculpas esfarrapadas que ele apresentou sobre ter permitido aquela jovem mesquinha e atrevida a beijar-lhe. O que Dália teria a lhe oferecer? Por acaso o exército frágil de Barahir, riquezas, beleza...? Sim, eram méritos suficientes para ele, mas não para o reino qual necessitava de uma aliança forte, a pequena riqueza e proteção de Barahir não iria conferir aos elfos sua sobrevivência.

Eu sentia-me sufocada. Pensava em tantas coisas ao mesmo tempo e não conseguia entrar em um consenso em nenhuma.

Legolas era como uma brisa suave caminhando ao meu lado, e não existia alguém melhor que ele para ter como companhia naquele momento ou em qualquer um. Em silêncio andávamos pela trilha, de relance o via me observar de tempos em tempos até alcançarmos a festa.

- Vamos até a mesa, lá tem menos elfos e podemos conversar tranquilamente.

- Como a senhorita desejar. - Disse, oferecendo-me o braço com o sorrisinho em sua face que tanto me acalmava.

Ofereci-lhe vinho enquanto eu tomava goles fartos do que havia posto em minha taça. Legolas me observava, agora, com preocupação.

Eu não era de me empaturrar de vinho, mas a condição atual estava a favor. Disseram que embriagar-se ajudava a resolver os problemas ou esquecê-los. Nunca havia tentado, mas era uma festa e festas permitia embriagar-se, não?

- Permita-me perguntar-lhe, Anne. Você está bem?

- Oh, sim. - Menti. Não estava, nem um pouco. Normalmente eu tentava juntar os pedaços da minha alma como sempre fazia em um dia ruim, reconstruindo os muros quais haviam desmoronando e fazia isto sem lamúrias, apenas respirava fundo e erguia a cabeça.

Não era motivos para ficar choramingando pelos cantos, e nem costumava sentar para sentir autopiedade. Erguer-se das ruínas era sempre a primeira opção.

- Consigo decifrar você. - Legolas disse, tomando de minhas mãos a taça de vinho evidenciando suas preocupações através das linhas em sua testa franzida. - Conte-me o que está havendo?

- Estou bem, não se preocupe. - Confessei para mim mais que em resposta a Legolas.

- Tem haver com o meu pai?

Respirei fundo. Tinha, tinha tudo haver com ele. Mas como eu diria para Legolas que o pai dele brincava com meus sentimentos? Não diria, pois querendo ou não ficaria tudo bem afinal. Decidi focar no acordo que firmei e depois ir para casa.

- O rei tem seus problemas e sei que são maiores que os meus. - Eu não diria que era uma mentira. Eu tinha plena certeza que a vida de Thranduil não era fácil, ter todo um reino para cuidar, para se importar acima de tudo, mais que importar-se consigo mesmo. - Por isso, irei ajudá-lo a conseguir uma aliança.

Legolas formou um sorriso engraçado nos lábios. Ele achava ridículo era evidente. Apontou o dedo que segurava a taça em minha direção e disse rindo:

- Você ajudará o meu pai a casar-se?

- Ou isso, ou o carcere seria o meu novo lar para sempre. Ah! E o de Tahile também. O rei mencionou que mentiu para mim e aprisionou Tahile mesmo dando-me sua palavra que iria deixá-lo ir.

Observei Legolas mudar sua expressão. Por alguns segundos ele parecia pensar, e eu imaginava o que seria, o que maquinava até que os olhos voltaram aos meus e quando abriu a boca para falar voltou ao assunto do acordo.

- Imagino que ficará conosco até o fim.

- Sim, pelo menos até o rei escolher uma dama para casar-se. Pretendo começar amanhã.

Eu não iria ficar até o fim, não queria ver Thranduil anunciar a sua escolhida. Ajudaria ele até o ultimato, mas não seria até ao grande salão.

- Muito bem, veja isto. - Legolas estendeu-me um pergaminho enrolado com uma fita. - Poderá abrir em seu quarto se assim desejar. - Tomei o pergaminho de sua mão pensando em seu conteúdo. - Iria dar-lhe antes de sua partida. Bom, antes dos acontecimentos da sala do trono... O que deseja saber sobre ela.

- Sei que deve ser um assunto delicado para você. E estamos em uma festa... - Olhei em volta e os sorrisos, a dança, a música alegre dos elfos começou a me envolver. - Dança comigo?

Legolas abriu um sorriso largo repousando a sua taça na mesa. Aceitei a mão que ele me estendeu puxando-me para a dança alegre dos elfos. Dançamos e dançamos até que esquecer-me dos acontecimentos do dia.

Aceitei taças de vinho que elfos sorridentes ofereciam-me. Perdi-me de Legolas no meio da roda de elfas e seus passos sincronizados, mas não me impediu de ter companhia para dançar nas danças para casais. Confesso que não observei com quem estava dançando.

As várias taças de vinho deixaram-me com um sorriso mais feliz e as estrelas pareciam brilhar muito, muito mais. Então alguém tocou em meu ombro e falou perto do meu ouvido.

- Concede-me esta dança senhorita?

Conhecendo a voz, virei-me sorrindo. Haldir fez-me uma reverência com a cabeça então, sem pensar, envolvi meus braços em seus ombros e inciamos uma dança mais leve.

- Ao que me parece a senhorita está mais feliz hoje.

- Bom... - Falei sem a completa sanidade que geralmente eu possuía antes das várias taças de vinho. - Depois de ser humilhada, enganada, encarcerada, movida a marionete um momento sem pensar em tudo era o que eu precisava.

- E por isso recorreu ao vinho forte dos elfos silvestres?

Parei o passo da dança e, para não humilhá-lo, fiz uma pequena reverência após deslizar meus braços pelos ombros do general.

Caminhei entre os elfos pedindo licença para muitos que impediam a minha passagem. Caminhei tentando ignorar o fato de Haldir ter estragado o meu dia mais uma vez com perguntas inconvenientes.

Alcancei os barris de vinho solitários, distantes da multidão e lá peguei outra taça, minha cabeça girou quando baixei para abrir a torneira, mesmo assim enchi a taça e me direcionei para trás dos barris escondida dos poucos olhares. Encostada bebi todo dele de uma vez só e meu estômago revirou. Sentei-me na grama para aliviar o mal estar, funcionou bem antes de Haldir chegar e sentar-se ao meu lado.

- Você é uma mulher equilibrada... - Ele disse e eu ignorei o fato dele estar observando-me permanecendo em silêncio. - Embriagar-se, aos meus olhos, não me parece ser muito do seu feitio, mesmo que seja em uma festa.

- Hoje é um dia diferente. - Era sim, o mais confuso dia da minha vida. - Mas cheguei ao meu limite.

Levantei rápido demais e a minha visão se foi, minhas pernas perderam as forças por alguns segundo quando senti aos braços firmes do general apressados a me sustentar.

- Não está em condições de voltar sozinha. - Ele disse próximo ao meu rosto.

Tentei firmar os pés segurando em seus ombros.

- Só me dê um instante... vou ficar bem.

O aroma de flores de laranjeira exalava da pele do general quando involuntariamente encostei a cabeça em seu peito. Os tecidos de sua roupa elfica eram macios, aconchegante para uma mulher fora de seus sentidos normais. Mas algo nas profundezas da minha sanidade alertou-me quando ele recostou sua cabeça no alto da minha transformando aquele momento de recuperação em um abraço com suas mãos envolvidas em minha cintura.

Levantei a cabeça um pouco e os olhos gentis do general encontraram os meus. Os meus sentidos estavam moribundos me impediram de afastar-me quando ele inclinou a cabeça e avançou em um beijo suave.

Deixei meus olhos abertos inicialmente, momentos depois me rendi e aceitei o carinho de seus lábios. Talvez estivesse em desespero tanto quanto eu, a única diferença era o fato dele estar são e eu embriagada.

Os lábios o general buscavam os meus com tranquilidade, usufruindo daquele momento como se para ele fosse o ultimo. No entanto, o aperto de suas mãos em minhas cintura denunciava a lascividade de suas intenções para comigo.

Quando o conheci, eu via no olhar dele a uma solidão, assim como via nos olhos de Thranduil, talvez por os três serem parecidos mesmo quando não sabíamos sobre um e o outro. Mas naquele momento de rendição, confesso, que pensava nos lábios do rei e me envergonhei disso momentos depois quando Thranduil ordenou evidenciando a ira em sua voz.

- Solte-a!

Do mesmo modo que o beijo começou ele se foi. Haldir afastou-se alguns centímetros de mim e eu virei de costas para ele tentando voltar aos resquícios de sanidade que o general roubou de mim.

- Mellonnen Thranduil. - Haldir era um cavalheiro, não deixou-se abalar formando uma cordial reverência ao rei. Mas Thranduil pareceu transtornado mesmo mantendo a posição imponente de rei que tanto gostava de evidenciar.

- O que significa isto? - disse, aproximando-se do general com ira em seus olhos. - Ordenei que ninguém tocasse em minhas convidadas. Você , Haldir, explicitamente desobedeu minhas ordens, sabe que estou no inteiro direito de fazer-lhe pagar por tamanho desrespeito.

Eu não iria deixá-lo falar daquele jeito com Haldir diante da cordialidade e cavalheirismo com que ele esforçou-se para com o rei. Ele me beijou, sim, mas eramos livres, e eu não era uma das pretendentes de Thranduil. E não era por um mísero beijo que ele pagaria, não por minha causa.

- Por favor, pare. - Pedi, tentando não tropeçar as palavras. - Haldir não tem culpa de nada, eu o beijei. Sentia-me sozinha e avancei-lhe a um beijo. 

- Senhorita Annael...

- Shi! - Pedi silêncio a Haldir.

Como se percebesse a mentira na tentativa de amenizar o lado do general, o rei voltou os olhos para mim com uma expressão trastornada de um modo que eu poderia jurar que estaria com ciúmes.

- É evidente que mente muito mal. E está embriagada...

- É uma festa. E eu estou apenas feliz.

- Thranduil, eu a estou acompanhando. - Haldir enfrentou o rei mantendo a cordialidade e a boa conduta. - E eu quem a beijei. Foi um erro, mas não me arrependo.

- Sim ele está. - Complementei . - Aproveite a companhia de Dália e deixe-me com o meu acompanhante.

Thranduil inclinou a cabeça próximo ao meu rosto.

- Então é isto que faz quando alguém a decepciona, corre aos braços de outro homem?

- Não me insulte. - Falei entre os dentes.

O novo nervosismo conferiu ao meu estômago revira-se mais uma vez, baixei e vomitei no gramado ao pé do barril de vinho.

- A senhorita Annael não está bem. Deixe-me ajudá-la. - Haldir parecia preocupado enquanto eu torcia o meu estômago quase debruçada ao pé daquele miserável barril.

- Volte para Lórien. - Ouvi Thranduil ordenar com ira.

- O que está havendo aqui? - Virei a cabeça afim de ver a face pacifica de Legolas. Implorei a ele com meus olhos para que ele fizesse algo. Depois vomitei mais um pouco, situação que o fez vir até mim e segurou as mechas dos meus cabeços entre sua mão enquanto a outra afagava as minhas costas. - Procurei você por todo o campo.. Bebeu demais.

- Sai daqui Legolas. - pedi quando o enjoou infernal deu-me uma trégoa. - Não quero que veja isso.

- Não irei deixá-la, mesmo que por mil vezes peça-me.

Eu queria abraçá-lo, mas a minha visão escureceu novamente forçando-me a desmoronar em seu ombro. No entanto, ainda com a audição irregular ouvi a voz do rei.

- Vou levá-la para casa.

Senti quando braços ágeis tomou-me com facilidade, abraços qual eu não saberia identificar se não fosse por aquele aroma de jasmim de Thranduil. Os braços dele aconchegou-me, apertando-me em seu peito como se eu pudesse fugir de si. Obrigaria-me a ir andando se as minhas pernas sustentasse o meu corpo. Protestaria se estivesse sã, mas os vultos apagaram-se.

Quando meus sentidos voltaram alguém afagava o travesseiro abaixo da minha cabeça. Entreabri os olhos e vi a imagem do rei em um borrão.

- Onde...?

- Shiiii... – ele me silenciou baixinho afagando a minha bochecha – descanse... Anna.

 


Notas Finais


E Haldir aparece!

Quem aí lembra do Haldir nos livros e nos filmes Senhor dos Anéis? Vocês também sentiram uma dor desesperada com o que aconteceu com ele, choraram, ou ignoraram?


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