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História Reign - Capítulo 3


Escrita por: AutumnFall

Notas do Autor


Olá!
Obrigada pelos favoritos e comentários! Trouxe o penúltimo capítulo desta história.
A cena da Teresa com as filhas foi um pedido de umas meninas lá no twitter. Não foi um pedido que fizeram especificamente à mim, mas como eu precisei de uma cena com a Teresa e as princesas na fic, decidi fazer uma cena parecida com aquela que pediram hehe
Desculpem a essa autora pela chatice de postar tanto nesses últimos tempos kkk Talvez seja a última fic nova que posto, ainda preciso terminar “Passione”))
Boa leitura!

Capítulo 3 - Parte III


Já se passava das dez da noite quando retornei à casa após o meu encontro com a Luísa. Amanhã irei partir para a guerra e só Deus sabe o desfecho que essa minha decisão possa ter. Adentrei o palácio indo diretamente em direção aos meus aposentos completamente mergulhado nos próprios pensamentos quando ouvi um som de risadas vindo do quarto de Teresa, me despertando do meu devaneio.

Imediatamente pude perceber, que trata-se das princesas. Me aproximei da porta entreaberta do quarto sem que elas percebessem a minha presença. Me lembrei da época quando as duas ainda crianças corriam para o quarto da mãe para dormirem as três juntas. Pareciam tão felizes compartilhando momentos de mãe e filhas, um sorriso involuntário esboça-se nos meus lábios. Não queria interrompê-las e já estava de saída quando a pergunta da minha caçula prendeu minha atenção despertando-me curiosidade.

Leopoldina : Ah, mãe, a senhora nunca nos contou como foi que se casou com o nosso pai? - foi quando o meu corpo gelou e o meu coração falhou um batimento na expectativa de uma resposta.

Isabel : Sim, mãe, nos conta! - insistiu a futura Imperatriz.

Teresa : Não há muito o quê contar, bambinas. O casamento para uma princesa é um dever que ela tem de cumprir queira ou não. - solta um suspiro. - Um dia me avisaram que seria apresentada para o Imperador do Brasil e que se ele aceitasse, me tornaria a esposa dele. - um dever...nosso casamento é apenas um dever para Teresa? - me peguei pensando durante a conversa das três. Mas não há porque me surpreender, o casamentos entre realeza raramente acontece por amor. Então, por quê me doí ouvir isso? Quando eu mesmo sempre fiz questão de repetir à Teresa, que o nosso casamentos não passa de um “acordo entre reinos”. Que nos une apenas carinho e amizade que se formou entre nós ao longo dos anos.

Leopoldina : E foi então quando o papai te escolheu como a sua futura esposa? - pergunta animada.

Teresa : Bom, não acho que a escolha foi totalmente dele, foram os tutores de Pedro que me escolheram para ele. E foi então quando enviaram o meu retrato para ele e eu recebi um retrato seu.

Isabel : O papai deve ter ficado encantado pela senhora na hora. - diz sem perder o entusiasmo na voz. Teresa fico em silêncio por vários instantes antes de responder. E como ela poderia contar às nossas filhas sobre o nosso primeiro encontro? Contar que eu não conseguia disfarçar a insatisfação em tê-la como esposa? Até hoje me sinto envergonhado pela minha imaturidade naquele momento! Só tempo depois pude perceber a sorte que eu tive em ter a Teresa como minha esposa e Imperatriz. E posso não tê-la escolhido no primeiro momento e até hesitei em aceitá-la, mas, com certeza, não poderia escolher uma melhor Imperatriz e uma melhor mãe para os meus filhos.

Teresa : Eu acho que o Pedro me enxergou de verdade só quando me ouviu cantar pela primeira vez. - disse com um sorriso nos lábios. E não se enganou, a primeira vez quando a vi e não só a olhei, foi quando ouvi sua linda voz cantando.

Leopoldina : Então, o relacionamento de vocês não foi tão simples assim? Não foi um conto de príncipes e princesas que nem nos livros? - diz em tom de brincadeira.

Teresa : Não existe casamento perfeito e o meu com o pai de vocês não é uma excepção. Quando nos casamos fomos muito jovens e não sabíamos nada sobre a vida.

Leopoldina : A senhora se refere às obrigações das esposas? - indaga com certa curiosidade.

Teresa : Digamos que fui aprendendo aos poucos. - respondeu com um sorriso tímido. - Não nos conhecíamos antes do casamento e tivemos que fazer um passo de cada vez. Quando cheguei no Brasil já era casada com Pedro, mas mesmo assim precisamos de tempo para nos conhecermos.

Leopoldina : Então, demoraram para… a senhora me entende?

Isabel : Leopoldina! - repreendeu a irmã mais nova. - São coisas que se perguntam?

Teresa : Demoramos para...nos entendermos, mas quando aconteceu, foi maravilhoso. - posso perceber um rasto de nostalgia no tom da sua voz o que me fez lembrar da primeira vez quando tive a Teresa em meus braços. Foi uma garota jovem e inexperiente assim como eu, mas com o tempo descobri nela um vulcão cheio de sensualidade. - Nós fomos muito felizes! - mais uma vez a nostalgia se faz presente no tom da sua voz. E fomos mesmo! Como fui me esquecer de como era a minha Teresa? Quando me desviei do caminho para usufruir de prazeres momentâneos e me esqueci que o verdadeiro prazer encontrei só nos braços da minha mulher!? A mulher que sempre foi só minha de corpo e alma. Quando que o ato de amor que nos uniu uma vez tornou-se uma mera obrigação para mim? - Mas minhas bambinas já são umas privilegiadas. Tiveram a sorte de escolher seus maridos e serem escolhidas por eles.

Leopoldina : Se a senhora tivesse escolha, teria escolhido o papai? - mais uma vez o meu coração falha uma batida na expectativa de uma resposta.

Teresa : O pai de vocês é um grande homem. Um imperador digno e um amante desta nação. E eu me sinto uma mulher de sorte. Apesar de tudo, nunca deixei de... - faz uma pausa de instantes para depois continuar. - admirá-lo. - admiração? É isso o quê Teresa sente por mim? Mas por quê me doí tanto ouvir isso!? Depois de tê-la machucado tantas vezes, nem isso eu mereço. Menos ainda o seu amor.

Leopoldina : Isso não é uma resposta. - insiste.

Isabel : Para de ser chata, minha irmã.

Teresa : Eu teria escolhido, sim… - ela responde e o meu coração dispara.

Leopoldina : Algo me diz, que o Imperador daria a mesma resposta. - Teresa nada responde se limitando a esboçar um fraco sorriso. O quê significaria esse sorriso? Que ela não tem certeza que eu a escolheria também? Será possível que eu nunca demonstrei o quanto a Teresa significa na minha vida!? O quanto eu lhe sou grato por ela sempre estar ao meu lado? Grato? Não é só gratidão o quê eu sinto por Teresa. É carinho, ternura, amor… Eu amo Teresa! É só agora que eu me dei conta disso!

Teresa : É hora de dormir, bambinas! Os seus maridos devem estar as esperando. - antes de se retirarem, as duas desejaram bons sonhos para a mãe e eu me apresso a entrar nos meus aposentos antes que a minha presença pudesse ser notada por alguma das três.

Nem preciso dizer, que passei a noite em claro. Tentei me lembrar de como a Teresa era no começo do nosso casamentos, mas a minha memória se recusava a me obedecer. Como é possível eu não lembrar de como a minha própria esposa era? Tal parece, que terei de pensar não só numa estratégia para vencer no campo de guerra, mas também numa estratégia para reconquistar e fazer feliz a minha esposa como ela merece.

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E agora meses depois de ouvir a conversa entre minha esposa e minhas filhas, encontro-me nos aposentos de Teresa, no meio da noite tentando invocar as forças do pouco autocontrole que ainda me resta para não me deixar levar pelo fervor que descobri sentir pela minha esposa. Nem saberia dizer quando me surgiu esse desejo irresistível por Teresa, essa necessidade de tê-la em meus braços e nunca mais soltá-la. A saudade que eu sentia ao estar longe era insuportável e me fez perceber o quanto necessito a essa mulher na minha vida, o quanto dependente sou dela.

Teresa : Pedro? - sussurrou mais uma vez ao não receber uma resposta.

Pedro : Desculpa, minha querida, te acordei...- acariciei o seu rosto com o dorso da mão e ela esboçou um sorriso.

Teresa : Vieni qui...- sussurrou me fazendo espaço para deitar ao seu lado. Eu aceitei de bom grado aconchegando-a em meus braços. Tive que fazer um esforço sobre-humano para controlar a atração física que sinto por essa mulher e tê-la dormindo em meus braços vestindo apenas uma camisola de seda não facilitava as coisas. Com dificuldade consegui adormecer e decidido a consertar as coisas entre minha esposa e eu o mais breve possível.

Um novo dia me surpreendeu ainda dormindo com a Teresa em meus braços, eu fui o primeiro em acordar sentindo o calor do corpo da minha esposa a me atiçar de novo. Ela começou a se mexer quando a claridade que vinha da janela a incomodou com a sua intensidade.

Pedro : Bon giorno, dona Teresa Cristina. - sussurrei depositando um beijo na sua têmpora.

Teresa : Bom dia...- sorri ainda de olhos fechados.

Pedro : Dormiu bem? Não te incomodei?

Teresa : Eu não me importo em dividir a cama com o meu marido…- sua mão acaricia o meu rosto, eu deposito um beijo na sua testa.

Pedro : O quê te fez mudar de ideia? Ontem não queria me ver nem pintado de ouro. - digo em tom de brincadeira.

Teresa : Digamos, que tive tempo para refletir e decidi que o Imperador merece que eu ouça o que tem a me dizer. - senta-se ao meu lado se mostrando disposta a levar o nosso dialogo à diante. - O quê te fez mudar de ideia, Pedro? - deve estar se referindo à mudança no meu comportamento.

Pedro : Você… - me olha confusa. - Estar longe de você por tanto tempo me fez entender o quanto sou dependente da minha Imperatriz. - Imperatriz? Mais uma vez disse que a aprecio como minha Imperatriz? Mas ela já está cansada de saber isso! É a melhor Imperatriz que poderia ter e todo mundo têm ciência de tal fato. Mas é a mulher Teresa quem quero reconquistar e não a Imperatriz Teresa! A Imperatriz nunca ira me abandonar, mas à mulher posso perder como consequência dos meus atos.

Teresa : Então é a sua Imperatriz quem veio procurar ontem?

Pedro : Não...vim procurar a minha mulher. - a olho fundo nos olhos, seus lábios se abrem num lindo sorriso.

Teresa : É verdade que terminou o seu relacionamento com a condessa? - pergunta-me séria.

Pedro : Sim, tudo que eu lhe disse ontem é a mais pura verdade. - afirmo.

Teresa : Têm algo mais que o Imperador quer me dizer? - indaga-me.

Pedro : Quero, sim...- a puxo para mim, ela senta-se posicionando as pernas a cada lado do meu corpo, suas mãos param em minha nuca massageando-a. Nossas testas se tocarem e os lábios encostarem de leve - Quero lhe dizer algo que devia ter falado há muito tempo. - ela faz questão de me olhar nos olhos. - Eu te amo! - por fim, me atrevo a pronunciar essas três palavras sem culpa e sentir-me livre. Me sinto livre por amar Teresa! Como fui tolo ao achar que o nosso casamento é um fardo que a coroa me impôs. Não preciso sonhar com a liberdade, amar Teresa significa me sentir livre e em paz.

Teresa : Pedro…

Pedro : Eu tenho certeza dos meus sentimentos por você. - afirmo antes que a Teresa pudesse concluir o contrário. - Tive meses à minha disposição para refletir sobre o que estou a sentir. Confesso, que no começo me senti confuso quanto aos sentimentos que me surgiram e que não conseguia descifrar. Mas agora posso lhe dizer com todas as letras que te amo! - Teresa sorri e beija-me na fronte. - Teresa? - sussurro com os olhos fechados.

Teresa : Sim?

Pedro : Eu estou morrendo de vontade de te beijar. Não consigo me conter mais. Venho fantasiando sobre isso a noite toda. - minha mulher abre um sorriso travesso e sinto sua mão a puxar-me os cabelos. Minhas mãos apertam sua cintura revelando o desejo que venho controlando há algum tempo.

Teresa : Só depois de o Imperador me contar onde foi ontem?

Pedro : Eu já disse à Imperatriz, que não posso lhe contar nada. É uma surpresa, terá de esperar mais um pouco.

Teresa : Ah, não pode me contar nada? - bufou saindo de cima de mim. - Nesse caso, vossa Majestade terá de esperar também para ter o que tanto quer! - retruca indo em direção à quarto de banho, frustrando os meus planos.


Notas Finais


Espero que tenham gostado de capítulo. Me deixem seus comentários.


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