História Reina de corazones - Jinkook kookjin - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
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Palavras 4.291
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá.

ESPERO QUE GOSTEM
DESCULPEM OS ERROS.

BOA LEITURA!

Capítulo 3 - Poker Face


Jeon Jungkook- Seúl / Coréia do Sul




Às vezes eu me pergunto o quanto a vida quer ferrar comigo, ela poderia simplesmente me responder, mas ela prefere me mostrar, encenar e me por contra a minha vontade como protagonista.

SeokJin continuava com suas piadas, como até hoje ele faz, não mudou absolutamente nada. Mas depois de sua piada horrível sobre eu parecer uma máquina caça níquel na hora do sexo, fez eu imaginar o ombros largos dele sob meus dedos, os lábios fartos junto com meus lábios finos, apesar de parecer um idiota, Kim SeokJin era ( e é) o homem mais bonito que eu já tinha visto, não posso mentir.

- Bonequeninha se ficar me olhando assim vou pedir que use óculos de sol. Ele disse sério fazendo eu voltar à realidade do quão insuportável ele era.

- Desculpa eu só estava com o pensamento longe. Pigarreei e me arrumei na cadeira.

- Precisamos ser discretos, não podemos ser vistos juntos sabe. Ele me encarava como se pudesse ver a minha alma, era estranho porque meu coração acelerava e era tudo tão ridículo que eu tinha vontade de chorar.

- Desculpa, mas o senhor não é nem um pouco discreto, posso ouvir sua risada do elevador, seu cabelo é roxo e além de alto tem ombros largos. Discrição passa longe. Ri soprado.

- Bonequinha, você fez uma piada? Olha que linda! SeokJin riu e automaticamente eu revirei os olhos. - Não me chame de senhor, eu me sinto um velho. Ele pediu.

- É meu chefe, é mais velho, então...

- Então me chame de você, como seu chefe isso é uma ordem. Me interrompeu e eu queria contar a vocês o placar, mas considere que eu sou o Brasil e SeokJin a Alemanha, é um placar vergonhoso e acredite tudo tende a piorar.

- Você poderia continuar o que estava falando. Forcei um sorriso e fiz questão de mostrar que era forçado.

- Yoongi quer que você jante conosco. Ele apoiou os cotovelos sobre sua mesa e apoiou a cabeça sobre as mãos.

-Você estava falando sobre discrição... e-eu não sei se posso jantar na sua casa, acabou de falar que não podemos ser vistos juntos... Eu só queria que o universo me engolisse ou que pelo menos fizesse eu entender como a cabeça do meu chefe funcionava.

-Se você me acha insuportável fazendo piadas, Yoongi é insuportável bravo, se você não aceitar ele vai dizer que a culpa é minha, que eu não deveria te chamar de Bonequeninha e convenhamos você é um fofoqueiro.

- Não foi minha intenção contar e foi ele que me perguntou. Eu era um fofoqueiro sim, admito.

- Só pra avisar que quanto mais bravo Yoongi fica, mais piadas eu faço. Ele sorriu.

- Eu vou. Tudo pra não ouvir mais tanta piada e também eu queria conhecer a Mimi. - Você disse nas suas regras " você não me conhece", mas e agora?

- Todas as regras continuam, inclusive sobre não se apaixonar por mim e você tem quebrado direto a que diz "ria das minhas piadas é importante para mim", mas um bom jogador é aquele que sabe blefar, então quando perguntarem por mim, você não me conhece, nunca me viu. Entendeu?

- Entendi. Respirei fundo, traduzindo tudo isso, minta.

Jantar na casa do meu chefe, era para ser algo comum, não fosse pela minha curiosidade em conhecer a MiMi, para saber como SeokJin vivia, ele me deixava curioso e sinceramente eu nunca sabia se ele estava blefando ou falando a verdade.

Quando chegamos ao seu apartamento eu me surpreendi, não porque era luxuoso e sim porque era modesto, simples, ele abriu a porta e logo a voz de uma criança gritou "papai" e pulou no colo dele, assim que ele entrou eu entrei junto e MiMi beijava o rosto dele diversas vezes.

- MiMi esse aqui é o Jungkook, Jungkook essa é MiMi minha filha linda. Seokjin sustentava um sorriso alegre nos lábios, tão grande que era contagiante.

- Oi MiMi, prazer em conhecê-la. Sorri, MiMi é linda, tem uma franja e parece a "Boo" do filme monstros S.A, exceto pelos olhinhos puxados e bochechas cartas, não precisaria de um exame para comprovar a paternidade, ela é a cara do Yoongi.

- Você é a bonequinha do papai, eu sou a gatinha dele, por isso MiMi. Ela sorria alegre e eu rapidamente encarei SeokJin, como assim eu era sua bonequinha?

- Essas crianças entendem tudo errado. SeokJin se defendeu.

- Vão ficar parados aí ? Yoongi apareceu. - Venha Jungkook, sente-se, não repara os rabiscos na parede, eu tenho uma artista em casa. Ele sorriu. - Que bom que aceitou vir.

- SeokJin é muito convincente quando quer.

- Vou encarar isso como um elogio. Jin piscou e caralho como uma pessoa pode ficar ainda mais bonita só por ter piscado.

Enquanto ele e Yoongi terminavam de preparar o jantar, MiMi me mostrava suas bonecas e carrinhos, me mostrava seus rabiscos na parede e sim a filha de SeokJin me chamava de bonequinha, mas ela não me irritava.

- Papai disse que você é triste. Ela falou do nada, enquanto penteava a boneca.

- Eu não sou triste. Fiquei a encarando pensativo, Jin costumava falar de mim? Porque?

- Ele disse que você perdeu um amigo e por isso é triste. Ela continuou.

- Perdi sim, mas não estou mais triste. Claro que eu estava, mas não iria falar que havia um buraco tão grande no meu peito, que tudo o que eu queria era gritar.

- Papai fez você ficar feliz? Ele faz eu ficar feliz. Ela me encarou e eu acariciei sua chiquinha. - Bonequinha seu amigo tá lá no céu agora?

- Espero que sim. Eu me engoli e tentei um sorriso.

Logo a campainha tocou e SeokJin gritou para que eu fosse abrir, levantei e segui em direção à porta, olhei pelo olho mágico e não pude abrir, corri até a cozinha.

- Hoseok! Falei rápido

- O que ? SeokJin me encarou.

- Hoseok está na porta. Soltei o ar, que nem percebi ter prendido.

- Yoongi quem vem jantar aqui? SeokJin perguntou sério.

- O médico da MiMi. Ele nos encarou. - Porquê?

- Como você não sabia que ele era pediatra? Jin me deu um tapa.

- Taehyung não é pediatra, ele é clínico geral. Yoongi respondeu e enquanto isso a campainha continuava tocando.

- Jungkook fica no quarto, tá bom, o máximo que a MiMi vai falar é que a Bonequeninha do papai está lá. Então depois você janta. SeokJin foi me empurrando da cozinha até me enfiar num quarto e simplesmente puxou a porta, não era momento para querer bater nele, mas mesmo assim eu tive vontade.

Acendi a luz e aparentemente ali era o quarto do casal, sou curioso, então meus olhos passeavam pelas muitas fotografias na parede, tinha MiMi bebê, no colo deles, no parque, sem um dente, na creche, na praia, fazendo maquiagem em Jin, e uma foto que me deixou pensativo, SeokJin estava ao lado de outros dois policiais fardados, mas não vi aqueles policiais na sede da polícia.

- Morreram. Yoongi apareceu do nada e eu quase infartei. - Eu não sabia que Taehyung tinha um namorado e nem que ele viria. Ele fez uma cara de tédio.

- Tudo bem. Eu espero eles irem embora. Respirei fundo, me recuperando do susto. - Foi em serviço que eles morreram? Perguntei curioso.

- SeokJin não te falou deles? Perguntou e eu neguei com a cabeça. - Morreram na frente dele, torturados, ele ficou meses sem sair de casa, ele viu os dois melhores amigos morrerem aos poucos, se esvaindo em sangue sem que ele pudesse fazer nada. É um pouco triste, mas você também conhece essa dor, não é!?

- É, infelizmente conheço, mas não consigo ter a mesma alegria que ele.

- Ele é um ótimo jogador, um ótimo poker face, um blefador, não se iluda. Yoongi me avisou. - Quando eles forem eu te chamo, vou ficar só na vontade de transar com aquele médico. Ele sorriu e saiu.

Eu não estava acostumado a toda aquela modernidade, não estava acostumado as pessoas serem tão diretas e até me passarem informações que sinceramente eram desnecessárias.

Passei o tempo todo observando aquela foto, pensando em SeokJin, quando eu me cansei, abri a porta para tentar ouvir um pouco da conversa, antes que eu enlouquecesse com meus pensamentos, mas tudo o que ouvi foi a risada de SeokJin, a risada de Hoseok e eu tentando me controlar para não rir.

- Com fome bonequinha? SeokJin entrou no quarto depois de um tempo.

- Fome é meu sobrenome agora. Respondi cansado de ficar ali sozinho.

- Vem vamos comer, eles já foram. Hoseok me reconheceu do cassino e ficou me contando como ele e seus amigos me roubavam bebidas e eu não percebi. Ele me contava, enquanto seguíamos para a sala. - Acho que já descobri uma coisa pra você.

- O que você conseguiu com esse jantar de duas hora? Eu estava surpreso, não era possível aquilo.

Ele esperou eu me servir e me sentar à mesa para continuar falando, Yoongi tinha levado MiMi para o quarto para fazê-la dormir.

- Hoseok é viciado em jogos, controla o carregamento de drogas, para pagar suas noites no cassino, então ele joga o quanto quiser se ele perder, ele não é pago pelo trabalho de controle, se ele ganhar então ele fica com os dois valores. Entendeu?

Eu fiquei boquiaberto, o encarando, ou eu sou muito burro, ou SeokJin é mil vezes mais esperto do que eu pensava.

- Como você chegou a essa conclusão?

- Simples bonequinha, ninguém me leva a sério porque eu sorrio demais, então aos poucos as pessoas vão falando e falando e o médico acabou contando que não sabia como ele jogava tanto e nunca perdia dinheiro, mas também poucas vezes ganhava. Jin piscou novamente para mim.

- Entendi. Isso faz todo o sentido. Admiti. Ficou um silêncio entre nós até MiMi aparecer novamente.

- Desisto Jin, ela não quer dormir. Yoongi falou como se ele tivesse tirado um breve cochilo ao invés de fazer a criança dormir.

- Vem aqui com o papai. Ele chamou e a menina sentou em seu colo. - Você sabia que tem que dormir?

- Eu não tenho sono. Ela falou emburrada.

- Você está vendo Jungkook?

- Sim.

- Ele também não dorme cedo e olha essa cara dele. Você quer ficar que nem ele? Ele sorriu e a menina também, balançando a cabeça em negativo.

- Eu sou muito bonito. Falei sério.

- Você é bonito só porque é a bonequinha do papai.

- MiMi ? Yoongi a chamou.

- Desculpa. Ela baixou o olhar.

- Tudo bem, mas se você dormir, na próxima vez eu trago um presente pra você. Falei sorrindo.

- Pode ser sorvete?

- Pode ser sorvete.Sorri

- De chocolate?

- Sim.

- Você e o Jin vão estragar essa criança. Yoongi resmungou. Mas a menina levantou o segurou pela mão e piscou para mim antes de carregar o Min pelo corredor e eu fiquei seguindo eles com o olhar, era fofo demais.

- Não sabia que gostava de crianças. Jin perguntou me fazendo encara-lo.

- Ah, nem eu sabia. Voltei a comer, os dois cozinham muito bem e eu estava com fome. SeokJin ficou me encarando enquanto eu comia, era constrangedor. - Porque não me falou sobre seus amigos? Finalmente perguntei.

- Porque falar que eu te entendia e que sabia o que estava passando, não ia aliviar sua dor, não é o que você queria ouvir, você queria ouvir que tinha que matar o assassino, tudo que não fosse isso não te agradava. Estou errado?

- Não, mas você não quis se vingar, não quis fazer com eles o que fizeram com seus amigos? Eu tinha tanta raiva do Ramires que meu sangue fervia só em pensar nele.

- Eu fiz muito pior do que eles fizeram com meus amigos. Eu cacei um por um, fiz eles implorarem para viver, enquanto eu ordenava que eles continuassem olhando para os meus olhos, porque seria a última coisa que eles veriam antes de morrer. SeokJin estava sério, olhando de fora era até assustador e mais uma vez eu estava surpreso. - Sabe o que isso me resultou?

- Não, mas você se sentiu vingado?

- Me senti, me senti pior do que eles, passei noites inteiras acordado porque eu tinha pesadelos e meus amigos não voltaram, você vive para aquilo e depois acaba, eu tive sorte de ter a MiMi e o Yoongi aqui, porque provavelmente eu não aguentaria viver. Jin tinha lágrimas nos olhos, aquilo era um aviso para mim, no entanto naquele momento eu ainda queria matar aquele colombiano filho da puta.

Eu o ajudei a lavar a louça, havia um silêncio depois daquelas palavras, Jin me impressionava nos mínimos detalhes, era bonito até lavando louça, eu estava muito ferrado, porque ali secando a louça eu fiquei em transe por ele, sequer eu conseguia piscar.

- Bonequeninha? Bonequeninha? Ele me chamou sorrindo me tirando do meu delírio repentino.

- Desculpa, acho que é cansaço. Sorri constrangido e pigarreei.

- Você quer que eu te leve em casa, ou ainda tem medo que eu saiba onde mora?

- Não tenho medo de você, só que minha família é estranha. E era mesmo, minha avó tinha quase noventa anos e já estava delirando, meus pais estavam em Las Vegas e mesmo quando eu morava lá quase não os visitava, meus tios só não falam mais alto por que a voz não aguentava e minhas primas, bom elas parecem prostitutas de beira de esquina.

- Mais estranho do que dois homens criando uma menina, na Coreia do Sul? Ele sorriu.

- Isso não é estranho, não para mim, mas acredite minha família é estranha. Sorri e deixei o pano de prato que eu segurava sobre a pia.

Quando eu estava em Las Vegas, muitas pessoas me paravam na rua ou deixavam cartas para mim, jornais evangelisticos, acredito que para essas pessoas qualquer pessoa era um enorme pecador e precisávamos urgentemente nos arrepender para não irmos para o inferno, como policial isso só aumentava. " Você nunca sabe quando vai morrer, imagina se morre sem Jesus", uma senhora muito simpática e sorridente me falou, sinceramente nunca me importei com isso, Will gostava e se importava, na maioria das vezes carregava um crucifixo consigo, no entanto aquela mesmo senhora alegre me disso algo que não parecia me fazer sentido, eu não sei se é da Bíblia, do alcorão ou de onde ela retirou essas palavras mas ela me disse : " De tudo o que você deve guardar, guarda o teu coração, por que dele procedem a fonte da vida", essa pequena mensagem ficou gravada em minha cabeça e ali sentado na sala de SeokJin esperando ele me servir uma torta de bolacha foi que isso fez sentido e por mais que ele não conhecesse essas palavras na época, a regra número sete era para evitar justamente o que aconteceu.

Jin serviu a torta para nós dois, sentou-se no outro sofá a minha frente, logo Yoongi apareceu e suspirou aliviado por que a filha finalmente tinha dormido, (acho que isso pode ser considerado um ponto para mim), seguiu até a cozinha e também serviu a torta para si, quando voltou para a sala, ele sentou-se no colo do companheiro, sim era seu companheiro e eu sabia disso, só não sabia que aquele gesto comum mexeria comigo e fosse me deixar desconfortável.

Eles pareceram não se importar com minha presença e sinceramente eu queria falar ao mais velho " você sabia que seu companheiro queria transar com o médico da sua filha", eu seria idiota se fizesse isso, então não fiz, apenas fiquei tentando disfarçar algo que eu sequer sabia o que era. Min Yoongi não conseguiu sua transa com Taehyung e SeokJin era quem o aliviava, ficou todo manhoso no colo alheio, com sorrisinhos e brincadeiras internas, se alguém tivesse filmado teriam visto minha cara de tédio e eu revirar os olhos em pura frustração.

Eu tinha que ter guardado o meu coração como aquela senhora tinha me dito, tinha que ter evitado todas as vezes em que eu simpatizava com meu chefe, eu deveria ter levado a sério a sétima regra dele, por que naquela sala, passando a língua dentro da boca e pressionando meu maxilar, hoje eu admito isso, mas naquela época nem em pensamentos, eu estava com ciúmes e isso só tenderia a piorar e é aí que tudo desmorona.

Continuamos o plano para descobrir quem era realmente o responsável pela drogas que entravam em Seul e em outras partes da Coréia.

Hoseok me convidou para o Cassino, então eu já podia circular por lá tranquilamente e acho que esqueci de mencionar, mas eu tive sorte ao perguntar para aquela garçonete sobre o Reina, ela e Kevin também eram policiais.

- Jungkook jogue, se você perder eu pago! Hoseok sorriu, enquanto segurava alguns dados.

- Hoje eu só quero observar. Sorri, eu queria que ele me levasse para o escritório que me falasse sobre o tráfico de uma vez, foi aí que eu percebi que ele era lento e eu teria que ter paciência.

- Hey SeokJin! Ele gritou, acenando a mão quando viu o arroxeado passar com uma bandeja de bebidas nas mãos, ele apenas assentiu e sorriu de longe mesmo.

- Não sabia que tinha amizade com valetes. Fingi uma arrogância.

- Ah ele é diferente, Taehyung é médico da filha dele, um amor de criança, você deveria conhecer, sem contar que ele é muito engraçado. O Jung falava alegre do seu mais novo amigo. - E vamos combinar, muito bonito. Revelou como se me contasse um segredo e piscou para mim.

- Está interessado no valete? Falei sério e sentindo meu coração quase fugir da caixa torácica.

- Ah vamos Jungkook, não se faça de bobo, não me importo com a classe social das pessoas, ainda mais se forem bonitas daquele jeito, meu Deus Yoongi é que tem sorte, eu já achava ele bonito antes e depois de vê-lo de perto numa luz mais clara...Ele falou mordendo os lábios seguindo com os olhos SeokJin circular pelo cassino.

- Yoongi? Fiz uma expressão confusa.

- Marido dele, só não comeu Taehyung na sala, porque estávamos lá. Ele riu e me encarou, eu realmente não estava acostumado a tanta modernidade. - Você não é homofóbico é? Perguntou sério.

- Claro que não! Falei rápido.

- Namjoon é um filha da puta do caralho!

- Namjoon? Era um nome novo para mim, segui o olhar dele tentando descobrir quem era.

- É o seguinte ele é dono de uma casa de Swing, sabe o que é isso né!?

- Sim, eu sei. Aquele assunto me interessava.

- Presto alguns trabalhos para ele, mas isso não vem ao caso, aquele idiota está com as mãos no ombro do valete. É mais rápido que eu. Suspirou frustado.

Meus olhos viram o homem loiro, obviamente falsificado, alto, com a mão no ombro de SeokJin, sorrindo de lado o encarando, eu paralisei, nem eu como colega de trabalho, tinha encostado naqueles ombros, aquilo não era justo.

- Gostou do Namjoon ou do Valete? Hoseok cochichou no meu ouvido.

- Os dois são bonitos. Pigarreei.

- Não seja guloso, deixe um para mim ou podemos ir na casa de Swing, aí ninguém é de ninguém! Hoseok sorriu malicioso e jogou os dados na roleta.

- Essa eu passo. Forcei um sorriso.

- Que pena, você ia conhecer o Park, é uma delícia, infelizmente é propriedade particular do Namjoon e sem contar que é outro filha da puta! Hoseok pareceu bravo ao lembrar do tal Park.

- Propriedade particular? Filho da puta? Fiquei o encarando esperando uma resposta.

- Olha aqui Jungkook se você contar isso pra alguém, eu mesmo mato você, com minhas próprias mãos entendeu? Ele falou sério.

- Não quero morrer. Eu sorri nervoso.

- Park é dançarino, tem uma cara de anjo quando quer, mas é pior do que o Namjoon e o dono desse cassino juntos, ele sabe ser muito cruel quando quer, então se chegar a conhecê-lo, cuidado. Ele me avisou.

- Não sei quem é Park, Namjoon só estou vendo agora e não faço a mínima ideia de quem é o dono desse cassino. Levantei os ombros lhe falando o óbvio, ele juntou os dados da roleta, mas não desviou o olhar de mim, assoprou os dados e sorriu antes de jogá-los novamente.

- Jungkook... eu também não sei quem é o dono desse cassino, eu só conheço quem controla ele, mas o dono mesmo, ninguém nunca nem viu, você não acha que ele se arriscaria vindo até aqui. Ele sorriu em tom de deboche. - Não seja bobinho a essa ponto.

- Mas você disse que o dono e Namjoon, não são piores do que esse tal Park! Falei mostrando minha curiosidade e tentando não ser muito invasivo.

- As ordens dele são cruéis, Park executa, então para mim é pior do que quem manda fazer. Mas agora me deixe jogar, outra hora te conto sobre todo esse mundo aqui. Ele piscou, ainda com seu ar de sorriso no rosto.

Fiquei muito pensativo sobre tudo o que me contou, fiquei ainda mais curioso e minha cabeça passou a dar voltar, como se aguçasse um sexto sentido, como um cubo mágico eu ia montando cada cor na minha cabeça e no final eu tinha SeokJin, o "Reina de Corazones", ele tinha olhos por todo o cassino, era da polícia, aquele Namjoon pareceu ter intimidade, descobriu algo muito rápido sobre Hoseok e estava fora de qualquer suspeita, era um policial. Inventei a Hoseok que precisava ir ao banheiro, caminhei com sangue nos olhos, com tanta raiva que eu queria estrangular SeokJin, o encontrei no caminho e o puxei pelo braço praticamente o arrastando até sua sala e o joguei contra a cadeira, com tanta força que ele não conseguiu evitar a expressão de dor.

- Você é um filho da puta do caralho, é isso que você é. Eu nem sei porque eu estava chorando, chutei a cadeira e ele se encolheu, me encarava confuso.

- Mas que porra é essa Jungkook? Ele perguntou quando eu soquei a porta e fiquei de cabeça baixa tentando conter minha raiva.

- Você manda na droga desse lugar, isso explica muita coisa, explica você ter acesso às câmeras, explica saber sobre o Hoseok e ainda estava abraçado aquele Namjoon! Você é da polícia ninguem suspeitaria, era tão óbvio, como eu sou burro! Eu estava quase gritando novamente, meu peito subia e descia porque minha respiração estava pesada.

- É você é muito burro mesmo, porque se eu fosse o dono desse lugar eu mandaria matar você agora mesmo, aliás teria matado quando você chegou, porque só sendo mais burro do que você, pra levar um policial para dentro da minha casa e conhecer a minha família, olha só eu sou um mestre do crime. Ele falava debochado, levantou, estava visivelmente irritado, e eu me engoli, ele estava certo, sempre estava. - Você é um idiota Jungkook se realmente achou que eu mandava na merda desse lugar, agora deixa eu te explicar uma coisa, essa sala é da segurança, eu sou valete aqui, tenho acesso como qualquer outro valete, mas por eu ser irritante demais, só eu fico nessa porcaria de sala. E quando você encontrar o verdadeiro dono desse lugar, se for fazer isso, já encomende seu caixão agora. Ele falou firme, me olhando profundamente nós olhos.

- Como você explica o Namjoon? Hoseok disse que ele é dono de uma casa de Swing e falou sobre um tal de Park. Falei mais calmo, envergonhado.

- Namjoon costuma vir aqui, ele dá em cima de mim desde quando eu cheguei aqui, Park veio algumas vezes, não sei exatamente fazer o que já que ele nunca joga e nem bebe.

- Me desculpa, eu...eu sinto muito. Bufei de raiva comigo mesmo, eu nunca tinha agido no impulso daquela maneira, nunca tinha me descontrolado.

- Cala essa boca e faz massagem nos meus ombros, você me machucou sabia. Ele sentou e estralou o pescoço, eu pensei que era brincadeira, por que não era meu trabalho fazer massagem nele e ele sequer tinha batido os ombros. - Vamos bonequinha, antes que o Jung de falta de você. Deu um tapinha nos próprios ombros.

- Eu não vou fazer massagem no seu ombro, nem em lugar nenhum. Eu ri soprado.

- Bonequinha você me magoou muito é a segunda vez que insinua que eu sou corrupto. Ele falava manhoso com uma expressão totalmente falsa de tristeza.

- Disse que eu comer capim pela raiz. Debochei.

- É eu cometi um erro, não posso matar você, como eu explicaria para Mimi onde está a bonequinha do papai. Sorriu malicioso e na raiva apertei seus ombros o fazendo gemer e deitar a cabeça pra trás, foi um erro gigantesco, porque não era bom ouvir ele gemendo, não naquelas circunstâncias, eu não sabia o que estava acontecendo comigo, mas quanto mais eu apertava seus ombros, mas meu corpo respondia de uma maneira estranha, eu estava no maior tesão e meu corpo inteiro se arrepiou e isso que eu nem estava tocando sua pele, eu praticamente sai correndo quando minha calça mostrou um volume que não deveria, eu estava sendo muito ridículo.

Sai o espraguejando e puxando minha calça de couro preta pra disfarçar, a minha sorte foi a camiseta preta longa que me cobria, ao contrário de Yoongi eu não tinha ninguém para me aliviar e ao contrário de Seokjin eu não era um bom jogador.


Notas Finais


Fiz um mimo, não sou muito boa em Edit mas tentei, espero que gostem.

https://youtu.be/VId3hOLj6I8


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