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História Reinado - Chaelisa - Capítulo 4


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Notas do Autor


Ontem não postei capítulos, minha internet estava uma merda. Em compensação, postarei dois capítulos hoje.

Boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo 3 - É isso que você quer?


Fanfic / Fanfiction Reinado - Chaelisa - Capítulo 4 - Capítulo 3 - É isso que você quer?

─ Veja Rosé, tudo isso... tudo isso que está vendo, passou de geração em geração até chegar em minhas mãos. Do meu tataravô ao meu avô e ao meu pai e agora a mim, e um dia tudo isso será seu. E eu espero que você possa continuar isso, continuar o legado do nosso reino algum dia. 
  
    Nesse dia o sol estava se pondo, papai e eu costumávamos assistir ao sol se por todos os dias, juntos, da varanda do castelo. Naquele dia, papai pareceu ter escolhido o dia certo para me dizer essas palavras, ele me olhou por mais alguns segundos antes de desviar o olhar para o sol novamente. 

─ Como saberá que eu serei uma boa rainha? ─ Encarei o chão.

    Papai se aproximou e se abaixou ficando do meu tamanho, ele erguiu o meu queixo e me encarou nos olhos, brilhavam bastante, seus olhos caramelizados ficavam ainda mais bonitos a luz do sol. 

─ Saberá. Sabe, você será uma boa rainha, está no seu sangue. 

─ Você acha, papai? ─ Perguntei.

─ Eu tenho certeza. ─ Ele sorrio e mexeu no meu cabelo, o deixando bagunçados. ─ Vamos entrar, está começando a anoitecer, venha ─ Ele me pegou no colo e me levou para dentro. 

     Eu sinto tanta a sua falta papai

   Pensei enquanto encarava o teto decorado do quarto com flores e rendados coloridos, na qual deixavam o quarto ainda mais elegante. 

─ Licença estou entrando. ─ Anunciou Jennie assim que entrou. ─ Tem algum tempo pra mim? 

─ Claro, sempre. Venha aqui ─ Me ajeitei na cama. ─ O que faz acordada numa hora dessas? ─ Jennie se aproximou e eu a envolvi em um abraço. 

─ Não consigo dormir. ─ Ela apoiou sua cabeça em meu peito, aproveitando a maravilhosa sensação da minha mão passando e afundando suavemente entre suas madeixas castanhas. 

─ Está acotumanda a dormir com as histórias do papai, não é? ─ Ela acentiu. 

─ Sinto falta dele, e da mamãe. Sinto falta deles aqui, com a gente. 

─ Eu também sinto a falta deles, mas sabe, papai me disse uma vez que as pessoas jamais deixarão de partir, de estarem aqui conosco, se ainda existirem pessoas para lembrarem delas.─ Ela  levantou um pouco a cabeça, Jennie parecia ter diminuído. Seu olhar era o mesmo de quando criança.

─ Me conte uma história, Rosie. ─ Pediu. 

─ Muito bem, eu posso fazer isso.  ─ A cobri com o edredom ─ Era uma vez, um pobre lenhado, pai do João e da Maria, vivia numa casa, perto de uma grande floresta. Certa ocasião, uma grande crise veio sobre o país e a situação do lenhador ficou muito ruim. Não conseguia alimentos para os filhos e com isso já não conseguia dormia durante a noite. A madrasta sugeriu, então, que os filhos fossem levados para o interior da floresta, onde seriam abandonados. O pai não gostou muito da ideia, mas acabou por concordar. Lá foram os 3 floresta a dentro. João, que tinha escutado a conversa, juntou pedrinhas de cascalho que foi deixando cair pelo caminho para que pudesse encontrar o caminho de regresso

  "No meio da floresta, o pai lá acendeu uma fogueira para aquecer os meninos. O pai disse que iria cortar lenha na floresta, mas voltou para casa. Como o pai nunca mais chegava, João e Maria resolveram voltar para a casa. Foi só seguirem o caminho das pedras. Quando chegaram a casa, o pai alegrou imenso, a madrasta, porém, não gostou do regresso deles. Algum tempo mais tarde, a miséria assolou ainda mais o país. A mulher voltou a queixar-se ao marido:

- Não temos comida suficiente. Precisamos de levar estas crianças para um lugar ainda mais distante. 
    
O pai ficou muito triste, mas acabou por deixar-se convencer pela mulher. João ouviu novamente a conversa e resolveu ir juntar algumas pedrinhas novamente, mas, desta vez, a madrasta tinha trancado a porta do quarto dos dois. Na manhã seguinte, foram todos a uma floresta bem distante. Desta vez, João foi deitando pedaços de pão para marcar o caminho de regresso. As crianças, desta vez, foram abandonadas num lugar bem mais longe de casa. Quando resolveram voltar, João não conseguiu encontrar os pedaços de pão que tinha deixado cair ao longo do caminho. Os passarinhos tinham comido tudo. Durante três dias e três noites, os dois andaram perdidos pela floresta. De repente, encontraram uma casinha feita de pão e bolo. Como estavam com muita fome, comeram um pedaço da casa. Enquanto comiam, saiu de dentro da casa uma velha de bengala que os convidou a entrar, fingindo-se de boazinha, mas ela não passava de uma bruxa malvada. Quando entraram na casa, a bruxa prendeu o João. Alimentava-o bem para ficar gordo e poder comê-lo depois. João, sabendo qual era a intenção da bruxa, mostrava-lhe sempre um pedaço de osso quando ela vinha examinar o seu dedo. A bruxa não percebia, porque era meio cega. Um dia, a paciência da bruxa esgotou-se e ela pediu a Maria que acendesse o forno para que pudesse comer o João, mesmo magro. Maria triste, teve que lhe obedecer. Quando a bruxa se aproximou do forno, Maria empurrou-a lá para dentro. Os dois, agora, estavam livres. João colocou as jóias e a comida da casa num cesto e saíram em busca da casa dos pais. Depois de vários dias de procura, acabaram por encontrar a casa. Os pais receberam-nos com muita alegria. Estavam muito arrependidos por os terem abandonado aos dois."

─ É uma... u-ma ótima... historia ─ Jennie disse antea de pegar no sono. 

─ Boa noite Jen. 

(...)

─ Achei que fosse o momento perfeito para mostrar que temos uma aliança com Lindewic. Muitos representantes de outros reinos estarão presentes no casamento de meu filho com Roseanne. ─ Disse Magnorio.

─ Ouvir dizerem que muitas alianças a um reino, significa que o rei está fraco. ─ O general sentado ao lado de Magnorio comentou. 

─ Sério? Então por que estamos vendendo minha sobrinha a Lindewic? 

─ Esthefan! ─ Repreendeu.

─ Desculpe mamãe, não sinta-se ofendido Magnorio. Mas sabe muito bem o motivo pela qual minha sobrinha se casará com seu filho. 

─ Tinha que ser assim! Precisávamos nos fortalecer, sei que não era isso que Estevam e Adelinne queriam, mas se não nos juntarmos, a Inglaterra se revoltará contra nós. 

  Esthefan se levantou jogando sua taça de alumínio no chão, deixando ali alguns respingos de vinho. 

─ Está mais preocupado com a merda do seu reino do que com a felicidade do seu próprio filho. E tudo isso por que te gerará mais lucro do que apenas com as navegações na Espanha. 

─ Esthefan, se acalme! ─ Rosália se intrometeu na frente do filho. 

─ Seu pregredino de merda, são as minhas negociações com a Espanha que salvará esse reino de horrível classe baixa, seu miserável! 

─ Magnorio, por favor! 

─ Roseanne tem um país e um extraordinário exércitos, caso precise! Com licença. ─ Esthefan saiu ignorando os comentários de Magnorio e seus seguidores sendo seguindo pelos olhares de Rosália até que deixasse a sala por completo. 

─ Tio, está acontecendo algo? ─ Perguntei.

─ Rosé, esperava que estive dormindo. ─ Ele pôs as mãos na cintura. ─ Venha Roseanne, precisamos conversar. ─ Titio voltou a andar, entramos em uma sala reservada entre os corredores. ─ Me diga, é isso que você quer? 

─ Pergunta sobre me casar ou governar, assumir o reino? 

─ Se casar... Filha, não precisa se casar tão rápido assim se não quiser. 

─ Meu reino depende disso... O nosso povo depende disso. Não posso pensar apenas em mim, é egoísmo. ─ Solto um suspiro. 

─ É o que você quer? ─ Ele me encarou. 

─ É o que todos querem...

─ Mas é o que você quer? ─ Perguntou dando ênfase no Você. 

─ Não tenho certeza. Mas sinto que não posso tomar está decisão, sinto que não é o certo a se fazer. 

─ Sua vó me contou que hoje mais cedo, queria ouvidos, que te escutassem. É uma ótima oportunidade, você não se casará se não quiser. Sabe que tem esse direito, há outros meios de salvar esse reino. 

─ Obrigada tio, mais sabe muito bem que se tivesse outra opção, papai não teria embarcado. Sei que quer que eu faça tudo o que eu quero, tudo que condiz com meus sentimentos e que é pra mim seguir o caminho do coração, mas Diocese conta comigo, e eu sou a última esperança que eles tem. ─ Me aproximei e dei um abraço em titio. ─ Boa noite, tio. 

─ Boa noite, Rosé. 

    Oh Deus, espero que Roseanne consiga salvar esse povo sem abrir mão da sua felicidade....

─ Antes eu, do que o meu povo. ─ Mumurei. 



Notas Finais


A fanfic será revisada todos os fins de semana.

Espero que estejam gostando da fanfic :)

Até a próxima!
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