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História Reino Paradis - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa fanfic é um imagine, para se imaginar como rainha de Paradis e imaginar Levi como seu rei, ou seja, o foco não será completamente o romance! Levem em consideração também que isso é um universo alternativo do que acontece no anime, aqui não existe titãs e não se têm muralhas, todos os acontecimentos são bem pés no chão, espero que gostem.

Capítulo 1 - 00: Prólogo


Fanfic / Fanfiction Reino Paradis - Capítulo 1 - 00: Prólogo

Leia as notas iniciais


Nem tudo parecia tão perdido para eles, mas eu faria questão de deixar completamente tudo; em pedaços. Meu humor não mudava para algo sereno ou calmo, estava com imagens de parte da minha guarda sendo estraçalhada pelo reino rival, fora um ataque sujo, fomos pegos desprevenidos. O que deixa-me intensamente a favor da execução, eu era mais forte, acima de todos, dona do inferno, quem me impediria de não apenas devolver na mesma moeda, mas claro, foder com todos eles, sem deixar restos?

Eu era a porra da rainha.

Meus punhos cerraram-se com força, deixando a taça de vinho em estilhaços, perfurando minha pele. Uma careta se apossou em meu rosto, não pela dor, pela sujeira, além de vidro, os líquidos de vinho e sangue se mesclavam na minha mão e no meu chão, antes extremamente impecável, um erro meu. Sujeira me irritava, então cadidataria algum subordinado para limpar o local.

— És masoquista? – Meu marido, perguntou se aproximando lentamente, parecia que me via como uma predadora. Ele tinha conhecimento do meu humor, sabia o motivo do meu ódio.

— Se refere a minha mão? Foi um ato impulsivo, sabe, eu não sou você.

— Claro, gostaria de faze-la lembrar que quem pedia por uns tapas, não era eu, vossa majestade – lubrifiquei meus lábios, o olhando com uma expressão neutra, impassível.

— Sim, porque era eu. Eu peço por uns tapas, meu rei... Mas quem pede para ser pisado, com meus saltos finos, quase que perfurando sua pele como uma agulha faria? Podemos refrescar sua mente também. – Levi riu, ato raro. Um sorriso me escapou, estava em puro ódio poucos minutos atrás e agora estava eu debochando.

Ele me alegrava, de qualquer forma.

— Nada nos impede – me virei para os portões, Levi se pôs por trás, envolvendo minha cintura. — Minha rainha se preocupa com o ataque? – Fiz careta, soprando uma risada banhada em deboche.

— Com qual rainha pensa que está falando? Sua falta de altura afetou o tamanho do seu cérebro? – Levi beijou minha nuca, pouco se importando com a ofensa. — Eu já tenho um plano, os bastardos irão pagar.

— Eu sei, eles mexeram com o diabo, ninguém sairá ileso, tenho certeza.

— Aposte nisso, você irá ganhar. – Retirei seus braços do meu corpo, me colocando de frente a si. — Levi, qual a sua opinião? É o rei, não se esqueça.

— Eu confio na rainha, use meu plano como o B – sorri, cantarolando baixinho. — Gosto quando controla.

— Não se aproveite da situação para aliviar seu fetiche estranho, querido – ele lubrificou os lábios, me olhando, quase como me provocando.

— Estou falando sério, eu entro em ação caso algo dê errado, mas sabe, é impossível – sorri, fazendo-o imitar o ato.

— Não eleve tanto o meu ego, talvez eu me torne uma narcisista de um jeito insuportável – acariciei o seu rosto com a mão que não estava machucada. — Você já foi olhar como estão nossas tropas? Foi uma perda severa, sei que todos da guarda se viam como família, perder metade daqueles que amavam, provavelmente os deixaram obviamente em luto.

— Sim, todos estão cabisbaixos, muitos exalando seus instintos de vingança. Mesmo em luto, todos eles confiam em suas majestades, estão esperando um ato nosso – respirei fundo, assentindo.

— Claro, vamos os reunir, daremos o luto, e esperança de vingança. Deixaremos a promessa de dar sentido a morte daqueles que nos eram fiel – Levi confirmou.

— Se troque e cuide de seu ferimento, faremos um velório para todos então. Está de acordo?

— Sim, eles merecem.

                                  👑

— Sasha? Querida, me faz um favor? – encontrei minha subordinada no caminho do trono. Já estava vestida adequadamente para um velório, assim como Braus.

— Majestade, claro – ela reverenciou rapidamente.

— Procure o comandante Erwin, ele estará do lado de suas majestades no momento do enterro, poderia o avisar?

— Com toda certeza – Sasha afirmou, sem se mover, o que me levou a crer que ainda tinha algo a acrescentar. — Senhora? Queria lhe agradecer pelo que está fazendo. Podia apenas não se importar, mas ao invés está dando sentido para aqueles que morreram, um ato digno e lindo.

— Sasha... Todos aqui se vêem como família, estou incluída nisso, também lamento pela morte deles. Todos aqui estão em luto, não devemos abaixar nossa cabeça e aceitar isso, eles entregaram seus corações até o final de suas vidas, é admirável – uma expressão radiante se passou pelo rosto de minha subordina; e amiga.

— Agradeço pela esperança, se algum dia chegar a minha hora, espero morrer entregando meu coração assim como eles.

— Claro, uma morte digna, mas prefiro que não pense nisso, não sei o que faria sem você – suas bochechas ganharam uma coloração vermelha.

— Tudo bem! Vou a procura do comandante, permissão para me retirar, senhora?

— Sabe, não precisa disso, o Levi coloca muita pressão em vocês... Permissão concedida! – Ela sorriu, indo para o caminho oposto do meu.

Suspirei, estava emocionalmente cansada, e aquilo estava afetando-me em diversos pontos. Mas precisava ser forte, para os meus súditos e cadetes da guarda real. Caminhei até chegar no trono, Levi já estava lá, todo de preto, distraído com uma xícara de chá.

— Então? – Perguntei, fazendo o rei me olhar, surpreso e curioso.

— Então o que? – Bufei.

— Não é nada – nem sabia o motivo de minha pergunta, sinceramente. — Estou ansiosa, não sei o que discursar.

— Faça como sempre, é mais natural quando não se cria um enredo. — Suspirei, ele estava certo. Os meus melhores discursos viam sempre quando não havia nada planjeado.

— Quem primeiro?

— O que preferir – o olhei irritada.

— Se estou perguntando, é para o senhor decidir – Levi riu.

— Que tal decidirmos de uma maneira adulta, então?

Nos preparamos com as mãos, para começar um jogo que estamos familiarizados.

— Jo... ken... po! Eu – ganhei. Levi deixou a xícara no encosto de seu trono, caminhando até se encontrar comigo, tão perto para beijar minha testa.

— Você está assim pelo luto, amor. Daremos a volta por cima, eu prometo – ele beijou minha bochecha. — Confio em você, o reino inteiro também.

— Eu sei, eu vou superar todas as expectativas – Levi sorriu, beijando meu pescoço. — Sabe, seria errado se fizermos algo indevido hoje, estamos de luto.

— Sim e por isso precisamos de consolo, e o que seria melhor do que meu corpo colado no seu para isso? – Dei um leve tapa em seu ombro, o olhando em indignação.

— Vossas Majestades? A carruagem está pronta – eu e Levi assentimos.

— Vamos? – concordei.

                                 👑

Respirei fundo.

Estava em uma espécie de palco, de frente para milhares de soldados e povos do meu reino. Ao meu lado direito, estava o rei; Levi Ackerman, meu marido. Do esquerdo se encontrava Erwin Smith, comandante da minha guarda real. Todos presentes no local, vestidos formalmente para um enterro, inclusive eu. Ver eu e todos de Paradis; meu reino, nessa situação, fez o ódio interno presente em mim se incendiar. Vê-los sofrendo por culpa do meu rival.

— Minha rainha, todos esperam pelo seu discurso – Levi falou, com a voz mansa. O olhei, antes de me aproximar para começar a discursar.

Não tinha nada em mente.

— Meu povo, tropas da guarda real de Paradis, meu reino, nosso reino! Gostaria de passar consolo para todos presentes, um por um, mas não tenho nada a oferecer além de palavras no momento atual – todos eles atentos, em silêncio na presença de sua rainha. Sabia da situação de cada coração ali, precisava de algo para deixa-los em chamas. — Iremos planejar, porque lutaremos, não passarei informações além, mas confiem em suas majestades, inclusive em seu comandante. O que posso garantir para vocês: a morte daqueles que lutaram e entregaram seus corações até o fim não foram em vão! – Pude ver expressões fervorosas, todos tão quebrados. — Estamos em luto, em um velório, para permitir a alma daqueles que lutaram até o fim irem em paz, com a certeza de que não foi sem sentido. Quero liberar a esperança, meu povo, Eldianos! Teremos a vingança, vingaremos a todos e nós venceremos, iremos declarar guerra! É o que meu reino quer? – Todos gritaram, mostrando-se a favor, muitos emocionados. — Pois então, esperaremos o momento passar, o luto. Todos aqui merecem isso, levaremos esse tempo para nos organizar. Lutem! Até o fim, ofereçam seus corações!

— Soldados! Entreguem seus corações! – ouvi Erwin gritar ao meu lado, no mesmo instante todos colocaram seus punhos em seus peitos. Inclusive, o comandante, eu e Levi.

Me afastei aproximando-me de Erwin, vendo meu marido tomar meu espaço. O rei fora breve em seu discurso, mas fora tão impactador quanto o meu. Todos ali... Talvez conseguimos aquecer os corações deles.

— [...] Peço silêncio absoluto em homenagem a morte de metade da tropa de exploração da guarda real! – Levi falara com a voz forte, pegando uma flor e jogando-a na terra, mais cedo fora plantado algumas árvores ali, uma maneira de lembrança.

Todos ali imitaram seu ato.

Suspirei, todos em silêncio, ouvindo-se respirações pesadas, choros abafados. Ali descobri que meu reino havia morrido junto com todos que se foram. Só superariam esse momento depois de dar sentido para os seus que partiram. Eu farei questão de dar isso a eles.


Notas Finais


Estou me baseando no contexto da guerra de Shingeki para fazer a da fanfic, mas não li o mangá, então não esperem que seja fiel a ele.

Espero que tenham gostado, não tenho previsão para postar os capítulos, mas tentarei me organizar. Sou estudante, então não será fácil, mas farei o meu melhor. Até o próximo! ♡


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