História Reinos - Tudo que é seu por direito. - Capítulo 5


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Categorias Girls' Generation, K.A.R.D, Mamamoo
Personagens B.M, Hwasa, Hyoyeon, Jessica, Moonbyul, Seohyun, Somin, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Hwasa, Hyoyeon, Jessica, Kard, Mamamoo, Matthew, Moonbyul, Seohyun, Snsd, Somin, Sooyoung, Sunny, Taeny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Visualizações 46
Palavras 5.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, LGBT, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gostaria apenas de dizer que agora sim a história começou. Reinos é muito mais do que uma história sobre reinos, espero que tenham isso em mente desde já e consigam entender o pq do ritmo lento da história. Cada detalhe importa.

Capítulo 5 - Não, vossa alteza, estão sendo caçados...


Fanfic / Fanfiction Reinos - Tudo que é seu por direito. - Capítulo 5 - Não, vossa alteza, estão sendo caçados...

○○○

“Eu sei que senhorita Jéssica estava com vossa alteza assim que entrou por nossos portões, eu fiquei a observando de longe. Sou o único que sabe disso, mas se os outros descobrirem vão querer que ela lute na arena, o ritual...” Ele falou em baixo tom, não queria fazer alarde e até mesmo poderíamos dizer que sorria. Sua feição despreocupada fazia com que todos os outros nem ao menos se preocupassem em olhar para nossa direção.

Mas por ele falar conosco antes de qualquer outra coisa demonstrava muito da sua lealdade por Tiffany e isso era no mínimo satisfatório.

Comecei a pensar no que deveria ser feito, mas no fim das contas era uma tradição local.

Inclusive eu que sou rainha tive que passar por ele e o que impediria dos outros terem que passar também?! “Bem, podemos providenciar um combate se for necessário, mas ela é de confiança, não precisa se preocupar...” Tiffany olhava atentamente para mim e Matthew fazia o mesmo e ambos estavam prestando total atenção ao que eu falava. “... Se estou aqui agora, muito se deve a ela.”

Ele aproximou-se levemente de nós e falou. “Eu confio em vossa alteza, mas acho que seria melhor que ela mantivesse sigilo sobre isso, em caso de falta de um combatente ela teria que lutar com um de nossos comandantes do exercito e a primeira da lista é Yuri.”

Tiffany colocou sua mão no ombro dele. Ela se fazia firme em cada palavra e gesto. Se antes existia algum resquício de insegurança no rapaz, ela fez com que esvaísse. Todos confiavam plenamente em sua comandante e isso era um ótimo sinal de que o universo estava me dando a oportunidade perfeita de vencer essa guerra com os aliados corretos  e destinados para tal. “Nenhum deles sentiu o cheiro dela? Nem Hwasa?”

Balançou a cabeça em negativa “Não senhora, ela estava escoltando a rainha Kim. O cheiro dos pulchrans fica impregnado no olfato dos viris e pelo que eu notei ela ficou com seu sentido prejudicado.”.

Tiffany respirou fundo em tom de preocupação, o que me deixou curiosa. “Certo, então deixe dessa forma, como ela é hibrida então ignoraram o cheiro dela. Não quero um combate agora entre os nossos. Entendido?”

“Completamente...” O rapaz sorriu simpático e Tiffany sorriu em conjunto. “Vá comer algo e se divirta um pouco.”

“Com sua licença...” Ele se curvou e voltou até seu lugar na mesa.

Bebi um gole de vinho, minha taça já estava quase vazia e eu até mesmo podia sentir o calor da bebida aquecendo meu corpo. O clima era minimamente agradável e tornava extremamente satisfatório bebê-la.

Esperei por breves segundos, mas ainda me sentia curiosa pela preocupação que Young demonstrou. “Você notou o cheiro dela?”

“Não, eu só consegui sentir o seu...” Falou em meio a um suspiro. “... Precisamos procurar uma maneira de não termos nossos olfatos presos apenas em um cheiro, em casos extremos isso impediria uma caça, perseguição. Qualquer coisa do gênero. Ainda bem que ele nos avisou, não seremos pegas de surpresa.”

Concordei e ela estava certa, agora tínhamos como pensar e nos preparar caso necessário fosse concretizar o ritual, além de questões como o combate em que os viris ficariam em desvantagem pelo olfato, teríamos que resolver isso antes de retornamos ao estado de guerra.  “Ele é bom...”

Tiffany puxou duas cadeiras para perto da enorme janela em que estávamos próximas e se sentou ao mesmo tempo em que fazia um breve gesto para que eu acompanhasse. “Sim. Ele é humano, mas é um dos melhores que temos aqui e ele me faz ter muito repeito pela raça primária.” Ela tinha um tom orgulhoso, realmente o admirava.

Raça primária isso soava de maneira diferente, eu nunca havia escutado esse termo. “Vocês chamam os humanos assim?”

“Bem, sim, eles são o começo de tudo afinal, todos nós temos alguma parcela da raça humana em nosso sangue, mas em toda a história eles fizeram muitas coisas ruins: Nazismo, 1° a 3° guerra mundial, Apartheid, aquecimento global. Nas outras vilas eles são visto como os mais impuros e inúteis, aqui nós os respeitamos...” Ela olhou para janela e apontou para o horizonte, rumo a fronteira. “... Muitos humanos migram pra minha vila anualmente e são números alarmantes...”.

Em meu reino não existia a presença de humanos, até agora. Com toda certeza eu teria que estudá-los e entende-los, mas o fato de poucos os aceitarem era preocupante. O que acontecia com os que não conseguiam chegar até Artanis? “Então eles estão sendo expulsos?”

Tiffany dirigiu seu olhar até mim como se me estudasse. “Não, vossa alteza, estão sendo caçados...”

“Mas por quê? Perdoe a ignorância, mas no meu reino não temos humanos...”

Ela apenas sorriu, era seu gesto singelo para que eu não me preocupasse tanto com isso. “Pois temos de sobra, Matthew é responsável por ensinar os mais novos a se adaptarem melhor entre as outras raças, mas mesmo assim é complicado. Com tantas raças fazendo coisas assombrosas, os humanos acabam se sentindo deslocados e excluídos... Algumas vilas possuem políticas rígidas de anti-humanismo, querem que os humanos sejam dizimados, minha avó era humana e se não fosse pelo meu avô ela teria sido morta por um desses animais... Eles fugiram do norte muito para que meu avô pudesse manter minha avô salva e ela também estava grávida do meu pai na época... Ela que cuidou da vila no começo, meu avô mal pôde nos liderar, morreu em combate. Então temos muito respeito por essa raça e não toleramos esse tipo de racismo.”

Suspirou como se liberasse um fardo da suas costas. “Independente da sua raça se provar seu valor, será respeitado.”

Bebeu um gole da sua bebida e eu a acompanhei bebendo o restante da minha. Estabelecemos um silêncio agradável enquanto apenas observávamos o ambiente e a conversa animada entre os nossos soldados.

Tiffany soltou uma leve risadinha o que acabou chamando minha atenção pra ela. “Ela não para de olhar pra nós, muito ciumenta?”

Tiffany estava se referindo a Jessica, que se mantinha com seu olhar focado em nós duas, como se estivesse apenas esperando um deslize para atacar.

“Bem, sim...” Falei um tanto envergonhada por aquela atitude exagerada da minha companheira. Eu não gostava de misturar as coisas, mas Jessica pouco se importava se eu dividia o trono ou não com outra mulher, ela só se interessava em saber que eu era dela e não dividiria com mais ninguém.

Ainda sorrindo Tiffany voltou o olhar para Jessica como se medisse forças com ela. “Eu não julgo, vossa alteza é realmente uma mulher linda.” Se Jessica não estivesse tão distante eu facilmente diria que ela estava falando aquilo para ela e não para mim, parecia mais uma provocação do que elogio.

Jessica continuava olhando para nós e eu pude notar em relance que Bora levantou sua taça para nossa direção e Tiffany repetiu o gesto com um largo sorriso no rosto. Aquilo me intrigou. “Pelo visto está interessada em Bora.”

“Ela é engraçada.” Disse simplesmente, deu mais um gole na sua bebida e eu por curiosidade perguntei... “Você está bebendo o que?”

“Suco.”

“Suco?” Perguntei confusa e ela parecia mais confusa ainda. “Algum problema?”

“Pensei que estivesse bebendo vinho...” Expliquei e ela dessa vez pareceu entender. “Ah, não é bem visto os líderes bebendo álcool, apenas bebemos em ocasiões especiais.”

“Isso é diferente...” Me veio em mente todas às inúmeras vezes que vi meus pais e os outros líderes de alto escalão bebendo até esquecer o nome. Isso em basicamente todas as oportunidades possíveis.  Minha mãe reclamava das ressacas, mas era o que eles sempre falavam, nada que se trancar no escritório e resolver as inúmeras pendências não resolva.

“É uma tradição, a temos desde a época dos meus avós e gostamos de mantê-la.” Tiffany apesar do mau humor inicial e da atitude infantil, é visivelmente bem educada.

“Então não irei beber também...” Coloquei minha taça de canto, mal tinha alguma coisa dentro dela, mas eu não iria beber o pouco que tinha mesmo assim.

“Não se preocupe, meu povo não irá te julgar, vocês não são originais daqui.” Falou tentando fazer com que eu voltasse atrás e me preocupasse menos com a tradição, mas agora aquele povo, aquelas tradições, também serão minhas a partir de agora. Não posso dizer pelos outros que vieram comigo, mas posso garantir por mim. “Mas eu quero que saibam que eu respeito suas tradições, e não é bem um problema eu deixar de beber uma taça de vinho.”

“Bem...” Tiffany se deu por vencida, não tinha muito que falar sobre minha decisão. “... Como preferir. O que faremos agora?”

“Precisamos discutir sobre o posicionamento de combate e quero ir com todos até a escola de vocês, estão tendo aula hoje?” Eu acho que de longe a coisa que mais me chamou atenção naquela vila, além da localização, era a escola. A ideia de ensinar todos e dá oportunidades iguais para todos era genial aos meus olhos.

No meu reino, habitualmente eram contratados os tutores reais. Pessoas capacitadas para ensinar e com autorização real para tal, mas a população tinha que oferecer recursos próprios para tal.

A ideia de uma escola era muito mais agradável a meu ver e quem sabe eu dissipasse a ideia por toda a extensão do meu reino. Mas de qualquer forma, eu teria que ver com meus próprios olhos e quanto antes eu o fizesse, melhor.

“Sim, agora de manhã tivemos que cancelá-las, mas após o almoço temos aula.”

“Entendo, podemos acompanhar?” Perguntei e ela singelamente me deu um sorriso, como sempre. Esse sorriso me tranquilizava e conseguia dizer muito mais do que todas as palavras existentes. Hipnotizante. “Claro, será uma honra recebê-los.”

Levantamos-nos e caminhamos até a mesa onde os outros estavam. “Vamos até a escola de Tiffany...” Pude notar que a maioria estava empolgada com a ideia de sair do palácio e andar pelas novas terras. “... Fora desse palácio às ordens de Tiffany serão prioridade, ouviram?”

“Mas Taeyeon?” Jessica falou em tom alto, o suficiente para que eu tivesse consciência que com toda certeza me irritaria, naquele exato momento eu filtrava todas minhas emoções. Não queria que Tiffany tivesse uma ideia errada de mim ou que os outros tomassem atitudes que me tirasse do sério e me colocassem em maus lençóis, como Jessica acabou de fazer.

Taeyeon? Você está habituada com vossa alteza, mantenha os modos senhorita Jung” falou Hwasa vingativa, ela claramente não deixaria a oportunidade passar. Jessica tentou dá uma de esperta e acabou sendo atacada na mesma moeda. No fim, foi merecido.

Jessica tinha o mau comportamento de achar que era intocável, eu sabia que não poderia dá o privilégio de que ela fizesse o que bem entendesse sem uma punição, pelo menos não mais. “Urggggg...Desculpa, mas porque isso vossa alteza?” Falou Jéssica bufando de raiva com o puxão de orelha de Hwasa.

“Lá fora temos nosso povo, sim, mas o dela também está lá, então deixemos que ela lide com a situação até que tudo esteja normalizado e eles se habituem uns com os outros...” Expliquei e todos pareceram ter concordado com meu ponto de vista e Jessica se deu por vencida.  

“Obrigada pelo voto de confiança, vossa majestade...” Curvou-se para mim, levemente. Eu não achava necessária tal atitude, mas não iria contraria-la agora, era sua forma de agradecer e demonstrar respeito, mesmo que fosse tão rainha quanto eu daquele local.

Voltando a si, ela agora tinha o olhar de líder, de dominação. “... Mas antes de irmos, vocês duas venham aqui.” Falou Tiffany apontando para Yuri e Sooyoung. “Chamem os soldados do grupo de elite, nosso povo não está acostumado com puros sangue e nem Sonittens, quero fazer uma pequena cobertura para evitar alvoroço. Entendido?”

“Sim, quantos homens?” Perguntou Yuri.

“Chamem os dez melhores, por favor.”

Ambas acenaram positivamente e antes de saírem da sala fizeram uma leve reverencia na nossa direção. “Estarão aqui em menos dez minutos vossa alteza, vamos Yuri.”

 

Em seguida Tiffany se voltou para o humano “Matthew, faça a cobertura á distancia, provavelmente não será necessário atitudes suas, mas fique de olho em movimentações estranhas e que possam colocar a vida de Kim em risco. Se necessário for chame mais algum soldado para te auxiliar. Pode cuidar disso pra mim, sozinho?”

Ele acenou positivamente... “Eu irei garantir que tudo ocorra da melhor forma.”... e logo em seguida se retirou.

As ordens principais pareciam já ter sido dadas e Tiffany agora estudava o que mais seria necessário para nossa segurança, por mais que internamente eu soubesse que todo aquele zelo era direcionado para a minha segurança em especifico. Eu deixei que ela fizesse o que achasse necessário, decidi não intervir em nada que eu não tivesse a mínima noção de como seria e eu não sabia como seria a reação dos meus novos súditos e muito menos a reação deles perante suas novas rainhas.

“Ótimo. Bem, vocês fiquem atentas á rainha, mas só façam qualquer coisa depois de um comando meu, entendido?” falou se voltando para minhas comandantes e elas concordaram, exceto Jéssica.

Eu já estava prestes a repreender na frente de todos quando Tiffany se adiantou e falou primeiro, pegando a vez de fala pra si. “Jéssica, venha cá, por favor.” Após isso Tiffany se direcionou a mim “Com licença, vossa majestade.”

Todos no salão ficamos em silêncio apenas observando Tiffany e Jéssica no canto conversando, elas falavam baixo suficiente para que ninguém ouvisse... Ninguém com ouvidos normais, afinal Hwasa, com sua audição privilegiada, ria vitoriosa e eu já podia imaginar que Jessica estava recebendo algum tipo de sermão.

Demoraram poucos minutos e elas retornaram.

Jessica estava com o rosto vermelho e Tiffany parecia à mesma de sempre.

Começamos a andar rumo à saída do salão e posteriormente sair do castelo. Me aproximei de Jéssica que andava mais isolada do restante do grupo e sussurrei em seu ouvido. “O que ela te disse?” perguntei curiosa.

“Ela pediu respeito e que eu parasse de trocar farpas com o pessoal dela...” Tenho certeza que ela resumiu o suficiente para ocultar detalhes, mas Jessica tinha orgulho demais e eu não iria feri-lo mais ainda.

Respirei aliviada. “Certa ela, pensei que teria que brigar com você na frente de todos.” Jessica parou de andar e me encarou.

“O que houve?” Perguntei olhando para minha roupa, talvez tivesse algo errada com ela, foi à primeira coisa que se passou na minha mente.

“Você não percebe? Tae, algumas horas você é muito burra.” Voltou a andar me deixando par trás e eu tive que dá uma leve corrida para alcança-la. Segurei seu braço a fazendo andar mais devagar. “Diga então”

Puxou seu braço com tudo e assim eu notei que ela estava enciumada. “Você não para de olhar pra ela, eu te conheço Kim Taeyeon.”

“Ridículo.” Eu nem olhava tanto assim, apenas a observava. Tinha que entender seu jeito, no final das contas.

“Sei...” O tom de deboche de Jessica me fez revirar os olhos, mas ela resolveu mudar de assunto. “Eu já entendi que tenho que melhorar meus modos, peço desculpas por ser insolente.”

A olhei por breves segundos e ela andava encarando o chão. Talvez estivesse envergonhada, ou até mesmo com raiva, não tinha como eu saber. Mas segurei sua mão com a minha e começamos a andar de mãos dadas. “Pediu desculpas para ela?”

“Principalmente pra ela, não se preocupe.”

Ela entrelaçou seu braço no meio e me deu um breve beijo no rosto.

Era assim que nos reconciliávamos.

Após alguns minutos já podíamos ver alguns homens parados na frente do portão aberto, provavelmente os soldados que foram requisitados por Tiffany, e além do portão já conseguíamos ver um amontoado de pessoas nos esperando.

Os homens andavam na nossa frente fazendo uma barreira e assim foi se formando um corredor e todos ali respeitavam o limite imaginário que havia sido ditado por eles.

Podíamos ouvir música alta, um grupo de homens cantava alegremente por algum motivo que eu desconheço.

Além do mais, Tiffany parecia saber o nome de todos que ali estavam, cumprimentava um por um sempre dizendo seus nomes e sempre acompanhado de um grande sorriso.

“Tiffany! Está linda como sempre!” Falou uma senhora em meio ao amontoado de pessoas.

Tiffany teve que se esforçar para ver quem estava falando, mas ao ver, fez questão de abraçá-la. “Ora, obrigada. Digo o mesmo de você, Germana.”

•Tiffany•

As pessoas inicialmente estavam um tanto afoitas em tocar e em ter um pouco de atenção de Kim, ela chamava muita atenção. Além do seu cheiro, além de sua raça e muito além do fato de ser rainha, sua beleza atraia a atenção de todos.

A segurança foi um chute no escuro, eu nem realmente sabia se seria necessária, mas preferi prevenir e eu estava certa. Pessoas tentaram avançar ferozmente pra cima de Kim, não era um ato violento, mas sim um ato desesperado. Não sabiam lidar com a nova realidade. Queriam tocá-la e comprovar que era real, talvez até no fundo de seus espíritos quisessem sentir a sensação de paz que eu senti durante minha coroação.

Independente de tudo isso, mesmo demorando um pouco mais do que gostaríamos, chegamos até a escola.

Andamos lentamente pelos corredores e eu fiz questão de pedir que impedissem a entrada de qualquer pessoa enquanto estivéssemos lá.

Eu deixaria meu povo livre para agir diante da sua nova rainha, após a apresentação real de Taeyeon. Eles tinham que entender corretamente o que estava acontecendo e principalmente ter uma explicação vinda diretamente de mim antes de qualquer coisa.

Já estávamos próximas da sala de aula e eu pude notar que Matthew estava logo na entrada e cochichava com alguém.

Eu podia ouvir seu sussurro desesperado. Minha audição não era entre as melhores de todos da minha raça, mas era boa o suficiente. “Porque você não esta dando aula Somin?”

“Quando eu cheguei ela já estava falando pelos cotovelos.” Respondeu calmamente uma outra humana, Jeon Somin, uma das professoras mais competentes da vila.

“Você é louca? Tiffany vai surtar!” ele já estava desesperado, mas ele voltou seu olhar para trás e me viu, pude notar o desespero em seu olhar, o que sinceramente me preocupou.

Podia observar seus batimentos acelerados e sua respiração pesada. Algo estava acontecendo.

“Eu vou o que?!” Falei em alto bom tom ao chegar na porta da sala e sem ao menos esperar uma resposta eu entrei e ao entrar me deparei com uma completa estranha em frente aos alunos rabiscando várias coisas no quadro negro. Eu nunca a tinha visto e eu por obrigação conheço todos que habitam minha vila. Ela é uma invasora. “Ok, eu vou surtar! Quem é ela?”                                                         

“Ninguém aqui sabe.” Falou Matthew recuado, ele sabia que isso era um erro grave de segurança. Ninguém! Absolutamente ninguém poderia entrar sem ser notado na minha vila.

“Como assim?” Falei por impulso, eu estava perdendo a cabeça.          

“Ela é uma completa estranha.” Respondeu Somin.

“Ei, você.” Falei para a mulher que falava animada com os alunos, um assunto que eu não parei pra raciocinar qual seria.

“Sim, qual sua duvida?” A mulher me olhava seriamente e ela nitidamente tinha notado que eu era quem mandava ali.

Todos essa altura já estavam dentro da sala, desde Taeyeon até Jéssica. Podia ver as crianças me olhando com certa curiosidade, os humanos ficavam acuados com a minha presença, os viris fazia cara feia como se quisesse competir à liderança. Por mais que todos ali tivessem a mínima noção de como se portar, cada raça quando criança conseguia filtrar muito menos sua reação perante as outras e isso era algo que eu não conseguia não notar, mesmo beirando um surto de raiva.

“O que diabos pensa que está fazendo dando aula para essas crianças?”

A mulher cruzou os braços e começou a refletir “Eu também não sei, mas eu cheguei e eles estavam falando coisas errôneas sobre o Adrenaline e eu não poderia deixar eles com informações erradas dessa maneira.”

Aquilo me irritou, era quase como se dissessem que minha escola não era boa o suficiente. Adrenaline era o mínimo, o básico a ser ensinado.’

Encarei Somin e ela apenas fez um gesto de rendição. Não olhe pra mim, hoje era a primeira aula de Adrenaline.”

Esfreguei minhas mãos no rosto, eu estava realmente surtando. Enquanto isso a mulher desconhecida continuava sua aula como se ninguém estivesse ali querendo saber quem ela era.

Senti um toque em meu ombro e até mesmo podia sentir minha raiva se esvaindo. “Tiffany...” Era Taeyeon. “... Calma, vamos deixá-la falar.” Disse sussurrando em meu ouvido, sua voz rouca arrastada realmente me acalmava, além do seu toque.

Ela estava fazendo aquilo de novo, podia me sentir nas nuvens como se nada mais importasse além de mim e dela.

“Continuando... Todos nós descendemos da raça primária, somos fruto de um distúrbio estrutural na conformidade dos nossos genes... Vocês sabem o que são genes certo? Ok... O que vocês ensinam para essas crianças?” Perguntou apontando para nós e sem ao mesnos esperar uma resposta continuou. “Genes são coisinhas que ficam dentro de vocês e vocês herdam de alguns parentes, os parentes mais próximos, nisso esses genes são como senhas e essas senhas são muito variadas e dependendo da ordem que ela esteja ou qualquer outra coisa isso muda a forma que ela se manifesta. O Adrenaline é a leitura desse gene.”

Ela rabiscava coisas estranhas e outras nem tão estranhas assim no quadro.

Escrevia muitas coisas que tinham caído em desuso há séculos.

“Tenham em mente que seus cérebros possuem áreas dedicadas a determinadas funções e a raça é a manifestação de um melhor funcionamento de uma determinada área. Não se sabe a origem do Adrenaline e em que momento ele começou a se manifestar ou se ele é natural ou não da raça humana, dizem que após a terceira guerra mundial houve uma mutação genética generalizada e alguns estudiosos afirmam que isso tem cabimento já que o foco dos primeiros casos da constatação do Adrenaline é na região de onde meados anos 3000 estava o Egito...”

Yoona levantou a mão a interrompendo. “Perdoe a interrupção. Mas que estudiosos? Tudo que nós sabemos sobre o Adrenaline é de acordo com as observações de nossos ancestrais, passada de geração para geração.”

A mulher pareceu surpresa com a pergunta. “Oh, vocês não possuem cientistas? Sabe... Gente que só faz isso da vida... Pesquisas?” Nós sabemos o que são cientistas, eles só não existem mais.

Falei em alto e bom tom “Não, não temos.”

A estranha soltou um alto suspiro. “Bem, Jean Jonanthan Tion, um cientista francês, ele mais ou menos nos anos de 2997 descobriu o Adrenaline e com relatos além de muita mídia física conseguiu fazer um mapeamento das raças e de como o Adrenaline se manifestava no corpo de cada um...”

A mulher falava calmamente até que ouvimos a voz de Taeyeon. “Espera! Tion?”

“Sim.” Respondeu confusa. Mas naquele momento a confusão era generalizada.

“Jean Jonathan Tion é o nome do meu avô. Ele foi o primeiro rei do meu reino.” Disse Taeyeon em tom orgulhoso e confuso.

A mulher deu um pulo e rapidamente se aproximou de Taeyeon e estava nitidamente animada com a situação. “Avô? Teria uma foto dele?”

“Foto?!” Nós não tínhamos foto. Nem câmeras, na verdade não tínhamos noticia de uma há muito tempo. A mulher logo murchou. “Ok... Uma imagem? Desenho? Marca no barro! DNA seria perfeito.”

“Não...” Respondeu Taeyeon.

Eu já estava mais do que confusa e ninguém se dava ao trabalho de perguntar o que interessava.  Então eu o fiz. “Quem diabos é você?”

“Eu sou Seohyun.”

“De onde você vem?” Continuei o interrogatório.

“Eu venho do reino do Leste, Austrália, baby.” Falou orgulhosa, mas a grande questão era: não existia um reino do Leste. Começaram as conversas e os murmúrios, podia ouvi-los bem e todos estavam nitidamente sem entender mais ainda o que estava acontecendo.

“Silêncio!” Falei quase berrando e todos fizeram silêncio em imediato.

A mulher percebeu a situação e se sentou na cadeira destinada ao professor. “Ok, eu tenho uma teoria. Eu acredito que ultrapassei as barreiras do espaço tempo e cai de paraquedas aqui, isso é uma metáfora, eu apenas dormi no conforto da minha casa e acordei no meio de um monte de feno e cavalos.”

A feição de Hwasa, ela estava ao meu lado, se iluminou e ela logo apontou para a direção da forasteira. “Então é você que esta cheirando a cavalo! Você precisa de um banho urgente.”

“Sim, mas eu realmente não sei quem são vocês ou coisa do tipo. Mas eu sei que eu vim do Reino do Leste e estávamos no ano de 3105.”

“Nós já passamos daí a muito tempo e como você criou essa tal teoria?” Falou Taeyeon.

“Eu pensei que poderia ter apenas viajado no tempo, mas eu não reconheço esse local e vocês parecem saber de muito menos do que temporalmente permite, informações não se perdem assim. Pelo que eu vi nesse mapa nem possuem os polos do norte e do sul e é como se todo o ártico e o antártico tivessem sido completamente apagados, fora outras regiões como a Inglaterra que ainda existia e inclusive dominava o reino do leste. O ártico é ate compreensivo por uma questão de aquecimento global e derretimento das geleiras, mas o antártico tem terra, é como se a terceira guerra tivesse tornado real, exatamente os locais que não existem que eu tenho conhecimento de núcleos de guerra.”

“Mas a terceira guerra aconteceu apenas em 3125.” Falou Somin confusa.

“Eu pensei nisso, mas a grande problemática é que você...” Apontou para mim. “é Stephanie V rainha do reino Leste, eu sei porque você já me ofereceu muitos bolinhos de cenoura cobertos por chocolate e você...” Dessa vez apontou pra Kim.  “... é Kim Hayeon esposa do General Kar do Sul. Não faz sentido, ou vocês são idênticas ou eu estou em uma realidade paralela.”

“Faria sentido ter realidades paralelas?” Perguntou Yuri para Seohyun.

“Sim, faria, existem teorias de que existem infinitas realidades paralelas em relação as que estamos vivenciando e a questão do espaço tempo é distinta, provavelmente em questão de tempo estamos iguais, mas acontecimentos e conformidade diferentes para tudo. Por isso eu venho de um ano tão anterior ao de vocês.”

Taeyeon acrescentou. “Meu reino é em uma outra dimensão, eu acredito que nós somos provas vivas de que muita coisa estranha é possível.”

“Eu acredito que eu vim de um outro universo. Mas não faz sentido, onde estaria o seu eu daqui?” Perguntou Seohyun para Taeyeon. 

Taeyeon respondeu risonha. “Na dimensão dos cristais nós pertencemos unicamente a ela, é nosso local de direito. Eu entendo o que está querendo dizer, cada dimensão possui um individuo e ele está presente simultaneamente nela e em todas as outras dimensões, mas nosso reino não possui isso. Pelo menos não nesse universo.”  

“Ok, então onde está o meu eu daqui? Não se pode ter dois eus na mesma dimensão.” Falou Seohyun se levantando da cadeira e andando de um lado para o outro na sala.

“Ok, eu to entendendo nada” Resmungou Jéssica, mas ela provavelmente representava a grande maioria das pessoas ali presentes.                                                                                                                              

Seohyun foi até o quadro e começou a fazer um desenho. “Imagine que um universo é uma banca de um senhor que vende vários bolinhos deliciosos e esses bolinhos são as dimensões. Todos são feitos com a mesma base de massa, mas ele altera o ingrediente principal e as coberturas, então temos bolinhos de todo tipo. Mas depois de um tempo uma senhora qualquer abriu uma tenda ao lado e também vendia bolinhos, mas ela tinha sua própria receita de massa e de cobertura. O que basicamente estamos dizendo é que vocês são de uma banca e eu sou de outra e somos de um bolinho com massas distintas, mas se o sabor foi o mesmo podemos ter mais semelhanças do que diferenças, se formos diferentes teremos mais diferenças do que semelhanças. O comum a se acontecer é ter alguém parecido comigo na minha banca, mas pode acontecer de ter alguém parecido comigo na banca ao lado. Entende?”

“Ok, a banca é o universo, o bolinho a dimensão e o granulado é você.” Falou Yoona em tom bricalhão.

Seohyun riu com a brincadeira e seguiu na onda. “Mais ou menos isso, mas esse é o espírito da coisa.”

“Se formos seguir essa lógica, na nossa banca só existem dois tipos de bolinhos: A dimensão dos cristais e essa dimensão.” Falou Taeyeon em meio a sua reflexão.

“Como acreditar que não é uma charlatã?” Falou Jéssica um tanto mal humorada.

A mulher concordou com o questionamento. “Eu sei que vocês têm um ritual e apenas os que são dignos prosseguem, além de que eu soube que o reino da senhorita Kim possui um lema de justiça, eu proponho que eu possa provar em um combate que sou digna de me manter viva e que estou dizendo a verdade.” A garota era esperta, não tinha como negar.

“Ela esta falando a verdade ou é uma ótima mentirosa e sabe controlar muito bem seus batimentos.” Hwasa sussurrou em meu ouvido e eu apenas concordei, também estava monitorando sua frequência cardíaca.

“Ok... E qual sua raça?” Perguntei por fim, eu já estava bem mais calma naquele momento, toda aquela história de bolinhos me deixou com fome e mudou o foco dos meus pensamentos em arrancar a cabeça da estranha para ir atrás de algo bem gordurosa para repor as energias.

“Humana.”  

“Por ser da raça primária eu permito que escolha o desafio.” Na minha vila existiam regras e eu tinha que fazer com que ela tivesse ciência delas.

“Eu gostaria de uma partida de xadrez.” Falou risonha, mas nem eu nem ninguém entendeu a escolha dela, além dela nem ter pedido um tempo para pensar sobre.

“Ham?” Perguntei confusa.

“Xadrez! É um jogo de inteligência e estratégia, além do raciocínio rápido...” O falatório dela estava começando a me fazer perder a paciência. A cortei e fui direto ao ponto. “Eu sei o que é, mas não esperava que escolhesse isso. Tem certeza?”

“Sim, eu perco em muitos quesitos, mas eu posso usar minha inteligência a meu favor.” Explicou Seohyun, estava decidido, ela lutaria para prosseguir entre nós, mas eu estava curiosa... “Como soube das regras dos nossos reinos?”

“Eu escutei algumas pessoas fofocando na rua, eu sei que é feio ouvir a conversa alheia, mas eu estava um tanto desesperada por está no meio de cavalos sendo que eu dormi em um travesseiro de plumas de ganso na noite anterior.”

 

“Somin, dê sua aula, por favor. Você, venha comigo.” Depois de todo aquele falatório eu i necessário que voltássemos ao palácio e levássemos Seohyun conosco.

○○○

“Precisamos entender de onde você veio e principalmente como chegou até aqui. Tem alguma noção de como vamos conseguir saber isso?” Taeyeon diferente de mim era calma e serena. Falava cada palavra com total noção do que estava fazendo. Durante o caminho de volta nós decidimos que ela iria conversar com a forasteira.

“Bem, se o seu avô tinha mesmo nome que eu falei... Esse pesquisador sumiu poucos meses após criar sua hipótese, pensamos que ele tivesse sido morto ou capturado por alguém do reino do sul.” Falou enquanto refletia.

“O que você está pensando? Que é a mesma pessoa?” Perguntou Taeyeon um tanto curiosa. A ideia de seu avô ser um viajante universal era tentadora.

“Sim! Se ele tiver viajado entre os universos? Isso além de muito legal explicaria como eu cheguei até aqui.” Falou empolgada. Em alguns momentos Seohyun transparecia sua empolgação de tamanha forma que se assemelhava a uma criança. Era fofo, não posso negar.

“Você fazia o que da vida antes de aparecer por aqui?” Foi a minha vez de perguntar.

“Eu sou pesquisadora, eu estava na comitiva real de pesquisas e minha especialidade eram as relações históricas e de convivências entre as nações.” Explicou calmamente.

“E você sabe tudo isso de física e biologia?” Perguntou Taeyeon impressionada com a inteligência da mulher a sua frente.

“Bem, já ouvi defesas de teses o suficiente para entender de tudo.”

Taeyeon refletiu por alguns minutos e o silêncio dominava o ambiente, eu não me meteria naquele assunto. Até que resolveu romper o silêncio. “Se passar no teste você terá um lugar para pesquisar uma forma de voltar. Até lá pode usar a biblioteca real.”  

“Isso é ótimo, muito obrigada.” Seohyun se curvou para Taeyeon.

“Você acredita mesmo que é de um outro universo?” Perguntei curiosa, fazendo que ainda mesmo curvada ela olhasse pra mim, levantando apenas a cabeça.  “Sim. Pelo que eu entendi vocês já possuem conhecimento sobre as fendas dimensionais, existem formas de ir de uma dimensão para outra. Nós também sabíamos e eu já viajei o suficiente dentro do universo para entender que estou em uma dimensão dele. Esse local é completamente distinto ao que eu já vi e eu já vi muita coisa. É beirando um pós-apocalíptico. Vocês não tem conhecimento de uma viagem entre universos, certo?”

“Não.” Kim respondeu por mim.

“Nem nós! É a única coisa que faz sentido e para piorar eu nem ao menos sei dizer se realmente estou certa...” Desabafou.

“Se meu avô for mesmo quem você disse, talvez tenhamos a resposta em nossos registros.” Taeyeon tinha um tom acolhedor na voz.

 “Muito muito obrigada.”

Por fim a deixamos descansar, ela ainda no final do dia iria provar ser diga de ficar entre nós. Uma partida de xadrez a aguardava.

Taeyeon me acompanhava pelos corredores do palácio, ambas estávamos indo até nossos quartos. “Existem outras dimensões?” Perguntei para Kim já imaginando a resposta. Eu nunca tinha feito uma viagem inter-dimensional, mas não precisava ir tão longe para saber que isso era muito complicado e difícil.

“Não. Foram todas dizimadas.” Falou com certo pesar, o que deixou o clima um tanto frio e nebuloso.

“Como, você sabe?” Paramos na frente da porta do meu quarto e eu antes de abri a porta esperei por sua resposta.

“O reino do norte destruiu todas as dimensões existentes, exceto essa e a minha.”

“Você fora da sua dimensão não a deixa vulnerável?” A ideia de ter a dimensão que agora eu fazia parte vulnerável era um pouco desesperadora.

“Não, eu estou a protegendo, fora que é necessária uma fenda dimensional para isso e ela vai demorar um pouco para ser aberta e quando isso acontecer significa que iremos para a guerra.”

Taeyeon pegou uma das minhas mãos e beijou a seu dorso. “Até mais tarde, majestade.”

Deu as costas e foi até a porta do lado, a do seu quarto.

Mesmo que ela não estivesse olhando eu a respondi. “Até mais tarde, minha rainha.”

Abri a porta do meu quarto e eu só conseguia pensar em um bom banho e uma soneca.

O dia ainda estava longe de acabar.


Notas Finais


Iai? *Vale ressaltar que muitas coisas não serão totalmente fidedignas ao real e eu posso até "criar" uma ciência que seja mais adequada pro desenrolar da história, então por mais que algumas coisas sejam erroneamente ditas e explicadas, elas serão assim no universo da fic*


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