História Reinos do Zodíaco: Reino do Sol (Signos) - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Aquário, Aries, Aventura, Câncer, Capricórnio, Escorpião, Gêmeos, Guerra, leão, Libra, Magia, Peixes, Reino, Romance, Saga, Sagitário, Signos, Touro, Trilogia, Universo Alternativo, virgem, Zodíaco
Visualizações 17
Palavras 1.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Escorpianos, Geminianos (Oi BFF) e Librianos, essa é pra vocês.
<3

Capítulo 3 - Capítulo 3- Dama Sombria


Fanfic / Fanfiction Reinos do Zodíaco: Reino do Sol (Signos) - Capítulo 3 - Capítulo 3- Dama Sombria

O dia amanheceu chuvoso, e Virgem agradeceu aos céus. Ela amava a chuva. Levantou-se da cama muito mais disposta do que no dia anterior, e até cantarolou um pouco.

Direcionou-se ao lavabo, fez suas higienes pessoais e começou a pentear os cabelos compridos com um pente de madeira, e demorou mais no ato do que o normal. Ela se sentia estranhamente feliz naquele dia, mas não sabia o porquê.

Após colocar um belo vestido amarelo com flores de renda que ia até os tornozelos, Virgem foi até a janela e a abriu. O cheiro de terra molhada a agradava. Pingos delicados de chuva caíam em seu nariz, e a brisa gelada fazia as cortinas peroladas dançarem contra seu corpo, a enroscando em seu cetim macio e a convidando para uma valsa.

A garota mexeu os pés para a frente e para trás, imaginando que a chuva regia uma orquestra sinfônica. Ela não gostava de dançar, mas aceitou o convite da natureza e embalou-se no ritmo suave das nuvens tristes.

 

A campainha do quarto a despertou de seu transe, e uma criada entrou no cômodo com uma bandeja de prata nas mãos.

-Com licença, senhorita- pediu a criada, timidamente.- Mas recebi ordens de servir seu café da manhã em seu quarto. Vossa Majestade Leão disse que a senhorita deveria se arrumar para as visitas que chegarão perto do meio-dia.

Era isso. O dia havia começado perfeito, para que depois algo o estragasse.

-Oh…-murmurou Virgem, desapontada- Claro, sem problemas. Pode deixar a bandeja em cima da cama, deve estar pesada. Obrigada pelo aviso… como você se chama?

A servente abaixou um pouco a cabeça, e Virgem teve a impressão de vê-la ficar um pouco vermelha.

-Vega, minha senhora. Me chamo Vega.

-Certo, Vega. Muito obrigada, pode se retirar.

Vega fez uma reverência e saiu do quarto. Assim que ela fechou a porta, Virgem desabou em sua cama, a janela, que havia ficado aberta, deixava entrar chuviscos que molhavam todo o piso do quarto.

A jovem olhou para seu café da manhã, mas não sentiu a menor fome. Seu estômago já estava preenchido de desgosto.

-Pois é- falou para si mesma- começou o inferno.

 

Virgem estava parada à frente dos portões reais. Duas colunas de mármore se localizavam de cada lado da enorme barreira. Ao lado da garota, Peixes apertava sua mão com tanta força que era capaz de ficar dormente depois por várias horas.

Leão estava vestindo uma roupa no mínimo extravagante. As mangas bufantes eram maiores que sua cabeça, e as listras verde-limão da calça podiam facilmente cegar uma pessoa. E seu chapéu ficava batendo no ombro de Virgem o tempo todo.

Câncer estava vestida de maneira simples, com sua coroa de rainha. Touro, um velhinho barbudo e gentil do Conselho Real, falava alguma coisa em seu ouvido, com um semblante preocupado. A mãe de Virgem confiava muito nele, e o homem a admirava profundamente.

Aquário trocava palavras e gesticulações enfáticas com Sagitário, o líder da Guarda Real. Eles eram amigos, mas não concordavam em muitas coisas. O mais velho, Sagitário, tinha um nariz tão quebrado que era impossível deduzir qual era o seu formato original, e tinha faces rosadas pelo excesso de bebida, mas seus olhos eram de um verde profundo e misterioso.

Virgem estava parada, reta e em postura ereta. Prendera a frente do cabelo para trás com um broche dourado e pintara os lábios com uma tinta avermelhada. Estava nervosa, e isso só a deixava mais perfeccionista.

 

De repente, uma melodia estridente soou de um trompete em um dos mirantes ao redor do castelo. Duas carruagens se aproximavam dos portões, uma atrás da outra.

A primeira carruagem, menor, era puxada por cavalos brancos e tinha rodas prateadas. Por conta da velocidade, a grama se soltou do solo e foi espirrada para cima dos cavalos, que relincharam. Os animais eram mesmo muito belos.

Para compensar a beleza da carruagem, saiu de dentro dela uma criatura que revirou o estômago de Virgem. Um jovem de estatura média, cabelos cor de ferrugem, olhos negros cruéis, pele sardenta e sorriso presunçoso vestido em um traje azul marinho acenou para o castelo.

-O Marquês de Libra!- anunciou o valete.

“O Marquês do Capeta”, pensou Virgem, com raiva.

Libra foi andando até os residentes do castelo. Ele mexia os quadris ao andar, e Virgem odiava isso. Parecia uma galinha.

-Olá, cara família, como vão vocês?-disse o primo, numa voz esganiçada.

Seu olhar foi passando por cada pessoa até chegar em Virgem. Um sorriso cruel surgiu em seus lábios.

-Querida prima. Vejo que não está mais vestida em trapos, muito bem. Obviamente não chega aos pés do meu senso de estilo, mas está no caminho certo.

Virgem apenas o olhou de forma superior e disse, fria:

-O que eu não tenho de senso de estilo, compenso em inteligência. Diferente de você, “querido primo”, que tem mais sapatos do que cérebro.

Leão logo interferiu na desavença.

-Virgem, logo você? Sempre tão educada e gentil? Trate bem seu primo, ele é um hóspede. Não foi essa a educação que você recebeu, senhorita.

O rei logo abraçou Libra, o que deu náuseas em Virgem. Depois o primo indesejável se dirigiu a Peixes.

-Ora, ora, Peixinha. Quando vai cortar esses tufos de cabelo ridículos da cabeça?- a garota, que não sabia muito bem se defender, se escondeu atrás de Virgem- Estão totalmente fora de moda e não combinam nem um pouco com a sua idade.

-Como você ousa fazer pouco caso de alguém dessa idade, que não pode se defender, seu covarde?-Virgem confrontou Libra arduamente.

Ela virou de costas para o portão e já havia levantado o punho, mas Câncer correu até a filha e a segurou para que não avançasse em Libra, que ficou parado observando a cena.

-Seu bastardo ridículo!-Virgem berrava.

-Virgem , já chega!-Leão deu um grito alto- Não consegue mais se comportar? O que está dando em você, filha?

Repentinamente, o ar que já estava frio pelo tempo nublado ficou congelante. Virgem sentiu um arrepio e uma respiração às suas costas, seguidos de um tremor causado por uma voz fria e sinistra.

-Que maravilha então. Mal chego de uma cansativa viagem e já me deparo com uma cena de tensão familiar.

Ao tomar coragem para olhar atrás de si, Virgem viu uma mulher intimidadora. Ela tinha a pele pálida como se nunca tomasse sol, olhos cor de gelo. Seus cabelos negros estavam presos com um diadema rendado. Era alta, esguia e vestia uma espécie de túnica roxa, da mesma cor que tingia os lábios. A mulher era muito bela, mas assustadora. Ela cheirava a rosas negras. Seu olhar congelante se prendeu em Virgem, e seus lábios finos se contorceram em um sorriso.

-Então essa é a jovem herdeira do trono. Muito prazer, minha querida. Eu sou a Duquesa Escorpião.

Virgem estremeceu quando a Duquesa pousou seus dedos finos e alongados em seu ombro, as unhas compridas roçando em sua pele.

-Prazer, madame.- a garota respondeu.-Nós… já nos vimos antes, alguns anos atrás.

A mulher levantou as sobrancelhas.

- Oh, claro. Perdoe-me, é que não a havia reconhecido. Você cresceu muito, já é quase uma mulher feita.

O rei e a rainha se aproximaram, interrompendo a cena. A Duquesa Escorpião fez uma reverência delicada e pôs se a abraçar Câncer como se fossem amigas íntimas. Virgem notou que Aquário olhava a visitante com raiva, e suas narinas estavam dilatadas. Pelo que ele havia dito dela, Escorpião estava sendo gentil demais, mas ela havia acabado de chegar. Melhor não tirar conclusões precipitadas.

-Minha querida, como vai?-Câncer, sempre gentil, perguntou.

A Duquesa Escorpião respondeu em um tom baixo e quase sem mexer os lábios que foi impossível decifrar suas palavras. E então Virgem teve que segurar o riso ao perceber a diferença de altura entre as duas mulheres.

Leão e Libra se juntaram a elas e conversaram por alguns minutos, enquanto Peixes saiu de trás de Virgem. Aquário não pôde avançar até elas por certos protocolos ridículos da realeza.

-Às vezes eu agradeço por ser pequena. Ela nem me viu.- sussurrou Peixes, fazendo Virgem rir discretamente.

Virgem não havia prestado atenção na carruagem na qual Escorpião viera. Ela era negra com pequenas partículas de brilho, como a noite, puxada por corcéis também negros, com o pêlo mais brilhante que ela já tinha visto. De dentro do veículo estavam saindo duas meninas idênticas, com pele bronzeada e cabelos louro-platinados. Uma usava um vestido laranja, a outra um amarelo.

-Finalmente, garotas.- suspirou a duquesa sombria- Apresentem-se, não sejam mal-educadas. Senhor, senhoras, essas são as minhas Gêmeas.

As duas meninas fizeram reverências enfáticas ao mesmo tempo.

-Olá, Altezas. Eu me chamo Genevieve, mas prefiro ser chamada de Gê.- disse a primeira com um sorriso, que Virgem achou meio abestalhada. Essa tinha olhos verdes-amarelados.

A outra, de laranja, que tinha olhos azuis como os da mãe, parecia mais séria, e se apresentou com muita classe.

-Saudações, Altezas. Atendo pelo nome Amelie, mas se quiserem, podem me chamar de Mia. Mãe, sentimos muito pela demora, é que ocorreu um pequeno incidente com o vestido de minha irmã, então tivemos que consertar.

A Duquesa Escorpião assentiu devagar.

-Muito bem, senhoras. Daremos um tempo para que se instalem em seus aposentos, e depois podem descer para o jantar às sete horas. Amanhã começaremos a discutir nossos assuntos- anunciou Leão.

A chuva voltava a cair quando dois criados abriram as portas principais do castelo. Os presentes se organizaram em fila indiana e entraram.

Ao olhar para trás, Virgem, viu a Duquesa Escorpião sorrindo para ela e retribuiu. A dama sombria era assustadora, porém não parecia tão má assim. Não que a desconfiança dela fosse passar assim de uma hora para outra, mas talvez Aqua estivesse errado a respeito dela. No entanto, só o tempo diria isso.

Por enquanto, ela ficaria de olho enquanto comia creme de morango.


Notas Finais


E aí? A Escorpião é mesmo do jeito que Aquário advertiu ou não tem nada de mais?
<3


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