História Relação Proibida - Capítulo 7


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Categorias Kimi ni Todoke
Personagens Sawako "Sadako" Kuronuma, Shota Kazehaya
Tags Incesto, Irmãos, Romance, Sawako
Visualizações 41
Palavras 3.463
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Incesto, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal!
Sei que já vai muito tempo que não posto nada, mas tive as minhas razões (e ainda as tenho). Tenho estado ocupada e conciliar tudo não tem sido nada fácil... No entanto, nunca desisti de nenhuma fic minha inacabada. Pretendo terminá-las assim que a imaginação e a criatividade assim o permitirem.
Já tenho este capítulo escrito desde Abril e não sei porquê tenho demorado para o postar. lol
Espero que gostem! Boa leitura!

Capítulo 7 - O Rival


O sol trespassava devagarinho pelas frinchas da persiana, iluminando o lindo quarto de uma jovem de cabelos negros e compridos.

Sete horas. Marcava o despertador branco sobre a mesinha de cabeceira, que começou a tocar sem parar. Passado um bocado, ela esticou um braço e desligou-o.

Espreguiçou-se ao mesmo tempo que bocejava. Levantou-se e saiu da cama, dirigindo-se até à janela. Depois de levantar a persiana, uma luz forte e calorosa iluminou todo o quarto.

Respirou fundo e sorriu, enquanto sentia o sol a acariciar-lhe o rosto. Era um novo dia. Um novo começo…

 

- Sempre que o assunto é o Kazehaya-san, ou quando ele se aproxima de ti num raio de 100km, estás sempre a criar barreiras como auto defesa. E eu entendo. Desde que chegaste aqui, ficaste a saber por nós o tipo de rapaz que ele era, e é, e por isso mesmo tens medo de sofrer. Ou então não queres desfrutar daquilo que ele te pode oferecer. Pois se te deixares ir, assim ele faz de ti gato e sapato, né? (…) Se esse é o caso então… (…)segue o meu conselho. Sê sincera contigo mesma. Deixa de criar barreiras a teu redor e faz com que as coisas fluem mais naturalmente. Vais ver que te vais sentir melhor. Bem melhor.

 

- Chegou a hora de pôr em prática o teu conselho, Yano-chan!

- Bom dia, Mira! - chegou por trás da empregada e deu-lhe um beijo na cara.

- Bom dia, menina! – cumprimentou, enquanto preparava o pequeno-almoço – Estou a ver que andamos mais animadas logo pela manhã.

Sawako sentou-se na cadeira mais próxima e sorriu contente.

- Pode-se dizer que sim.

A empregada terminou o que estava a fazer e pôs-lo sobre a mesa da cozinha.

- Então…voilá! O teu pequeno-almoço! Há que alimentar bem essa boa disposição.

- Obrigada, Mira!

Mira ficou a olhar para ela, enquanto esta comia. Não sabia explicar, mas sentia que havia algo a mais em toda aquela boa disposição…

- Sabe, menina… - Sawako parou o que estava a fazer e passou a encará-la – não sei porquê, mas…sinto-a mais leve. Mais serena.

- Também acho o mesmo, Mira.

- Mãe! – assim que viu a mãe encostada na ombreira da porta da cozinha, levantou-se e foi logo ter com ela, dando-lhe um abraço bem forte – O que fazes aqui a estas horas? Era para estares no trabalho.

- Digamos que tirei o dia de folga.

- Que bom!

A jovem estava mais feliz do que nunca com tamanha notícia, uma vez que era raro a mãe tirar um dia de folga que seja.

- Mas…voltando ao assunto anterior…a Mira tem razão, querida. Estás mais leve. Ultimamente tenho notado que tens estado um pouco em baixo. Algum problema na escola, quem sabe. Tens estado a chorar sozinha no quarto, não é verdade?

Sawako estreitou os olhos para a empregada. «Linguaruda!».

- É…mas não foi nada não. Nada com o que tenha de se preocupar, mãe. – a Drª Kuronuma continuava a encará-la com ar preocupado – A sério, mãe. Está tudo bem. Como vês já estou bem melhor. Já sei qual a direção devo seguir.

A doutora e a empregada passaram-se a encarar, mutuamente, um tanto curiosas.

- E qual seria essa direção, menina? Posso saber?

Sawako sorriu e piscou-lhes o olho, colocando o dedo indicador à frente dos lábios.

- Segredo.

[…]

- Bom dia! – cumprimentou Sawako as amigas que estavam à espera dela diante do portão da escola.

- Bom dia, Kuronuma-chan! Estou a ver que estamos bem animadas logo pela manhã.

- Sim! – sorriu – O dia está lindo, não é verdade?

- Lol.

- Que história é essa de o “dia está lindo”, Kuronuma-chan? Porque é que não dizes logo de uma vez o que te fez ficar assim tão despreocupada?

- Não vos consigo esconder nada, não é verdade?

- Claro!

Yano acenou com a cabeça, concordando.

- Ok. Eu digo. Estou assim, porque decidi definitivamente seguir o teu conselho, Yano-chan. Chega de barreiras. Toca a seguir em frente.

As duas amigas sorriram, uma para a outra, felizes por ela. Tinha tomado sem dúvida a decisão mais acertada.

Ao entrarem na sala, Sawako reparou numa certa carteira vazia, algo que a estranhou.

- O Kazehaya-san não está…

- Desapontada?

Kuromuma corou e disse atrapalhada:

- C-Claro q-que n-não! A mim tanto faz se ele chega cedo ou tarde! Agora que decidi seguir em frente, nada mais me aflige.

Chizuru sorriu de forma matreira.

- A sério? Então é melhor começares a pôr essa filosofia toda em prática agora. Ele vem aí.

Sawako arregalou os olhos e engoliu em seco assim que olhou para o fundo do corredor e o viu a correr que nem um maluco na sua direção.

Chegou ao pé delas e parou. Estava ofegante. Abaixou-se e colocou as mãos sobre as pernas, tentando controlar a respiração.

Entretanto, Chizuru decidiu meter-se com ele.

- Bom dia, Kazehaya-kun! Isso é que é chegar à escola, neste caso, à sala de aula em grande estilo! Não sabia-te tão preocupado em chegar a tempo às aulas logo pela manhã.

Kazehaya, já um pouco composto, endireitou-se e sorriu para ela de forma irónica.

- Yoshida-san. – respirou fundo – Vai ver se estou ali na esquina.

- Estavas a pedi-las. – comentou Ayane, tentando conter o riso que teimava em querer sair da boca, assim que o rapaz passou por elas e entrou na sala de aulas.

Chizuru meteu a língua de fora para a amiga, fazendo a mesma e a Kuronuma rirem com tal atitude.

Entraram na sala de aula e foram para os seus respetivos lugares. Sawako sentou-se e começou a retirar o material escolar que iria precisar.

- Olá, Kuromuma-chan! – cumprimentou-a Kazehaya.

A mesma virou-se para ele e sorriu.

- Olá! Bom dia, Kazehaya-san!

O rapaz ficou estupefacto a olhar para ela. Chegou a esfregar os olhos com os indicadores para ver que o acabara de acontecer não tinha sido um sonho. Kuromuma-chan a sorrir para ele e a cumprimenta-lo com um ar tão doce… «Ainda estou a sonhar… Só pode!».

Chizuru riu-se baixinho com a mão à frente da boca. Achou piada a reação dele.

- Chizu! – recriminou Ayane, baixinho. No entanto, no momento a seguir, não conseguiu conter um sorriso. Afinal…até que aquela reação teve a sua graça.

Kuronuma também sorriu sem que o colega o percebesse. Estava contente consigo mesma. Deixara-o desnorteado. «Por esta é que não estavas à espera, não é verdade, Kazehaya-san?». …

[…]

Educação Física. Aula de Basquete. Meninas para um lado e meninos para o outro.

Os rapazes estavam cheios de energia a jogar numa das quadras. Dois times estavam formados e, cada um, tentava com todas as suas forças acertar a bola no cesto do adversário.

O momento estava ao rubro. Kazehaya versus Sanada. «Nem penses que vais conseguir parar-me, Sanada.», pensou, enquanto driblava sem parar. «Agora é que vais ver quantas te mordem!». Deu um drible para a direita, outro para a esquerda e quando viu que tinha espaço, deu um giro para a direita e lançou a bola. Esta rodou no ar e caiu em cheio no meio do cesto.

- Yeah!

«Toma! Esta é pelo jogo de snooker, no outro dia.».

Os companheiros dele vieram ter com ele para o felicitar. Ao passo que algumas meninas, que assistiam ao jogo no outro campo, gritavam por ele.

- Kazehaya-kun!!!

- Ele é tão fixe! – exclamou uma.

- Um sonho, isso sim! Já viram o sorriso que ele tem? É tão lindo!!!

Sawako estava a um canto a trocar passes com as amigas. Ao ouvir aquela reação por parte das colegas, não teve como não revirar os olhos.

- Não sei o porquê de tanto alarido. Ele apenas marcou um cesto.

- Como?! - indignadas, saíram de perto da cerca e aproximaram-se dela – Como assim apenas marcou um cesto?!

- Para tua informação, o Kazehaya-kun é o “man”, o “boss”.

- Ele é o máximo!

- Só se for para vocês. – respondeu a Kuronuma – Para mim ele é apenas um rapaz normal. Não um ser de outro mundo. Vocês são é umas exageradas.

- Como é que é?! Exageradas?! – uma delas, a mais bonita, cabelos castanhos castanho-claros e olhos cor âmbar, deu um passo em frente e passou a encará-la, frente a frente – Por acaso sabes com quem estás a falar? Com o fã clube do Kazehaya-kun. Por isso, se tens coragem, repete o que acabaste de dizer na minha cara, olhos nos olhos. Repete!

Sawako como não gosta de dar parte fraca e estava certa daquilo que tinha dito, também deu um passo em frente e olhou para ela diretamente nos olhos, sem sequer pestanejar.

- Vocês são é umas exagera…

No momento em que ela começou a repetir o que tinha dito, a outra nem sequer a quis deixar terminar. Levantou a mão direita, pronta para lhe dar um valente tapa na cara. No entanto, alguém se meteu no meio, agarrando-lhe no braço, impedindo-a de fazer tal proeza.

A admiradora do Kazehaya ficou surpresa ao encarar a pessoa à sua frente.

- Tsubaki-kun...

- Desapareçam.

Ela puxou o braço, libertando-se do agarre dele, e, antes de se ir embora com as restantes meninas, olhou para Sawako com ar ameaçador.

- Que seja a última vez que dizes mal do nosso fã clube.

- Estás bem? – perguntou o tal rapaz a Sawako. Parecia estar realmente preocupado com ela.

- Sim. Obrigada.

Nesse momento, Kazehaya voltou a marcar mais um cesto. Durante o festejo com a sua equipa, desviou o olhar para onde estavam as meninas e reparou num gajo muito próximo da sua Kuronuma-chan. «Quem é que aquele gajo pensa que é para estar assim tão próximo da minha Kuronuma-chan? Agora é que ele vai ver quantas lhe mordem!».

Saindo de perto dos companheiros, deslocou-se até onde eles estavam. Assim que chegou ao pé deles, tratou logo de se meter no meio dos dois, afastando o dito rapaz dela.

- Posso saber o que se está a passar aqui? – perguntou de forma arrogante – O que estás a fazer perto da minha miúda?

- Kazehaya-san. Quantas vezes tenho de te dizer que não sou a tua miúda? – perguntou frustrada.

Kazehaya nem ligou.

- E aí, patricinho? Fiz-te uma pergunta.

Ele sorriu de lado.

- Porque não fazes essa mesma pergunta ao teu fã clube? Elas sim é que têm muito o que explicar.

- O que queres dizer com isso?

- É que se não fosse eu, elas teriam...

- A culpa foi minha. Não tens porque o explicar. Não vale a pena.

- Se tu o dizes...

- Já agora... – saiu de onde estava e estendeu a mão para ele – Prazer. Chamo-me Sawako Kuronuma.

O rapaz sorriu, pegou-lhe na mão e inclinou-se para beijá-la.

- Prazer. Tsubasa Tsubaki.

Kazehaya soltava fogo pelas bentas. «Grrrr! Este tipo já me está a dar cabo dos nervos! Quem é que ele pensa que é para ter tanta intimidade assim com ela? Mas pior que isso, é que ela está toda sorrisinhos para ele...!».

- Kuronuma-san. É melhor irmos para o balneário. A aula acabou.

- Sim, Yano-chan. Já vou. – virou-se para o seu mais novo amigo e despediu-se, antes de ir ter com as amigas – Tchau.

- Tchau.

Tsubaki assim que a perdeu de vista, virou-se para Kazehaya e sorriu de lado satisfeito. Era como se lhe estivesse a dizer um valente “Toma!”.

Kazehaya encarou-o com cara de poucos amigos, enquanto tentava controlar a raiva que bulia dentro dele. «Que cara mais presunçoso! Que ódio!».

Respirou fundo e deu meia volta. O melhor seria sair da beira dele antes que fizesse asneira, porque aí sim é que a Kuronuma nunca mais iria querer falar com ele.

[…]

No balneário, as três amigas estavam a vestir-se depois de terem tomado uma ducha, quando a mais escandalosa começou a puxar conversa:

- Andamos a quebrar corações, né, Kuronuma-chan?

- Chizu! Assim estás a deixá-la encabulada.

- O que é Ayane? Até parece que é todo o dia que o cara mais popular e gato desta escola dá bola para uma de nós. Reles mortais.

- O cara mais popular da escola?

- Não sabias?! – Chizuru ficou admirada, quase chocada, por Sawako não saber aquilo – Ele é tão popular quanto o Kazehaya-san. Só que pelo lado positivo.

- Sim. – concordou Yano – Bom aluno. Bom desportista. Fala cinco línguas fluentemente. Adora ler e é modelo nas horas vagas.

- A sério? – Sawako estava encantada por saber que o seu salvador era uma pessoa tão espetacular. «Ele é mesmo o oposto do Kazehaya-san.» - Agora sinto que a minha sorte está a mudar!

[…]

Kazehaya estava no bar do costume a jogar snooker com os amigos. Depois do que tinha acontecido durante a aula de educação física, só queria era descontrair um pouco. Mas, por incrível que o pareça, não o estava a conseguir...

- Por mim chega, pessoal. – disse, dando a última tacada.

Depois que se sentou no banco mais próximo um tanto estranho, os amigos olharam entre si. Preocupados, aproximaram-se e sentaram-se ao pé dele, um em cada lado.

- E aí, mano? O que foi desta vez? – perguntou o Miura.

- Nada. Apenas não estou a fim de jogar mais.

- Qual é, Kazehaya? Tu nunca fostes dessas frescuras!

- Aposto que o problema dele está relacionado com uma certa morena de olhos castanhos.

- Ah! A miúda que estava aqui da outra vez com o teu irmão?

- Sim. Essa mesma.

- Um...agora estou a entender tudo...

- Não estás a entender é nada! – sacudiu a cabeça e levou as mãos à cara – Arrrgh! Porque é que de tanta mina fui-me engraçar justo com ela?

- Porque foi amor à primeira vista...?

Sanada deu um tapa na cabeça do amigo.

- Não viaja, Miura.

- Ai! Eu não estou a viajar não! Olha só, basta olhar para ele, para as atitudes que ele tem tido ultimamente. São certamente de alguém que está apaixonado.

- Não diria amor... – suspirou – Mas acho que por lá caminha...

- Não acredito... – Sanada estava estarrecido – O Kazehaya foi atingido pela seta do Cupido!

- Menos, Sanada. Porque o pior nem é isso.

- Não? Então é o quê?

Kazehaya começou então por lhes contar, calmamente, do sonho erótico que tivera, seguido do que acontecera naquela mesma manhã na aula de educação física.

- O Tsubaki? Mano...nunca fui com a cara dele. Pra mim, ele é muito do metido. Acha-se o máximo.

- E eu não sei? – perguntou Kazehaya como se fosse o óbvio – Só que o que mais me deixou incomodado foi o facto dele estar de gracinhas para cima da Kuronuma-chan. Acreditam que ele deu-lhe um beijo na mão, tipo à moda antiga, e depois deu-me um daqueles sorrisinhos como se quisesse me provocar?

- E conseguiu. – constatou Sanada – Já viste no estado em que estás?

Kazehaya deu um murro no banco.

- Droga!

- E agora? O que vais fazer? Vais deixar o mauricinho levar a melhor? – ele nada disse - Nem pareces o Kazehaya que conheço. Desde quando é que te amedrontas perante um desafio? Estou desiludido. Nao passas de um cobar...

Explodindo de raiva, Kazehaya puxou-o pelo colarinho e olhou-o nos olhos.

- Nem te atrevas a terminar essa frase, Sanada. – sibilou entre dentes – Se há coisa que eu não sou é cobarde.

- E então? O que estás a pensar fazer, mano? – perguntou Miura após ver que o amigo tinha solto o outro.

- O que eu vou fazer? – passou a encarar cada um dos amigos com determinação – Vou à luta! A Kuronuma-chan é a minha miúda! Se o Tsubaki pensa, sonha, em ma tirar está muito enganado. Ele vai-se arrepender do momento em se cruzou no meu caminho!

[…]

Sawako chegou finalmente a casa. Como estava cansada, subiu para o quarto, jogou a mochila sobre a cama e deitou-se de costas sobre a mesma. Aquele dia era para esquecer...

Conmeçou a pensar no que tinha lhe acontecido. O Kazehaya-san já não lhe tinha parecido tão chato... Tinha conhecido o Tsubaki-san...

Sorriu. «Ainda bem que segui o conselho da Yano-chan.».

De repente alguém bateu à porta.

- Sim?

- É a Mira, menina.

- Pode entrar.

Mira abriu a porta e ficou pela ombreira da mesma.

- Menina. Era só para avisar que o jantar está pronto.

- Ok! Obrigada, Mira!

Num salto, Sawako levantou-se da cama e saiu do quarto na companhia da empregada. Enquanto desciam as escadas, Mira reparou que a menina estava um bocado diferente do que o costume.

- Menina. Vejo que está diferente. Mais alegre. É o tal rapaz que a está a deixar nesse estado? Aquele de quem falámos no outro dia?

- Não! – disse veemente e depois corou – Foi outro. Um rapaz que tive o prazer de conhecer hoje durante a aula de educação física.

Nesse instante, alguém abriu a porta principal. Era a Drª Kuronuma que acabara de chegar, o que deixou Sawako e Mira perplexas.

- Por aqui, senhora?

- Sim, Mira. Hoje foi um dia de pouco movimento, não tive assim muitos doentes e então resolvi sair mais cedo para estar com a minha filhinha. – comentou ao aproximar-se da filha, dando-lhe muitos beijinhos na cara.

Sawako abraçou-a de volta, feliz.

- Mas isso não te irá prejudicar, mãe?

- Não. Qualquer coisa urgente, eles ligam.

Sawako sorriu aliviada. Era tão bom ter a mãe por perto.

- Senhora. Chegou a tempo. Ia agora mesmo servir o jantar à menina.

- Que bom! Mira. Ponha mais um prato. Estou mesmo a precisar de comer qualquer coisa. E, enquanto a gente dá ao dente, vocês vão-me contando as novidades.

As três foram até à cozinha. Mãe e filha sentaram-se nos seus respetivos lugares e passado um bocado, Mira serviu-lhes o jantar.

- E então, filha? Como foi o teu dia?

- Nada de mais.

- Como assim nada de mais, menina? Não me querendo intrometer, senhora, mas já intrometendo, ainda agora a menina me estava a dizer que estava feliz por ter conhecido um rapaz novo lá na escola.

- Um rapaz? – perguntou com interesse – Qual rapaz?

- Ele chama-se Tsubasa Tsubaki e digamos que ele hoje me salvou de um aperto e tanto.

- Aperto? Como assim?

Depois de contar como o conheceu e o que as amigas lhe tinham contado sobre o mesmo, Sawako perguntou:

- Ele não é o máximo?

- Calma. Calma. Vamos lá ter calma. – aquela excitação toda da filha não era um bom sinal, ainda mais com um rapaz que acabara ainda agora de conhecer – Querida. Tu só o conheceste hoje. Como é que podes saber se ele é o máximo ou não? Foi apenas pela descrição que as tuas amigas te deram? – ela acenou com a cabeça que sim – Bem me parecia. – suspirou – Mas olha que demasiada perfeição é de desconfiar... – virou-se para a empregada – Não concordas comigo, Mira?

- Sim, minha senhora. Ninguém é assim tão perfeito.

- Isso é paranóia vossa. Ao menos ele é melhor que o Kazehaya-san.

- Kazehaya-san? - «Ups!», pensou a jovem – Esse por acaso não é o rapaz de que me falaste no teu primeiro dia de aulas? – perguntou a mãe, curiosa.

- Sim...esse mesmo. – disse a contragosto.

- Então nesse caso prefiro o Kazehaya-san.

- Como assim? Porquê? Tu nem sequer o conheces! Como também não conheces o Tsubaki-san e já estás a julgá-lo.

- Posso não os conhecer, ainda, mas pelo que me disseste dos dois, ao menos o Kazehaya-san mostra ser uma pessoa sincera, uma que não esconde as suas verdadeiras intensões. Deixa tudo às claras. Ao passo que o Tsubaki-san é perfeito demais para ser verdade. E digamos...esse teu encontro com ele foi um tanto...inusitado.

Farta da conversa, Sawako levantou-se da cadeira.

- A mim tanto me faz. Com licença, vou-me deitar. Obrigada pelo jantar, Mira. – saiu da mesa e despediu-se das duas com um beijo – Boa noite. Até amanhã.

Depois que a menina se foi embora, Mira deu uma caneca quente de chá verde à patroa. Sabia o quanto a sua senhora adorava beber esse tipo de chá bem quente após as refeições. Segundo ela, fazia bem à linha e à saúde.

- É, Mira... – bebeu um gole do seu chá, suspirando depois de prazer – Estou preocupada com a minha menina. Não sei se consegues ver, mas ela com tudo isto meteu-se num valente triângulo amoroso.

- Pois é, minha senhora.

- Só espero que ela consiga sair ilesa disto tudo. - Mira concordou com a patroa – Sabes, Mira. Por muito que não goste de me meter neste tipo de assuntos, tenho de admitir. Estou a torcer para que no final a minha filha fique com o Kazehaya-san.

A empregada trocou um sorriso cúmplice.

- Eu também, senhora. Eu também.


Notas Finais


Triângulo amoroso! Agora é que o Kazehaya vai ter de suar para ter a Sawako...será que vai conseguir?
Até ao próximo capítulo!


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